The Prophecy -discoveries
19 Um Táxi e Um Roubo.
Notas iniciais
P.O.V Roberta
–Stêthi' Ô hárma diabolês! -Nathan praguejou,antes de jogar um dracma de ouro no chão,que atravessou o asfalto.
Nós estávamos em um beco e agora tentávamos chamar o táxi das irmãs cinzentas (Depois de uma breve discussão,achamos melhor chamar assim,é mais agradável do que carruagem da danação).
Depois de alguns segundos,Cris murmulhou:
–Era para ter acontecido alguma coisa?
Bem nessa hora,tudo escureceu de repente,uma sombra se ergueu do chão e tomou a forma de um táxi.Quando tudo clareou de novo,estávamos na frente de um táxi caindo aos pedaços.
–Uau -Foi a unica coisa que conseguir dizer.
Nathan olhou para o Cris com um olhar de vitoria,que respondeu com um dar de ombros.
A porta de traz do táxi se abriu e uma voz falou rouca falou:
–Entrem
–Temos um problema -Informei
–Qual? -Anna perguntou
–Estamos em cinco,aí só tem lugar para três.
Todos pareceram perceber que eu estava certa.Acho que alguma das irmãs cinzentas ouviu,e o táxi se transformou um uma caminhonete,também velha.
–Certo -Giulia falou -Eu,a Roberta e a Anna vamos aqui dentro e vocês dois vão na caçamba.
–Por que a gente? -Cris perguntou
–Porque sim -Respondi
–Porque sim não é resposta -Nathan revidou,mas já estavam subindo na caçamba.
Eu e as garotas nos entreolhamos,para ver quem entrava primeiro.Elas se juntaram e praticamente me jogaram para dentro do táxi.
Eu entrei,a Giulia veio depois e por ultimo a Anna.As irmãs cinzentas estavam na frente,por isso só víamos as costas dos capuzes delas.Só que elas se viraram para traz e nós três gritamos,assustadas com a aparência delas.Os garotos ouviram e viram para olhar oque era.Entre a gente e eles tinha um vidro,e eles conseguiram ver as irmãs cinzentas.Mesmo sem olhar para eles,senti que eles seguraram o grito.
Eu sabia que elas compartilhavam um olho e um dente,mas eu não fazia ideia de como elas eram.
A que estava dirigindo estava com o olho do lado direito,onde devia estar os olhos,tinha buracos negros que pareciam não ter fundo,elas tinham a pele enrugada e tufos de cabelos grisalhos no topos de suas cabeças.O único dente delas estava com a do meio.
–Olá- Elas disseram em uníssono.A que estava no lugar do motorista continuou -Somos as irmãs cinzentas.Meu nome é Ira,essas são Vespa e Tempestade Para onde vocês desejam ir?
Um estranho arrepio percorreu minha espinha
–Para o pico da neblina -Anna disse,com a voz embargada pelo nervosismo.
–Sinto muito,mas fica fora da área de cobertura -Tempestade respondeu
–Podemos levar você só até São Gabriel Da Cachoeira.
–Okay -Disse,olhando ao redor.Tudo era sujo e velho,com teias de aranha.Combinava bem com as motoristas.Elas deram um sorriso estranho antes de se virarem.
–Acho melhor vocês se segurarem.
Elas apertaram alguns botões,e o carro começou a pegar velocidade e em um instante estávamos indo tão rápido que parecia que a pele ia desgrudar do meu corpo. Eu me lembro de ouvir os garotos gritando desesperadamente.
–Você precisa mandar uma encomenda para longe? -Uma voz de locutor falou -Precisa enviar uma carta ou telegrama? Industrias Hermex,esses e outros serviços com a eficiência e a qualidade que você já conhece.
Legal,pensei.
Até agora,tudo estava indo bem,só que elas começaram a brigar pelo olho:
–Olho,Ira! -Tempestade gritou
–Mas sou eu que estou dirigindo! -Tempestade pegou o olho de Ira,ai a vespa também começou a brigar pelo olho,e o carro começou a ziguezaguear.Eu olhei pela janela,e vi que estávamos andando por cima da água do rio.Gritei e a Giulia,que estava prestando atenção na briga das irmãs cinzentas,olhou para mim e eu apontei para o rio.Ela arregalou os olhos,mas não gritou.
Após cerca de uns dois minutos,o táxi parou de repente,fazendo com que eu batesse a testa na poltrona da frente.
–Ai -Falei massageando a minha testa.
–Deu cinco dracmas -Vespa falou.Ela estava com o olho agora.
–Cinco dracmas para quase morrer? -Giulia perguntou descrente.
–Bem,então da próxima vez pega um táxi mortal -Ela respondeu.
Paguei os cinco dracmas e começamos a sair (Para variar,só a porta da Anna abria).Quando eu estava saindo,Tempestade agarrou o meu braço com a sua mão magra e enrugada,e quando eu me virei para ver o que era,ela disse:
–Cuidado,nem tudo é o que parece ser.Ao longo da sua jornada,você irá descobrir coisas que iram fazer você desejar nunca ter saído para essa missão.
Depois ela soltou o braço e eu finalmente saí,ainda em choque.
–Tudo bem? -Giulia perguntou,acho que ninguém tinha visto ela falando comigo.Os garotos vieram para o nosso lado e as irmãs cinzentas foram embora,o táxi se dissolvendo em uma nevoa negra.
–Finalmente terra firme -Cris falou.
–Nunca mais entro nesse táxi -Nathan falou em concordância com o Cris.
Pela primeira vez,eu olhei ao redor.Nós estávamos em uma linda praia,na margem do rio negro,não estávamos no centro da cidade.A vista era linda,devia ser umas 7 ou 8 horas da manhã e a visão das montanhas ao nosso redor deixava tudo com uma atmosfera magica.Sentamos na areia e eu abrir o mapa.
–Próximo passo: Chegar ao Rio Yá-mirim.
Dicas : São 150 km de viagem,então,vocês vão precisar de algum transporte.Se for de carro,procure um 4x4,pois a estrada é muito ruim.Infelizmente não temos nenhum serviço mágico que possa leva-los até lá.
–Ótimo -Cris falou -Alguém tem alguma ideia de onde vamos arrumar um carro?
Ficamos em silêncio,até a Giulia teve uma ideia:
–Sabe,nós podemos ''pegar'' emprestado de alguém -Ela falou fazendo aspas com as mãos.Eu sorri entendendo a ideia.Aquela garota estava andando muito comigo.
***
Caminhamos até o centro da cidade,e andamos por algumas ruas em busca de um carro,até que em fim achamos: Um cara tinha acabado de estacionar um Troller T4 2014 azul.Eu vi ele entrando em uma lanchonete.
–Vai ser aquele ali -Falei apontando.
–Okay -Cris disse -Vamos revisar o plano:
O Nathan vai manipular a nevoa para que ele e a Roberta pareçam mais adultos e menos suspeitos.Roberta,com as suas ferramentas vai entrar no jipe e fazer a ligação direta.Eu e a Anna vamos entrar e ficar de olho no cara e se ele tentar ir embora,nós vamos distraí-lo.A Giulia vai ficar na porta para avisar quando podemos sair.Se alguma coisa dê errado,o nosso ponto de encontro é aquela praia em que a gente tava.
O plano funcionou certinho :A Anna e o Cris entraram,e em quando o Nathan manipulava a nevoa,eu arrombei a porta do carro com uma chave que vinha no meu kit Hermes (Ela tipo imitava a chave original,por isso não dispara o alarme),entrei no lugar do motorista e destravei a porta para o Nathan entrar.Não precisei fazer a ligação direta,por que a chave também serviu para dá a partida no motor.Fiz sinal para a Giulia,que fez sinal para a Anna e o Cris,que saíram da lanchonete.Eles entraram no carro e eu acelerei,indo em direção á Br -307,que nos levaria para o Rio.Nos primeiro metros tive um pouco de dificuldade,mas depois eu comecei a dirigir normalmente,como se tivesse nascido para isso.Acho que tem a ver com o fato do meu pai ser o deus das estradas.
–Não sabia que você sabia dirigir -Nathan falou
–Nem eu -Respondi
Liguei o som e o Nathan achou no porta luvas os cd's do cara : Linkin Park,Imagine Dragons,Red Hot Chili Peppers,e outros.O cara tinha bom gosto. Coloquie o do Imagine Dragons e pegamos a estrada esburacada e lamacenta ao som de Demons.
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