The Road

1 Fired Again


Notas iniciais
Bom, essa é minha primeira fanfic all by myself. Eu sempre tive muuuita dificuldade em escrever sozinha, apesar de escrever fanfic com a Luiza (amiga que compartilho a conta e por isso o nome "clariza") e de ajudar vários amigos com as suas. The Road é muito especial pra mim por isso e eu espero que vocês gostem! ♥ Não deixem de comentar e indicar pros amigos, me ajudem a melhorar a fic cada vez mais!

— Eu te avisei da ultima vez, querida – fez uma pausa e a olhou com um olhar de reprovação – Não estava brincando, você precisa aprender a cumprir com suas obrigações, nem tudo vai conseguir resolver com seu rostinho bonito! Isso daqui é vida real. Nova Iorque é cruel, principalmente com pessoas como você.

Era notável que Diana estava segurando um sorriso vitorioso por trás das palavras ensaiadas. Florence já esperava por isso, ela sempre quis a demitir, uma vingança pessoal levado pra área profissional... Clássico. Não era o emprego dos sonhos, mas o que podia conseguir sem uma faculdade.

—Florence?–rolou os olhos –Você está me ouvindo?

Diana estava agora com outra expressão, talvez por não notar medo, ou pela garota não ter começado a se descabelar e pedir pra que não a demitisse, como tinha imaginado em seus ensaios. Bateu uma resma de folhas em sua mesa, esperando que assim recebesse mais atenção.

—Desculpa, Diana. Entendo que eu não tenho dado a importância necessária a este trabalho–Florence respondeu no tom mais sarcástico que pôde, pra infelicidade da chefe. Ela não iria dar esse gostinho de vitória pra uma mulher que só atrapalha sua vida – Mas o real motivo pelo qual tenho feito isso, é que ultimamente tenho outras coisas mais importantes, você sabe – estava dando certo, Diana já mudava sua expressão de vitoriosa pra uma dúvida com fundo de raiva e apertada sua saia por baixo da mesa; Florence estava estragando seus planos.

—Voc.. – Diana foi interrompida

—Desculpe mais uma vez, Diana, sei que sou uma das suas melhores atendentes, mas preciso me afastar. Esse emprego está atrapalhando meus planos.

Foi a gota d'água, com isso Florence oficialmente estragou todo o prazer que Diana teria e "virou o feitiço contra o feiticeiro". O único motivo de todo esse drama que estava fazendo, era porquê sabia o quanto importava pra Diana demiti-la e o quanto a mesma levava aquela franquia barata de Mc Donalds a sério.

—Agora se me dá licença e já que não trabalho mais aqui, eu preciso ir. Depois volto para trazer meu uniforme e acertar as contas – Florence se preparou para levantar da cadeira, mas Diana segurou sua mão – Você se acha muito esperta, mas não é, desse jeito não vai chegar em lugar nenhum.

—Sinto muito, Diana...

Se soltou da mão da ex chefe e levantou, sorrindo em falsa solidariedade, caminhou até a porta e bateu ao sair da sala.

Estava se dando ao luxo de sentir a vitória sobre Diana, e sua expressão se passava repetidamente em sua memoria; como parecia feliz, com tudo sob controle, quando iniciou a conversa e como estava antes que fosse embora. Sabia que isso acabaria acontecendo mais cedo ou mais tarde, era só questão de tempo para que os motivos fossem suficientes e a demissão feita. Não passou pela sua cabeça se demitir; odiava o emprego e a chefe, mas não odiava o dinheiro que, apesar de pouco, pagava as contas.

Pensou em ligar pra Ray, mas achou melhor contar quando chegasse em casa, talvez amenizasse o falatório. Passou em uma loja de bebidas e comprou uma garrafa de vinho barata e um pedaço de torta de limão, mal tinha se demitido e já começara a sentir o vazio da carteira. Foi até a estação de metrô, o próximo passaria em doze minutos mais ou menos. Tirou o celular da bolsa e deu uma olhada rápida. Dylan tinha mandado uma mensagem, olhou para os lados e conferiu se ninguém estava próximo o suficiente para ver o conteúdo, abaixou a luminosidade do celular e abriu a mensagem. Como de se esperar, era uma nude. Sorriu de canto de rosto e digitou “Mandei Diana ir pastar, ñ brigue cmg. Ps.: Adorei a foto, te recompenso mais tarde. Xoxo”. Os doze minutos não demoraram de passar com o celular em mãos, não conseguia lembrar o que fazia antes de ter um, parecia ser uma eternidade.

Quando finalmente chegou em casa, Ray ainda estava no trabalho e Florence ficou aliviada por poder adiar de ter que contar o que fez. Tirou o vinho e a torta da sacola e guardou na geladeira, talvez desse tempo de gelar antes do amigo chegar. Começou a fazer uma faxina leve, pra tapear, sabia como ele ficava mais calmo com a casa organizada e cheirosa; depois tomou um banho e sentou pra ver televisão até às 17 horas, quando ele chegaria.

Estava passando uma reportagem com a cobertura da morte da namorada de um milionário. Florence se indignou com a imprensa de um canal de fofoca sensacionalista. "Phillip Grejoy está viúvo" essa era a chamada. Estava muito distraída pensando em como a mídia é nojenta e sempre dá ênfase ao coitado homem e não a "fucking mulher fucking morta" para perceber que já tinha dado a hora e só voltou à realidade quando ouviu:

—Florie, seu turno de hoje não é até às 22:00? O qu... – ela tomou um susto e pulou do sofá, Ray não queria acreditar, mas sabia que provavelmente a amiga tinha metido o pé na jaca de vez – O quê você tá fazendo aqui tão cedo?

—Então... É... –ela se perguntava como tinha coragem de encarar Diana mas não sabia como contar o que aconteceu pra ele – Você sabe que Diana me odeia, n...

Ray entendeu tudo, jogou sua bolsa no sofá e começou a andar de um lado pro outro na sala pequena, pensando em como teria que perder seu sono de beleza fazendo hora extra por sabe-se lá quanto tempo.

—Custava esperar mais um pouco? Você sabe como vamos pagar as contas? – era uma pergunta retórica, mas mesmo assim tentou aliviar a situação –Eu pos... – mas ele não a deixou terminar – Não, Florie, você não sabe! Nem eu, nem ninguém, porquê isso não vai rolar – não era tão grave assim, pensou ela, ele a estava chamando de "Florie"

—Ray, eu juro! Você sabe que eu não aguentava mais aquela mulher louca –tentava falar em vão, mas sabia que o único jeito era esperar que o amigo terminasse o discurso.

—De todos os caras do mundo você tinha que ficar logo com o crush dela? Talvez se não fosse por isso ela não te odiasse tanto!

—Qual é, Ray, ele não tá nem aí pra ela. E foi só uma transa casual – disse em tom de deboche, mas ambos sabiam que tinha gostado principalmente por Diana gostar dele.

—Admita que você só transou porquê Diana é afim dele – Ray estava agora parado olhando pro rosto dela, que continuou no deboche – Não foi a melhor da minha vida, amigo, mas é aquele ditado – quem sabe umas piadas e memes não amenizariam a situação, custava nada tentar.

Ray sentou ao pé do sofá e começou a olhar pra televisão e pensar na maldita hora que resolveram comprar uma nova.

—Ray, nós vamos dar um jeito, sempre damos! –estava na hora do golpe baixo– Viemos crescer na vida e vamos fazer dar certo, estamos fazendo dar certo... – ela usava um tom cada vez mais meloso – Aquele emprego não estava nem perto do que quero pra minha vida. Você vai conseguir ser o jornalista que quer e merece e eu só preciso juntar um pouco mais de dinheiro pra pagar esse semestre da minha faculdade!

—Florie, você sabe que eu te amo, eu também não suporto mais aquela ruiva água de salsicha que chamo de chefe, mas nem por isso arrisco perder meu emprego – ele suspirou – E qual é? Juntar dinheiro pra faculdade? Todo mundo sabe que você não quer estudar nada, quer dinheiro fácil – ele debochou – Mas saiba que você não é uma Kardashian e isso não vai cair do céu.

—Você me conhece tão bem... – ela falou, rindo – Eu prometo, vou procurar um emprego, hoje mesmo e dessa vez eu vou ficar – ela falou, mas os dois sabiam que ela não poderia manter essa promessa – E qual é? Eu vou estudar sim!

—Eu acho bom mesmo! Porquê a senhorita nem pense que o Rayzinho aqui vai ficar te bancando a vida toda – ele fez um movimento, como se tivesse jogando o cabelo para trás e virando o rosto dos dois lados – E você não vai conseguir enganar tia Lucy por muito mais tempo...

—Enganar? Minha própria mãe? – ela falou em um tom forçado de ofensa e o empurrou do sofá –Nem mesmo eu faria uma coisa dessas, Ray, não força a barra. Ela sabe que eu vim para New York pra ter melhores oportunidades na vida, pra ser alguém, eu não conseguiria fazer isso em Fayette... – parou por um momento enquanto se lembrava de algumas coisas –A cidade é tão pequena que todo mundo se conhece! A única coisa que tinha pra fazer era transar com os universitários que vinham de fora, e mesmo assim praticamente toda a cidade fazia apostas se eu seria como minha mãe e "embuxaria" cedo – rolou os olhos.

Ray não conseguia conter o riso, era muito estranho pra ele, que sempre morou em cidade grande, imaginar uma coisa como essas.

—Imagina o orgulho que sua mãe teria ao saber que você continua fazendo a mesma coisa aqui? Mas dessa vez substituiu os universitários babacas por qualquer tipo de babaca bonito, e pra completar, não consegue manter um emprego por mais de três meses! Daqui a alguns dias não terão fast foods suficientes em NYC pra você, minha amiga...

Florence revirou os olhos e deu risada

—Mas ei, você deixou ela te demitir, certo? – ele falou esperançoso

—Não foi dessa vez... Não foi dessa vez

—Não sei como ainda tenho esperanças nisso... Agora não vamos ganhar dinheiro em cima dela –Ray rolou os olhos e tomou o controle

—Pelo menos eu ganhei a felicidade de poder sair por cima, vamos ser otimistas – ela pegou o controle de volta

—Você já não ficou por cima o suficiente transando com o homem dos sonhos dela? –dessa vez ele tomou o controle e não deu espaço pra que ela pegasse de volta.

—Há. Há. – ela disse em tom sarcastico, e logo começou a rir – Me empresta seu notebook pra eu caçar umas vagas de emprego, cansei de fast food.

—Está considerando ser uma prostituta?–falou debochado e apontou pro notebook do lado da televisão com o controle pra ela pegar.

—Não se preocupe, não vou entrar no seu ramo – pegou o notebook e ligou. Começou a buscar vagas de emprego em Manhattam, queria ir pra ilha agora, já perdera muito tempo perto de casa –Mas com foi no emprego hoje? Com aquela ruiva maravilhosa.

Enquanto se dividia em ouvir Ray reclamar do seu emprego; pensar na torta de limão na geladeira que estava com preguiça demais para levantar e comer e procurar um emprego na Ilha, viu um anuncio de uma rede social para Sugar Baby e Sugar Daddy. Florie clicou e entrou no site, que prometia um relacionamento com homens mais velhos e muitos presentes, tudo o que ela adorava. Sempre gostou de caras mais velhos e de dinheiro: "Unir o útil ao agradável", pensou distante, e então fez uma conta no site, mas sem esperar muita coisa.

Não era uma coisa a se levar a sério, nunca ouviu falar que esses sites funcionavam e acreditava que tinham caras mais fodidos do que ela se passando por daddies, a mesma coisa daqueles sites de testador, onde supostamente se recebe amostra grátis de um produto, mas não custava nada tentar.

Notas finais
Quem será Dylan e qual sua relação com a Florie? Será que ela vai conseguir um emprego em Manhattan com um currículo tão "bagunçado"? O site Sugar tem realmente caras com dinheiro ou é só uma oportunidade para os caras pagarem de ricos? A resposta para essas e outras perguntas nos próximos capítulos! Comentem o que vocês acham ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.