The Reason Is You
7 Capítulo 7 - Resgate (Octavia Salva Lincoln E Kara Leigh)
Notas iniciais
I shot for the sky
I'm stuck on the ground
So why do I try?
I know i'm gonna fall down
I thought I could fly
So why did i drown?
I never know why
It's coming down, down down...
Jason Walker — Down
Octavia ainda estava surpresa por ter ouvido a voz da menina terrestre. Aquilo poderia ter sido um delírio sim. Por mais que a expressão facial da garota dissesse outra coisa, o único jeito de tirar a prova era falando com ela.
—Você me entende. – Sussurrou Octavia. – Você me entendeu esse tempo todo!
Kara Leigh apenas assentiu. Não era seguro elas conversarem tão expostamente, na frente de Lincoln e dos outros guardas do céu, que agora estavam distraídos.
—Ninguém pode saber, é perigoso. – Sussurrou Kara Leigh. – Preciso da sua ajuda, aqui não é seguro para meu amigo e eu. Se nosso povo perceber que estamos desaparecidos, esse vai ser o primeiro lugar onde eles irão buscar justiça!
—Eu sei, eu entendo. – Respondeu Octavia. – Meu irmão é quem não entende.
—Essa guerra é um erro. Eu nunca quis nada disso. – Sussurrou Kara Leigh, cabisbaixa. – Nunca quis que nossos povos se odiassem.
Elas ouviram um barulho e perceberam que veio da porta da escada. Bellamy havia voltado, e Clarke veio com ele. Ela parecia preocupada, enquanto ele estava novamente zangado.
—Octavia, saia de perto dessa terrestre. – Ordenou Bellamy, sem encarar a irmã.
Octavia, relutante, saiu de perto de Kara Leigh, mas se recusou a descer a escada. Bellamy foi até Lincoln e, novamente, levantou a faca envenenada.
—Estou perdendo a paciência, então é melhor contar logo qual é o antídoto do veneno! – Disse Bellamy.
Lincoln apenas o encarou. Kara Leigh conseguia sentir a irritação de Lincoln naquele momento.
—Bellamy, o Finn está piorando, não temos muito tempo! – Disse Clarke, em um tom preocupado.
Bellamy soltou um suspiro. Ele estava fazendo aquilo tudo não para salvar Finn, mas por Clarke. A “princesa” da Arca havia chamado sua atenção desde o primeiro dia na Terra. Ela era durona, e ele gostava de garotas duronas. Porém, por um infeliz acaso, ela foi se aproximando cada vez mais de Finn, enquanto ele estava ocupado demais tentando impedir os moradores da Arca de descerem à Terra. Afinal, o crime que ele havia cometido não iria ser perdoado tão fácil.
Após Clarke falar aquelas palavras, Bellamy, para a surpresa de todos, não feriu o terrestre à sua frente. Ele se dirigiu à garota terrestre e fez um corte em seu braço com um canivete. Octavia gritou um sonoro “Não!”, enquanto Lincoln se debateu entre as amarras novamente, grunhindo de raiva. Kara Leigh fez uma careta de dor, porém não gritou. Ela apenas escondeu o rosto atrás do braço para que Bellamy não a visse com dor. Clarke não aguentou a cena e pegou os frascos de Lincoln, espalhando-os no chão, na frente dele.
—Por favor, diga-nos qual é! – Pediu Clarke. – Sei que se importa com essa garota, eu vi. Ela vai se machucar mais se você não nos der o antídoto!
Bellamy não estava gostando nem um pouco de agredir aquela menina. Ela não era como o outro terrestre. Pelo contrário, era indefesa e estava apavorada. Porém, aquilo tudo era necessário se eles quisessem salvar Finn e, para Bellamy, evitar partir o coração de Clarke.
Naquela hora, a portinha da escada novamente foi aberta, desta vez, pela garota morena que Kara Leigh vira trabalhando na mesa com tecnologias. Kara Leigh tirou o rosto de trás do braço assim que ouviu a voz da garota.
—Finn está mal. Já descobriram? – Ela perguntou.
—Não, ele não vai contar. Ela também não, pelo visto. – Respondeu Clarke. – Já tentamos de tudo.
A garota andou até o que parecia ser a caixa de força da nave, retirando dois cabos. Ela realmente iria fazer aquilo? Se a função do povo do céu era deixar Kara Leigh completamente apavorada, eles estavam conseguindo.
—Ah, é? – Ela perguntou, testando os cabos. – Tentaram tudo mesmo?
—Raven, o que está fazendo? – Clarke perguntou, aflita.
A garota, Raven, iria mesmo fritar os dois com aqueles cabos. Kara Leigh arregalou os olhos e começou a ofegar e tremer. Lincoln manteve a postura calma, porém, estava explodindo de raiva por dentro.
—Vou mostrar algo novo a eles. – Respondeu Raven, queimando Lincoln com os cabos.
A dor era demais até para Lincoln, que não conseguiu segurar o grito de dor. Kara Leigh realmente odiou ver seu protetor, seu melhor amigo, seu “irmão mais velho” naquela situação. Ela preferia que a torturassem ao invés de Lincoln. Não notou que estava gritando de pavor até Octavia vir acalmá-la.
—Bellamy, mande ela parar com isso! Olhe o estado deles, por favor! – Implorou Octavia.
—Raven... – Bellamy a chamou, mas ela não deu ouvidos, pois trouxe os dois cabos até Kara Leigh e começou a fritá-la também.
Se Lincoln não conseguiu segurar o grito de dor, tampouco Kara Leigh. E com ela foi pior, pois o grito era mais alto e era acompanhado de lágrimas.
—Raven, não! – Gritou Clarke.
Octavia não aguentou mais ver aquilo e tomou a faca envenenada das mãos de Bellamy. Ela precisava acabar com aquilo, se não, tanto Lincoln quanto Kara Leigh iriam morrer ali.
—Octavia, o que pensa que está fazendo? – Perguntou Bellamy.
—Ele não vai deixar que eu morra! – Respondeu Octavia, cortando o pulso com a faca envenenada.
Aquilo causou choque em todos. Raven até parou de fritar Kara Leigh, chocada com a cena. Octavia se abaixou, na frente de Lincoln, e começou a perguntar qual dos frascos continha o antídoto. Lincoln apontou com a cabeça para o frasco da ponta. Octavia rapidamente pegou o frasco.
—É este. – Disse Octavia.
Clarke não perdeu tempo e pegou o frasco, descendo a escada. Raven foi com ela. Bellamy se aproximou de Octavia, mas antes que pudesse tocá-la, ela se esquivou de um jeito brusco, revelando que estava furiosa com ele. Ela pegou um pedaço de pano e enfaixou o próprio braço. Bellamy entendeu o recado e se afastou dela, mas não sem encarar o terrestre com um olhar de poucos amigos. Porém, quando ele encarou a garota terrestre, que lutava para parar de chorar, ele deu a ela um olhar de desculpas.
—Vamos embora, O. – Disse Bellamy, chamando a irmã pelo apelido, tentando amenizar a situação.
Octavia passou por Bellamy sem encará-lo. Ela estava com raiva do irmão, e não iria passar tão rápido. Afinal, aqueles dois terrestres haviam salvado a sua vida. E estavam recebendo um belo agradecimento, em troca. Bellamy foi embora, logo em seguida, deixando dois guardas vigiando Lincoln e Kara Leigh.
Lincoln e Kara Leigh se olharam. O olhar de Lincoln era uma mistura de decepção e preocupação, ambos por ela ter sido capturada. Afinal, ele e Kara Leigh eram muito próximos. Para ele, ela era responsabilidade dele. E deixá-la ser capturada partiu o coração do terrestre. Principalmente depois de tudo o que ambos passaram naquela nave.
O olhar de Kara Leigh não conseguia dizer outra coisa que não fosse medo. Era tudo o que ela sentia naquele momento. Medo de ser torturada, medo de morrer, medo de não conseguir voltar para Murphy. Ela focou sua mente em Murphy. Como ele estaria agora? Melhor, pior ou na mesma situação que ela? Ela jamais se perdoaria se deixasse algo ruim acontecer com ele novamente. Ela se comoveu por ele, pela história dele. Era um rejeitado, assim como ela. E durante esse tempo em que ela cuidou dele, um sentimento brotou em seu coração. Algo que ela nunca tinha sentido por ninguém.
Kara Leigh acordou de seus pensamentos quando viu Lincoln tossindo. Ele estava muito machucado, muito pior do que ela. Devia estar morrendo de dor. Ela queria fazer algo para ajudá-lo, porém não podia.
—Quieto aí! – Disse um dos guardas.
A terrestre encarou Lincoln novamente. Ela estava um pouco afastada dele, então só percebeu agora que ele estava com uma presa enfiada na mão. Até que nível de crueldade o povo do céu chegou com ele? Ela já tinha visto isso antes. Afinal, Lincoln estava sendo tratado exatamente como Murphy estava sendo tratado em sua aldeia.
—Nós vamos morrer, não vamos? — Perguntou Kara Leigh, sussurrando no idioma terrestre.
Lincoln não a respondeu imediatamente, com receio de que os guardas a tivessem ouvido. Porém, ninguém pareceu ter escutado. Ele reparou em todos os hematomas no corpo de Kara Leigh e se culpou profundamente. Ela havia sido capturada por sua culpa. Porque ele não estava lá para protegê-la. E agora, ela estava presa e sangrando, assim como ele mesmo. Provavelmente os dois iriam morrer ali.
—Desculpe por tudo isso. É minha culpa você estar aqui. — Respondeu Lincoln, no idioma terrestre.
—Não se culpe. Eu não deveria ter cruzado o limite entre os povos. É só que... você sumiu e eu fiquei preocupada. — Sussurrou Kara Leigh, no idioma terrestre.
—Eu deveria proteger você. Não queria que você fosse envolvida nessa guerra. Mas agora é tarde demais. — Sussurrou Lincoln, no idioma terrestre.
—Você me protegeu durante toda a minha vida. É o melhor amigo que eu já tive. Mais do que isso, você é minha família. Mas não pode me proteger sempre. O mundo é cruel e eu vou ter que encará-lo alguma hora. Então, se algo de ruim acontecer comigo, não se culpe. Afinal, tudo o que você fez até agora foi por amor. — Sussurrou Kara Leigh, no idioma terrestre. – Tanto por mim quanto por ela. É, eu sei.
Kara Leigh segurava um sorriso no rosto marcado pela dor. Aquelas palavras fizeram Lincoln derramar uma lágrima. Quando foi que a garotinha que ele ajudou a criar amadureceu daquele jeito? Ontem mesmo ela era apenas uma garota inocente que gostava de ajudar os outros. Ela continuava aquela garota, porém um pouco mais madura, devido às cicatrizes da guerra. E ela estava certa. Tudo o que ele tinha feito até agora foi por amor, tanto por ela quanto pela garota do céu, por quem estava apaixonado.
—Eu também sei sobre você. — Respondeu Lincoln, no idioma terrestre.
Naquela hora, os dois conseguiram atrair a atenção de um dos guardas. Ele usava uma touca e estava com cara de poucos amigos.
—Quietos os dois! – Disse o guarda. – Por acaso estão bolando um plano para escapar?
Lincoln e Kara Leigh voltaram a ficar sérios e a olhar para frente. O guarda começou a andar pela sala, alternando em parar na frente dos dois.
—Se pensam que podem fugir estão enganados. – Disse o guarda, ainda andando. – Eu devia era dar uns socos nos dois, como eu havia dito a Bellamy.
O guarda abriu uma lata e enfiou a mão dentro, tirando o que Kara Leigh não conseguiu distinguir se era lama, tinta ou óleo.
—Não são tão assustadores sem essas pinturas em seus rostos, não é? – O guarda bateu no rosto de Lincoln, o sujando com o conteúdo da lata.
Kara Leigh se debateu nas amarras, chamando a atenção do guarda. Finalmente ela não sentia mais medo. O que sentia agora era repulsa. Era por causa de pessoas assim que essa guerra não terminaria tão cedo.
—Ah, uma nervosinha. – Disse o guarda, sujando-a no rosto. – Não é fraquinha para estar com essa raiva toda?
Ah, não. Já não bastava Anya a chamar de “peso morto” ou “caso perdido” o tempo todo. Agora estava sendo xingada por um guarda do céu. Tudo bem, ela não era um exemplo de força e nem de coragem, mas não precisava ser lembrada disso o tempo todo. Ela estava quase explodindo.
—Sabe, você até seria bonitinha se não fosse uma terrestre. – Disse o guarda.
Kara Leigh explodiu. Ela reuniu suas forças restantes e deu uma cabeçada no guarda, que não o derrubou, mas o empurrou ao ponto de fazer com que ele quase perdesse o equilíbrio. Ela não tinha nem a metade da força de Lincoln, então era de se esperar que não fizesse muito estrago. O guarda se afastou, rindo do acontecido. Afinal, não era uma terrestre nervosinha que iria lhe meter medo.
Horas mais tarde, a portinha da escada se abriu, revelando o rosto de Octavia. Kara Leigh sentiu um alívio imediato por ver o rosto da única garota do céu disposta a ajudá-la. Ela segurava um saquinho com comida.
—Seu irmão não te quer aqui e você sabe. – Disse o guarda.
—Relaxe, Miller. – Respondeu Octavia, jogando o saquinho para ele. – Só vim trazer uma oferta de paz. Ah, e a propósito, meu irmão está te chamando.
O guarda, Miller, pareceu desconfiado, mas desceu mesmo assim, beliscando um pouco da comida no saquinho. Octavia sorriu e subiu, fechando a portinha. O saquinho de comida não foi a única coisa que ele trouxe. Ela estava com roupas, água e panos. Kara Leigh sorriu. Octavia iria, de fato, ajudá-los.
—Não posso demorar muito. – Ela disse. – Vou tirar vocês dois daqui.
Octavia começou com Lincoln. Ela limpou os ferimentos dele, cuidadosamente. No meio do processo, ela ouviu a voz dele pela primeira vez.
—Obrigado. – Disse Lincoln.
—Você também me entende. – Disse Octavia, sorrindo. – Vocês dois me entendem. Por que não falaram nada? Podiam ter evitado toda essa tortura.
—Eu já disse, não é seguro... – Respondeu Kara Leigh, chamando a atenção de Octavia.
—Ela tem razão. Se todos souberem vai ser pior. – Disse Lincoln.
—Eu queria me desculpar por tudo isso. O meu irmão perdeu um pouco do juízo dele. Vocês dois salvaram a minha vida e olhem só o agradecimento que recebem... – Disse Octavia.
Kara Leigh sorriu novamente. Estava começando a gostar daquela garota. Porém, Lincoln já estava mais avançado nesse quesito.
—Meu nome é Lincoln. – Disse Lincoln, fazendo Octavia encará-lo.
—Lincoln. Eu sou Octavia. – Ela respondeu.
Octavia terminou de limpar os ferimentos dele e soltou suas amarras. Ela passou a limpar os de Kara Leigh, que não eram tão graves quanto os de Lincoln, mas não eram leves.
—Nunca pensei que diria isso, mas obrigada por me dar aquele sonífero. – Disse Octavia, rindo de canto. – Só estava tentando me ajudar.
—Eu é que agradeço. – Respondeu Kara Leigh. – Por estar nos ajudando agora.
—Eu me lembro de você dizer alguma coisa antes de eu apagar. – Disse Octavia. – Mas não me lembro o quê.
—Eu só disse o meu nome. – Kara Leigh respondeu, sorrindo timidamente. – Disse que me chamo Kara Leigh.
—Então você disse algo mesmo! Eu já estava achando que tinha ficado maluca. – Respondeu Octavia, soltando as amarras da terrestre.
Octavia mandou Lincoln e Kara Leigh vestirem as roupas que ela trouxe, para poderem fugir disfarçados. Aquilo era realmente estranho. Kara Leigh se sentiu um ser de outro mundo usando aquelas roupas. Porém, como não tinha outra alternativa, só restava encarar as roupas do céu.
—Mesmo com essas roupas, nós ainda seremos vistos. – Disse Lincoln, em um tom preocupado.
—Acredite, meu povo está vendo muitas coisas agora. – Respondeu Octavia. – Eu liberei um pouquinho da comida para o inverno mais cedo e ela tinha uma... noz alucinógena.
—Eu conheço essa noz, causa alucinações poderosas se estiver estragada. Mas o efeito não dura muito tempo. – Disse Kara Leigh. – Bom trabalho, Octavia.
—Vocês dois tem que ir, agora! – Disse Octavia, abrindo a portinha da escada.
Antes de descerem, Lincoln tomou uma atitude inesperada. Ele segurou o rosto de Octavia e a beijou nos lábios. Foi um momento muito romântico. Kara Leigh sorriu e se afastou, para dar privacidade a eles. Contudo, a menina terrestre não deixou de imaginar se algum dia iria beijar Murphy daquele jeito. Ela corou pensando nisso.
Assim que se separaram, Lincoln chamou Kara Leigh para irem embora. Eles desceram com a maior cautela do mundo, e não foram vistos. O que Octavia disse era verdade, estavam todos tão alucinados com o efeito da noz que não conseguiriam ver a diferença entre um porco e uma borboleta.
Em algum momento, Kara Leigh se perdeu de Lincoln, e quando se virou para procurá-lo, não percebeu que estava andando para trás e acabou tropeçando em um garoto. O garoto estava muito tenso, suando, tremendo e segurando um pedaço de madeira com força. Assim que ele a viu, ela pensou que seria seu fim. A sorte dela era que o garoto estava sob um forte efeito da noz alucinógena.
—Ei, quem é você? – Ele perguntou. – Devia ficar atrás de mim, assim os terrestres não vão ver você. Esse bastão não deixa eles nos verem.
Ela sorriu e se levantou. Aquele garoto não era nenhuma ameaça. Pelo menos, não daquele jeito. Ela até achou a história do “bastão anti-terrestre” algo engraçado e particularmente fofo. Também havia achado o próprio garoto fofo. Ele tinha os cabelos e olhos castanhos, porém não era moreno como Bellamy. Sua pele era pálida e seu físico era menor. Também tinha um aspecto infantil adorável.
—Os terrestres não vão machucar você. Pelo menos, esta aqui não vai. – Ela respondeu, indo embora e sussurrando a última parte.
—É isso aí! Com esse bastão, eles não podem contra o grande Jasper! – Ele disse, quando ela começou a andar. – Ei, aonde vai? Se for aí, os terrestres irão fazer um churrasco com a sua carne!
Ela olhou para trás uma última vez, mas foi surpreendida por Lincoln, que a puxou para fora do acampamento do céu. Porém, algo a dizia que aquela não seria a última vez que pisaria ali.
Continua.
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