The Quarterback

4 Capítulo 3 - Uma dose de Cory


Notas iniciais
GENTE ME DESCULPEM A DEMORA!
Viajei e só voltei hoje, e imaginem só, o capítulo nem estava pronto! Não tive tempo de revisar e nem pedir alguém para betar, então me desculpem se tiver algum errinho!
E esse capítulo ficou uma bosta porque não tive muita criatividade. jdaskjsda
Prometo que postarei outro em no máximo 2 dias.
Vejo vocês nas notas finais.

Cheguei a minha casa lotada de pensamentos positivos, afinal, tinha conseguido uma vaga tão sonhada no time de futebol americano, e como os professores não checavam quais atividades participávamos, estava a salvo. Cantarolava Where Did the Party Go, do Fall out Boy, com todos os seus nanana’s. Estava tão alegre que podia dar uma festa, se isso não gerasse mais sujeira que a usual em minha casa.

Fui até o banheiro e enquanto me despia recebi uma mensagem de Erin que dizia que provavelmente viria com Nick para minha casa, e respondi com um ok e uma carinha feliz que soou altamente irônica. Tomei uma ducha escaldante pelo que me pareceu meia hora, com direito a show particular para meus fãs xampu e condicionador. Enquanto vestia minha lingerie ouvi a campainha tocar, e como Nick é gay e que eu saiba Erin é heterossexual, fui atender a porta do jeito que estava.

Joguei a toalha encharcada no sofá, e meu cabelo molhado caiu na altura de minha cintura. Abri a porta com um grande sorriso, pronta para saudá-los com um ‘bem vindos à orgia’ quando me deparei com uma pessoa que não era Nick e muito menos Erin, e sim Cory Pitters. Fechei a porta no nariz daquele deus e subi correndo para o meu quarto. Minha cabeça girava e não sabia se deveria rir ou chorar dessa situação tragicamente sexy. Coloquei uma blusa qualquer e um short que achei em cima da esteira-cabide. Corri de volta à porta na esperança de Cory ainda estar lá me esperando, e estava. E o pior: com uma tremenda cara de safado.

- Me desculpe por isso, não estava esperando você.

- Fico feliz que não se incomode com nudez parcial ou total pela casa, pois pretendo fazer o mesmo. – ele tinha um sorrisinho no rosto.

- Claro que não! – Espera, o que ele disse?

- Vim aqui buscar meu casaco. Achei que podia esperar até amanhã, mas me lembrei de que tenho um compromisso essa noite e precisava dele.

- Ah sim, claro, fique a vontade. – Abri mais a porta para que ele pudesse entrar, enquanto tentava disfarçar meu rosto completamente vermelho.

— Sabe o que eu realmente gostei nessa casa?

- A dona? – Pensei. – Hum, a localização?

- Também, mas minha parte favorita é a bagunça. Eu sou totalmente desorganizado, e uma companheira de...

Ele foi parando de falar enquanto encarava uma calcinha minha que estava jogada em cima do sofá (ela estava limpa, só para constar), e depois encarou minha mochila entreaberta em que o capacete do time aparecia. Seus olhos se arregalaram um pouco e ele ficou me encarando, querendo uma explicação. E eu fiquei encarando-o de volta, desejando não ter que dar bosta de explicação nenhuma!

- Well well well, meu caro Cory. Sente aqui, temos que conversar. Aceita alguma coisa para beber?

Fui caminhando para a cozinha e ele atrás de mim, e não sei se era só uma sensação ou ele estava mesmo olhando para minha bunda.

- Tenho cerveja e, hãm, cerveja.

- Eu aceito uma cerveja, por favor. – ele soltou uma risada tão linda que tive vontade de fechar a porta da geladeira e voar no pescoço dele.

Voltamos à sala com duas latas de cerveja a mão, e joguei tudo o que estava no sofá no chão para que pudéssemos sentar, enquanto a televisão transmitia um jogo qualquer de futebol americano. Contei para ele toda a história da atividade extracurricular, com direito a detalhes sobre como conseguira pegar emprestado, repito, pegar emprestado o uniforme da universidade e ainda entrar para o time. Quando terminei, seu rosto mostrava um misto de surpresa e confusão.

- E eles não te flagraram? Isso é incrível!

- É, parece que eles não são lá muito inteligentes.

- Sabe Noah, você me surpreende a cada segundo.

Dei uma pequena risadinha, o que não é aconselhável a se fazer numa situação como esta e me levantei para jogar a lata de cerveja, agora vazia, na lata de lixo.

- É ótimo que você tenha vindo morar comigo, e será ótimo também se você guardar meu pequeno segredo. – olhei para ele com meu olhar mais perverso. – Porque se não o fizer, sei muito bem onde é seu quarto.

- Espero ansiosamente por uma visita no meio da noite. – ele sorriu aquele seu sorriso largo de dentes brancos e piscou para mim, de modo que minhas pernas tremeram.

Era minha vez de flertar, certo? Certo. Ou não.

- Espero ansiosamente por suas sessões de nudez pela casa. – mordi meu lábio inferior tentando ser sexy, mas acho que não funcionou.

- Se você quiser podemos começar uma agora mesmo, e quero que você seja minha convidada especial.

Quando aquele James Bond galanteador tirou seu casaco e já estava com a blusa na metade da barriga, de modo que podia ver todas as marcas de sua malhação, a campainha tocou.

- Merda! Erin já chegou e minha casa parece um chiqueiro. Desculpa Pitters, mas isso vai ter que ficar para outro momento.

- Espero ansiosamente, senhorita Collins. – Usamos espero ansiosamente de modo excessivo nessa pequena conversa.

Com as mãos em minha cintura e com o corpo praticamente colado no meu, Pitters me acompanhou até a porta. Um segundo antes de abri-la, ele me largou e ficou escorado na parede.

- OLÁ, trouxe sorvete crocante, que é seu favorito, e um filme qualquer que achei lá em casa. – essa era minha Erin, a que abastecia minha geladeira com coisas que não fossem cerveja ou salame.

- Oi, No. – Nick disse me dando um pequeno abraço e de repente ficando com o corpo todo tenso.

- Que-que-quem é esse cara e o que ele está fazendo na sua sala? – Nick sabia quem era Cory pelo fato de ficar encarando-o em todas as aulas que fazíamos juntos, mas como eu, não queria dar o braço a torcer.

- Eu sou Cory, muito prazer – disse ele estendendo a mão para Nick, que a apertou meio ofegante. Ah se Cory soubesse os efeitos que causa no pequeno Nicholas.

- Essa é Erin. – eu disse apontando para minha melhor amiga – Cory é meu novo colega de casa, não contei isso a vocês? – disse com um sorriso travesso no rosto.

- Vou deixar o sorvete no congelador. – Erin tinha os olhos um tanto arregalados. – Venha Nicholas.

Nick a seguiu como uma ovelhinha e ficamos somente eu e Cory, novamente.

- Então te vejo amanhã, Collins?

- Pode apostar Pitters.

Não sei se fiquei paralisada por algum tempo, mas quando me dei conta as mãos de Cory estavam na minha cintura, e sua boca pousou entre minha covinha e minha boca, de modo que se chegasse meio centímetro para o lado, nossas bocas se tocariam.

- Seu segredo está guardado comigo. – ele sussurrou essas palavras em meu ouvido, e em seguida deu um beijo no meu pescoço.

Arrepiei-me inteira e ele percebeu isso, pois abriu um largo sorriso e se dirigiu a rua. Meu rosto estava vermelho e queimando, então tive que ficar um pouco do lado de fora para me acalmar.

Quando voltei para a cozinha, meus amigos falavam de Cory. E só falaram de Cory a noite inteira, com direito a Nicholas dando pequenos ataques histéricos. Minha mente estava longe, pensando no time de futebol e em tudo o que acontecera hoje.

-... Não é Noah? – Nick tinha um ponto de interrogação no meio do rosto.

- Hãm?

- Onde você está? Na Lua? Estávamos falando sobre sairmos amanhã à noite, para comemorar esse ano que há de ser o melhor. Acha uma boa ideia?

- Claro, é ótima. Gente, se não se importam eu vou me deitar, mas podem continuar aqui o tempo que quiserem.

Saí da cozinha com um ar vitorioso por ter me livrado dos meus dois melhores amigos que ora eram um saco, ora eram as pessoas mais legais do mundo. Fui até o futuro quarto de Cory e fiquei olhando para o chão por um bom tempo, imaginando como seria conviver com ele vinte e quatro horas por dia. Com certeza seria ótimo.

- NOAH! DESÇA AQUI! – A voz de Erin era estridente.

Desci as escadas correndo, com meu pequeno pulmão quase me deixando na mão e cheguei à cozinha praticamente morrendo, me apoiando em cadeiras e armários para não me jogar no chão.

- O. Que. Houve? – minha respiração estava tão ofegante que era necessário fazer longas pausas entre uma palavra e outra.

- Cheque as duas mensagens no seu celular. Não sei qual é a mais preocupante. – Nick me passou o celular.

Peguei meu pequeno tijolinho de estimação e olhei. Olhei por um bom tempo sem entender muita coisa e sem conseguir expressar uma reação.

‘’Amanhã a essa hora estaremos nos divertindo muito.’’ Obviamente esta era de Cory, e meu rosto esquentou ao perceber que meus amigos me encaravam.

‘’Queria saber por que você me chama tanto a atenção dentro de campo. ’’ Ok, essa com certeza não era de Pitters. Cocei a cabeça em tom investigativo, mas nenhum dos meus amigos parecia ter uma pista.

- Estranho, não? Acho que algum dos meninos do time curte beijar outros rapazes. Boa oportunidade Nick!

O rosto do meu amigo esquentou, mas ele não deixou de me dar um sorriso bem largo.

- Que tal você ficar aqui com a gente comendo sorvete a madrugada toda e falando sobre jogadores de futebol americano gatos?

- Só se pudermos pedir uma pizza. – eu disse como uma criança manhosa.

Passamos a madrugada inteira comendo pizza e falando bobagem, até que meus dois mosqueteiros dormiram no meu sofá-cama-armário. Quando estava prestes a pegar no sono, recebi outra mensagem que fez meu corpo tremer:

‘’ Você é uma incógnita e eu estou louco para achar a resposta dessa equação. ’’

Notas finais
E aí o que acharam? Ficou um lixo, me desculpem ): mas espero muitas reviews lindas.
Se eu não atualizar em dois dias podem me matar pelo twitter @beatlesfckr
até