The Road to Hell
3 Refeitorio
Notas iniciais
– Valeu pela ajuda, mane – Lorena disse irritada enquanto caminhava lado a lado de sua irmã, já era horário de almoço.
– Sorry maninha, mais estamos falando de Sam Winchester, e quando ele é o assunto, prefiro ficar longe – A loira disse sorrindo meigamente enquanto duas pessoas se juntavam a elas na mesa, a primeira era uma garota, linda, os cabelos castanho claro e os olhos de um tom magnífico de verde, já a segunda era um garoto, os cabelos da cor da menina mais com algum diferencial, os olhos, um era azul e o outro era um castanho claro, quase mel.
– O que tem o Sam? – A menina perguntou se ajeitando na cadeira ao lado de Christ, vendo o garoto passar os braços pelos ombros de Lorena.
– Você o conhece? – As duas perguntaram em uníssono.
– É, ele é namorado de uma menina da minha turma – A menina falou seria – Acho que o nome dela é Jéssica, Jessy... Não sei, só sei que ele ta fazendo direito, e que é um gato.
– Posso saber por que essa curiosidade com o tal Winchester agora? – O garoto perguntou sério para Lory, que revirou os olhos.
– Ciúmes? Logo você? O sem sentimentos e anti-social Tyler Dixon com ciúmes da namorada? – Christ zoou o garoto enquanto via a morena ficar vermelha de raiva.
– Não somos namorados – Os dois disseram ao mesmo tempo e riram em seguida – Apenas nos pegamos quando queremos algo alem de caras idiotas e menininhas burras como porta – Continuaram falando juntos, era uma coisa que faziam bastante.
– E eu tenho ciúmes de amigas – O garoto se defendeu – Principalmente se tivermos “benefícios”.
– Vocês se merecem, concorda, Marrie? – Christ perguntou para a outra, que apenas assentiu rindo.
– Cale a boca miss personalidade – Lorena disse rindo jogando um pedaço de pão na irmã, começando uma “mini guerra de comida” entre os quatro.
– Ta bom, agora a conversa é seria – Marrie disse fazendo os três pararem de rir – Não estamos aqui de brincadeira, estamos a trabalho.
– Já dissemos que não vamos voltar para esse mundo – Lory e Christ disseram juntas.
– Lô... Pensa bem, não estamos falando de um demônio comum, estamos falando de Nicholai, o demônio que matou o Tio Steve e a Tia Judith, vocês nunca pensaram em se vingar pela morte deles? – Tyler tentou fazer chantagem emocional com a morena, que encarou a mesa.
– Lógico que sim, Ty, perdemos 15 anos de nossas vidas caçando esse desgraçado, não queremos perder mais 15 sem conseguir o encontrar – Christ respondeu pela irmã, que continuava em silencio, com a mão direita firme em seu pulso esquerdo, ela sentia a dor comum da queimação em sua cicatriz, que formava uma fênix dentro de uma gaiola, em carne viva.
– A decisão não é sua, Christ, você não passou por tudo que a sua irmã passou, não lutou contra o que ela lutou, não foi amaldiçoada por Deus – Marrie disse para a loira, que virou para a irmã, vendo os olhos da mesma se encherem de lagrimas de ódio.
– Eu. Não. Vou. Correr. Atrás. De. Nenhum. Demônio – A menina disse pausadamente, esperando que Lorena retrucasse e dissesse que a mais nova estava errada e louca.
– A Marrie está certa – A morena disse sorrindo docemente para a loira, o que era raro – Você não passou pelo que eu passei, não lutou contra as coisas que eu lutei, não tem que carregar uma maldição com você, então... Você não é obrigada a voltar para aquele mundo horrível e lutar comigo, você nem ao menos se lembra dos dois, não é? A gente construiu muita coisa pra abandonarmos agora, então... Você fica, termina a faculdade, toma conta do Winchester para o John, mais eu não posso deixar a única oportunidade de me libertar passar sem eu nem tentar antes.
– Esta falando que vai embora e abandonar tudo? A sua faculdade? A nossa casa? A nossa vida? Ta falando que vai me abandonar para vingar a morte de duas pessoas que só sabiam judiar e bater em você por não ser o que queria que eles fossem? – A loira começou a gritar no meio do refeitório, chamando a atenção de todos para aquela mesa, inclusive a de Sam.
– NUNCA. MAIS. DIGA. ISSO – A morena disse com ódio na voz, segurando a menina pelos cabelos com uma das mãos e com as unhas (lê-se: Garras) quase cravadas em seu pescoço, a loira se encolheu, com medo – Steve e Judith Flynn foram os melhores pais que qualquer um poderiam ter, e se preocupavam com você mais que tudo no mundo, seja grata por eles terem ficado com você mesmo sabendo das conseqüências na época. E eu vou sim, ir com a Marrie e com o Tyler, você querendo ou não, achando certo ou não, por que eles morreram lutando pelas nossas vidas, não acha que já esta na hora de retribuirmos de algum modo? – Foram as ultimas palavras da morena, antes de sair refeitório a fora, a caminho dos prédios da ala B.
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