The Real World

1 Capítulo 1 - Uma Nova Era


Notas iniciais
Esse é o primeiro capítulo da primeira minha primeira fic =x kkk', espero que gostem =)

Eu estava nervoso, suando até onde não é possível, mas pelo menos a notícia era boa para minha família, ou era o que eu pensava e chegou a hora de falar, levantei segurando um papel na mão e disse:

– Querida família, decidir fazer essa reunião para contar – lhes uma ótima notícia, recebi esta carta da Universidade de Treeborn avisando — me que eu fui aceito na mesma, consegui pontos suficientes para cursar Bioquímica.

Após segundos de um silêncio incomodante vieram zuadas de aplausos, baixos, porém verdadeiros. Vieram dos meus pais, depois de alguns instantes todos levantaram e me aplaudiram.

– Parabéns filho! Sabíamos que você conseguiria!

– Obrigado mãe! – Não pude deixar de notar um clima tenso segundos atrás – Obrigado á todos da família !

Foi a primeira vez que vi um apartamento tão apertado caber tanta gente, todos da família estavam ali.

– Não que eu duvidasse de você meu sobrinho, mas não foi fácil de ter fé em você, ainda mais que é o primeiro da família que escolhe essa vida hahaha! – esse é o meu tio Beckard, nunca quis que eu fizesse a faculdade humana, ninguém da família adorou para falar a verdade, mas esse meu tio era o único que reclamava – Espero que não se arrependa dessa decisão querido sobrinho.

Minha família é grande, tem mais pessoas que o comum, são 23 ao todo, 16 tios e tias, 6 primas ... Sim, sou o único sobrinho da família, acho que isso me deixa nervoso, não só pelo fato de ser o único garoto, mas por sempre ter andado com garotas, talvez vocês achem ótimo ser cheio de primas, mas eu não era do tipo pegador...

Fui para o meu quarto, o que era quase um quadrado, tinha uma estante com uns dez livros juntos e arrumados, uma cama de solteiro meio pequena e ao lado uma cadeira para o meu computador, isso é o meu quarto, quanto às roupas... Divido o armário com os meus pais. Como um jovem qualquer a primeira coisa que eu faço ao entrar no meu quarto é ligar o meu computador. Entro todos os dias ás seis horas da tarde. Tenho um motivo, uma garota para ser mais exato. Seu nome é Jasmine. Jasmine Tschakert. Conheci-a no primeiro ano do Ensino Médio do colégio em que estudávamos, éramos da mesma sala, ela sempre estudiosa, sempre focada, ela não era daquele tipo de garota comum, era graciosa, aliás, tudo nela ainda é, seu jeito de andar, de mexer no cabelo, de falar, ela tem um sorriso tão maravilhoso que se eu o visse, mesmo que não tivesse sido mandado pra mim, meu dia já seria muito mais feliz. Ficamos conversando até tarde. Dormi tranquilo essa noite.

Triiinlinliin trilinlinlinlin!!

– aaargh maldito despertador, não é possível que já seja sete horas! – Eu não tinha mais que ir a escola, mas agora eu tinha um emprego temporário no laboratório do meu pai e tinha me esquecido. – Oh droga! Preciso me arrumar rápido.

Levantei correndo da cama e para não sair do costume bati o pé na mesa do computador.

Com anos de experiência aprendi a fazer uma quantidade de coisas ao mesmo tempo, estava tomando banho enquanto meu café estava sendo feito e minha mochila estava quase arrumada, isso por que fui chutando livros até a sala. Após o banho e um café da manha maravilhoso eu finalmente sai de casa correndo para pegar um ônibus. Cheguei em trinta minutos de soneca.

– Olá, sou o novo estagiário, Vinícius – Apressei — me a dizer.

– Olá Vinícius, meu nome é Anabeth, ouvir falar de você, é o filho do Dr.Cullier não é mesmo? – Ela aparentou ser uma garota inocente e tímida, mas está longe disso.

– Sim! – Confirmei — Espero que isso não mude suas atitudes comigo.

– Nossa, eu podia jurar que você iria usar disso para me conquistar – Deu uma leve risadinha. Não havia mais duvida, ela não era tímida.

– Bem, desculpe-me por decepciona-la quanto a isso. Não sou desse tipo. – Tentei fazer com que minha ultima frase não fosse ofensiva.

Após alguns momentos encarando ela percebi uma mancha estranha no pescoço, como se uma corda tivesse sido amarrada a ela e apertado muito forte. Era uma mancha escura. Não comentei e fui para a sala do meu pai que virara a noite no trabalho.

Sua sala era linda, todos os móveis eram arredondados, como se eu estivesse em uma sala circular, uma mesa de carvalho redonda enorme ficava na horizontal, ali tinha de tudo. Ele não estava no laboratório, estranho, pois ele virara a noite lá, pensei que ele podia ter ido ao banheiro, então esperei.

– Argh!! Eu já disse que isso é impossível, não quero mais ouvir isso, saia daqui! – Reconheci a gritaria alarmante. Era o Dr. Cullier. Meu pai.

– Oh! – Disse surpreso – O que está fazendo aqui filho?

– O senhor me empregou aqui pai, ou estou errado?

– Oh sim... Desculpe-me Vini,estou meio avoado hoje – Ele parecia exausto e assustado.

–Bem... Por onde começo? O que farei aqui?

–Por favor, fale com a minha secretária Anabeth, ela te dirá o que fazer – Senti um pouco de raiva, afinal, eu havia passado por ela há segundos atrás e ela apesar de saber quem eu era e o que eu vim fazer, não me disse nada. Antes de eu sair, ao olhar de relance, reparei a mesma marca da Anabeth no meu pai. Pensei que poderia ter acontecido algum acidente no laboratório, e por isso ele estaria exausto e furioso.

–Olá pequeno príncipe, percebo que gostou de mim, pois voltou para me apreciar – disse com um tom zombeteiro – Como posso te ajudar?

–Meu pai... Dr.Cullier disse que eu deveria vir aqui para saber o que farei neste laboratório – como se ela não soubesse.

–Hm, fiquei novamente decepcionada, achei que queria algo a mais – deu um sorriso de lado – Bem, estou procurando sinais ou algumas características de vida, algo que possa provar que é possível que este elemento tenha vida. – fiquei curioso – Quer tentar ajudar?

–Claro! – tipos de assunto como esses sempre me impressionaram, é como um universo em que nós vivemos, em uma escala muito menor. Impressionante.

Trabalhei por seis horas nesse dia. Foi o primeiro. Não irei entrar em detalhes sobre ele, não foi muito emocionante, além do mais foi o primeiro, irei guarda-lo para mim.

~~~~

–Oi! – após tomar coragem, liguei para Jasmine.

–Olá! – me respondeu.

–Como foi o seu dia?

–Meio cansativo, eu tive que ir ao médico, uma marca estranha apareceu no meu pescoço, nem eu e nem a minha mãe sabíamos o que era. Infelizmente o médico não parecia ter ideia do que era, apenas falou que poderia ser “virose”. Eu também fui ao shopping depois e... – depois de quatros minutos falando de como foi o dia dela, sendo que, dois minutos foi como ela decidia que livro comprar, ela falou algo que me tirou do transe costumeiro.

–...e então irei estudar fora – meu corpo paralisou por um instante. O único som que se ouvi era o do vento em minha janela. Não sabia o que fazer, eu não esperava por aquilo. Entrei em pânico.

–O quê? Quando?Como assim fora? Onde é? É em nosso país?! – apesar de tantas perguntas, eu já sabia as respostas, eu a conhecia, sabia que ela tinha a mente muito aberta e por isso gostaria de rodar o mundo.

–Sim... – e foi essa a resposta dela, apenas um “sim”.

–Ora!Não poderia ter me falado de uma forma mais delicada?! – fui me acalmando – Sei que parece loucura, mas, eu poderia ir com você?

–Como assim ir comigo? – riu – Você não faz ideia para onde eu vou.

–Então me diz, para onde você vai? – parando pra reparar agora, acho que eu estava assustando ela. Tenho certeza que estava assustando ela.

–Desculpe-me Viní, mas não posso te contar – apesar de não poder vê-la, eu entendi o peso em sua voz.

–Mas Jasmine!...Oh... Desculpe-me, não quero pressiona-la.

–Está tudo bem – e novamente ouvir seu riso lindo.

Já não tinha mais o que fazer, ela iria embora, e eu nunca mais a veria, meu coração seria quebrado em pedaços. Como eu era ingênuo.

–Ah! Quase me esqueci, tenho algo para te falar.

–Por favor, sem mais surpresas.

–Oh... Tudo bem, te contarei antes de ir.

–Olha Jasmine, preciso descansar um pouco agora. Até mais

–Até mais Viní.

E, ao som da chamada sendo encerrada, fui aos poucos deitando e descansando a cabeça. Não dormi tranquilo nessa noite.

~~~~

Ao acordar, senti uma tontura, não, não era uma tontura qualquer, era como se algo estivesse apertando a minha mente. Levantei, e após a rotina diária, esse sentimento não me largava, porém algo curioso aconteceu enquanto eu ia escovar os meus dentes, reparei uma marca de linha em meu pescoço, já havia visto ela antes, mas não lembrara onde.

Fui pegar o ônibus para chegar ao trabalho, trinta minutos de soneca.

–Bom dia, Pequeno Príncipe!

–Bom dia, Anabeth – falei em tom sério.

–O que aconteceu? Por que o mau humor?

–É pessoal, além do mais, não gosto desse apelido.

–Prefere Mini-Rei? – disse em tom zombeteiro.

–Prefiro que me chame pelo meu nome, Vinícius!

–Oh... Desculpe-me – e nesse momento me virei de costas para ela, como em um filme de drama. Acabei me arrependendo da grosseria depois. Não deveria.

Enquanto eu limpava alguns frascos, avistei um objeto estranho, porém conhecido, me lembrava uma lamparina, e era uma. Eu nunca tinha visto uma pessoalmente, é algo tão velho quanto o mundo, não entendi o motivo de estar ali. Eu não poderia perguntar para a Anabeth, não depois da forma grosseira em que eu agi.

Faltava um pouco mais de uma hora para acabar o meu turno, então decidi me desculpar com Anabeth

–Sinto muito pela grosseria que cometi – fiz minha melhor cara de arrependimento

–Está tudo bem – me olhou meio triste – Sei que você deve ter motivos para ficar tão chateado não é?

–Sim – respondi baixinho.

–Eu sei! – riu alto – Você não consegue resistir a mim!

–Idiota! – senti o que seria o início de uma raivasinha, mas acabei ignorando esse sentimento, e rimos juntos.

Continuei minha rotina diária, e mais uma vez aquela sensação estava presente no ar, algo apertava a minha mente, e novamente ignorei-o. Foi um dia estranho afinal.

Outra vez em casa. Esperando a Jasmine, fiquei no computador. A mesma rotina. Dormi tranquilo aquela noite.

~~~~

–Levante!

–O... Que? – minha visão estava embaçada.

–Vamos! Levante! – uma voz me puxou.

Levantei, e ao olhar em volta, vi uma guerra acontecendo. Escutava tiros, e explosões, mas não eram explosões comuns, além do som estranho, havia de diversas cores, e o que mais me assustou , foi o meu vestuário. Eu estava dentro de uma armadura dourada e por baixo dela havia um manto azul-cristal. Havia pessoas voando e humanos que pareciam magos lançando os seus feitiços. Com toda aquela cena acontecendo, eu estava prestes a me jogar em meio à guerra em procura de entender aquilo. Foi quando uma bola de plasma ou energia, de cor negra, me atingiu. Acordei.

Notas finais
se gostaram, por favor digam :3 kkkk' e se tiver algum erro, eu gostaria de ser avisado .-.