The Purge: Anarquia

2 I: Encontro Desagradável


Notas iniciais
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É mais um dia, mais uma vez que o sol nasce e brilha na janela de May White.

A jovem loira, de 28 anos, checa pela última vez seu visual no espelho, quando escuta seu pai, Anthony, passar no corredor.

Instantanemente, entra em choque por lembrar da conversa que escutou entre sua mãe e ele. A qual, há um semana, tentava desifrar com as palavras que escutou ao passar pelo quarto do casal.

May chegou a sonhar com o assunto, imaginando quem são: "aqueles" que são perigosos, e "ela" que vai proteger “eles”.

“O que meus pais queriam dizer com isso? Por que meus irmãos e eu corremos risco e de quê?” — Era o que se perguntava através de respostas, mas nenhuma explicação vinha para terminar este quebra-cabeça.

— Está tudo bem. Não dê sinal que sabe de algo. Se concentra. — Dizia em mente, enquanto pegava sua bolsa e, logo, desce para o primeiro andar, em direção a cozinha.

Neste cômodo, encontra sua mãe, Sandra, já de pé, preparando o café da manhã da família White.

Para May, que, enquanto sentada ao balcão, a observava, era apenas uma imprensão, mas realmente, Sandra estava inquieta, por imaginar se a família sairia ilesa mais uma vez ao grande dia.

Um pouco molenga, May encara o seu celular, que desperta, notificando:

“ 7:30 h

20 de Março de 2023.

Estúdio; Pouco tempo”

Ela havia se esquecido do dia do Expurgo, que é amanhã. Um dia extremamente irritante e denecessário, segundo ela. Mas como todos dizem: lembre-se das vantagens da purificação, ela finge concordar.

— O que faz acordada a essa hora? — Sandra pergunta ao notá-la.

— Não dormi bem. — responde com um meio sorriso — Apenas isso. E você? Também não me parece que descansou.

— É. Foi por isso também.

— Sempre me imitando, Dona Sandra. — Brinca — Os baixinhos já foram para a escola?

— Vão faltar hoje.

— Ok. Vou indo, porque, como pôde ouvir, o trabalho me chama.

– Tão cedo?

– Sim. — May a abraça — Como qualquer coisa na rua, volto mais tarde.

– Cuidado! — Grita, vendo a filha partir, com sua bolsa e a chave do carro em mãos, que da porta também grita:

– Não se preocupe!

Ao passar pelas ruas agitadas de Los Angeles, May enfrenta um pequeno engarrafamento.

“Talvez a última tentativa de sair do país” — Supõe, já que muitos acreditam estar mais seguros bem longe daqui.

Apesar de atrasar-se por 15 minutos, é bem recebida por todos os colegas, como sempre, e segue até sua sala de trabalho.

– Senhorita White, recebemos um serviço de fotos e filmagem para um pedido de casamento.

– Para quando?

– Hoje! — Elen, sua assistente, informa e May surta:

– O quê?

– O Senhor Kley cancelou ontem a noite, alegando que surgiu outro compromisso. Mas, a chefe Márcia não concorda com este ideia de…

– ...Rejeitar um contrato já feito. — Completa, respirando fundo para refletir sobre a situação. — Sei disso.

– Só restou você de fotógrafa disponível. Então, o que decide?

– Preparem a equipe. Vamos cumprir o contrato.

Como combinado, a equipe segue para um restaurante bem decorado com cores verde e dourado, chamado The Imperial. Eles conversam rapidamente com o noivo e se espalham pelo espaço, enquanto os verdadeiros clientes nem suspeitam.

— Como queria que tudo fosse diferente. — Sargento Leo Barnes desabafa com Max Owen, um amigo do colegial, agora advogado.

— É, meu amigo. Um dia temos tudo que no outro temos nada, como alguns dizem. Mas, quer saber o que penso?

— Diga.

— Acredito que ainda achará alguém que te faça feliz como nunca Emma o fez.

— Pare de viadagem, cara. — Diz e riem, tomando mais um copo de vinho. — Nunca mais irei me apaixonar.

— Que isso! E filhos? Ainda pode ter outros. E isso não significa esquecer seu primeiro.

— Muito menos filhos. Não irei sofrer novamente.

— Barnes, te aconselho a esquecer o passado e seguir em frente. Um raio não cai duas vezes na mesma árvore, certo? Pois, é impossível acontecer a mesma coisa com você duas ou mais vezes. Esqueça essa vingança e permita-se a ser livre desta angústia.

– Agradeço sua preocupação, Max, mas não muda minha ideia.

O clima de estresse esfria quando todos param e um casal vira o centro das atenções.

– Olha só como estão felizes! — Max insiste — O amor pode estar mais perto que imagina.

– Duvido! — Leo declara, seguindo para seu quarto copo de vinho.

Passando-se quase uma hora que ainda estava no restaurante com os noivos, May arruma um tempo para ligar para a família, mas ninguém atente, nem celular nem no fixo de casa, deixando-a um pouco preocupada.

— Relaxa, May. — Emery tenta animá-la — Hoje não é a purificação, lembra?

– Tem razão! — Concorda, da boca pra fora, e recebe um esbarrão do Sargento Barnes, que logo grita com ela:

– Hey, olha por onde anda!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.