The Pure And Fragile Gold
7 Finding My Soul
Eu estava disposto a ir atrás do Caio na Inglaterra, embora meus pais não concordassem com a ideia. A mãe do Caio me passou o endereço de onde ele estava sem que ele soubesse. Anna quis ir comigo e pegamos o primeiro avião da manhã de terça-feira.
Eu nunca tinha saído de Cork e estava com medo. Ao mesmo estava admirado como Londres era maravilhosa. Parecia que só existia em filmes. E como eu não podia perder a oportunidade, passei em várias lojas e fiz muitas compras.
Pronto! Já estava chegando ao cativeiro onde o meu príncipe estava. Mostrei a casa para Anna. Meu coração disparava (isso nem é novidade mais). Bati na porta.
— Pois não? – era o primo do Caio.
— Eu estou procurando Caio Bragança – eu tentava olhar dentro da casa pra ver se ele aparecia.
— Você deve ser Breandán.
— Hum... sim!
— Olha, me desculpe, mas o Caio não está.
De repente, ouvi uma voz suave: – Luís, tudo bem, deixa ele entrar. – Eu estava muito nervoso e ansioso.
Caio me levou para o quarto. Como era bom poder vê-lo de novo. Olhar para seus olhos brilhantes e sentir o cheiro do seu perfume. Eu queria, na verdade, poder avançar nele e beijar.
— O que está fazendo aqui? – perguntou ele, um pouco frio. Mas ele não conseguia ser tanto.
— Eu senti tanto sua falta, Caio.
— Eu confesso que também senti.
— Volta comigo para a Irlanda?
Entre nós havia um imã que nos atraía mesmo de longe. Nossos corpos se aproximavam espontaneamente. E involuntariamente, já começava a tocá-lo. Peguei suas mãos e as beijei.
— Eu não quero que pense que sou igual a todos os caras que já se relacionou. Eu realmente gosto de você. Eu realmente te amo. Eu queria que você me desculpasse por não ter te falando onde eu estava. E se ainda tiver a possibilidade de eu continuar sendo seu namorado e quem sabe futuramente seu marido... eu ia adorar.
Caio me encarava e eu não podia ler sua mente. Até ele me agarrar e me beijar como se o mundo fosse a acabar.
— Tudo bem. Eu também fui um idiota por me zangar por algo assim. – ele sussurrou. – Eu te amo muito.
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Voltamos para Cork e era o dia do meu aniversário. Eu sempre adivinhei quando planejavam festas-surpresa pra mim e esse ano não foi diferente. E todo ano meus pais faziam uma festa tradicional irlandesa para mim. Com direito a decoração de São Patrício e às vezes os homens até usavam kilt. Eu tinha uma gaita de fole velha guardada e eu gostava de tocá-la também.
Meus parentes da Escócia vieram e alguns que moravam na Irlanda do Norte também.
Eu apresentava Caio para alguns parentes, quando Edward chegou perto. Caio já se preparava para bater nele. Então, ele tirou um embrulho colorido de dentro de uma sacola.
— Feliz aniversário Breandán. – disse ele, me abraçando.
Eu não sabia como responder. Nem como abraçar.
— Você é um cara legal. – Edward olhou para mim, para Caio e sorriu.
— O que deu nele? – perguntou Caio.
Confesso que estava com medo de saber o que tinha no embrulho, mas abri. Era uma foto que havíamos tirado na primeira série.
— Você lembra disto? – perguntou Edward.
— Claro. Você brincava aqui em casa e eu na sua. – respondi me lembrando de algumas coisas.
— Até que você ganhou a primeira Barbie da sua mãe.
— É. Até que eu ganhei a primeira Barbie da minha mãe.
— Eu senti vergonha de andar com você. E então nos afastamos e as coisas ficaram do jeito que estão. E eu te agredia toda vez que te via.
— Olha, Edward, isso já não tem mais importância agora.
— Tem sim, Breand! Se não fosse hoje, eu jamais teria coragem de vir aqui e dizer que você é fabuloso e que te admiro por quem você se tornou!
Eu ainda não estava acreditando no que estava ouvindo. O babaca do Edward (agora não tão babaca mais), me elogiou. Eu bem que poderia usar isso a meu favor e me vingar dele para sempre. Poderia humilhá-lo e deixá-lo sendo zombado o resto de sua vida. Mentira! Jamais faria isso. E ele parecia ter boas intenções comigo.
O que eu podia fazer? Eu o convidei para entrar e apesar dele ter ficado pouco tempo, até que foi legal.
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Eu não tinha certeza de quase nada na vida. Mas o que eu sabia é que tudo agora estava fazendo sentido. Eu tinha muitos medos e ao mesmo tempo muita coragem. Eu enfrentei a mim mesmo para poder me reconhecer. E o meu maior desejo, que era tudo se acertar, havia se realizado. Minha vida estava repleta de pessoas fantásticas. Cada uma com suas qualidades e defeitos. Ter encontrado o Caio foi o ponto de partida para que as coisas se ajeitassem. Não sei dizer se vamos ficar juntos para sempre e não me preocupo por o futuro. Pois aprendi a respeitar cada momento e deixar com que as coisas se acertassem na hora certa.
Mesmo com tudo o que aconteceu comigo, eu nunca fui o tipo de pessoa que ligasse para o que os outros falassem ou pensassem a respeito de mim. Sempre procurei ver o lado bom das coisas, mesmo quando só existia o lado ruim.
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