The Redhead Problem
24 ''Cuidado, irmão bravo''... E ele precisa malhar!
Notas iniciais
Dei umas risadinhas, e quase cai dos braços do Potter.
— Uh, você é forte. — falei e comecei a rir. — Mentira, você precisa malhar um pouquinho James. — disse dando tapinhas no seu braço. — Eu te derrubo com um sopro.
Fiquei de pé fazendo movimentos como se estivesse em uma luta de boxe.
— Vem lutar. — eu disse rindo.
Ele me encarou divertido. Eu ri, e dei um soco na cara dele e um chute no saco. Ele não estava mais rindo, foi divertido.
— LIly! — mamãe ralhou ajudando o Potter a levantar.
— VENCI! — gritei pulando. — GINGER POWER BITCH!
— E agora quem quer fazer um discurso para o casal? — ouvi alguém perguntar e me virei para o palco.
Sai correndo e gritando.
— EU!
Subi no palco e empurrei a mulher com sombra verde e batom vermelho (eca) pro lado e peguei o microfone dela.
— Eu quero dizer que, eu odeio o James. Mas apesar de tudo o pai dele ate que da para o gasto. Não é feio e nem pobre. Mas você não acha que minha mãe é muita areia para o seu fusca? Igual eu sou muito ar para a bicicleta do James, ele que vá sonhando. Viva a america! — gritei batendo palmas.
O senhor P. parecia que teria um AVC. Mamãe estava vermelha de indignação.
— LILIAN KATHERINE EVAAAANS! — ela berrou.
— Que é coroa? — perguntei rindo. — Que foi? Eu só estava brincando.
— Vá.Para.O.Seu.Quarto! — ela disse entredentes.
— Tem muitas meias e cuecas lá. E eu tenho quase certeza que são usadas.
— VÁ!
— Okay, okay... — eu disse jogando o microfone na cara da tiazinha e descendo do palco.
Entrei dentro de casa e subindo as escadas aos tropeços e rindo. Entrei no meu quarto tropeçando em alguma coisa amarela e laranja e cai de cara no chão. Comecei a rir. Porque tudo era tão engraçado? Olhei pro lado pra ver o Doritos e o Fantasma sentados me olhando.
Levantei e me joguei na minha cama, pelo menos eu achava que era minha cama. Estava com um cheiro tão diferente... Dei de ombros e fechei os olhos.
Abri os olhos lentamente enquanto bocejava. As cortinas ainda estavam fechadas, e a casa estava em repleto silencio. Mamãe já deveria estar gritando por comida a essa hora, e o senhor P. deveria estar correndo pra lá e pra cá á procura de comidas estranhas que mamãe queria. Mas tudo estava extremamente silencioso.
Sentei na cama, percebendo que não era minha cama. Minha cama era a que eu estava encarando, que também estava vazia. Porque eu estava na cama do Potter?
Levantei e me tranquei no banheiro, batendo a porta o que me fez ficar com uma grande dor de cabeça. Enchi a banheira, me sentindo enjoada e deitei dentro dela de olhos fechados.
Coloquei uma camiseta da Nirvana, um short jeans e meu coturno, prendi meus cabelos ruivos em um rabo de cavalo e sai do quarto tonteando.
Desci as escadas aos tropeços e fui para a cozinha. Cade as pessoas dessa casa? Procurei nos armários da cozinha por algum remédio que aliviasse minha dor de cabeça. Encontrei uma dipirona quase no fim e coloquei tudo em um copo com um pouco de água e bebi tudo, sentindo o gosto amargo horrível.
— Argh. — eu disse fazendo uma careta.
— Dor de cabeça? — alguém perguntou e eu me virei assustada dando de cara com o Potter.
— Não, dor no pé. — eu disse sarcástica.
Ele deu uma risadinha.
— Qual é a merda da graça? — perguntei indignada. Como se não bastasse minha dor de cabeça, eu ainda ia ter que aguentar a droga do Potter. — E cade minha mãe?
— Ela saiu com o meu pai. Eles vão passar a tarde toda fora. Estão morrendo de vergonha.
— O que aconteceu? — perguntei curiosa.
— Você estragou o ensaio de casamento da sua mãe. — ele disse dando de ombros.
E as imagens da noite anterior invadiram minha cabeça. Fiz uma careta.
— Lembrem-se de não me deixar beber no casamento dela.
— Não sei não, foi tãoo divertido. — ele disse rindo eu bati nele.
— Cala a boca, idiota. — eu falei indo sair da cozinha mas voltei. — Ah, e eu estava falando serio quando disse que você precisava malhar. Hum, perdeu para uma garota? Que coisa hein! — ele fez cara de indignado e eu sai correndo e rindo a tempo de desviar do pano que ele tocou.
Me joguei no sofá e liguei a televisão. Porque quando minha mãe não estava em casa, eu tinha esse sentimento de nada pra fazer? Passei por vários e vários canais e nunca encontrava nada para assistir. Deixei em Pitch Perfect que estava passando.
O Potter segurou minhas pernas e sentou ao meu lado, depois as largou. Eu olhei incrédula pra ele, pensei que ele fosse me jogar do sofá, e alem do mais tem outro sofá. Porque ele não sentou naquele?
— Faz pipoca. — pedi.
— Faz você.
— Não. — resmunguei. — A casa é sua você que tem que fazer.
— Você vive aqui três meses e não esta acostumada?
— Não, eu estou acostumada sim, mas não quero levantar. — eu disse. — Faz pipoca. — pedi manhosa.
— Não. — ele disse.
Comecei a chuta-lo, ate ele segurar meus pés.
— Faz.Pipoca! — pedi irritada. — Eu estou de ressaca, tenho que ficar em descanso.
— Ok.Ok. — ele suspirou irritado.
Levantou do sofá empurrando minhas pernas no chão, o que fez eu perder o equilíbrio e cair junto. Ele saiu rindo enquanto eu fiquei indignada no chão.
Ele voltou com um pote de pipocas, e eu já estava deitada no sofá novamente, só que sem botas, porque ele fez o favor de tirar porque não queria correr riscos.
Comi as pipocas mal humorada, mas logo o mal humor já havia passado e eu só estava prestando atenção no filme.
Fui acordada com cosquinhas nos pés. Caramba, quem é o idiota que esta fazendo isso? Eu estava tendo espasmos e soltava risadas estranguladas. Mas eu nem havia abrido os olhos ainda para ver quem era o idiota.
— P-p-para! — pedi ainda rindo desesperada, o ar já faltava.
Como reação chutei a cara do ser estupido, que estava fazendo cosquinhas no meu pé, ele grunhiu.
— Bem feito seu idiota. — eu disse mal humorada.
Me sentei no sofá bocejando.
A porta foi aberta e entraram mamãe e o senhor P. discutindo sobre algo.
— Não, não faz mal. — mamãe disse.
— É claro que faz. — o senhor P. disse segurando os braços dela.
— Para com isso, não faz nada.
— Deixa de ser teimosa, agora sei a quem a Lily puxou.
— Hey! — reclamei irritada.
— Ah então a senhorita bêbada acordou. — mamãe disse eu sorri amarelo. — Se você fizer algo parecido com o que fez ontem, você nunca mais vai ver o sol nascer, entendeu?
Assenti. Ela deveria estar falando serio. Tais Trupada que o diga, bem ela não estava exatamente morta mas ela estava meio que careca e precisava usar uma peruca.
— Lily peça umas pizzas e Coca-cola. Não estou com cabeça pra cozinhar e a Margareth esta de ferias. Porque mesmo você deu ferias pra ela? Ela nunca faz nada. — mamãe ralhava com o senhor P. ate que era divertido.
— Mas eu não vou atender a porta, aquele Ricardão não serve nem pra decorar o meu nome, imagina me levar pra sair. — eu disse pegando o celular do bolso e procurando na lista o numero da pizzaria.
O nome da pizzaria era Oh Hot! Os uniformes eram vermelhos com desenho de fogo e uma pizza. Não tinha nada mais criativo que isso.
A campainha tocou e eu fui obrigada a atender a porta. Bufei claramente irritada e abri a porta. Dando de cara com um garoto vestido com o uniforme exatamente como eu descrevi. Mas não era o Ricardão. Ele era o Amos Diggory. O garoto que me viu pelada, e que quase atropelou a Emily, Erika sei lá o nome da criatura.
— O-oi. — sorri idiota e quase cai quando fui me escorar na porta.
— Oi. — ele disse sorrindo. — Aqui suas pizzas.
Eu tinha pedido cinco caixas de pizza, porque é, eu tenho alma de gorda. Também pedi duas garrafas de coca-cola como sempre, e um Doritos de pimenta. Sim, eles vendiam isso lá e era por isso que eu amava essa pizzaria, ainda mais que era o Amos o entregador.
— Tudo deu quarenta e dois reais. — ele disse.
Eu entreguei uma nota de cinquenta, e ele me devolveu o troco. E em todo esse tempo eu fiquei sorrindo idiotamente.
— Suas pizzas. — ele disse me entregando ela. — E seus refrigerantes.
Sorri mais idiotamente ainda, se fosse possível. Eu estava prestes a convida-lo para entrar, mesmo que fosse idiotice já que ele estava trabalhando, mas o Potter me puxou para dentro e fechou a porta. Qual era o problema desse garoto?
— Argh, eu nunca vou ter um namorado por causa que você é idiota. — eu disse e ele colou algo na minha blusa, que eu percebi que era o mesmo adesivo de antes.
'Cuidado, irmão bravo'.
Bufei e me joguei no sofá.
— Você ainda precisa malhar.
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