The Riddle Called Slender Man

1 Capítulo 1- A luz da lua, na poça de sangue.


Notas iniciais
Não olhe para atrás enquanto ler essa historia...pode encontrar algo indesejavel.
Enjoy!!

Rute, 21 de outubro.

Meus olhos se abriram com uma lentidão maior do que a de costume. Senti frio imediatamente e dores muito fortes. Estava deitada em um pátio amplo e deserto, com uma arvore no centro e vários bancos e mesas nas laterais. Eu estava bem perto da tal árvore. Engatinhei até ela, por que sentia dor nos osso e sabia que não conseguiria levantar sem esforço, e mesmo assim foi difícil chegar lá.

Me encostei na árvore e tentei organizar meus pensamentos enquanto massageava as temporas. Onde eu estava? Como cheguei ali? Onde estavam meus pais? Afinal, quem eram meus pais? Todas as minhas memórias tinham fugido da minha mente. Me senti sozinha e com medo. Comecei a chorar.

Enquanto chorava e minhas lagrimas despencavam do meu rosto ao chão, algo caiu na minha cabeça. Algum liquido quente e denso. Um cheiro forte chegou as minhas narinas, eu já sabia o que era e por isso tive medo de olhar. Reuni à coragem com a curiosidade e levantei a cabeça para poder olhar o topo da árvore. Nesse momento um pingo daquele liquido caiu na minha testa, era sangue. No topo da arvore, perfurado pelos galhos, metade de um homem sangrava.

Fiquei paralisada, outras gotas do sangue caiam em mim, olhei para aqueles olhos profundos e cheio de magoas. Aquele homem velho ainda estava vivo, nos seus ultimo momentos. Ele não tinha parte das duas pernas, sangrava absurdamente entre os galhos, mas mantinha vida. Eu sabia que o conhecia, sabia que já o vira varias vezes...

-Me... Aju... Não... Vá... Corra Rute, corra. – Disse o diretor do meu colégio, enquanto morria no topo da árvore.

Nesse momento gritei desesperadamente.

*-

Gah, 21 de outubro.

Acordei liberando o fôlego desesperadamente. Puxei o ar varias vezes enquanto tentava não sufocar ou me afogar com a água. Olhei em volta desesperada e rolei para fora da banheira.

Eu estava nua e molhada, dentro de um banheiro bastante pequeno e sujo, a lâmpada estava quebrada, mas a luz do dia nublado entrava por uma pequena janela no topo da parede. E o frio também. Fiquei ali no chão frio, toda molhada, chorando de medo e dor (meu corpo todo doía). Sentia frio e medo. Não fazia ideia do que estava acontecendo. Continuei em posição fetal por mais alguns minutos.

Tentei examinar o pequeno cômodo. Ali tinha uma banheira, e pelas marcas no chão tinha sido arrastada até aqui a pouco tempo. Tinha uma porta na outra extremidade do banheiro, era branca e alguma coisa estava riscada nela. Me levantei e fui até ela, passei por uma privada mas não havia nada nela, aparentemente. Tinha um pia com espelho do lado da porta, o espelho estava quebrado e não saia água da torneira. Aproximei-me da porta para ler. Parecia ter sido escrito com uma faca. Dizia:

“Sua missão começa quando você sair daqui. Se demorar vai perder o jogo.”

A palavra “jogo” tinha sido escrita de forma mais forte, como se o autor tivesse dado ênfase. Suspirei pelo frio, medo e duvida. O que aquilo queria dizer? Sair dali era impossível enquanto eu estivesse nua! Voltei a atenção para a banheira, fui até ela em passos longos. A água parecia bem suja, mas ainda só parecia água. Fiquei muito feliz em ver um volume escuro no fundo da banheira. Enfiei a mão la dentro e tirei um conjunto de roupas e um par de sapatos.

Não eram minhas roupas, mas já era uma luz naquelas trevas. Era um camisa social branca um pouco justa, uma saia curtíssima verde com bordadinhos amarelos na borda e uma sapatilha... Parecia uma atriz pornô fingindo ser adolescente. Mesmo que eu fosse adolescente, tinha 17 anos. Suspirei. Fui ao espelho, por mais que pudesse sair estava com medo. E eu ainda estava toda molhada, e as roupas piores ainda. Encarei meus próprios olhos verdes claros no espelho. O que eu deveria fazer? Tinha muitas duvidas e muita dor. O que aconteceria se eu ficasse ali? Nada bom, provavelmente.

Decidi abrir a porta, estava destrancada. E assim que dei meu primeiro passo para fora do banheiro minúsculo, ouvi um grito.

Notas finais
Espero que gostem...se alguém comentar eu continuo escrevendo :) haha