The Red Sunset

3 Pinheiro do Caribe


Notas iniciais
Há males que vêm para o bem.

Ele descia rapidamente na vertical. Quando apertou o botão na mochila preta, duas asas de fibra de titânio ergueram-se na vertical e logo se puseram na horizontal. Isso ajudou methyr a descer mais rapidamente ao encontro da Sra. Colym. Chegando perto de 700 metros de altura Methyr alcançou ela agarrando-a pelas costas segurando firmemente seu tórax.

— Pensei que você não viria me salvar. Disse a Sra.Colym.

— Nos não temos para quedas, apenas essas mochilas especiais que chamamos de A.T. Eu não tinha tempo de lhe explicar como ela funcionava. Então imporei você para fora, vesti uma delas e vim ao seu encontro --- Explicou a ela segurando-a numa posição um pouco constrangedora --- Podemos planar com elas por uma hora, mas como estamos em dois o tempo se reduzira bastante.

— Quanto seria “Bastante”? Ela indagou.

— Cerca de uns quinze minutos! Respondeu Methyr olhando para seu relógio.

-Vamos pousar!

Estava começando amanhecer, e também a chuva começou a cair. Eles desciam entre as nuvens e ao longe se via grandes árvores. Ao descer mais um pouco para azar deles dois as árvores ao longe faziam parte de uma grande floresta tropical que os cercavam de norte a sul.

— A uma clareira a uns 500 metros daqui --- disse Methyr apontando para um pequeno circulo em plena mata fechada --- Se prepare para um pouso um pouco desagradável.

Estavam descendo bem, indo para a clareira agora faltando cerca de 20 metros de altura. Mas a asa direita cedeu ao peso que tinha que sustentar. Os dois desciam rodopiando.

— Vamos morrer! Gritou a Sra.Colym.

— Não vamos não – Disse Methyr largando a mochila, abraçando a Sra.Colym.

Para sorte de ambos caíram em um lago... Submergiram rapidamente, mas Methyr sabia nadar como um peixe ajudou a Sra.Colym a voltar à superfície, mas não a achou. Vasculhou por mais alguns segundos, seus pulmões já estavam estourando pela falta de ar decidiu subir, mas seu pé ficou preso em alguma coisa.

Por mais que tentasse se soltar mais ficava preso. Ele olhou para cima e a luz solar ficara cada vez mais longe, seus olhos se fecharam.

Algumas horas depois Methyr acordou na beira daquele lago. Meio tonto e desorientado ele tentou se levantar, mas foi repreendido por uma voz doce que vinha de alguém que o segurava.

— Acalme-se, você engoliu muita água.

Methyr virou-se e conseguiu ver o rosto da bela dama.

— Sra.Colym é você?

— Sim sou eu – Disse ela --- Na hora que caímos na água logo voltei à superfície, mas você não estava lá então mergulhei novamente e notei que você estava preso em um galho ou em uma raiz, sei lá.

Trouxe você até aqui.

— Nossa... Eu voltei para te ajudar, pensei que não sabia nadar – Disse Methyr olhando firmemente nos olhos azuis da Sra.Colym – Acabei fazendo papel de bobo, eu te devo uma.

— Você me salvou lá em cima e eu te salvei aqui em baixo. Estamos Kits. Disse a Sra.Colym dando uma leve risadinha a ele.

A Sra.Colym deitou Methyr e foi coletar um pouco da água do lago. Ele adormeceu.

Perto das onze horas Methyr acordou e se levantou disposto como se estivesse dormido a noite toda. A Sra.Colym estava sentada na beira do lago com seus pés submersos na água olhando os peixes que lá viviam.

— Devo lhe agradecer novamente por ter salvado a minha vida – Disse Methyr sentando ao lado dela --- Mas agora temos que sair daqui.

— Você sabe onde estamos? Pediu a ele.

Ele apertou alguns botões em seu relógio, mas com o impacto foi danificado.

— Pelo o que eu vi lá em cima devemos estar em uma floresta.

A Sra.Colym olhou para ele com um ar de indignação e disse:

— Isso eu já sabia.

— Acho que estamos em algum lugar da América central, mais especificamente em Belize. Pois essas árvores que nos rodeiam são do tipo que crescem em florestas secundárias, olhando para o leste vemos alguns morros de calcário que também e típico dessa região. Explicou Methyr a ela.

— Então temos que ir para o leste, pois lá é o litoral. Vamos subir ate aquele morro, quem sabe de lá temos uma visão melhor para onde ir. Disse ela apontando para um monte cuja distancia estava cerca de uns seis kilometros do lago onde eles estavam.