The Quarterback
14 Capítulo 13 - I'm going back to 505
Notas iniciais
Afastei-me repentinamente de Cory, recobrando minha consciência.
– O que você acha que está fazendo? – tentei me levantar, mas perdi o equilibro e caí sentada no chão.
– Noah, não seja boba. Não sejamos bobos. Nós dois sabemos o que queremos. – ele disse se reaproximando.
– Ou ou ou, espera aí, quem nessa galáxia disse que eu quero você?
– Da para perceber, você é péssima para disfarçar as coisas. Com certeza alguém já te falou isso.
E falaram mesmo.
– Claro que não, ninguém me falou isso. E além do mais, não tenho nada para disfarçar.
Bufei. Quem esse cara pensa que é?
– Olha só Cory, eu já entendi o seu jogo e não estou nem um pouco a fim de compactuar com ele. Se você está achando que eu tenho algo com James e por isso estar querendo ficar comigo de novo, pode desistir. – consegui levantar e comecei a me afastar. – James e eu não temos nada, e nunca iremos ter. Agora se você me dá licença...
Cory se levantou e me puxou para perto de si. Até de salto ele conseguia ser bem mais alto que eu, o que é um ponto mais que positivo.
– Eu não quero você porque James quer, ou Dan quer, ou qualquer outro cara no mundo quer. Eu quero você porque é você, Noah. A garota mais linda de todas estava de baixo do meu nariz o tempo todo e eu não dei valor.
– O... O que você quer dizer? – eu estava arfando.
– Você é especial Noah, diferente das outras garotas. Eu sei que tenho sido um filho da puta todo esse tempo, mas eu posso ser diferente. E por você eu quero ser o melhor possível.
– Falando assim parece que é mentira. – eu disse entre dentes.
– Por que para você é tão complicado confiar no que as pessoas dizem?
– Muita decepção, acho. – eu estava sussurrando.
– Confia em mim.
Ele me puxou pela cintura e me deu um beijo, e dessa vez eu não fugi. Se alguém era capaz de dizer todas aquelas coisas bonitas apenas da boca para fora, essa pessoa não era Cory. Seus beijos se tornaram mais intensos e suas mãos passaram a percorrer minhas pernas, me deixando sem ar vez ou outra.
– Vamos sair daqui? – ele disse com os lábios grudados nos meus.
Assenti com a cabeça e seguimos para o carro dele em silencio, a mão dele na minha, o braço dele roçando no meu, nenhuma vergonha, raiva, ou chantagem. Cory abriu a porta do carona para mim e fechou-a depois que entrei, deu a volta no carro e entrou pelo lado do motorista.
– Liga o rádio. – ele disse em tom gentil
– Só tem musicas ruins há essa hora.
– Liga mesmo assim, vai.
Apertei o botão para ligar o rádio e imediatamente a musica 505, do Arctic Monkeys, começou a soar pelos auto falantes.
– Cory, você odeia essa musica. – disse maravilhada.
– Mas sei que ela é uma das suas preferidas. Sempre guardei esse cd comigo, para um dia como esse.
Stop and wait a sec
When you look at me like that
My darling what did you expect?
I probably still adore you
With your hands around my neck
Or I did last time I checked*
As palavras me envolviam e me faziam amar ainda mais essa musica, por ouvi-la ao lado de Cory Pitters. Ele cantarolava um verso ou outro, ainda sem conhecer a musica inteira. Fui preenchida pela musica e cantava em alto e bom som, ignorando todos que me olhavam estranho na rua. Eu gargalhava enquanto o carro passava em alta velocidade por pessoas que mais pareciam borrões e letreiros indecifráveis.
Chegamos em casa e eu estava me sentindo como uma adolescente daqueles filmes americanos horrorosos, que bebem loucamente em festas e depois sentem que a vida é um mar de rosas. Só que toda rosa tem espinho.
– Cory, essa foi a melhor volta de carro que eu já dei em toda a minha vida. – eu havia tirado o salto alto e rodopiava pela calçada.
– Você está bêbada? – ele ria discretamente
– Não, é claro que não. – bem que as palavras pareciam um pouco emboladas.
– Vamos entrar, venha. – ele me puxou pelo braço e entramos em casa.
A casa estava completamente claustrofóbica e insuportável. Tinha tanta sujeira que nós simplesmente não conseguíamos andar.
– Que bagunça. – eu disse de cara emburrada.
– É a casa de Noah Collins, o que você esperava? – Cory soltou um risinho bobo.
– Amanhã temos que dar um jeito nisso aqui.
– Eu sei, mas primeiro vem cá. – ele me puxou para perto de si e me deu um beijo.
Coloquei minhas mãos em seu rosto e ele me levantou com a força de um braço, para que não precisasse se abaixar tanto para me dar um beijo.
– Talvez seja melhor eu subir em um banquinho. – disse entre o beijo.
– Isso não vai ser necessário quando estivermos na sua cama.
Cory me pegou no como uma bonequinha de pelúcia e me levou para o quarto, subindo as escadas sem o menor esforço. Abrimos a porta do meu inferninho e pela primeira vez o quarto aparentava estar habitável.
Cory me deitou na cama e foi até as caixas de som que ficavam em cima de uma estante e conectou seu iPod. A musica que começou a tocar foi 505. De novo.
– Já fez amor ouvindo sua musica preferida?
Fazer amor, nenhum cara jamais tinha falado em fazer amor comigo. Já falaram em transar, dar, agasalhar o croquete. Mentira, agasalhar o croquete não. Eu já tinha transado com dois caras na minha vida e a experiência tinha sido boa, mas não sensacional. Tinha medo de frustrar as expectativas de Cory.
– Nunca. – disse com um sorriso.
– Posso ser o primeiro a fazer isso?
Ao invés de responder, puxei Cory pelo colarinho da camisa e começamos a nos beijar. Os beijos se tornaram mais quentes, Cory mordia meus lábios e percorria suas mãos pelo meu corpo. Tirei sua camisa e ele fez o mesmo com o meu vestido. Não fiquei com vergonha de estar de roupas intimas na frente de Cory, me sentia bem.
Desabotoei sua calça e ele mesmo fez questão de fazer o resto, sem desgrudar os lábios dos meus por um milésimo de segundo. Suas mãos percorriam todo o meu corpo, me fazendo soltar breves gemidos. Vi-me sem meu sutiã e logo Cory Pitters estava se fartando dos meus seios, enquanto eu arfava. Ele mantinha uma de suas mãos no meu sexo, fazendo movimentos circulares por cima da roupa íntima. Eu estava totalmente entregue a ele e amava isso. Seus toques eram como correntes elétricas pelo meu corpo, despertando uma sensação que jamais sentira antes.
Trocamos de posição e eu fiquei por cima dele, decidindo que aquela era a hora de deixá-lo louco. Comecei beijando-o suavemente, depois com mais intensidade, enquanto minhas mãos percorriam seu abdômen e vez ou outra passavam pelo seu sexo. A temperatura do quarto parecia insuportavelmente quente, e ambos suávamos e arfávamos.
– Noah, — Cory disse, interrompendo nossos beijos – mama em mim, vai?
O que geralmente eu levaria como uma ofensa terrível só me fez ficar ainda mais excitada com tudo aquilo. Passei a beijá-lo no pescoço, depois na barriga, até chegar ao volume escondido por sua cueca box. Abaixei-a e vi que eu não era a única a estar completamente entregue. “Mamei” na sua intimidade com vontade, fazendo Cory soltar gemidos que só me estimulavam ainda mais. Senti seu corpo se contrair depois de um tempo e percebi que ele tinha chegado ao seu ápice, então me ergui e o beijei nos lábios.
– Ah, porra – ele estava arfando. – você é uma delicia.
Cory me jogou na cama e tirou minha calcinha, começando a me estimular com os dedos e a língua. Eu segurava os lençóis e mordia meus lábios na tentativa de controlar meus gemidos, mas estava indo a loucura.
– Cory eu... eu não aguento – eu disse em sussurros.
Cory sorriu e pegou um preservativo, colocando como um expert. Virou-se para mim e com um movimento rápido estocou seu sexo no meu, me fazendo dar um grito. Logo os movimentos ficaram suaves e eu relaxei, sentindo um prazer imenso. O ritmo foi aumentando e tanto eu como Cory nos contorcíamos na cama e gemíamos. A musica já deveria estar na repetição por umas três vezes quando senti meu corpo inteiro se contrair e eu soltar um gemido seguido de uma sensação de alivio. Cory deu uma ultima estocada e logo chegou ao seu ápice também. Ele se deitou ao meu lado e me deu um beijo, depois me abraçou e ficamos ali até pegarmos no sono.
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