The Rebellion

8 How hard is


Notas iniciais
Ainn!Finaly!Thank you J.C.! Hey pessoas!♥33 Aqui vai o capítulo 7!Yha!kkkkkkk Espero que gostem!♥ Boa leitura amantes de tretas! P.S.-Avalon é tipo um Daryl Dixon no corpo de uma garota de 16 anos,por isso não esperem muito que as coisas vão se resolver magicamente >3< #BigTretas

Eu não conseguia mais pensar, o que diabos tinha sido aquilo!? Por que o caipira tinha respondido assim do nada!? E como Aaron sabia meu último nome!? Eu meio que sabia dizer o porquê mas me recusava de todas as formas possíveis e impossíveis.

Eu podia jurar que minha cara estava pior do que a de Daryl, sem brincadeiras; podia sentir meus olhos se arregalando cada vez mais e meus lábios se separando. Quando percebi já estava cuspindo as palavras que antes me engasgavam.

— Por que você respondeu? – Tentei manter a calma, mas podia sentir-me fracassar mais uma vez.

— Eu disse Dixon ,por que você... – Aaron parou, pude sentir sua dúvida sobre mim – Avalon, Dixon faz parte do seu nome?

Não ,claro que não! Eu respondi porque sou idiota, não percebeu?

Meus pensamentos estavam à mil. Tudo o que eu pensei a respeito do caipira, sem educação, antes, todas as familiaridades, tudo fazia sentido de um jeito que eu estava odiando perceber. Não consegui dizer nada, pude sentir o suor frio começando a brotar em minha pele, a única coisa que fiz foi direcionar meus olhos para o homem ao meu lado. Daryl olhava para a calçada, incrivelmente limpa, surpreso.

Minha maior vontade era de correr para longe daquele lugar e daquele homem, mas também queria sacudi-lo e perguntar milhares de coisas que queimavam de ansiedade em minha mente.

Por favor não diga o que eu não quero ouvir, seu imbecil, pensei quase encontrando alguma forma de bater nele. Ele não precisou dizer pois seus olhos claros me fizeram entender a mensagem, tão rapidamente e dolorosamente com um tiro.

Você sabia seu desgraçado!Mas que merda!?

Eu podia sentir meu sangue fervendo dentro do meu corpo, eu poderia sim ter dado um tiro nele quando nos encontramos na tarde passada, mas eu não o fiz.

— Espera, isso quer dizer que vocês são parentes? – Carol estava sentada na varanda da casa ao lado; todos pareciam ninjas americanos naquele lugar.

Os olhos de Aaron se arregalaram, ele era muito mais lerdo do que eu imaginava.

— Weebster, Amélia Weebster – Daryl parecia um pouco mais consertado – é a sua mãe. Onde ela está?

Não consegui dizer nada de imediato apenas o metralhei com o olhar, sabia que ele se sentia culpado e eu tentaria trazer à tona toda essa culpa.

— Ela... – Respondi em um quase suspiro, logo aumentando meu tom de voz – Ela está morta, seu desgraçado!

“Você sabia!Você sabe!Eu me pareço com ela?Foi por isso que me olhou daquele jeito quando eu estava de cara limpa, me reconheceu foi? Mas, olha só, eu não te reconheci! Por quê?Porque você não estava lá!”

Senti os olhares pesados das outras pessoas sobre nós, agora quem passava por ali só podia sentir o pesar das minhas palavras. Notei a pele morena de Morgan à alguns pés de nós e os olhos duvidosos de Rick.

Daryl não disse o que eu não queria ouvir, não de imediato, mas eu sabia, eu podia sentir. Tudo se encaixava. O colete, o sotaque caipira e a personalidade; eu era igualzinha a ele.

— O que está havendo — Morgan acabara de se pronunciar.

— Daryl, o que significa isso?

Rick parecia bem confuso e desconfiado, mas eu podia apostar que não estava tanto quanto eu. Meu ódio estava crescendo cada vez mais rápido e eu não sabia se me controlaria por muito tempo, mas a situação acabou antes mesmo de ter começado de fato, com apenas cinco palavras que Daryl Dixon soltou.

— Ela é a minha filha.

—________________________________________

— Como assim ela é a sua filha? – Rick bradou.

O cenário tinha mudado de uma hora para outra, antes estávamos em meio a uma rua limpa cercados por olhos curiosos, mas depois estávamos em uma casa limpa cercados por olhos curiosos...bem, não foi uma mudança drástica.

Rick nos arrastou até a casa clara gigante da noite passada, fomos seguidos por mais três pessoas, dois deles eram Carol e Aaron, que conseguiram assistir à cena de camarote e a outra era a mesma mulher morena de antes mas eu ainda não sabia o nome dela.

Nenhum de nós disse nada até chegarmos no casarão, mas eu ainda podia sentir meu sangue fervendo da pior maneira possível: de ódio.

— Você não nos disse nada sobre uma filha, em seis anos. Por que? – Carol parecia muito desapontada mas a força não deixava seu olhar.

— Porque não diz respeito a vocês. – O caipira respondeu, encostado na janela grande da sala de estar.

— Daryl – Rick se aproximou – somos uma família, você deveria ter contado pelo menos para alguém.

— Esse é um assunto muito delicado... – eu percebi a tensão em seus ombros, o desgraçado estava com medo. Não de Rick ou dos outros, mas de mim.

Não consegui me conter, abri a boca antes mesmo de pensar em algo maduro para falar, mas o que eu poderia dizer? Maturidade não é comigo mesmo.

— Sabe, agora você me deixou bem curiosa. Por que é um assunto delicado!? Qual foi o motivo pra você pular fora? Foi atrás de algum rabo de saia, “papai”?

Os olhos claros de Daryl caíram sobre mim, eu não vou mentir: foi assustador.

Eu não tenho medo de você, isso é a última coisa que eu preciso agora: sentir medo.

— Olha, quer saber? Dane-se, isso não vai mudar o estrago que já foi feito mesmo. – Explodi, mais uma vez.

— Não diga o que você não sabe, Avalon!— Foi a vez dele explodir – Você não sabe o quão difícil foi...

— O que foi difícil!? Você deixar a gente? Deve ter sido mesmo pra você não ter voltado nenhuma vez se quer, imagino o quão foi!

Todos na sala respiravam fundo, apenas eu e Daryl estávamos ofegantes. O medo de que eles conseguissem escutar as batidas rápidas do meu coração era grande, por mais que eu odiasse admitir. Tentei me acalmar mais uma vez, em mais uma tentativa fracassada.

— Sabe? O que mais me incomoda não é você ter perdido quinze anos da minha vida e da minha mãe, mas o fato de que o mundo teve de acabar pra mim achar você, e ainda com a mamãe morta, seu puto.

— Como foi que ela morreu, Avalon? – As palavras dele estavam muito mais pesadas do que antes.

— Como você mesmo disse: não te diz respeito.

Nos encaramos por um tempo, que pareceu durar uma eternidade, nenhum deles sequer tentou interferir, Rick sabia que não conseguiria resolver a situação mas também sabia que as coisas estavam saindo um pouco do controle...ou pelo menos acho.

— A aparência de vocês é muito parecida, mas você não se parece nada com ela.

— Ah, sério?Acho que é porque me pareço com o papai. Por isso você me irrita tanto.

— Vamos todos manter a calma! – Parecia que Rick já tinha perdido a dele também – E ser racionais, brigar assim não vai ajudar em nada.

“Quero que vocês dois se sentem e conversem direito!Se vocês são da mesma família não deveria brigar assim,ainda mais na situação em que estamos.”

Isso é porque não é com você.

— Eu não preciso conversar nada com esse cara.

— Olha o jeito que você fala, mocinha.

— Ah! Só o que me faltava é você começar a agir como um pai de repente!

Eu disse chega!

Direcionei meu olhar para Rick mais uma vez. Ele parecia realmente possesso.

— Você pode não querer falar com ele agora, Avalon, mas terá de falar comigo. – Rick era muito mais autoritário do que eu pensava.

Demorou um pouco para mim cair na real e perceber a situação: eu estava em um lugar desconhecido e rodeada por pessoas que poderiam sim me matar, ah e acompanhada pelo pai que me deixou quando eu tinha um ano de idade e um velho com ombro furado.O que me restou foi sentar.

— Avalon, quantos walkers você já matou?

Primeiramente fiquei desapontada por não sermos tão originais com o termo walkers pois aquele pessoal também o usava, e muito. Em segundo fiquei muito confusa, como assim quantos?

— Como vou saber?Vocês contam esse tipo de coisa por aqui? – Tipo: um, dois, três, quatro; matei muitos por hoje.

— Quantas pessoas você já matou? – Rick estava mais sério do que antes.

Aquela pergunta me pegou desprevenida, isso me levou de volta a muitos momentos de que eu não me orgulhava mas tinha presenciado. Pessoas eram mais perigosas do que qualquer desmiolado triplicado.

— Eu...eu não sei, talvez umas trinta ou mais. – Respondi, tentando sugar todo a ar do local.

Notei papai engolindo o seco.

— Por que? – O líder não parecia nem um pouco espantando com a quantidade.

— Pelo mesmo motivo de todo mundo, sobrevivência. – Tenho certeza de que você já matou mais.

A sala ficou silenciosa mais uma vez, minha raiva já tinha esfriado um pouco mesmo estando em uma situação que eu nunca achei que iria enfrentar nessa nova realidade.

— Avalon – Carol quebrou o silêncio – você matou a sua mãe?

Senti meu sangue esfriar de vez. Como ela estava me perguntando uma coisa daquelas!? Eu nunca poderia, eu um milhão de anos, matar a minha própria mãe!

— Não. – Mas tive de cuidar da situação depois de que ela foi morta à sangue frio.

Daryl parecia muito mais perdido do que eu, por mais que eu odiasse admitir ele tinha mesmo se importado com a minha mãe.

— Como isso foi acontecer? – A mulher de pele morena perguntou – Quero dizer, você tem uma filha, eu nunca esperaria por isso.

Carol estava dizendo com os olhos: nem ninguém, acredite.

— Michonne está certa, foi uma surpresa muito grande. – Os olhos claros de Rick repousaram em mim novamente.

Ah, acreditem pois para mim ainda está sendo.

— Eu ainda não consigo acreditar que sua mãe te deixou usar um arco, pelo que eu me lembro a Ame odiava qualquer tipo de arma. – Por algum motivo eu não estava conseguindo mais queimar de ódio pelo Daryl.

— Ela não deixou. Mas aposto que se você estivesse junto deixaria, do jeito que atira com aquela besta.Você...pelo menos tentou nos procurar?

Se essa situação tivesse acontecido três anos atrás eu estaria chorando mas como estava acontecendo naquele momento eu não consegui fazê-lo.

— Eu fui a Macon duas vezes depois dessa merda toda, e quase fui morto na segunda.Tem muita coisa que você ainda não entende...

— Já parou para pensar que a mamãe poderia estar viva bem aqui do meu lado se você não tivesse pulado fora? Que poderíamos estar juntos agora?

Eu tinha atingido a ferida, a minha e a dele, e eu sabia que estava sendo mais infantil do que nunca mas eu não podia evitar...estava no meu sangue. Me levantei em apenas uma tentativa e me dirigi para a porta, logo parei.

— Não se preocupem, eu só vou ficar até meu amigo melhorar – Me virei para eles – depois eu pulo fora também.

Girei a maçaneta e passei pela porta, logo fechando-a atrás de mim.Minha cabeça ainda latejava e a queimadura na minha perna tinha voltado a doer. Obrigada J.C., ajudou bastante.

Apressei o passo para tentar achar a tal da “ala hospitalar”, tentei não pensar mas isso era uma prática impossível. Meus passos eram pesados e desajeitados. Eu me parecia mais com ele do que eu queria notar.

Eu não estava prestando atenção para o caminho, por mais do que odeie admitir, por isso acabei esbarrando em uma pessoa. Não foi um encontrão só um esbarrão de ombros. Quando percebi havia um chapéu aos meus pés. Rapidamente virei a cabeça para encarar o sujeito que eu tinha acabado de assustar.

Um garoto um pouco mais alto que eu, parecia um pouco desnorteado, mas eu não o culpo por isso. Tinha olhos claros, como todos ali, mas alguma coisa neles me lembrava o recém conhecido Rick; não sei como não o derrubei. Parabéns Avalon, sempre causando boas impressões.

Rapidamente me abaixei e peguei o chapéu, entreguei nas mãos do dono, ás pressas.

— Foi mal. – Me desculpei, logo voltando para meu caminho, mesmo depois de ter me perdido um segundo naquele azul claro dos olhos dele.

Como eu não estava prestando atenção acabei voltando para a casa que Carol tinha me levado na noite passada. Por algum motivo a mais eu estava sentindo muito a falta a minha mochila e eu também sabia que ela estava lá dentro. Por isso entrei, antes mesmo de procurar Ash direito.

Quando abri a porta encontrei Morgan novamente. Ele estava em pé ao lado de alguns quadros estranhos.Ele conseguiu ler meus pensamentos em um piscar de olhos.

— Colocaram seu amigo no andar de cima, se é isso que você ia me perguntar. – Sorriu.

Fiquei o observando por um momento, aquele dia estava ficando cada vez mais bizaro. Apressei o passo para a escada, meu machucado ainda doía mas isso era a menor das minhas preocupações. O primeiro quarto que chequei foi o que eu tinha passado a noite, minha mochila estava lá mas nada de Ash. Procurei no quarto ao lado do meu e achei um velhote acabado dormindo como um bebê.Eu poderia rir, mas não o fiz.

Você tem que melhorar logo para nós picarmos a mula.

Me sentei no parapeito da grande janela que dava vista para a vida pacata daquelas pessoas. Por mais que eu quisesse pensar direito eu não conseguia, meus nervos ainda saltavam. Peguei a mochila e a abri, revirei-a até encontrar a mesma foto de antes, onde eu e minha mãe riamos como duas imbecis.

Encostei a cabeça no vidro frio da janela enquanto observava e cutucava a foto, já estava toda velha e tinha algumas manchas estranhas; sangue? Eu não sabia dizer. Enquanto tentava achar fundamento para o meu ato descobri o porque de aquela foto ser tão grossa. A cola soltou e outra foto, uma que eu nunca tinha visto, caiu por ente minhas pernas.

— Avalon? – A voz rouca de Ash me tirou de meus devaneios. – O-oque aconteceu?

Logo, ele abriu os olhos por completo e olhou em volta.

— Onde estamos?

Com um sorriso torto e um pouco triste me virei para o homem, mostrando a foto nova em minhas mãos, onde meus pais sorriam como dois idiotas. Ame e o Mr.D.

— Advinha?Eu acabei de encontrar o meu pai.

Notas finais
Tudo o que Avalon mais temia a atingiu de uma vez como um soco atordoante. Daryl, o caipira grosso e mal educado, tinha um "Dixon" no nome e isso significava parentesco, mais parentesco do que a garota queria com qualquer um. Seu pai estava vivo e era grosso, irônico e sarcástico como ela, o que era o seu pior pesadelo. Como a vida deles se seguirá depois de essa descoberta? Não perca no capítulo 8!