The Prophecy -discoveries
14 Motorista,toca pra Amazônia!
Notas iniciais
P.O.V Giulia
Tinha acabado de amanhecer,mas eu já estava acordada.Meu irmão Felipe também estava acordado e olhava para mim de um jeito preocupado.
–Tem certeza de que está levando tudo?
–Tenho -Respondi colocando a adaga que ele tinha me dado ma bainha -Você já me perguntou isso umas mil vezes
Ele riu,sem graça
–Desculpa,e que eu estou preocupado, você não deve tempo para treinar no arco-e-flecha
–Eu vou me virar -Disse dando um abraço nele -E eu não vou sozinha
Despedi-me dele e sai do meu chalé,indo em direção ao refeitório. Passei pelo chalé 11 e vi que quase todos estavam acordados,o que eu achei estranho,já que o Felipe havia me dito que todos no acampamento estavam dormindo.Estava olhando para dentro do chalé de Hermes para ver se a Roberta já tinha ido para o refeitório e não vi o André chegando atrás de mim
–Procurando alguma coisa? -Ele sussurrou no meu ouvido -Veio me ver?
Eu pulei com o susto e comecei a andar,ele veio atrás de mim
–Que isso,garoto estranho.E claro que eu vim te ver,eu vim te chamar para fugir comigo para um lugar onde vamos poder ficar a sós -Disse irônica
–Serio? -Ele abriu um sorriso de lado -Achei que você nunca iria me chamar -Eu não sabia se ele estava falando serio ou sendo sarcásticos,os filhos de Hermes são estranhos.
–Será que dá pra você me deixar em paz?
–Desculpa,eu só vim aqui desejar boa sorte-Ele disse sério -Mas eu acho que você não se importa com oque eu desejo.Ele parou de andar e ficou parado me olhando triste
Ele fez uma carinha fofa e eu não resistir.Parei de andar para falar com ele.Suspirei e disse:
–Ok,eu me importo com você só que agora eu estou com presa
Ele abriu um sorriso:
–Então nesse caso,boa sorte
–Obrigado -Disse voltando a andar e rezando para que ele não me seguisse
P.O.V Anna
Não tinha terminado de amanhecer e eu já estava pronta,com o colar que meu pai me deu,a mochila onde eu levava tudo que eu ia precisar e olhava em volta admirando o meu chalé uma ultima vez antes de sair.Isso me lembrou o dia que eu cheguei ao acampamento,eu tinha apenas oito anos,lembrar de toda a minha historia sempre me fazia chorar,por isso parei de pensar nesse assunto.Ouvi batidas na porta,quando abri vi que era o Cris.Ele tinha chegado ao acampamento dois anos depois de mim,e nós sempre fomos amigos,apesar de brigarmos sempre.Agora eu tinha saído do meu chalé em silêncio.
–Oi -Ele disse
–Oi- Respondi -Acho que o nosso passeio de amanhã está cancelado -Ele deu um sorrisinho triste nós fomos em silencio até o refeitório.Depois de anos no acampamento,eu sabia o quão perigoso era o que nós iríamos fazer.Cada um se sentou na sua mesa,fez a oferenda aos deuses.Tomamos café e seguimos para a casa grande
P.O.V Roberta
Eu estava acordada e me despedindo dos meus irmãos
–Eu acho que você tem quer ir agora-Jorge disse me dando um abraço. Eu me separei dele e dei tchau para meus outros irmãos e saí do meu chalé,com a minha bolsa no ombro,a mochila nas costas,calçando meu sapato mágico e com a minha pulseira.Notei que eu não tinha visto o André desde que tinha acordado.Sai do chalé e quando estava chegando no refeitório,note o Nathan vindo na minha direção,desacelerei para dar tempo dele chegar até mim.
–Oi -Ele disse -Está pronta?
–Sim,eu acho.O que são essas coisas na sua roupa e no seu pescoço? -Perguntei vendo desenhos coloridos na sua roupa e na pele
–São minhas runas. Elas me ocultam dos monstros.Mas,infelizmente onde vamos elas não funcionam por causa da magia do lugar.
–Quando você vai começar a me ensinar magia?- Ele sorriu vendo minha empolgação
–Assim que voltarmos.Agora acho melhor comemos antes logo,já tá quase na hora de ir.
Cada um foi para sua mesa e logo quando sentei,vi que a Giulia estava conversando com o André.Ela foi para a mesa dela,ele me deu tchau de longe.Fiz minhas oferendas,comi e esperei a Giulia e o Nathan terminarem também.Depois seguimos juntos para a casa grande.
Eu,o Nathan e a Giulia estávamos conversando,mas eu estava distraída lembrando tudo que já tinha acontecido.Em menos de uma semana minha vida tinha mudado completamente.Lembrei-me da minha conversa com as fadas,e da minha conversa com a Lolita e o Nathan depois da caça-bandeira. Quiron havia nos dito que não nunca nenhum meio sangue tinha ido para a Amazônia,por isso não podia ajudar muito.As palavras da profecia vieram na minha mente,e eu estremeci com o pensamento.Lembrava-me exatamente das palavras sem muito sentido que a oráculo havia recitado:
''As filhas da cura e das estradas irão
O raio,a colheita e a magia ajudarão
Na maior floresta do mundo vocês irão procurar
O que para muitos oculto pode estar
Vocês devem encerrar o inverno
Acha aquilo que completa o quaterno''
A primeira e a segunda linha já sabia que falava sobre eu,a Giulia,a Anna,o Nathan e o Cris.A terceira linha eu já sabia que fala que devíamos ir para a Amazônia,que era a maior floresta do mundo,sobre o a quarta eu e o Nathan tínhamos algumas suposições.O resto da profecia ninguém tinha nem idéia do significado.
–O que você acha disso? -A Giulia perguntou
–Ahã ?-Eu não tinha ouvido a conversa.
–Eu perguntei oque você acha dessa historia de ir pra Amazônia?
–Eu sempre quis ir pra Amazônia -Respondi
–Dizem que é um lugar mágico — Nathan comentou inocentemente e depois piscou pra mim não tão inocente assim.
Tínhamos chegado à casa grande e já estávamos entrando na sala da casa grande,vimos que a Anna e o Cris estavam falando com o Quiron.
–Oi gente -Giulia chegou,abrindo a porta com um chute
–Precisava mesmo disso ?-Perguntei.
–Eu sempre quis fazer isso -Ela respondeu.
–Que coisa feia! -Anna falou.
–Você fez a mesma coisa quando entrou aqui,Ana Maria -O Sr. D Disse sem entusiasmo.
–Mudando de assunto:Alguém tem alguma idéia de como nós vamos chegar à Amazônia? -Anna perguntou.Todos ficaram em silêncio
–Tive uma idéia.Sigam-Me.Tchau Quiron. Tchau Sr, D -Giulia disse me puxando para fora.
–Tchau — Eu disse.
Quiron e Sr. D observaram da varanda,em quando eu,puxada pela Giulia,e o Cris puxado pela Anna,e o Nathan que estava logo atrás de mim subíamos a colina.
–Sua loca,para de me puxar! -Gritei
–Já estamos chegando ao topo da colina -Ela gritou de volta.
Ela me soltou quando estávamos no topo da colina.De lá dava pra ver a rodovia que passava lá em baixo do outro lado da colina.
–Esperem aqui — Ela disse.E começou a descer na rodovia que não estava muito movimentada às 5 horas da manhã
–Oque essa retardada vai fazer?-Perguntei
Ela tinha começado a pular e agitar os braços para cima.No final da rodovia,uma Ferrari vermelha ia em alta velocidade na direção da Giulia,quando estava a alguns metros dela,o carro parou,deixando marcas de pneu na pista.O motorista parou e saiu do carro,com todo o seu brilho.
–Apolo -Murmurei
–Esse é o Apolo? -Anna perguntou.Concordei com a cabeça.Descemos a colina correndo.
–Galera,meu pai falou que vai dar uma carona pra gente -Giulia falou quando chegamos perto dela.Vi Apolo apertar um botão e a Ferrari se transformou num doblò 2014 cinza tellurlum completo.Ele abriu a porta:
–Entre crianças.
Eu fui na janela do banco de trás,a Anna do meu lado,o Cris e o Nathan atrás nos bancos extras,e a Giulia na frente com o pai dela.
–Motorista,toca pra Amazônia! -Giulia gritou animada.
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