The Right Choice
6 Art Class
Notas iniciais
No dia seguinte, todos acordaram, se arrumaram e foram para a aula. A sala do 2º ano estava repleta de alunos, Joe e Amy estavam na mesma turma. Alexia se sentou ao lado de Joe, e Drake ao lado de Amy.
A professora de artes senhorita Charlote estava iniciando a sua aula. Mas quando viu Amy e Joe disse:
— Vejo que temos dois alunos novos. Sejam bem-vindos, e olhem, no fim da aula é necessário que vocês dois permaneçam na sala para fazer a atividade da aula passada, ok?
Amy e Joe assentiram com a cabeça e a aula continuou. Cada aluno tinha uma tela, uma aquarela, pincéis e vários vidros de tinta para fazerem suas obras de arte. A professora pediu que eles colocassem todos os seus sentimentos nas telas.
— Você já sabe o que vai fazer Amy? Perguntou Drake.
— Acho que vou fazer vários rabiscos com interrogações no meio. Até porque é assim que eu me sinto. Respondeu Amy.
— Confusa? Perguntou Drake.
— Acho que sim. Respondeu Amy.
— Está me desenhando, amor? Perguntou Alexia.
— Não sei, talvez... Respondeu Joe concentrado no desenho.
O silêncio tomou conta daquela sala, porque todos estavam concentrados naquilo que estavam fazendo. No fim da aula, a professora ficou vendo tela por tela. Umas encantadoras, já outras, não se pode dizer o mesmo. O sinal tocou e ela disse:
— Vocês estão liberados. Já Amy e Joseph terão que ficar. Tchau para os que vão.
Os alunos foram saindo, a professora pegou mais duas telas e disse:
— Vocês podem se sentar próximos um do outro, sem problemas.
Joe se sentou ao lado de Amy e olhou para ela, mas ela o ignorou. E a professora disse:
— Então alunos, eu só quero que vocês façam paisagens comuns. Somente isso, ok? Eu vou ali à secretária resolver um assunto, acredito não demorar muito, vocês se importam de ficarem um tempo sozinhos?
— Não professora, que isso. Pode ir. Disse Joe.
Amy olhou para a cara dele e pensou:
Ele está tramando alguma coisa.
— Então até daqui a pouco queridos. Disse a professora saindo da sala.
Eles continuaram a pintar suas telas durante um tempo. Joe terminou, olhou para Amy e disse:
— Oi?!
— Oi. Respondeu Amy secamente prestando atenção em sua pintura.
— Por que você é tão assim comigo? Perguntou Joe.
— Assim como? Perguntou Amy.
— Me trata com tanta ignorância. Não gosta de falar comigo. Respondeu ele olhando para ela.
Amy se virou, olhou para ele e disse:
— Então está bem, já que você quer tanto que eu fale com você. Vamos ver o que posso falar... Ah, já sei. O que você realmente sente pela sua namorada? Até porque não parece ser amor.
— Mas eu não a amo. Só estou com ela porque não quero magoá-la. Só para passar um tempo mesmo, já que ela implorou tanto, o que me custa não é?! Respondeu Joe.
— Ah! Você é tão desprezível garoto. Mas, me tire uma dúvida. Sobre o que falava as suas músicas para atrair tantas garotas? Perguntou Amy.
— Sobre amor. Respondeu Joe.
— E você já sentiu isso? Aposto que não. Concluiu Amy.
— É, eu não sei. Mas acho que estou sentindo. Disse ele olhando nos olhos dela.
Amy foi ficando sem graça, ela não sabia o que fazer até que pegou o pincel e passou tinta no nariz de Joe. Joe também passou nela e eles ficaram um sujando o outro. Depois eles ficaram rindo um do outro. Joe e Amy ficaram um olhando nos olhos do outro parando de rir aos poucos. Eles foram se aproximando lentamente. Quando os lábios deles estavam se encostando, eles ouviram o barulho da porta. Eles se afastaram rapidamente e tentaram fingir que não aconteceu, ou melhor, ia acontecer nada. A professora entrou na sala, ao ver os dois todos sujos ela disse:
— O que aconteceu com vocês? Gente eu falei que era para vocês pintarem a tela, e não um ao outro.
E Amy começou a rir de nervoso. Joe disse:
— Acabei professora.
Ele se levantou e saiu da sala. Quando ele saiu, tinha umas garotas no corredor que ficaram meio empolgadas ao vê-lo.
Quando a professora viu a tela de Joe, olhou para Amy e disse:
— Essa menina no meio da floresta é você, não é?!
Quando Amy olhou para a tela de Joe, ficou sem palavras. Depois ela despertou e terminou de pintar sua tela, se levantou e disse:
— Terminei professora.
— Está bem. Pode ir. Disse a professora.
Amy saiu da sala, as meninas que estavam nos corredores ficaram meio desconfiadas. E uma delas disse:
— Eu estou vendo coisa, ou o Joe saiu todo sujo igual a essa garota?
— Ele estava todo sujo sim. Disse outra garota.
— Deve ter rolado alguma coisa entre eles dois enquanto a professora não estava na sala. Filha da mãe, ela deve ter ficado com ele. Disse outra garota.
— Será? Disse uma delas e elas se entreolharam.
Ivy estava no jardim, sentada num banquinho lendo um livro e ouvindo música sozinha. Coddy estava passando lá perto, quando a viu ficou pensando:
Vou lá ou não vou?
Até que ele criou coragem e foi. Chegando lá, ele foi até ela e disse:
— Ivy?!
E ela não o ouviu e não o viu por estar lendo o livro. Coddy percebeu, sentou-se ao lado dela, tirou um fone do ouvindo dela e colocou no dele. Vendo isso, Ivy começou a ficar sem graça e disse:
— Coddy, eu não sabia que era você.
— Por isso me ignorou? Perguntou ele.
— O quê? Perguntou ela.
— Estou brincando, sei que você estava ligada em outra coisa. Disse ele sorrindo.
— Ah, tá. Disse ela sorrindo.
Eles ficaram sem saber o que falar por um tempo, ouvindo uma música que tinha tudo a ver com eles dois. Coddy olhava para Ivy e depois disfarçava, e Ivy fazia o mesmo. Até que ele teve uma ideia:
— O baile de Halloween está chegando. Você vai querer ir comigo?
— Vou sim. Respondeu ela empolgada, até porque era o convite que ela mais esperava, da pessoa que ela mais desejava.
— Bem que a gente poderia, sei lá, ensaiar agora a dança. Disse ele.
— Está bem. Disse ela se levantando com ele.
E eles ficaram dançando meio que abraçados no meio do jardim, porque a música era meio lenta. Carly e Derek estavam passando lá perto, quando Derek viu, disse:
— Olha aquilo lá.
Quando Carly viu disse:
— Eles não são fofos?! Mas o que têm de fofos, também tem de lentos... Podendo se beijar logo não. Eles ficam esperando alguém chegar e atrapalhar o momento.
— É verdade. Ainda bem que nós não somos assim. Disse Derek beijando Carly.
Quando a música acabou, eles foram se soltar, mas eles ficaram um olhando nos olhos do outro e se aproximando até que enfim, eles se beijaram.
— Agora você tem mesmo que ver. Disse Derek.
— O quê?! — Após dizer isso, Carly virou-se para trás — E os anjos dizem “amém”.
E os dois ficaram rindo. Enquanto isso, Ivy e Coddy curtiam o momento deles. Depois do beijo, Ivy perguntou:
— Isso que aconteceu agora, está incluído na dança?
— Não sei, só depende de você. Disse Coddy olhando para ela.
Ivy ficou sem palavras e Coddy disse:
— Eu preciso ir, até mais.
E foi embora. Ivy se sentou no banco suspirando e Carly foi correndo até ela e sentou-se no banco dizendo:
— Até que enfim hein, mana. Demorou mas rolou. E aí, me conta. Como foi, como se sente?
— Foi maravilhoso e eu me sinto flutuando. Respondeu Ivy encostando sua cabeça no ombro de Carly.
— Ownt... Que fofo. Disse Carly.
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