The Prophecy

29 Capítulo 29


Notas iniciais
Hey. Resolvi adiantar esse capítulo... E informo que será o penúltimo da fic.

Pov. Annabeth Chase.

– Aonde você vai me levar? – perguntei desconfiada e Clarisse apenas deu de ombros

– Você vai ver. – ela respondeu enquanto abria caminho pela trilha

Eu ficava tímida perto dela, principalmente com os olhares dos outros campistas, e não sabia qual seria nossa relação a partir de agora. Então eu entendia porque ela representava o amor para mim naquele templo, ficarmos juntas já estava destinado. Nunca suspeitei de seus sentimentos por mim, mas Clarisse sempre despertou algo em mim. Por causa de suas provocações antes eu achei que esse sentimento era apenas raiva, mas agora do modo gentil que ela me tratava (embora ainda me provocasse) despertava outras sensações... Inclusive amor.

Depois do jantar ficamos alguns minutos na fogueira, mas ela me chamou para caminhar e acabamos entrando na floresta, Clarisse me guiava e eu não fazia a mínima ideia para onde ela estava me levando. Minutos se passaram e uma elevação rochosa começou formando um morro de pedra, que ficava acima da copa das árvores.

– Consegue escalar, Princesa da Sabedoria? – ela perguntou, sem esconder o tom de deboche

Uma vez Clarisse, sempre Clarisse.

Fingi irritação e caminhei em direção das rochas procurando apoio para escalar. Clarisse esperou até que eu subisse alguns centímetros e me seguiu, usando os mesmos apoios que eu.

– Quais são suas intenções com isso, La Rue? – perguntei desconfiada escalando mais alguns centímetros, então olhei para baixo para encará-la

– Apenas escale, Annabeth. – ela respondeu dando uma risada rouca

Desisti de tentar descobrir o que era e escalei, não era tão alto, talvez a parede de treino de escalada no Acampamento fosse maior. Em uma determinada altura não encontrei nenhum apoio, e já estava próxima do topo.

– Algum problema? – Clarisse perguntou abaixo de mim

– Não estou achando apoio. – respondi enquanto ia para o lado, precisei esticar ao máximo o meu braço para alcançar a elevação na rocha

Clarisse fez o mesmo que eu, e quando cheguei ao topo os músculos dos meus braços agradeceram. Suspirei jogando meu corpo para cima de desabei ali. Clarisse chegou logo em seguida e me arrastei para o lado para dar espaço para ela.

O topo do morro era espaçoso, mas sentamos lado a lado em um degrau natural de rochas, conseguíamos ver o alto das copas das árvores pois estávamos acima delas. Clarisse apontou na direção de onde viemos, conseguia ver a fumaça da fogueira do Acampamento subindo para o céu.

– Não estamos tão longe. – observei – Que lugar é esse?

– Sei lá. Mas sempre venho aqui quando quero pensar, durante o dia é lindo, mas a noite é melhor. – ela respondeu

Encarei as estrelas no céu e as árvores sendo iluminadas pelo brilho da lua, a escalada valia a pena, o lugar era lindo. Encarei Clarisse, ela abraçava os joelhos admirando o local também. Sua postura estava despreocupada e a expressão suave, forcei meu corpo a relaxar também e abri um sorriso.

– Como encontrou este lugar? – perguntei

– Um dia estava fazendo rotas para o Caça Bandeira e acabei parando aqui, mas não sei se todos no Acampamento conhecem aqui... É um lugar meu, nunca vim com ninguém pra cá. – ela respondeu sem me encarar e meu sorriso aumentou ao ver que eu fui a única com quem ela quis dividir esse lugar

– Aqui é lindo. – respondi

– Tem razão, por isso gosto daqui. – ela inclinou a cabeça para trás fechando os olhos e suspirou – É o único lugar no mundo em que me sinto totalmente calma.

– Então você vem para cá direto para desestressar. – comentei e ela continuou de olhos fechados

– Na verdade não, venho aqui só quando quero organizar meus pensamentos, antes vinha mais aqui. – ela respondeu e abriu os olhos, mudando de postura para me encarar – Vinha aqui tentar entender o que estava sentindo, você causou uma enorme confusão na minha mente.

– Desculpa por isso. – respondi rindo – Conseguiu entender?

– Não. – ela admitiu – Sou tão péssima com emoções quanto você.

Sorri em resposta e estendi minha mão para ela, Clarisse levou alguns segundos para entender o meu gesto, mas segurou minha mão firmemente.

– Há quanto tempo você gosta de mim? – perguntei – Descobriu isso na missão?

– Não. Já faz um bom tempo... Não queria que ninguém notasse então te provocava e irritava ainda mais... Mas me sentia culpada quando passava dos limites com as ofensas.

– Nunca me senti ofendida de verdade. – respondi apertando sua mão – Sabia que você trata a maioria das pessoas assim então não achava que era uma perseguição.

– Acontece que você não é a maioria das pessoas, sinto remorso às vezes, Annabeth, também tenho sentimentos, embora odeie demonstrar isso... E te ofender enquanto tudo o que eu queria era te amar... Parecia totalmente errado para mim.

– Você tem princípios muito bons. – elogiei tentando esconder minha alegria quando ela disse “amar” a palavra passou despercebida por ela, então devia ser verdade – Então você gosta mesmo de mim? Isso não é mais um de seus planos para me irritar?

Ela fingiu parecer ofendida, mas deu uma risada e começou a brincar com os dedos da minha mão.

– Eu gosto sim. Você é a única que me faz sentir assim... Com Silena eu sentia isso, mas com você é mais intenso. – ela disse com aquela expressão serena, que tanto gostava de ver em seu rosto – Você é única. Sei que ainda tem sentimentos por aquele... – ela não terminou a frase e seu rosto se contorceu numa expressão de irritação por alguns segundos – Mas eu prometo que faço você esquecer ele, vou fazer você feliz, mas você vai terá que ter paciência, pois conhece minhas características e mesmo que eu sinta isso por você algumas coisas eu não consigo mudar. – assenti concordando – E eu vou ter paciência com você também. Me dê essa chance. Annabeth, me deixe amar você!

Ela pediu e soltou minhas mãos, segurando o meu rosto, não conseguia nem piscar, seu olhos castanhos próximos aos meus me fitavam com uma intensidade enorme. Me perdia naqueles olhos, que formavam um contraste com sua pele branca que estava pálida pela luz da lua... Deuses, essa força que me puxava para ela era fora do normal. Nunca tinha sentido isso com ninguém, nem com Percy.

Não respondi e deixei ela se aproximar mais, fechei os olhos, mas nem assim aquela conexão foi quebrada. Então Clarisse me beijou, foi diferente do nosso primeiro beijo. Seus lábios eram suaves, fazendo um contraste com ela em si, diferente de tudo que imaginei, sua mão acariciava minha bochecha durante o beijo e deixei um suspiro escapar quando entreabri os lábios e sua língua deslizou por eles. Deixei que ela me guiasse e o ritmo do beijo variava de acordo com nossas necessidades, indo de rápido a lento em um segundo. Sua mão desceu do meu rosto para os braços abraçou minha cintura, mostrando o quanto era possessiva.

Quando nos separamos eu passei meus braços ao redor do tronco dela e abracei, a posição não era confortável já que estávamos sentadas, mas mesmo assim repousei a cabeça em seu ombro.

– Acho que eu não preciso responder. – disse quando minha respiração suavizou

Ficamos alguns segundos assim, sua mão se enrolava nos fios de cabelo meus e eu fazia carinho em suas costas com a ponta dos dedos.

– Clarisse? – chamei

– Han? – ela apenas resmungou

– Aquele dia no lago você disse que quando esquecemos a pessoa que antes amamos é porque finalmente conseguimos amar outra pessoa, certo?

– Sim.

– Então eu possa estar te amando também, mesmo que não consiga perceber ainda, porque eu não penso mais nele. – respondi e senti seus braços me apertando ainda mais

Senti seus lábios em minha bochecha dando alguns beijos ali, por fim ela me soltou e me afastei um pouco, mas ela se aproximou ficando exatamente lado a lado comigo e passou o braço ao redor do meu ombro, e acabei encostado minha cabeça eu seu ombro.

– Eu nunca pensei que estaria assim com você um dia. – admiti e soltei uma risada

– Culpe Afrodite por isso. – Clarisse rebateu, com o humor pairando sua voz

– Não precisa culpa-la, sinceramente, estou gostando do rumo de tudo isso. – admiti erguendo o olhar para encará-la e ela fazia o mesmo – Você é linda. – disse devido ao brilho que a lua dava na pele branca, realçando aqueles olhos castanhos, se não fosse noite eu poderia ter visto a bochecha dela avermelhando, pois ela deu um sorriso envergonhado

– Você também é. – ela disse enquanto aproximava a boca da minha testa – Minha linda... Apenas minha.

Sorri contra seu pescoço e deixei que ela me aninhasse ainda mais num abraço.

Notas finais
Pequeno, eu sei, mas precisava de um claribeth... O próximo cap vai ser o último :c