The Prophecy -discoveries
22 A Poção
Notas iniciais
P.O.V Roberta
Depois que todos acordaram,comemos algumas frutas,que foram o nosso café da manhã.Depois,sentamos no chão mesmo e fizemos uma reunião para saber oque faríamos.
–Precisamos fazer a poção e salvar o Cris -Anna falou -Não podemos continuar com ele.
–Eu vou fazer a poção -Nathan falou -Toda poção é feita a partir de uma poção base,que eu tenho aqui comigo.Para finalizar eu precisaria do veneno de uma cascavel e de uma flor de lótus,mas como não tem nenhuma flor de lótus podemos usar três vitórias-régias.
–Mas só temos um dia para achar os ingredientes e continuar a viagem.Não podemos perder mais tempo -Falei -Acho melhor nós começamos a procurar os ingredientes.Vamos nos separar.
Ficou decidido que eu e o Nathan procuraríamos a cascavel.Ele falou que como eu era filha de Hermes,poderia ajudar,mas eu não sabia extrair o veneno,então ele ia comigo.A Anna e a Giulia iam procurar a vitória-régia,que provavelmente estariam mais rio acima.Quem achasse primeiro deveria voltar ao acampamento e esperar.Cada um foi para um lado,e eu não fazia ideia de como íamos achar uma cascavel.Entramos ainda mais na mata e depois de alguns passos eu deixei de ver o acampamento e o bektsy,que ainda estava com a assa quebrada.
–Tome cuidado -Nathan falou -Fique de olhos abertos.
–Você fala como se não estivesemos a quase 3 dias dentro da floresta amazônica.
–Cuidado nunca é demais.
–Como é que você faz as poções? Você falou que ia me dizer sobre magica,mas não falou nada até hoje.
–Okay -Ele suspirou -Por onde eu começo? As poções são bem simples,a poção base é a que dá mais trabalho.Antigamente cada poção tinha que ser preparada do inicio,mas alguém descobriu que essa poção base funcionava para iniciar quase qualquer poção,e que só seria necessários mais alguns ingredientes.
–Legal -Eu andava lado a lado com o Nathan,e quando fui dar mais um passo,ele me parou -Oque foi?
–Olhe para cima-Eu olhei,e num galho acima da minha cabeça,estava um cobra verde -É uma cobra papagaio.Passe pelo outro lado.
Nós demos a volta e continuamos a procurar a cobra cascavel.
–Oque você acha que vamos encontrar quando chegarmos ao pico da bandeira?
–Não sei -Ele responde e depois completa,tão baixo que eu quase não escuto -Eu queria nunca ter que chegar lá.
Eu fico em silencio até ouvir um barulho,bem baixinho.
–Escutou? -Pergunto e ele para
–É o som do chocalho de uma cascavel.
Eu procuro ao meu redor algo que possa ser um cobra e acho,perigosamente perto do meu pé.
–Nathan....
Ele segue o meu olhar e vê a cobra,já em posição de ataque.
–Fique aqui,vou achar algo para pega-la.
Ele anda mais um pouco e me deixa sozinha,com um cobra pronta para dar o bote.
–Isso não poderia acontecer -Eu falo sozinha -Eu,uma filha de Hermes,morrer por causa da picada de um a cobra.Linda ironia do destino.
–Fique quieta! Esessss mortaissss — Uma vozinha falou.
–Quem falou isso? Perguntei.Ótimo,alem de ter uma cobra quase me picando agora estou ouvindo vozes
–Vocccê pode me esssscutar?
–Eh,sim? -Falo incerta -Quem é você?
–Olha para baixxxo.
Quando eu olhei,vi a cobra sorrindo para mim.
–AHHHHHHHHH -Gritei e o Nathan apareceu correndo,com um galho na mão -A cobra falou comigo!
Ele olha para mim e olha para cobra e depois olha para mim de novo.
–Você é filha do meu messstre? -A cobra pergunta -Oque faz tão longe de casa?
–Eu...Eu sou filha de Hermes -Respondo,me recuperando do susto -Por que eu consigo falar com você?
–De unsss tempos para cá,muitossss filhosss de Herrrmes tem conseguido isssssso
–Fala para ela do veneno -Nathan falou apenas mexendo a boca
–Você perguntou oque eu vim fazer aqui,certo? Eu estou com uns amigo e eu e aquele carinha ali precisamos do veneno de uma cobra.Mas precisamente uma cascavel -Eu a encarei para ver se ela entendia a indireta.Ela fez uma expressão pensativa (se é que cobras têm expressão)
–Ah tá.Vocês querem um pouco do meu veneno -Eu concordei com a cabeça -Mas porque?
–Digamos apenas que temos um amigo transformado em estatua
–Okay,mas primeiro vocês precisam falar os seus nomes.Afinal de contas,eu não posso sair por ai dando meu veneno para qualquer um.
–Claro.Meu nome é Roberta e aquele é o Nathan...
–E agora vamos ao veneno -Nathan falou apresado.
–Não interrompa a garota -A cobra falou para o Nathan,que não entendeu.
–Na verdade,eu meio que já tinha terminado de falar.Mas ele está certo,precisamos do veneno logo.
O Nathan pegou um vidrinho e a também a cobra e tirou o veneno,que tinha uma doentia cor amarela.
–Hum,obrigado -Ele falou.
–De nada.Masss agora eu tenho que irrr,já deve estarrr perto do meio dia e eu ainda tenho que caçççar. Foi bom conhecerrr vocêssssssss.
E falando isso a cobra foi embora.
–Okay.Eu espero que isso não aconteça mais -Ele falou -Cada dia que passa você fica cada dia mais estranha.
–Ei -Falei,empurrando-o.Ele riu -Vamos voltar para o acampamento.
Voltamos ao acampamento e as meninas ainda não tinham voltado e o bektsy tinha sumido
–Para onde será que o bektsy foi?
–Bekoque?
–Bektsy.É o nome que eu e a Giulia demos para o grifo.
– Que nome estranho...
–Oque podemos fazer em quando esperamos? -Perguntei.
–Sei lá.Podemos começar a preparar a poção,depois é só colocar as vitorias regias.
Pegamos a poção base e colocamos em um caldeirão que o Nathan tirou não sei onde.Depois acrescentamos o veneno de cobra.
–É só isso?
–Bem,sim.Agora só falta eles voltarem com o ultimo ingrediente.Depois é só ativar a poção.
–Legal.
Sentamos no chão,eu com a cabeça apoiada em uma arvore e ele na minha frente.
–Será que elas estão com problemas?
–Não,acho que não.Elas sabem se cuidar -Eu olhei para ele e vi que ele me observava,atendo a todos os meus movimento
–Eu estou com medo -Falei abaixando a cabeça.
–Medo do que? -Ele perguntou levantando meu rosto gentilmente e me olhando nos olhos
–Do desconhecido.Não sabemos oque tem no topo daquele monte.Não sabemos se estamos preparados para enfrentar oque quer que seja.
Ele olhou para mim,e colocou a mão sobre a minha.
–Eu não deixarei que nada aconteça com você — Ele se aproximou,calmo.Senti meu batimentos aumentarem e fechei os olhos,quando senti os seus lábios tocando os meus.
Eu sempre achei brega essa coisa de falar que era como estar nas nuvens,mas era exatamente oque eu senti.A língua dele acariciou meus lábios delicadamente,pedindo passagem.Abri um pouco a minha boca e a língua dele invadiu a minha boca,fazendo eu sentir as famosas borboletas no estômago.Eu retribui com a mesma intensidade.Passei meus braços pelo seu pescoço,trazendo-o para mais perto e ele me abraçou pela cintura,juntando ainda mais os nossos corpos.Não sei quando tempo durou o nosso beijo,sei apenas que só nos separamos por que o ar tinha acabado.Eu estava completamente vermelha.
–Oque foi isso? -Perguntei,arfando.Não era todo o dia que um garoto que eu conheço a menos de um mês me beijava.
–Eu....Eu acho que te amo -Ele respondeu hesitante.Eu percebi que ainda estávamos abrasados,então me soltei e o afastei com a mão.
Estava prestes a perguntar outra coisa quando ouvimos passos e a voz da Anna,ainda distante:
–Finalmente chegamos!
Eu me levanto e troco alguns olhares com o Nathan.Elas chegam,com uma aparência horrível e fedendo a peixe:
–Caímos no rio -Anna começa
–Depois,encontramos uma onça...
–E quase nós perdemos na floresta.
–Mas conseguimos as vitórias-régias-Giulia completa.
A poção já estava quase pronta,por isso apenas colocamos as vitórias-régias,mexemos e o Nathan falou alguma coisa em grego antigo que fez a poção brilhar em um estranho vermelho-sangue.
–E agora? -Anna pergunta
–É só jogar em cima dele.
Anna pega o caldeirão com a poção e,hesitante,joga sobre a estatua do Cris,que brilha.A poção começa a fazer efeito,e o Cris se destransformou de cima para baixo,e no final o corpo dele,já normal,cai para frente.Anna o pega antes de atingir o chão.
–E agora?
–Ele só estar desmaiado,acorda daqui a poucas horas -Nathan responde.
Todos sentamos e comemos o que resta das frutas,deixando um pouco para o Cris.Eu e o Nathan continuamos trocando olhares,mas não falamos nada.
O Cris acorda,confuso e nós explicamos tudo.Já estava escuro,por isso fica acertado que aquela seria a nossa ultima noite ali.Amanhã,antes mesmo do sol raiar,continuaremos viagem,o caminho era longo,por isso nós próximos dias iriamos parar apenas para dormir.Montamos o mesmo esquema de guarda da noite seguinte,sem incluir o Cris,que teria a noite para se recuperar.Vamos dormir e meu ultimo pensamento antes de cair no sonho,é do que significaria aquele meu beijo.
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