Notas iniciais
Heeeey gente Por N razões, temos um capítulo hoje e teremos um amanhã HUAHUAHUAHUAHU Espero que gostem

Meia calça preta desenhada. Shorts jeans tingido com a bandeira de seu país natal. Uma camiseta branca larga, com estampa de rock. Salto alto preto. Maquiagem forte. Cabelos perfeitamente ondulados.

Essa era a imagem que ocupava a tela do computador de Davi, enquanto pensava sobre a garota que havia trombado dias antes, na reunião com Jonas Marra, e antes disso, em frente a casa dela.

Mimada, patricinha, louca, rica, extravagante... Essas eram as palavras comuns que definiam Megan Lily Parker, a herdeira de um império de bilhões de dólares, por parte de Pamela e Jonas.

_ Essa garota está com a vida feita, mesmo que não faça nada além de compras o resto da vida. – assoviou Davi, impressionado.

Leu as notícias recentes, que davam conta de seu relacionamento com o paparazzi. Quanto mais lia, mais vontade tinha de socar o tal Alex. Como alguém podia ser tão baixo, sem princípios, sem escrúpulos?

“Ser escritor é o sonho da minha vida, e eu sou capaz de tudo para isso” dizia o inseto em uma das reportagens. Se tinha uma coisa que Rita havia ensinado a Davi ao longo da vida, era que precisava perseguir seus sonhos e objetivos com integridade.

_ Megan Parker? – praticamente pulou ao ouvir a voz da mãe, que estava parada atrás dele – Porque está pesquisando sobre ela?

_ Mãe. – ele fechou o notebook depressa – O que eu já falei de ficar me espionando?

_ Hey, eu avisei que estava entrando. Não é minha culpa que você esteja tão fascinado que...

_ Eu não estou fascinado. Estou curioso. – Davi deu de ombros – Eu quero saber tudo sobre essa família.

_ Davi, nem quando você era um fã obsecado do Jonas Marra você se interessava tanto por eles. – preocupou-se Rita, sentando ao seu lado – O que mudou meu filho?

_ Eu simplesmente não acho certo essas pessoas acharem que podem comprar o mundo, que tem esse direito. – garantiu o jovem – Ele tentou roubar minha ideia mãe, e agiu como se não tivesse importância.

_ Filho, eu te conheço bem. Sei que não é de levar desaforo para casa, mas também sei que tem o péssimo hábito de ver tudo pelos olhos da raiva que o domina no momento. Você já pensou que ele pode ter dito a verdade, quando lhe disse que não sabia nada sobre a cópia do seu projeto?

_ Eu não acredito nisso mãe, me desculpe. Por Deus, ele é Jonas Marra, o líder de tudo isso. Eles não teriam feito nada sem sua aprovação e comando. – rosnou Davi.

_ Eu não vou discutir, você é quem sabe. – suspirou Rita – Mas não transforme isso em uma vingança. Lembre-se as razões que o levaram a isso, está bem meu filho?

Ele assentiu, sentindo o beijo dela em sua testa. Viu-a deixar seu quarto em silêncio, e perpetuou o estado. Virou-se na cadeira, abrindo uma gaveta de sua escrivaninha e puxando uma pequena caixa. Abriu-a, pegando a foto que estava ali.

Observou a imagem que já conhecia de cor: sua mãe com ele nos braços, um bebê tão pequeno e franzino, que muitos poderiam jurar que não duraria uma semana. Acariciou o contorno do rosto da mãe com o polegar, deixando os velhos sentimentos o invadirem.

_ Eu vou vencer isso, por você e pela minha mãe. Eu vou ser o homem que eu sei que vocês acreditam que eu posso ser. – sussurrou com a voz embargada – Eu vou deixar vocês duas orgulhosas de mim.

~*~

Na mansão Marra, Megan também estava em frente ao notebook e, ironicamente, também a procura de informações de um rapaz orgulhoso e prepotente. E assim como ele, estava surpresa, mas de maneira positiva.

Órfão ainda bebê, Davi havia sido criado pelos tios, junto do primo. Passara a vida ligado à informática, e podia dizer com orgulho ser melhor que muitos “especialistas” por aí. Estudava engenharia da computação, organizava manifestos, lutava por ideais...

_ A teacher? – ela riu, vendo a foto da turma de alunos do rapaz – Que adorável.

Mas não podia deixar de ficar admirada pela lista de coisas em prol da “humanidade” que o rapaz havia realizado.

_ Posso saber como a senhorita invadiu meus arquivos? – Jonas parou à porta, fazendo Megan rir.

_ Dani meu deu a little hand. – ela piscou para o padrasto, que riu de volta.

_ E qual é seu interesse no Davi, posso perguntar?

_ Ele desafiou você. – ela deu de ombros – E ele me pareceu muito confiante, you know?

_ Acho que ele é o tipo de pessoa que não se deve desafiar. – concordou Jonas, observando os arquivos – Bem convicto de seus ideais.

_ Uma preciosidade, realmente. – debochou a loirinha.

_ Talvez o mundo precise de preciosidades assim. – suspirou Jonas – Talvez a Marra precise disso...

_ Você é the best for Marra, você sabe disso, não é? – a menina pôs a mão no ombro dele, que lhe sorriu.

_ Eu já fui... Hoje em dia, já perdi muito do que me fez o melhor. – os olhos do homem estavam perdidos. Megan o abraçou pelos ombros, o reconfortando. Jamais vira Jonas assim, e não conseguia pensar o que estava causando aquilo nele.

_ You know I love you, right daddy? – sentiu a necessidade de dizer, para talvez trazer conforto ao homem.

_ I know. – por algum motivo, ela tê-lo chamado assim o fez sorrir largamente. Ele beijou a testa dela, se levantando – Hã, o Danilo está aí, disse que haviam combinado de se encontrar.

_ I totally forgot. – ela deu um tapa na testa, levantando da cama depressa e apanhando a bolsa – Não me esperem para o jantar, right?

_ Juízo, está bem filha? – ela estranhou o tratamento, já que raramente Jonas a havia chamado daquele jeito.

_ Está bem... – ela saiu correndo do quarto, deixando Jonas sozinho.

O relacionamento de Jonas e Megan nunca havia sido perfeito, mas sempre haviam tido muito carinho e respeito um pelo outro, tanto que quando mais jovem, ela adotava o sobrenome Parker-Marra.

Porém, com a chegada da rebeldia adolescente, as coisas entre ambos haviam se complicado. E apesar dela causar transtornos que tiravam as noites de sono do Marra mais velho, ele nunca reclamou.

Sabia que seu filho com Sandra teria praticamente a mesma idade de Megan, e gostava de imaginar que as situações enfrentadas com ela, seriam as mesmas que enfrentaria com aquela criança.

Lembrava-se bem do que havia prometido a si mesmo, no dia em que se unira a Pamela.

O casamento dos dois estava acontecendo em uma velocidade que assustava Jonas, mas não podia reclamar. Havia se apaixonado por Pamela a primeira vista, e sido retribuído. A decisão de unirem suas vidas não foi difícil ou penosa, mas tomada pelas decisões que lhes pareceram certas.

Haviam se conhecido através de Brian, o guru que auxiliara Jonas nesse começo de vida na Califórnia. Ele havia os apresentado e as coisas haviam evoluído naturalmente, especialmente após um fato em particular que Jonas descobrira...

O homem caminhava pela mansão dos Parker, esperando dar a hora do casamento. Procurava por uma pessoa, uma pessoa que a muito ansiava em conhecer.

Encontrou-a no jardim dos fundos, trajando um delicado vestido branco. Os cabelos loiros longos caiam pelas costas, e ela balançava as perninhas, já que era muito pequena para alcançar o chão quando sentada em um banco. Megan tinha menos de quatro anos, e ao primeiro sorriso que dirigiu a Jonas, conquistou seu coração.

_ É você que vai se casar com a mamãe? – perguntou ela com a dicção ainda falha, enquanto Jonas sentava ao seu lado.

_ Sim, eu que casarei com a mamãe. – ele sorriu, acariciando sua cabeça.

_ Meu papai morreu, sabia? Eu não me lembro dele. – ela contou, e Jonas novamente assentiu – Você vai ser meu pai?

_ Você quer que eu seja seu pai?

_ Eu não sei se podemos ter mais que um pai.

_ Então, que tal eu ser seu amigo? – ele perguntou, e ela sorriu – Amigos podem cuidar dos outros, não é? Eu posso cuidar de você como seu pai, mas sendo seu amigo.

_ Acho legal. – ela sorriu, mostrando os dentinhos brancos – Você vai ser meu melhor amigo, tá bom?

_ E você minha melhor amiga. – ele sorriu para ela, estendendo a mão, que ela apertou. Em um ímpeto, ela pulou sobre o banco, arremessando os bracinhos ao redor do pescoço dele. Ele a apertou contra si – Eu vou cuidar muito bem de você pequena, pode ter certeza disso. Eu não vou deixar nada de ruim te acontecer... Minha filha.

Encarou a tela do computador a sua frente, e viu um par de olhos o encarando pela foto. Sentiu aquele olhar conhecido lhe penetrando, e fungou.

Secou os olhos, enquanto era acometido por outra lembrança, ainda mais antiga que essa. Puxou a foto que estava em seu bolso sempre, observando a foto que fora tirada minutos depois.

_ É o nosso filho Sandra, nosso. – ele sorriu, rodando a morena no ar. Ela ria deliciada, enquanto ele lhe beijava todo o rosto. Ele a soltou, se abaixando em frente a ela, beijando sua barriga – Eu vou cuidar muito bem de você, pode ter certeza. Eu não vou deixar nada de ruim te acontecer... Meu filho.

Segurou a foto com força contra o peito, abaixando o rosto e chorando. Bateu a mão no computador, fechando o notebook e levantando em um pulo e saindo do quarto sem olhar para trás.

Notas finais
Amei que na chamada da Megan mostrou um Jonas carinhoso assim com ela. Acho que eles vão ser muito fofis, só comentando hihi' Beeeeijos