The Return Of Puckzilla
1 Capítulo único
Notas iniciais
Puck estava sentado na sala de espera da diretoria. Aguardava para vê o diretor Figgins e sabia que seria uma conversa muito, mas muito demorada. Desta vez, Noah Puckerman batera seu próprio recorde de bullying, e tudo com apenas uma pessoa. Sam Evans, novo quarterback do time de futebol e novo membro do New Directions.
Ele jurava por deus que não queria fazer nada com o garoto, afinal, fazia parte da equipe, e a equipe fica junta sempre. Mas vê-lo se aproximar de Quinn, com aqueles olhos famintos e aquela boca enorme, fez o puckzilla adormecido despertar furioso e com vontade de ser o quão ruim fosse preciso. Só para dar o recado. Fique longe da Quinn.
Começou cedo a atormentar Sam. Primeiro, jogou um slushie gigante sabor groselha, o mais doce e pegajoso da cantina da escola e atirou em cheio no rosto do garoto, e pagou 20 pratas para que Karofsky fizesse a mesma coisa na hora do almoço e da saída.
Teria um prazer enorme em fazer a tarefa, porém, seria assinar um atestado burrice atacar o rival tantas vezes, e de forma tão direta.
Pensava que só isso seria necessário, mas viu as insinuações do boca de caçapa para cima dela na aula de história. Como pareciam um casal de namoradinhos apaixonados, esfregando o clichê de quarterback e capitã das Cheerios na sua cara. Era ele quem deveria estar ali, e o novato estava roubando tudo pelo o qual lutara.
O sangue subiu a cabeça e Puck mudou de lugar. Sentou-se na carteira atrás de Sam, começou novamente. Chuva de bolinhas de papel, petelecos na nuca, cutucões inoportunos, tudo para desconcentrar o garoto. Só isso não era o suficiente, não para o Puckzilla.
Quando Karofsky jogou mais um slushie na cara de Sam, antes do segundo período, Puck o seguiu até o banheiro. O loiro abaixou para lavar o rosto na pia e tirar todo o grude. Nem viu a chave de braço dada por Noah e o guiou até a privada. Sentiu o pé empurrando a cabeça dentro do sanitário, a água batendo com força e entrando pela boca, só respirava entre uma descarga e outra.
– Se afaste dela. Eu estou avisando. — Sussurrou no ouvido do rapaz, antes de largá-lo na privada.
Mais uma vez achou que seria o suficiente para fazê-lo desistir. Ledo engano. Lá estava ele, na hora do almoço, na mesa das Cheerios. Comendo ao lado dela, se fingindo de coitadinho. Agora era a hora do pior tipo de intimidação, aquele guardado apenas para os momentos extremos. O puxão de cueca. A mais mortal das técnicas de bullying.
Assim que Quinn saiu, o loiro levantou e ele agiu de novo.
– Puxão de cueca! – Gritou Puckerman, puxando o cós da roupa íntima de Sam o mais alto que pôde. Os alunos que ainda estava na cantina riam à medida que o garoto gritava mais alto.
Ninguém acreditava na coragem de Puck em atazanar o quarterback do time.
Então sentiu a mão pesada em seu ombro. Ele olhou para trás e largou a cueca de Sam. A cara de poucos amigos de Beiste fora o necessário para saber que estava em uma encrenca das bravas.
A treinadora iria comer seu fígado por ter sido capaz de um ataque tão cruel ao novato, mas por Quinn, faria o que tinha que fazer. Ia provar que era digno do amor dela, e que o clone jovem do Mick Jagger não era páreo para ele.
– Hey Popeye, já se cansou de bater no Brutus? – Disse Sue Sylvester, a treinadora da Cheerios, vendo-o sentado encarando o próprio tênis.
Puck ficou calado, poderia dar uma resposta à altura, mas sabia que se encrencaria ainda mais.
– O gato comeu sua língua hein... – Sue Riu. – Você tem muita coragem, mas o cérebro do tamanho de uma ervilha. – A treinadora saiu, divertir-se com a cena.
– O que diabos você tem na cabeça? – Puck reconheceu a voz, mas não quis olhar. Já estava encrencado o bastante por uma vida, e não estava fim de ouvir sermão
– Me responde. O que diabos você tem na cabeça? Atacar logo o Sam, seu colega de time. – Ela insistiu.
– Eu fiz por nós, está bem. – Ele finalmente encara Quinn, sentada na cadeira próxima a sua, com a careta mais nervosa que a loira já lhe lançara na vida. – Eu fiz por nós. Se o Bocão quer você, então ele vai ter que enfrentar o Puckzilla.
A expressão da capitã da Cheerios se encheu de pesar. Amava Puck. Sabia como ele era um cara legal quando queria ser, mas a constante necessidade dele de cair na cama de outras enquanto ainda está com ela era complicado demais. Difícil demais. Além disso, depois dessa, a reputação de Noah iria ladeira a baixo.
– Puck – Quinn pousou a mão afetuosa no joelho dele. – Nós tentamos, mas você não consegue se conter. É só alguma outra te dar bola que você vai logo correndo atrás.
Ele revirou os olhos. Não tinha argumentos para aquilo, é verdade, mas seu coração era dela, sempre foi.
– Eu posso tentar um pouco mais. – Disse sendo sincero. – Por favor, Quinn. Aquele idiota não é a metade do que você precisa.
– Ele me respeita. Não tentou passar a mão em mim logo de cara. – A cheerleader segurou uma risada, lembrando de uma mão-boba de Puck no seu primeiro dia em McKinley High.
– Ele é gay. Ele fica olhando pras partes dos outros caras no chuveiro. – A parte do chuveiro era mentira, mas o jogador desconfiava que Sam gostava de homens. — Me dá uma chance Quinn.
– Se você aprender a se controlar, quem sabe. — Então Quinn se inclinou para frente e beijou o rosto de Puck. Ele sentiu cada célula do seu corpo se aquecer quando os lábios delicados da Cheerio o tocaram. Parecia que tudo o que fizera surtira efeito.
Ela caminhou pelo corredor, se afastando passo a passo da sala do diretor. Puck botou um sorriso no rosto, assistindo-a rebolar um pouco mais que o normal. A loira sabia que estaria olhando, já que o judeu fazia isso toda a vez que Quinn passava.
– Puckerman. – A voz forte de Beiste o fez voltar a realidade. – Entra.
Noah se levantou. Não importava o que acontecesse ali dentro, ele ainda tinha uma chance e iria se agarrar a ela com todas as forças.
Notas finais
Segundo: Depois de Faberry, Quick e Puckleberry são meus ships favoritos. Então, não se espante se postar alguma coisa desses dois.
Terceiro: Essa história foi escrita antes de saber que o Puck tinha ido parar no refomatório, então a culpa é totalmente minha se houver alguma incoerência com a linha do Ryan Murphy.
No mais acho que é só.
E Quarto e último: Eu sei que Bullying é uma coisa odiosa, mas o Puck não acredita nisso. E outra, ele funciona na técnica do reforço negativo: Se não pode chamar a atenção fazendo coisas boas, ele chama a atenção aprontando.
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