The Promise In April

1 Prólogo: Uma História de Fantasmas


Notas iniciais
Oi pessoas, deixando para vocês um pequeno prólogo que fiz. Espero que gostem e boa leitura. Não esqueçam do café para acompanhar. E desligando....

‘‘Desde quando conseguiria imaginar que ganharia um despertador único e especial só para mim, e ainda por cima que ele se tornaria irritante a ponto de esperar não ouvi-lo todas as manhãs. ’’

Febre, realmente devo estar febril. Sinto como se estivesse em um delírio desde o começo dessa semana, quando me deparei diante de um fato incomum às pessoas, o de simplesmente reencontrar com o passado.

— Ei, Ícaro, acorde. Vamos logo! – Sim, é a voz dela que ouço.

Quinta, dia do mês não me recordo, afinal um dos meus defeitos é de se perder com as noções de tempo, já que sou de longe apegado a elas. Contudo uma coisa eu sei ao certo, gostaria de dormir mais alguns minutos.

— Vamos acorde Ícaro, se não eu vou... – Verdade, as lembranças devem pesar nessa hora, sinceramente é doloroso.

A pouco menos de um ano, um evento aconteceu na cidade, nenhum diferente dos muitos que se pode ler no jornal, pois em abril do ano passado um assassinato levou a vida de uma estudante chamada Bianca Neves de Andrade, carinhosamente chamada de Bia pelos amigos. Enfim, aonde quero chegar com isso? É que a voz que escuto me acordando pertence a ela.

— Se não vai me assombrar? Por que se for, você já está fazendo isso nesse exato momento. – Falei com um tom de sono, que era bem perceptível.

A primeira visão que meu olhar verde tinham era a de uma adolescente de cabelo preto, olhos castanhos, estatura mediana e magra estar sobre meu corpo, nesse ponto uma alucinação era incapaz de me esmagar, só que me sentia desconfortável ainda assim.

— Isso foi cruel. – Emburrou sua face, mostrando uma garota descontentada com o mundo, igual fosse antes do dia fatídico.

(Sim, é realmente cruel... Porém desapegar desse detalhe é impossível).

— Bom dia, Bia, e faça o favor de se levantar também!

Ela moveu se para o lado e então ficou-se de pé, sua vestimenta se resumia ao mesmo moletom que usava na hora que a encontraram morta perto do rio que costumávamos brincar e tomar banho, junto de uma calça de abrigo cinza qual pessoalmente nunca gostei e acho que até ela odiava essa porcaria.

Seguidamente ergui-me da cama, vestindo a velha camiseta vermelha qual geralmente uso e que pedia para ser lavada há tempos, a calça jeans um tanto larga que muitas vezes me incomodava. Dormir trajado pode não ser muito confortável, mas tem lá suas vantagens.

Uma vez li em muro, em letras feitas de grafite amador, uma frase que acredito se encaixar perfeitamente, ‘‘as pessoas não se dão conta que ao buscarem viver estão morrendo’’, acho que no fundo ela não tem um sentido, entretanto, em meus momentos filosóficos ela geralmente vem à mente.

A poucos passos da cama fica a porta de madeira que dá acesso do quarto para o corredor. Girando a velha maçaneta, que apresentava rangidos poucos saudáveis, consigo aproximar-me da cozinha com certa fantasma me seguindo.

—.....?

É impossível de se narrar sons que vocês não consegue ouvir, ou simplesmente evita. Ignorar não é difícil, na verdade é simplesmente fácil, às vezes é possível ignorar até a si mesmo sem se dar conta.

Pendurada na cadeira situada na mesa de jantar estava a minha mochila de vermelho rubro que comprei ano retrasado. Eventualmente penso em comprar uma nova, todavia logo desisto da ideia. Segurei-a pelas alças e a pus sobre os ombros, sem muita demora. Já estava pronto para a aula.

— Pare de me ignorar Ícaro, que droga é essa de evitar uma amiga?- Parecia demonstrar um tom de raiva relacionado ao meu comportamento, o velho pavio curto de sempre.

— Não há nada de errado.

(Na verdade há, ninguém em sã consciência estaria a conversar com um fantasma, pessoalmente creio que estou enlouquecendo).

— Então, porra, me faz o favor de olhar nos meus olhos e dizer isso?

Realmente meu olhar desviava do dela, indo de encontro ao chão, cabisbaixo e temendo o que dizer, tão eu... Sou um fracasso, um proeminente fracasso, no verdadeiro sentido da palavra.

Ela arqueou uma das sobrancelhas, esperando qualquer que fosse a droga da resposta que pudesse ser lhe dita. Mas tudo que conseguiu foi um rápido silêncio mútuo seguido de um bater de porta, deixando-a sozinha.

Naquele momento não tinha me dado conta que meus atos só procederiam à série de eventos que iriam a acontecer e que os meus dias normais tinham chegado ao fim de uma maneira ‘‘perturbadora’’.

Notas finais
Enfim, to tentando uma nova experiência agora pra valer com fic. Sou novato ainda, então talvez vocês possam encontrar erros, mas sempre busco evitar cometê-los. A fic vai ter 10 capítulos(+ o Prólogo) e a ideia é que o primeiro capítulo(que já está pronto) seja postado assim que eu terminar o segundo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.