The Real Vamp Girl
1 Vampiros Existem (One-Shot)
Notas iniciais
“Acreditem no oculto, no que dizem não existir, mais não o desejem sem saber sua realidade.”
Sim, eu sou um “ser noturno”, mais conheçidos como Vampiros…
Eu levava uma vida normal, até que conheci um garoto da minha escola, Erick, em 2009, eu tinha 15 anos, quase 16, ele também devia ter esta idade, era isolado, completamente isolado e incrivelmente lindo, sempre de jeans escuro, um all star preto e por cima da blusa de uniforme escolar, uma jaqueta preta, faça calor ou frio, ele sempre estava assim, ele tinha pele bem pálida, cabelos negros como a noite, assim como seus olhos, profundos olhos mais escuros que qualquer tom de preto, ele era de outra sala, todos o achavam esquisito, mas ninguém ousava mexer com ele, eu sempre o observava de longe na hora do intervalo, ele se sentava em um degrau no pátio, perto da parede e ficava ouvindo música em seu mp3, sempre em silêncio, como se estivesse em seu próprio mundo.
Eu comecei a ter uma “quedinha” secreta por ele, pra mim era uma coisa boba, mas ficava horas pensando no jeito de como ele era um mistério, e um dia em quando conversava com minhas amigas o olhei, como fazia regularmente, e então ele olhou para mim, pela primeira vez. sabe aquela sensação? “borboletas no estômago”? um calor preenchendo cada espaço do seu corpo? um arrepio na espinha? foi isto que senti, mais automaticamente desviei o olhar.
Certo dia, sai da escola ás 18:00 e fui para casa de uma amiga terminar de fazer um trabalho escolar, saí da casa, dela ás 20:30 mais ou menos, minha mãe me ligando como uma louca para mim ir para casa que já estava muito tarde, eu passei por um beco para cortar caminho, chegar mais rápido em casa, e então escutei uma voz, bem perto do meu ouvido, dizendo: “Saia do meu caminho”
eu me assustei e corri, quando estava quase chegando no fim do beco, vi agachado no chão um garoto com um sobretudo preto, jeans escuro e all star preto, me lembrou Erick, ele levantou o rosto e era o próprio. Pensei: ignore e continue andando. e foi isto que eu fiz, até que ele se levantou e veio a minha direção, meu coração acelerou. ele parou na minha frente, á poucos centímetros de mim e disse: -Você pensa em mim.
foi ai que eu comecei a perceber que ele era realmente esquisito, e louco, pensei em sair andando, ir para casa, mais espera: Era verdade, sim eu pensava nele, como ele sabia? eu nunca havia dito para ninguém, se minha garganta não estivesse dado um nó eu falaria alguma coisa, antes que pudesse tentar ele disse outra coisa, olhando fixamente nos meus olhos e eu nos dele: -Eu também penso em você.
Por mais que isto fosse maravilhoso, eu estava achando tudo muito estranho, queria correr, mais não conseguia.
-Você é realmente atraente. disse ele, então ele pegou meu pulso e olhou, seus olhos me diziam que iria devorar algo ha qualquer momento, isso me amedrontava, quando senti o toque frio da mão dele pressionando a minha pele, foi como um choque gelado, sensação indefinível. ainda olhando pro meu pulso, falou: -Quase não resisto quando vejo suas veias saltando, pulsando sangue, como se me gritassem.
ok, isto estava estranho, eu já podia me mover, mas, não queria.
sem pensar ele se inclinou até meu rosto e me beijou, seus lábios também eram frios, mais não importava, eu só queria beija-lo, me senti realmente louca, como pudia beijar um garoto qual eu nunca havia falado na vida, mais era como se tivéssemos uma forte conexão, um imã, não conseguia parar, e então ele desceu até meu pescoço, isto foi estranho, e pude sentir ele abrindo sua boca, e… me mordendo, ele me mordeu, mais não parecia uma mordida de dentes humanos, eram como duas agulhas grossas perfurando meu pescoço, eu gritei até não conseguir mais, senti arder meu pescoço, minha cabeça queimava, depois senti meu corpo contra o chão e então tudo ficou escuro.
Acordei em um lugar desconhecido, um quarto escuro e vazio, com uma cama de casal empoeirada, levantei e sai de lá, me lembrando aos poucos do que havia acontecido na noite passada, andei para fora do quarto e encontrei outro cômodo, tudo era velho, algumas coisas com lençóis por cima, muita poeira, pouca luz, neste cômodo havia algo parecido com uma penteadeira, estava meio coberto, tirei o pano fino de cima e vi um espelho sujo, o limpei com as mãos e o reflexo que apareceu nele, era diferente, não, não era eu.
Meus olhos eram castanhos escuro, e estavam negros como os de Erick, Meu cabelo sempre foi castanho, até o meio das costas, e agora, estavam mais escuros e mais lisos, pretos… pretos como o de Erick. minha pele era morena clara, e eu parecia estar doente, estava pálida, não branca, mais pálida, como Erick… toquei em mim, em cada detalhe do meu corpo que havia mudado, tudo.
E vi alguém por trás de mim, Erick.
me virei assustada, queria respostas, estava confusa, ele me devia explicações, fiz perguntas como
-Onde eu estou? oque você é? oque você fez comigo?.
Ele sorriu, e disse na sua típica voz rouca:
-Acalme-se, vou responder tudo oque quiser, apenas fique calma.
e então ele me explicou, que ali era uma casa abandonada, estávamos na cidade vizinha da que eu morava, e me explicou algo que talvez não acreditaria antes, mais agora me olhando no espelho, não conseguia encontrar outra explicação:
Ele era um vampiro, e me transformou em uma também.
pergunte o por que e ele respondeu timidamente:
-Por que eu te amo.
como? como ele podia me amar? tudo isto era irreal, parecia um sonho assustador e confuso e eu esperava acordar a qualquer instante, mais era real e eu só queria fugir disto, disse que queria ir para casa e ele responde que eu não podia, que nunca voltaria para casa de novo. depois de uma pequena discussão, percebi que realmente não poderia voltar.
passamos o dia inteiro juntos nesta casa escura, conversando, ele me explicou coisas deste novo mundo, eu pensei que minha vida tinha acabado, mais ele disse que sempre estaria ao meu lado. ele me disse que não conseguiu se controlar e me mordeu, mais se me mata-se nunca conseguiria ficar em paz, então parou de sugar meu sangue, e colocou seu veneno dentro de mim, me transformou em algo como ele, um vampiro.
chegou a noite, e eu estava com sede, muita sede, minha garganta queimava, ele me levou para fora, acho que era de madrugada, avistamos duas prostitutas na rua, ele olhou para mim com um sorriso malicioso e disse:
-Ali está seu drink.
Primeiro pensei que não poderia fazer isto, mais foi inevitável, quando consegui pega-la, senti o cheiro do seu sangue, e vi suas veias abaixo da pele, eu queria o seu sangue, então a mordi, foi como morder manteiga, eu suguei seu sangue até não ter mais uma gota, era o suficiente, minha garganta parou de queimar, mais ainda queria mais, Erick veio puxando o corpo da outra garota morta, eu olhei no chão, eu havia matado aquela mulher, mais não era assustador, era estranhamente normal para mim. ele me disse para ficar ali que iria se livrar dos corpos, ele levou-os e um tempo depois voltou, me beijou, e passou os braços pelos meus ombros dizendo:
-Sabia que aprenderia rápido.
perguntei coisas como: como ele se livrava dos corpos, se nós envelheceríamos, e outras coisas mais.
em 2011 ele se foi, sumiu, desapareceu, tivemos uma briga feia e ele disse que nunca mais atrapalharia minha vida e se foi, eu o procurei por todos os lugares e não o encontrei.
Na época sempre via pequenos cartazes nos postes e outros lugares da cidade onde morava, com uma foto minha: escrito desaparecida, meu nome e outras coisas. meus pais me procuravam, e eu sentia falta deles, sentia falta de Erick, da escola, tentei me matar, pulei de um prédio altíssimo, mais quando caí, nada aconteceu comigo, isso passou a virar um tipo de hobbie, era como voar.
Hoje vi uma garota indo para casa, como eu era, devia ter 15 anos, como eu tinha, e ainda tenho, mais ela faria 16, 17, 18…
eu queria minha vida de volta e isto era impossível, eu a segui até a casa dela, ela estava sozinha em casa, ótimo, entrei pela janela do quarto dela e me escondi atrás das grossas cortinas de seu quarto, estava de costas para a cortina, usava o computador, sai de trás da cortina e a mordi, suguei seu sangue, queria sugar sua vida, ter sua vida, ser humana novamente, peguei uma faca e cortei seus pulsos e seu pescoço, onde havia mordido e sugado seu sangue, deixei parecendo “auto-mutilação”, amarrei uma corda que encontrei em sua casa em seu pescoço e pendurei ela, seu computador ainda estava ligado, encontrei um site sobre vampiros, tantas pessoas querendo serem vampiras, e mal sabem como é ruim ser um ser obscuro, assassino e sem vida.
tenham amor pela mortalidade, o vampirismo não é “mágico e maravilhoso”.
E agora estou aqui, no quarto de uma garota que acabei de matar, dizendo pra vocês, mortais, minha história, minha vida que acabou, e eu nem tive escolha.
Fale com o autor