Notas iniciais
Olá pessoas, só queria agradecer pelos comentários e dizer que vocês são o máximo e me empolgam a escrever mais, e a história já está chegando no fim :( Mas capítulo novo, espero que gostem e comentem é sempre bom saber o que vocês estão achando da história ^^

Regina acordou assustada, seus belos olhos castanhos chocolate passearam pela escuridão do quarto e ela não podia saber que horas eram, fechando os olhos com força ela tentou esquecer-se de seu sonho, mas as memórias voltaram instantaneamente para ela.

A principio ela não podia enxergar nada, havia somente as sombras ao seu redor, mas aos poucos tudo ao seu redor foi ficando mais claro e ela foi transportada para o dia de seu aniversário, ela estava sozinha sentada à mesa, com um pequeno bolo que tinha uma vela em seu topo, seus olhos ficavam mais claros enquanto ela olhava fixamente para a chama, ela imaginava o que poderia pedir pelo seu aniversário de 18 anos, não que no fundo ela acreditasse que seu desejo seria atendido, mas ainda sim ela fechou os olhos com força, antes que pudesse fazer o pedido o telefone dela tocou, ela abriu os olhos em confusão, mas sorriu quando o viu o nome na tela.

– Daniele? – imediatamente um sorriso apareceu em seu rosto, a morena mais velha estava atrasada por que tinha lhe prometido o melhor presente de todos.

Mas a voz que respondeu do outro lado da linha era uma voz grave e pertencia a um homem – Senhorita Mills?

– Sim, é ela quem está falando – Regina respondeu sua expressão e tom de voz mudaram drasticamente.

– Lamento lhe informar, mas a sua namorada....

– Não, não – as lágrimas começaram a se acumular em seus olhos, e ela estava desesperada e ao mesmo tempo que não queria escutar o resto da sentença.

– Senhorita Mills, eu sinto muito, mas ela sofreu um acidente e não resistiu aos ferimentos – a voz continuou de uma forma mais doce, tentando amenizar as palavras.

As lágrimas rolavam por sua bochecha, ela não sabia o que fazer – Eu preciso... Eu preciso vê-la – ela respondeu, sua voz tremia.

– Sim, senhorita Mills – então o homem lhe passou o endereço do hospital. Ela limpou suas lágrimas com as costas das mãos e pegou sua chave do carro, deixando o apartamento ela dirigiu até o hospital quase imobilizada, as infinitas lágrimas tornavam sua visão turva.

Num segundo momento ela já estava no leito no hospital, seu coração batia tão forte que chegava a doer, ainda temerosa, ela se aproximou da cama e seus olhos se fixaram na morena deitada nela, seu belo rosto estava pálido e coberto de ferimentos, descendo mais seu olhar ela viu a ferida em seu peito, Regina então caiu de joelhos no chão, e segurou a mão fria de sua namorada, ela fechou olhos enquanto sentia que perdia mais um pedaço de si, quando ela abriu seus olhos castanhos novamente e se ergueu, seu olhar se fixou novamente no corpo deitado na cama e seus olhos aumentaram de tamanho quando ela viu que os cabelos castanhos agora estavam dispostos em cachos loiros, todas as feições estavam diferente, ela olhou em assombro enquanto o corpo de sua namorada se transformava no de Emma, ela sentia um aperto tão forte no peito que nem conseguia respirar, foi então que ela acordou, abrindo os olhos ela se deu conta dos seus arredores, se forçando a respirar novamente.

Ainda sem ar ela imediatamente se inclinou na cama até que pudesse ter a visão da loira que dormia pacificamente no chão, Regina sentiu a dor em seu peito diminuir enquanto ela observava os suaves movimentos da respiração de sua assistente, seus cachos loiros enfeitando o travesseiro, ela parecia um anjo enquanto dormia.

Respirando fundo mais uma vez ela se afastou da beira da cama, ela se deitou mais uma vez, mas não conseguiu adormecer, de repente ela escutou as batidas na porta e levantou alerta.

– Café da manhã para o meu casal favorito! – ela ouviu a voz da mãe de Emma do outro lado da porta.

– Emma! – ela chamou uma vez, mas a loira nem se mexeu – Emma, Emma, Emma!

– Hum? – Emma se virou cobrindo a cabeça com o cobertor, Regina levantou da cama, se olhou no espelho da cabeceira da cama e ajeitou seu cabelo rapidamente, se aproximando de Emma ela se curvou – Emma!

A loira a puxou fazendo com que Regina caísse em cima dela, a loira abriu seus olhos verdes sonolentos e encontrou os dela – Bom dia, Regina, o que faz aqui? – Emma perguntou erguendo uma sobrancelha.

Regina revirou os olhos e fez menção de se levantar, mas Emma envolveu sua cintura a prendendo no lugar.

– Emma! Sua mãe está na porta! – Com uma expressão nada feliz Emma a soltou e as duas se levantaram.

– Espera um pouco mãe!

Enquanto assistia Regina se deitar ela ficou parada no pé da cama.

– Vem já para a cama Emma!

– Você quer dormir de conchinha? – a loira perguntou se deitando ao lado dela, e com um sorriso no rosto envolveu seus braços ao redor dela novamente e Regina deitou a cabeça no seu ombro, a gesto foi tão natural que Emma pensou que era ali que a morena pertencia, em seus braços.

– Pode entrar!

Em pouco tempo a porta se abriu e Mary entrou no quarto com uma bandeja, o cheiro das panquecas de maça e do chocolate quente com canela encheram o lugar.

Quando a mais velha entrou no quarto ela viu Emma dando um beijo no topo da cabeça de Regina, e não conseguia se recordar da ultima vez que tinha visto sua filha tão feliz.

– Mary, é muita gentileza sua, você não precisava...

– Imagina, Regina, você agora faz parte dessa família – a mais velha respondeu com um sorriso, e a editora sentiu um nó se formar em sua garganta.

– Com licença, aqui tem espaço para mais um? – David perguntou entrando no quarto.

Regina olhou para Emma e viu a expressão da loira mudar, além de sentir os braços que estavam ao seu redor ficarem mais tensos.

– Na verdade pai, por que não deixamos a reunião da família para outra hora? – a resposta de Emma foi quase ríspida – Nós acabamos de acordar.

– Emma, sua mãe e eu queremos te propor uma coisa e...

Antes que ele pudesse terminar foi interrompido pela voz empolgada de Mary – Nós queremos que vocês duas se casem aqui amanhã!

– Mãe... – Emma começou.

– O que? Amanhã? – perguntou Regina.

– Vocês vão se casar de qualquer forma, então por que não fazemos isso aqui? A família inteira reunida, a vovó também ia participar do casamento – A mãe de Emma falava, completamente animada com a ideia.

As duas se olharam mais uma vez – Mary, nós não podemos fazer isso, não queremos estragar o grande dia da vovó e...

Nesse momento a avó de Emma também se juntou a eles – Querida, eu já tive 89 festas de aniversário, eu não preciso de mais uma, eu sempre sonhei em estar presente no casamento da Emma, minha única neta, isso seria um sonho virando realidade para mim, vocês aceitam?

As duas trocaram mais um olhar e balançaram a cabeça negativamente.

A vovó suspirou pela dificuldade de convencer as duas e acrescentou – Antes de eu morrer? – ela viu as expressões das duas mudarem, ela sorriu consigo mesma, essa carta sempre funcionava!

Regina forçou um sorriso – Tudo bem, nós aceitamos – Emma também assentiu e abriu um sorriso.

A resposta dela trouxe um sorriso para o rosto das duas outras mulheres – Nós cuidaremos de tudo, podem deixar!

– Regina, é uma tradição da família Swan casar no celeiro, vocês duas também vão se casar lá! – ela exclamou empolgada.

Regina se viu sorrindo e exclamou – Uau, eu sempre quis me casar num celeiro!

Emma sorriu também e deu mais um beijo no topo da cabeça dela.

– Ah meu deus, isso é um sinal, o universo está nos dando um sinal que vocês duas foram feitas uma para a outra! – a vovó exclamou empolgada.

As duas se olharam mais uma vez e sorriram, os três as deixaram sozinhas, Mary e Nina estavam totalmente empolgadas em organizar o casamento, o que trazia cada vez mais o sentimento de culpa para as noivas.

– Regina e agora? – Emma colocou a mão na cabeça, se sentindo consumida pela culpa.

– Emma, o que foi? – Regina se virou para ela e colocou a mão em seu ombro.

– Quando minha mãe descobrir ela vai ficar deprimida, e minha avó vai morrer Regina... – a voz dela soava desesperada, era a primeira vez que ela cogitava o quanto ia machucar sua família com essa farsa.

– Emma vai ficar tudo bem... Eles não vão descobrir!

– E essa história toda de fazer o casamento agora? E o meu pai envolvido nisso?

– Emma, sua mãe deve ter convencido ele, eles não vão descobrir – Regina envolveu os ombros dela com seu braço, e tirou as mãos dela que estavam escondendo seu rosto – Vai ficar tudo bem – ela sussurrou e olhando para os suaves olhos castanhos Emma finalmente conseguiu se acalmar.

– Nós não vamos ficar casadas por muito tempo, vamos ser um casal feliz e divorciado – ela continua massageando o bíceps de Emma enquanto falava, o toque dela causava arrepios em sua pele – Vai dar tudo certo.

As duas estavam incrivelmente próximas agora, Regina tirou um cacho loiro que estava caído sobre o olho dela e o colocou atrás da orelha – Você está bem?

Emma olhou fixamente para a mão dela que ainda estava em sua bochecha, Regina então se deu conta do que estava fazendo e retirou sua mão rapidamente e se levantou da cama.

– Vamos tomar o café da manhã? – a voz dela ainda estava rouca, Emma olhou para ela, que vestia somente uma camisola preta curta.

– Sim – ela respondeu e com dificuldade desviou o olhar o fixando em suas mãos, evitando pensar em quão incrivelmente sexy ela estava – Você tem razão.

Regina se aproximou dela com o chocolate quente e as panquecas de maçã, oferecendo os itens a Emma ela respondeu – Eu sempre estou certa Swan, você precisa ser mais especifica.

– Quero dizer, logo vamos estar divorciadas e você vai seguir sua vida, e eu a minha... – ela não conseguiu completar a frase, sua voz parecia estar presa em sua garganta.

– Isso Emma, vai dar tudo certo – ela garantiu – Agora coma, odiaria ver minha futura esposa mal alimentada, eu tenho que cuidar bem de você para você não querer me trocar por outra.

– Nós não nos divorciamos ainda Regina – Emma abriu para ela um pequeno sorriso, Regina mordeu os lábios e olhou para ela fixamente, tinha alguma coisa nos olhos dela que Emma não conseguia decifrar.

– Está tudo bem com você? – ela perguntou preocupada.

– Sim, tudo bem – ela forçou um sorriso – Eu vou dar uma volta.

– Mas você nem tomou café ainda.

– Eu não estou com fome, eu... – quando ela ia se levantar Emma segurou em seu pulso.

– Tem certeza que está tudo bem? – ela perguntou mais uma vez, mas se bem conhecia Regina, sabia que a morena não ia se abrir para ela, o que restava era esperar.

– Sim, Emma – ela respondeu com uma voz um pouco mais convincente – Aproveite seu café da manhã.

Ela entrou no banheiro e em poucos minutos saiu do quarto, deixando Emma para trás para lidar com seus sentimentos. Regina saiu da casa sem pressa, mas assim que chegou na varanda ela correu até se perder em meio a floresta.

Notas finais
Esse capítulo ficou meio triste, mas vai ter uma surpresa nos próximos capítulos, pensando em como fazer a parte da Regina e a avó de Emma na floresta haha, vcs acham que tem que ter essa cena? Evil Kisses