The Relic's Fate
1 Capítulo 1 - Mas para que se preocupar, sou uma Weasley-Potter.
Notas iniciais
Prólogo.
Por fim, o garoto ergueu as mãos e os retratos respeitosamente silenciaram, sorrindo, enxugando os olhos e aguardando, ansiosos, que ele falasse. O garoto, porém, dirigiu-se a Dumbledore, e escolheu suas palavras com enorme cuidado. Exausto e com a vista turva como estava, precisava fazer um último esforço, para buscar um último conselho.
– A coisa que estava escondida no pomo – começou ele, retirando a pedra do bolso – O que faço com elas?
– Meu caro rapaz, seria um conselho sábio lhe dizer para dar um fim ás relíquias. Mas de certa forma, ainda as acho necessárias, para uma vez que é impossível se acabar com todo o mal – respondeu Dumbledore. – Alguém mais sabe que elas estão com você?
– Ninguém mais – disse Harry, e Dumbledore assentiu satisfeito.
– O que vamos fazer com elas então, Harry? – Perguntou Hermione preocupada, se aproximando do amigo.
– Esconde-las. – Respondeu o garoto.
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Vinte e um anos depois.
Os onze anos de idade de um bruxo é um dos períodos mais importantes em sua vida. É quando você inicia sua carreira
acadêmica. E cá entre nós, estou me preparando para esse momento faz três anos. Na verdade, eu e meu primo Hugo cansamos de falar sobre Hogwarts nas últimas semanas, então tentamos dar um tempo. Pena que não resistimos e ontem a noite ele me ligou, e voltamos a falar como seria o momento que chamariam nossos nomes e anunciariam a Grifinória. O meu será mais ou menos assim:
A vice-diretora chamaria meu nome e sem hesitar eu me sentaria no banquinho. O salão principal ficaria em silêncio quando ela falasse meu sobrenome, todos me entreolhariam e os cochichos sobre mim começariam. O chapéu seletor faria seu típico “ hmmmm “, como se já não soubesse para onde me mandar. Do modo que anunciam a rainha da Inglaterra, ele gritaria o nome da Grifinória, e eu seria coberta por aplausos e abraços das gravatas vermelhas.
E isso vai acontecer hoje à noite. O caminho até a estação foi bastante atordoada, Tiago e Alvo não calavam a boca um segundo, e desejei joga-los para fora do carro várias vezes. Não aguentava mais ouvir minha mãe manda-los calar a boca, e a mania insuportável do Tiago falar como se tivesse um autofalante grudado em sua boca. Eu me lembrei imediatamente da toca, quando vivíamos com nossos avós, tios e primos, e quase pedi para papai retornar para casa, só de pensar que vou ter que conviver com todos os meus oito primos em Hogwarts. Já estou cansada de ouvir as fofocas da Dominique e Roxanne, das lições de moral da Molly, das brigas da Lucy com o Tiago, do silencio irritante da Rose, do mal comportamento do Fred, do jeito calmo do Louis, e as malditas pegadinhas – com algumas participações especiais minhas – do Hugo. Ah, só não mencionei o Alvo porque ele é totalmente desinteressante. Única coisa que me irrita nele é que todas as garotas o acham bonito. Uma palavra: eca.
Tive que abraçar a mamãe e prometer que responderia todas as suas cartas umas dez vezes. Papai me deu um beijo na testa e a tia Hermione pediu para mim e para o Hugo espionar a Rose no castelo. O tio Rony até chegou a falar que nos deserdaria se fossemos para a Sonserina. Todos riram e eu duvido que era apenas uma brincadeirinha. Mas para que se preocupar, sou uma Weasley-Potter.
Falando em meu sobrenome, é bom todos saberem quem sou, por isso resolvi dar uma chance para meus irmãos e primos e ficar perto deles. Tive que chantagear o Hugo com doces para irmos procurar a cabine que eles estão.
– Eles estão aqui – falei para meu primo, abrindo a porta da cabine.
Encontrei Alvo, Rose, Tiago, Lucy, Fred, e uma garota desconhecida. Todos com cara de: “o que vocês querem aqui? ”. E foi exatamente o que o Tiago disse.
– Achei que a tia Hermione tivesse falado para ficarmos perto de vocês – respondi, cruzando os braços.
– A tia Hermione pediu para vocês ficarem perto dos alunos do primeiro ano, pirralha – retrucou Tiago -, e nem tem lugar para vocês aqui mesmo.
– Lily, de qualquer forma íamos nos separar. Vocês vão de barco, nós de carruagem – disse Rose, com sua paciência de cuidadoras de bebês.
– Sério? – Tentei fazer minha melhor cara de surpreendida – Nossa, tinha me esquecido que papai já disse isso três vezes.
– E pelo visto você se esqueceu – desafiou Tiago.
– Não importa, já que preferem dividir os lugares com uma desconhecida, do que com seus próprios sangues – retruquei.
– Lily, não tem problema, vamos procurar outro lugar – pediu Hugo.
– Ela não é desconhecida, Lil. É amiga da Lucy. – Alvo só abre a boca quando se trata de garotas.
– Grande diferença. Não preciso de vocês. E quer saber? Vou procurar a cabine do capitão do time de Quadribol da Grifinória! – Respondi, empurrando Hugo para sair.
– Lucy – chamou-me Rose.
– Hum?
– Tiago é o capitão do time da Grifinória – ela me lembrou e todos começaram a rir, menos eu.
– Mas que merda! – Gritei, batendo o pé.
Todos fizeram suas melhores caras de surpresos, e Tiago até fingiu colocar a mão na boca de espanto. Esqueci que eles não costumam me ouvir xingar.
– Mamãe não vai gostar de saber disso – ele me provocou.
Idiota. Babaca. Tiago Sirius Idiota Babaca Potter. Eu te odeio.
Hugo e eu achamos uma cabine vaga, perto dos demais alunos do primeiro ano desinteressantes. Vinte minutos depois uma garota chamada Anna Leypond pediu para se juntar a nós. A viagem foi rápida, e a cada segundo que passava eu planejava minha vingança contra o meu irmão mais velho. Eu odeio passar vergonha. É como se fosse um sentimento de inferioridade, como se todos lessem na minha testa “ idiota “, e rissem da minha cara. Se tem uma coisa que eu não admito, é que me humilhem.
Como Rose e papai disseram, fomos de barco. Conheci um casal de gêmeos chamados Thomas e Chrissy Yordanov, simpáticos até demais. Hugo pareceu se identificar com Thomas quando ele o contou sobre as pegadinhas que aprontava com sua irmã mais velha Sarah. Ou Stacy. Ou Lara, não me lembro o nome. Mas os dois logo desapareceram e restou eu e Hugo um do lado do outro. Seguimos a professora Minerva McGonagall até o hall, e eu me surpreendia cada vez mais com Hogwarts. É bem melhor do que a escola que papai me contava.
Atravessamos o salão principal e pude enxergar todos os meus primos e irmãos aglomerados na mesa da Grifinória. Rose acenou para nós, mas eu desviei o olhar, fingindo estar falando com uma menina gordinha do meu lado. A professora nos alinhou em frente a um banquinho, e surgiu com o chapéu seletor em suas mãos.
– Quando eu chamar os seus nomes, deem um passo à frente e se sentem no banquinho – informou a velhota, lendo o pergaminho em sua mão. – Hugo Weasley.
Senti Hugo apertar o meu braço e logo o soltar. Sua respiração parecia ter acelerado quando se sentou ao lado de Minerva, e fechou os olhos quando ela colocou o chapéu em sua cabeça. Não demorou muito tempo para ele anunciar a Grifinória, e ser coberto por aplausos e gritos de comemoração. E assim se seguiu a lista que não parecia ter fim.
– Theresa Martin. Sonserina.
– Yan Parker. Lufa-Lufa.
– Thomas Yordanov. Grifinória.
– Pandora Giullig. Corvinal.
– Amber Fields. Lufa-Lufa.
– Lilían Potter – a voz rouca da professora soou pelo salão inteiro, e se fez silencio, assim como eu imaginava.
Ao contrário dos meus planos, eu senti as minhas pernas ficarem moles, e as minhas mãos começavam a suar. Pensei nos abraços que receberia e me sentei no banquinho. Imaginei o salão comunal, o meu dormitório, a minha gravata vermelha, os cachecóis com um desenho de leão na sua ponta, a senha da comunal, os alunos, e até no fantasma da casa. Quase não senti o chapéu seletor na minha cabeça quando ele começou a falar. Não consegui prestar atenção, só ficava imaginando o orgulho que o tio Rony sentiria. Querendo ou não, ser da Grifinória é como um manto sagrado dos Weasley’s. Que eu saiba, minha família inteira sempre pertenceu a casa dos corajosos.
O salão principal continuou em silêncio, mas logo ouvi os aplausos. Moldei meu melhor sorriso e procurei com os olhos os membros da Grifinória: todos quietos e alguns de cabeça baixa. Segui o som dos aplausos do outro lado do salão, e só depois de segundos consegui ouvir o chapéu seletor me selecionar para os rivais dos Grifínos. A Sonserina.
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