The Redhead Twin
2 Elizabeth Potter e a Pedra Filosofal - Hogwart's Express
Notas iniciais
Para a felicidade dos gêmeos, o dia de finalmente irem para Hogwarts chegou antes que eles pudessem imaginar.
O último mês com os Dursley foi uma tortura. Eles os ignoravam a qualquer momento, como se eles não existissem, mas isso não era uma novidade para os Potter.
Tia Petúnia, porém, tinha se encarregado de encher a sobrinha com roupas melhores — mas ainda sim, roupas doadas — e ensiná-la a como se cuidar. Elizabeth nem sabia que a tia sabia tantas coisas sobre maquiagens ou penteados de cabelo, mas não poderia mentir pra si mesma, ela havia gostado. Talvez fora a única coisa boa que a mulher tinha feito pra ela. E ainda assim, só lhe fora ensinado porque a ruiva devia se arrumar para outras sessões de fotos, que pareceram acabar quando eles tinham suas malas prontas.
— Hagrid, essa plataforma não existe… — Elizabeth disse olhando confusa para o bilhete que o novo amigo deixou em suas mãos, mas em apenas um segundo, ele já não estava mais lá. — Como um cara daquele tamanho some assim?
Harry riu.
Ele e sua irmã eram realmente muito amigos, mas não tinham quase nada em comum. Elizabeth, mesmo sendo muito maltratada na casa dos Dursley, era uma garota animada, meiga e incrivelmente inteligente, ela não tinha muito controle sobre suas palavras, mas era um pouco tímida com aqueles que ela não conhecia direito. Já Harry era mais quieto, reservado e não fazia amizades com tanta facilidade, mas sempre se juntava nas brincadeiras de sua irmã.
— Vou perguntar. — o Potter disse.
— Harry, não… — Elizabeth bufou quando seu irmão a ignorou, mas lhe enviou um olhar convencido quando o funcionário apenas riu de sua pergunta sobre a plataforma nove três quartos.
— E agora?
— Não sei. — ela se apoiou num carrinho que carregava seu malão com todos seus materiais, sua mala com suas outras coisas e a gaiola que carregava sua coruja, Bright.
— Depressa! — ouviram uma voz falar apressada. — Estamos atrasados! Plataforma nove três quartos, logo ali.
Harry e Elizabeth rapidamente olharam na direção em que o dedo apontou, apenas uma parede de concreto entre a plataforma nove e dez.
— Percy, vai você! — eles viram que era um grupo de seis pessoas, todos ruivos, num tom mais claro que Elizabeth.
Os gêmeos Potter deixaram a boca cair gradativamente quando viram o garoto se jogar com força em direção a parede, e ao invés de se chocar contra ela, passou direto.
— Quê?
— Agora, Fred, é você. — a mulher baixinha e gorducha disse apontando para um deles. Elizabeth os encarou, eram gêmeos idênticos até a última sarda.
— Ele não é o Fred! — o gêmeo do lado disse direito. — Eu sou!
— Honestamente, mulher. E você ainda diz ser nossa mãe. — o outro disse.
— Me desculpe, George, Fred... — ela disse. — Vai lá!
— Estou brincando. Eu sou Fred. — o garoto disse antes de correr em direção a parede e sumir também. Elizabeth soltou um risinho.
E viu o outro sumir também.
— Rony, agora você. — ela disse pro menino mais escondido.
— Com licença. — Elizabeth pediu educadamente. — Pode nos ajudar… — ela olhou para onde os ruivos haviam sumido.
— Claro. — ela sorriu carinhosa. — É o primeiro ano de vocês? — eles assentiram timidamente. — É o de Rony também. — olhou para o garoto ruivo, que acenou envergonhado.
— É que nós não sabemos como… Erm… — Harry torcia as mãos .
— Tudo que vocês têm que fazer é ir em direção ao meio das duas plataformas. Se estiver com medo, é melhor correrem. — ela disse.
— Obrigada. — os dois sorriram.
Elizabeth foi primeiro. Fechou os olhos quando chegou muito perto da parede de concreto, e quando abriu, estava diante de um lindo trem vermelho.
— Uau. — ela disse chocada.
— Bem impressionante né? — uma voz masculina chamou sua atenção. Era um menino bem loiro, tinha uma feição meio arrogante, mas sorria pra ela.
— Muito.
— É seu primeiro ano?
— Sim. E o seu?
— Também. — ele pareceu satisfeito.
— Está nervoso? — ela perguntou com um sorriso simpático.
— Não. — disse confiante. — Sei que me darei muito bem em Hogwarts… Assim como todos de minha família.
— Oh… — Elizabeth franziu o cenho. — Bom pra você. Eu tô uma pilha de nervos, estou tremendo até agora.
O loiro riu divertido.
— Tenho certeza que vai se dar bem.
— Eu espero.
— Não se preocupe. — ele a olhou atentamente. Draco tinha ficado particularmente muito interessado na ruiva.
— Obrigada… — ela quis que ele lhe dissesse seu nome, mas foram interrompidos.
— DRACO! — uma mulher pareceu chamá-lo com as mãos.
— Espero te ver em Sonserina.
— Em o quê? — Elizabeth perguntou confusa, não tinha ouvido o que ele falara.
— Até mais. — ele disse.
— Até.
Notou o garoto correr pra um homem e uma mulher com os cabelos também platinados, deviam ser seus pais.
Até que notou que não tinha mais visto Harry, olhou para todos os lados o procurando, mas não o achou.
E como já estava atrasada, Elizabeth continuou empurrar seu carrinho até o lugar em que eles estavam guardando as malas. Colocou as mãos em sua cintura e ofegou.
— Quer uma ajuda aí? — perguntaram duas vozes atrás de si.
— Muita. — ela sorriu aliviada.
— É pra já.
Eram os gêmeos ruivos que ela vira antes. Eles eram altos, magros, tinham um cabelo um pouco longo e liso, eram bonitos.
— Muito obrigada. — ela disse com um sorriso. — Me pouparam uma baita dor nas costas.
— De nada. — sorriram também.
— LIZIE! — ela se virou para ver Harry acenando loucamente pra ela, parecia que ele já tinha guardado suas malas.
— Tenho que ir. — ela sorriu. — Até mais. Obrigada. — e correu para seu irmão.
— Quem eram? — Harry perguntou quando eles se sentaram em uma cabine vazia.
— Me ajudaram a guardar a mala. Não sei o nome.
— Ah…
— Com licença? — o garoto ruivo de antes disse. — Não tem mais lugares.
— Sente-se conosco. — Elizabeth disse simpática.
— Obrigada. — ele falou envergonhado. — Sou Rony. Rony Weasley.
— Harry.
— Elizabeth.
O menino pareceu congelar.
— Harry e Elizabeth Potter? — ele ofegou.
— Sim. — falaram sem jeito.
— Uau.
A viagem foi tranquila. Rony era um garoto legal, ele lhes falou sobre os feijõezinhos de todos os sabores e os sapos de chocolate.
Harry e Elizabeth estavam achando tudo um máximo.
Conheceram Hermione Granger também. A ruiva achou a menina um pouco intrometida, mas logo esqueceu disso quando as duas entraram em uma conversa sobre os livros do ano letivo.
Subitamente, Rony pediu para ver as cicatrizes que os Potter carregavam, elas as mostraram sem nenhuma objeção. Talvez já tenham aprendido a lidar com isso.
— Vou ao banheiro. — Elizabeth disse quando se levantou.
Ao abrir a porta para poder sair do banheiro, a ruiva bateu-a com certa força em algo.
— Ouch. — ouviu um resmungo de dor.
— Aí, me desculpa. — ela disse desesperada. — Que coisa! Fazer a porta virada pra fora, me surpreende que isso não tenha acontecido antes…
— Hey! — um dos gêmeos lhe cumprimentou feliz.
— Oi. — ela sorriu.
As pessoas aqui eram simpáticas, pensou.
Fred não gostava de ser atingido por portas, mas quando viu quem o acertara, logo esqueceu da pequena pontada de dor que o afligia. Era a ruiva da plataforma.
Ela era tão bonita, parecia tão doce e tinha uma voz tão suave.
— Me desculpa, mesmo. — Elizabeth disse mais uma vez. — Machucou muito?
— Não se preocupe. — Fred disse com um sorriso.
— Eu juro que foi de sem querer, eu…
— Sério, nem tá doendo mais.
— Ainda bem. — ela suspirou aliviada. — Desculpa…
— Não há necessidade de pedir desculpas. — ele a tranquilizou novamente com um sorriso. — Meu nome é Fred Weasley, garota da porta.
— E eu sou George. — o outro se apresentou. — Pra mim você ainda é a garota da mala.
Elizabeth riu.
— Ah, são muitos nomes pra me lembrar. — ela fingiu pensar. — Podem me chamar de Elizabeth. Elizabeth Potter.
— A Elizabeth Potter? — perguntaram juntos, espantados.
— Sim. — ela deu os ombros.
— Interessante. — disseram pensativos. — Realmente tem a cicatriz?
Elizabeth calmamente abaixou a manga de sua blusa, mostrando a pequena marca em seu ombro.
— Uau. — Fred não sabia que podia achar uma clavícula tão bonita.
— Primeiro ano? — perguntou George.
— Sim. — ela disse. — E o de vocês?
— Terceiro. — falaram juntos.
— Bom... Até mais. — ela disse com um sorriso.
— A gente se vê por aí.
— Eu espero. — ela acenou e voltou para a cabine que estava.
A viagem prosseguiu por mais um tempo até finalmente o trem parar.
Eles tinham chegado a Hogwarts.
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