Notas iniciais
Bom, aqui estou eu, espero que gostem da história, aceito de bom grado as críticas, pois é o que faz o escritor melhorar, não? Digam o que falta na história, o que devo melhorar, acrescentar ou tirar, é importante para mim.

Eu não sabia como tinha ido parar em West Virginia. Bem, tudo começou com uma festa de arromba na casa dos meus amigos, estávamos bebendo feitos loucos, tequila, cerveja, energético, coca, tudo misturado. Claro, a noite passou rápido e me diverti bastante com eles, de repente me perdi diante de tanta bebedeira e garotas, risadas, gritos, e tudo o que uma festa de arromba tem.

Eu acordei algumas horas depois, suando — não é “suando frio” para deixar claro- o local parecia um forno — tudo estava um caos, senti um cheiro estranho no ar, ainda era á noite e me virei lentamente para a porta e encontrei uma cena que jamais vou esquecer pelo resto da minha vida: Meus amigos, os amigos dos primos dos meus amigos, as garotas, até o gato; estavam em uma pilha humana, que formava uma gigantesca poça de sangue, e eu não hesitei em gritar, colocar as mãos na nuca e olhar assustado pra aquilo tudo, logo tateei o bolso e achei meu telefone, a bateria não estava lá essas coisas por causa das fotos que a gente tirou na festa, mas dava para o gasto para fazer uma ligação, eu liguei para a polícia enquanto, desesperado e observando o luar lá fora enquanto repetia “meu Deus, meu Deus” repetidas vezes, uma voz masculina atendeu — o secretário eletrônico -, logo desliguei, pois estava fora de área, não tentei acordar meus amigos e as garotas, pois sabia que estavam todos mortos, eu chorei é claro, não somente por estar ali, desesperado me perguntado o porquê aceitei ir naquela maldita festa, eu poderia estar tranquilo, dormindo debaixo dos cobertores macios em minha casa. Então decidi que era hora de parar de se lamentar, levantar-se e agir, e rápido, relutante saí pela porta, o lugar não era mais o mesmo, o que achei extremamente bizarro e estranho; O lugar lá fora estava sombrio, repleto de escuridão lembro-me que as árvores estavam repletas de folhas, mas agora só restavam os galhos secos e a grama estava seca também, pude saber que quando andava pela grama, ela estalava. Bem longe daqui, do outro lado, pude ver uma plantação — talvez de milho ou trigo — e isso me lembrou de quando era menino e morava com meus pais, que tinham sido mortos quando eu tinha apenas dez anos; meu pai bebia demais e minha mãe trabalhava em um prostíbulo, o que não era um bom ambiente para crianças morarem, eu tinha certeza de que eles foram para o infern*. A vida que eles levavam estava na cara para onde eles iriam, eu também estava indo para o mesmo caminho que meu pai; bebia demais e abusava da liberdade, não se arrependendo dos pecados que eu cometia. E caminhando mais além senti que estava sendo observado, e pude ver uma luz eu corri tentando alcançar a luz e chegando perto pude ver que era exatamente a casa na qual eu morava quando menino, mas também estava diferente, estava com a pintura desgastada e estava com cara de que havia sido queimada, e eu tinha milhares de perguntas á mente, a casa de meus pais era em West Virginia, e a festa era em Boston, então avancei mais sentindo o desespero nas veias e com dificuldade, pois a plantação estava cortando profundamente meus baços enquanto eu os afastava para seguir em frente. Quando finalmente cheguei em frente a casa, hesitei em me aproximar pois não pensara na ideia de que poderia ser semelhante á minha antigacasa, mas que não fosse de fato, ela, e então percebi algo familiar; a caixa de correio, as pegadas de tinta no telhado — longa história — e foi aí que finalmente percebi que era mesmo minha casa, fiquei boquiaberto, decido então, explorar o local, avanço um pouco mais e chego até a sacada e algo assustou-me; era só a madeira velha e podre rangendo com meus passos, e então encostei na maçaneta da porta, e hesitando, abri lentamente a porta e pude ver que havia uma lamparina iluminando o local, e parecia vazio, adentrei e peguei a lamparina em cima da mesa e fui explorar o local, de repente, escutei o segundo de um dos sons que me assustaram; escutei a voz de meu pai dizendo meu nome, logo depois o local foi se iluminando lentamente, como se estivesse amanhecendo. Mamãe, Roselia, apareceu de um quarto, parecia doente — mas eles já estavam mortos há muito tempo – e não dissera nada, apenas assentiu coma cabeça, olhando para papai, então, me virei para ele, que me dera um objeto que parecia ser quadrado – o design era curioso, não vou descrevê-lo em detalhes, quero que você mesmo imagine – e era de prata, e no meio, havia um pequeno buraco no qual um olho poderia caber lá. Eu imaginei; “O que é isso?” e meu pai, Phebo, havia respondido a pergunta em minha mente, como se lesse meus pensamentos: — Filho, á pedra no olho é fundamental para ver o mal que enfrentas. – de primeira não entendi, mas procurei raciocinar um pouco mais. De repente ouvi um barulho, provavelmente distante, parecia homens, cantarolando no mesmo ritmo, mas, de uma forma tenebrosa e grave, e logo depois passos altos. – Vá! Precisa sair daqui enquanto há tempo! Eu te amo filho, és novo e tem muito pela frente, te desejo o melhor! Agora vá, vá pelos fundos! – claro que eu não pensei duas vezes antes de sair correndo para os fundos da lavanderia. Lá estava claro também, mas parecia tão... Horrenda e suja de algo vermelho seria sangue? O local estava repleto dele, passei o dedo em uma gosma vermelha na parede, esfreguei o dedo indicador com o polegar e cheirei. Era sangue, então murmurei “meu Deus”. Novamente ouvi os malditos passos perto da lavanderia, depois que descobri para que servia o objeto que papai me dera, coloquei-o no olho esquerdo e fui para perto da porta olhando o que eram aquelas coisas, de repente, vi criaturas que pareciam ser pessoas, não criaturas como o bicho papão, mas tinha dois braços e pernas, tinham aproximadamente três metros de altura e nas cabeças; polígonos de ferro, os quais cobriam a face e a cabeça toda, vestiam uma capa preta, que estavam com os gorros abaixados, e em seus pescoços haviam colares com diferentes símbolos estranhos, mas, que pareciam familiares á mim – o que eu achei ligeiramente estranho – e atrás, vinham crianças, trajadas como aqueles seres estranhos, porém sem o machado e sem polígonos em suas cabeças e estavam com o gorro na cabeça, faces escondidas, somente com suas bocas á mostra. Havia milhares e milhares de perguntas em minha cabeça, então, depois que eles passaram, pude ver uma vasta plantação de abóbora, de repente, pararam – o que me deixou suando frio – e viraram as cabeças ao mesmo tempo, logo me afastei da porta que dava lá fora, porém não adiantou de nada; eles estavam cada vez mais perto e fui ficando em desespero, logo me escondi atrás de uma máquina – elas pareciam ser um pouco grandes que o normal – então, a luz se ascendeu e então decidi espiar, sim, eram aquelas coisas estranhas. Decidi não mover nenhum músculo, mas de nada adiantou, um deles iam a minha direção e decidi correr de volta para minha casa – péssima ideia – só pude sentir uma grande dor na parte lateral da cabeça e o baque; apaguei.

Acordei em um lugar escuro, apertado, gosmento e cheirando á sangue, espiei pela parte de vidro da máquina e aquelas coisas não estavam mais lá – para meu alívio – empurrei a porta do objeto e caí no chão. Lá fora pude ver a lua cheia, corri até a porta e coloquei o objeto que Phebo me dera no olho, e por sorte não vira nada de esquisito ou horrendo, então, decidi ir atrás daquelas coisas. Uma coisa que ficou pairando em minha cabeça foi o porquê de aquelas coisas não me matarem. Eu segui meu caminho, indo atrás das coisas, mesmo não sabendo para onde tinham ido, bom, como estavam indo para o lado esquerdo, fui pra lá. Sei que você deve estar pensando “isso é tipo um suicídio da parte dele”, mas, precisava explorar saber... Precisava de ajuda estava sem ter o que fazer, seguindo eles. E onde estavam parecia ser longínquo, logo cheguei á uma parte do caminho repleta de árvores, quando de repente tive certa tontura e uma dor extremamente aguda na cabeça e caí – ah, não, chega de bater a cabeça por hoje, não? – estava um breu, provavelmente estava dentro de minha cabeça, pois sentia minhas pernas, mas, não conseguia caminhar, então, comecei á ter visões – não é daquelas do tipo de lembranças –.

Notas finais
Já estava escrevendo esta história há um tempo, já escrevi muitas outras histórias, porém parei de escrever por muito tempo por falta de motivação :(
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.