The Real Renesmee
4 Capítulo 4 Segredinhos
Notas iniciais
PDV Alec
- Pode me dizer o que é isso?
Eu estava chocado. A pequena, doce e gentil Cullen caçula havia matado um humano. Ao que parece, ela também estava chocada.
Renesmee olhou para o homem morto em seu colo, depois para suas mãos sujas de sangue e, enfim, pôs seus olhos chorosos em mim. Antes que ela pudesse gritar pus a mão em sua boca.
- Acalme-se — ralhei.
Um arrepio percorreu a pequena, logo tirei meu casaco e coloquei-o sobre os ombros dela, na esperança de que não ficasse mais com frio. Estranhei minha preocupação, afinal, a menina era um monstro, uma aberração. Não para mim, não mais. O melhor era arar de pensar em besteiras e me concentrar. Neguei a mim mesmo qualquer possibilidade de existência de um sentimento que não fosse fraternal por Renesmee.
- Alec, o que eu vou fazer?
Fiquei surpreso que ela soubesse o meu nome gostei disso. Então percebi que ela me encarava, esperando uma resposta.
- À respeito do que?
- Disso — ela se levantou num rompante e gesticulou para o homem morto — eu não sou um monstro, mas minha família jamais irá me perdoar.
Ela desabou. Caiu no chão e começou a chorar e soluçar. Me partiu o coração (se é que eu tina um) em vê-la assim. De alguma forma ela lembrava-me Jane quando humana (moral da Nessie indo pelo ralo). Apenas uma garotinha doce e assustada, que havia cometido um erro, mas não desejou decepcionar sua família.
- Eles nunca irão me perdoar — ela murmurou mais pra si mesma o que para mim.
- Talvez eles não precisem descobrir.
- O que?
PDV Renesmee
Eu não podia acreditar no que fizera. Matara um ser humano, que possivelmente tinha casa, esposa e filhos. Eu era um monstro. O que meu pai iria pensar? Se fosse um assaltante ele me compreenderia, mas eu ASSASSINARA um inocente. E minha mãe? Bella iria se arrepender de ter se arriscado por mim. e o pior de tudo, e o meu Jake? Me chamaria de sanguessuga, de monstro, acho que nem o impriting seria capaz de fazê-lo conter sua repulsa por mim. Estava tão perdida em pensamentos que não o vi aproximar-se.
- Pode me dizer o que é isso?
Uma voz sexy falava Era um Volturi. Alec, esse era o nome dele, ele estivera na batalha. E se eu fosse como ele? Uma cruel assassina de inocentes? Seria eu capaz de matar uma criança? Antes mesmo que eu abrisse a boca, a mão de Alec sufocou meu grito.
- Acalme-se — um arrepio percorreu minha espinha quando ele sussurrou ao pé do meu ouvido,com sua voz sedutora.
Vendo-me estremecer, Alec pôs seu seu casaco sobre meus ombros, eu corei, mas não acho que ele tenha percebido, já que meu rosto estava todo sujo de sangue. Eu estava desesperada.
- Alec, o que eu vou fazer?
Ele demorou á responder, como se pensasse adequadamente em uma resposta.
- À respeito do que?
— Disso — me levantei num rompante e gesticulei para o homem morto — eu não sou um monstro- disse isso mais para mim mesma do que para ele — mas minha família jamais irá me perdoar.
Eu não podia mais aguentar, me lançei ao chão chorando e soluçando compulsivamente.
- Eles nunca irão me perdoar.
- Talvez eles não precisem descobrir.
- O que — eu havia me esquecido de Alec.
- Você consegue driblar o dom do seu pai, não? Nos livramos desse corpo, você troca de roupa e será como se nada tivesse acontecido.
- Vai me ajudar — a possibilidade de Alec querer me ajudar não tinha nem passado pela minha cabeça, mas ele sorriu assentindo.
- Será nosso segredinho.
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