The Princess of Scotland
20 Let Her Go
Annabeth sabia o que tinha escolhido. E sabia há quem tinha escolhido.
Francis era a melhor opção. Não que seus pensamentos não colocassem Louis como opção, mas Francis era mais simpático, aberto, sedutor e o futuro rei. Ela era uma princesa, não merecia um barão, merecia um herdeiro, como todas as princesas em sua posição.
_Preparada? — foi a pergunta de Ana, antes de sairem porta a fora
Annabeth demorou a responder, apenas olhava, de dentro do palácio a carruagem que a levaria até o seu casamento.
_Não dá mais pra voltar atrás. — finalmente respondeu olhando para Ana
Ana sorriu.
_Sempre dá para voltar atrás, nada é eterno, minha cara.
Annabeth fez uma careta.
_Isso não faz sentido.
_Fará. — ela respondeu com uma sorriso
_Vamos! Já estamos atrasadas! — a voz de Catarina foi ouvida atrás delas
Catarina vinha apressada, com Margarida e Diana atrás dela.
_A rainha tem razão, já estamos atrasadas. É melhor irmos. — Cristina concordou
_Em quantas carruagens vamos? — a pergunta veio de Cláudia
_Eu mandei que prepararam duas. — a rainha respondeu — Vamos separadas nas duas carruagens.
_Majestade, acredito que uma carruagem deva ser apenas de Annabeth. — Yahya disse
_Oras, por que?
_Ela deve estar nervosa, precisa de um tempo para refletir. Sabe como é uma noiva em seu casamento não é? — Yahya sorriu abertamente
_Ela está certa mamãe. — concordou Isabel — Annabeth precisa de um tempo para organizar seus pensamentos e controlar seu nervosismo, não queremos nenhum falatório por suas atitudes.
Catarina até desconfiou da fala de Yahya, mas quando Isabel concordou, não pode suspeitar de sua filha.
_Está bem então. — Catarina gesticulou com a mão direita, um servo rapidamente apareceu — Préparez un autre chariot. (Preparem mais uma carruagem.)
_Oui, majesté.
As meninas conversaram por mais alguns minutos, até que o mesmo servo voltou e disse que as carruagens já estavam chegando. Mais alguns minutos se passaram e então o barulho dos cavalos foi ouvido. Catarina se apressou e passou por todas ali, desceu as escadas externas do palácio para ver a nova carruagem parando logo atrás da segunda.
_Allons-y les filles!- Catarina disse, entrando na primeira carruagem, seguida por Cláudia, Margarida, Diana e Isabel. A porta foi fechada pelo servo, o mesmo deu um aceno para o condutor que seguiu em frente
Em seguida, a próximo carruagem andou mais alguns metros
_Vejo você no casamento. — Cristina disse, antes de adentrar na carruagem
_Se atrase um pouco. — Ana sorriu — É normal para as noivas, e deixa o noivo menos confiante de si.
Annabeth sorriu e abraçou Ana. Era difícil vê-la, devido a viagem da Rússia até a Escócia. Para vir ao seu casamento, Ana teve que sair assim que o mensageiro chegou na Rússia, além do fato do casamento ter sido adiado para que as madrinhas conseguissem chegar a tempo.
_É bom tê-la por perto, Ana. — disse Annabeth assim que se afastaram
_ Também é bom te ter por perto.
_Vamos, temos um casamento para ir! — Cristina interrompeu de dentro da carruagem
_Ela tem razão. Vamos Ana. — Yahya concordou olhando de maneira séria para Ana
_São só alguns minutinhos a mais. — defendeu Ana — Quanto tempo vou ficar sem ver ela?! Pois então, me deixem aproveitar.
_Como assim quanto tempo vai ficar sem me ver? — Annabeth fez uma careta
Cristina colocou a cabeça para fora rapidamente.
_Por causa da lua de mel é claro, vai ficar um tempo fora, e obviamente nós não podemos ir junto. — Cristina sorriu
_Sem mais delongas, vamos? — Yahya olhou para Ana, que sorriu em resposta
Yahya deu um beijo na bochecha de Annabeth e entrou na carruagem, Ana a olhou por mais um segundo, apertou suas mãos com uma força confortativa e entrou.
Antes mesmo da carruagem começar a andar, a carruagem da noiva avançou, pela experiência dos cavalariços, as carruagens não se chocaram. Assim que a carruagem se pôs certa , o servo abriu a porta e estendeu a mão para que Annabeth subisse. Ela sorriu e aceitou, assim que a porta fechou, Annabeth suspirou. Ela não sabia, mas seu futuro estava em suas mãos.
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Quando Percy e os demais se arrumaram, a carruagem já tinha partido. Walace e Dun já tinham ido procurar os servos para obter informação e voltavam agora para onde eles se encontravam, na frente do palácio.
_Dh ’fhalbh i o chionn fichead mionaid. (Ela partiu não tem vinte minutos. ) — Walace chegou dizendo
_Ma tha sinn sgiobalta gheibh sinn fhathast thuice. ( Se formos rápido ainda conseguimos chegar até ela ) — Colin completou
_Rachamaid an uairsin. ( Vamos então ) — Alex disse, apertando de leve o ombro de Percy, encorajando-o.
Eles montaram os cavalos e sairam em disparada.
Cavalos são mais rápidos que carruagens, para a sorte de Percy. Então quando ele avistou três carruagens uma atrás da outra, soube que o destino, ou quem quer que fosse, estava ao seu lado.
_Elas estão ali! -a voz de Alex ressoou
_Quando estivermos perto, redusam a velocidade, o resto da comitiva não pode saber que estamos aqui.
Mais alguns minutos e eles estavam a exatos 10 metros da carruagem. Percy levantou a mão em sinal de calma, os tropeços antes fortes dos cavalos, deram lugar a tropeços calmos e controlados.
Percy avançou até a porta da carruagem de Annabeth, o lacaio que estava na frente o olhou assustado.
_Sir? — o lacaio disse
Percy fez um gesto com a mão, para que ele virasse para frente.
_O que está fazendo aqui Percy? -a voz de Annabeth ressoou de dentro da carruagem
Percy olhou pela janela luxuosa da porta, Annabeth estava sentada no canto oposto, olhando diretamente para ele.
Percy demorou a responder, seus olhos admiravam a beleza da mulher a sua frente. O vestido de noiva lhe coube tão bem, que Percy podia jurar ter sentido seu coração parar por milésimos de segundo.
_Percy? — chamou ela novamente
Perfcy piscou e então tudo voltou ao normal, a carruagem ainda andava e seu cavalo acompanhava, a voz de Annabeth soou distinta e ele soube que ela estava gritando de dentro para ser ouvida.
Com a mão livre das rédeas do cavalo, ele abriu a porta e a encostou sem muita força do lado oposto. O trupicar da carruagem não a manteve aberta, ele olhou para trás e chamou Colin, ciente de que quaisquer palavras que saíssem da sua boca, não seriam completamente entendidas por ele. Ele sinalizou o cavalo, e Colin rapidamente ficou ao seu lado, Percy lhe entregou as rédeas. Levantou a perna direita com cuidado, sentando no cavalo com as pernas soltas para a carruagem. Antes de saltar, viu Alex passar pela carruagem até o lacaio que olhava de solaio para eles.
Era mais fácil para-los, obviamente, mas Percy não pensou nisso.
_Pare! — foi a voz de Alex que o lacaio ouviu
_Pourquioi? (Porque?)- o lacaio perguntou
_Sont des commandes! — Percy respondeu, percebeu a intenção de Alex e logo voltou a montar seu cavalo
_De qui? ( De quem?) — o lacaio soltou uma risada debochada
Alex tirou uma espada da cintura. Percy o olhou surpreso.
_Minha.
Alex sorriu e olhou para Percy
_O que? Achou que eu não esperava por isso?
Percy sorriu, grato pelo amigo que tinha.
O lacaio parou a carruagem. Alex desceu do cavalo rapidamente, ainda apontando a espada para o lacaio
_Qual o seu nome? — Alex perguntou
_Levaiw.
_Muito bem, Levaiw. Fique calmo, e tudo ocorrerá bem.
Percy desceu do cavalo, jogando as rédeas rapidamente, Colin quase não as pegou.
_Alex, cuide dele. — Percy indicou com a cabeça o lacaio, Alex assentiu
Percy abriu a porta da carruagem, Annabeth tinha a expressão calma, porém concentrada nele.
_O que está fazendo Percy?
_Entrando. — ele sorriu, e sentou na frente dela
_Você está atrapalhando o meu casamento.
_Não, não estou. -Percy sorriu, e deu dois socos teto, a carruagem começou a se movimentar — Ainda estamos indo para o seu casamento.
Annabeth o olhou desconfiada.
_O que? Achou que eu iria raptá-la?
_Claro que não, não teria porquê. — ela sorriu e ajeitou o vestido
_Um bonito vestido, está maravilhosa nele. — Percy elogiou
_Obrigado.
Um silêncio reinou na carruagem, o barulho dos cavalos do lado de fora e da própria carruagem era o som ambiente.
_Você sabe que algo está errado não é? — Percy perguntou
Annabeth soltou um longo suspiro.
_São apenas suposições, não fatos.
_Suposições em? — Pecy arqueou a sobrancelha
_A deusa Viastiny deseja que eu me case com Francis, e assim será.
_Annabeth, eu não te falei meus verdadeiros sentimentos. -Percy sentia a palma das mãos suarem — Eu devia ter falado.
_Pra isso está aqui? Pra me convencer a não casar?
_Estou aqui porque estou apaixonado, e como um apaixonado tomo atitudes loucas. Não que minha vida não esteja uma loucura ultimamente… — Ele riu
_Não há falhas no destino Percy, meu destino é casar com Francis e ser rainha da França.
_ E se seu destino for ficar comigo?
_Não é.
_Mas pode ser.
_Não é, Percy. — as palavras foram ditas tão calmamente que ele até se surpreendeu
_Você o ama?
_Isso não vem ao caso. — ela respondeu pausadamente
_Você me ama?
_Isso não vem ao caso.
_Você está fugindo das minhas perguntas.
_Por que eu não preciso lhe dar respostas.
_Você me deve isso!
_Eu não lhe devo nada.
_Me deve sim! — Percy pôs se a frente, seus joelhos tocaram o dela
Amnabeth o encarava.
_ O que eu te devo?
Percy aquietou-se. Precisa declarar seus sentimentos, precisava coloca-los para fora.
__O que eu te devo Percy? — ela voltou a perguntar
_Meu futuro. — as palavras sairam antes dele sequer pensar em dize-las
_Seu futuro?
_Digo, só estou aqui por que no meu tempo algo está errado, você me deve meu futuro. — ele encostou-se de volta ao banco
_Não posso fazer nada quanto a isso.
_Você não acha que existe algo errado?
_Não há, a deusa apareceu a mim, ela me garantiu que tudo está certo.
_A deusa apareceu para você?! — Percy estava espantado
_Sim,ela confirmou meu destino. Apenas o meu, não falou nada sobre o seu. — ela ressaltou
_Então não estamos destinados?
_Não, meu futuro pertence a Francis, e a família que construiremos.
_Se você ficar, e casar, eu ficarei e me casarei.
Annabeth sentiu seu estômago se contrair, imagina-lo com outra lhe doía.
_Que seja assim.
Alex bateu na janela, olhando discretamente para dentro.
_Chegamos.
Annabeth olhou para Percy.
_Me trouxe realmente à igreja? — por um momento, ela achou que ele a teria levado para longe, que ele teria raptado-a e que eles poderiam fugir juntos
_Sim, como programado pelo destino — Percy sorriu fracamente e abriu a porta, saiu e deu um último sorriso para Annabeth, um apaixonado e genoíno, Annabeth quase desistiu ali mesmo.
Ele se afastou da porta, revelando a catedral onde ocorreria seu casamento.
Annabeth suspirou, traçou seu destino ali, e saiu.
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Percy não estava preparado para um casamento, com certeza não, ele não estava vestido para isso. Mas Alex, como sempre, resolveu o problema.
O atraso da carruagem de Annabeth foi relatado como estranho pelas outras, mas Annabeth mencionou que a tradição incluía ser escoltada por sua guarda real, e que seus guardas não foram avisados sobre o horário que sairiam, logo, se atrasaram. A desculpa não caiu muito bem, mas vindo de Annabeth, quem poderia dizer ao contrário?
Percy não podia estar mais entediado, aquela cerimônia tosca, aquela entrada surpreendente da noiva, na qual ele sorriu como se fosse o noivo. E olha que ele estava bem na frente, junto a Luísa e os outros nobres.
Seu coração parecia que saltaria para fora, seus batimentos eram acelerados, ela era a mulher mais linda da face da terra, nenhuma jamais chegaria a seus pés.
_Ela está linda. — Luísa sussurrou
_De fato. Uma princesa. — ele concordou, deslumbrado
Arrependeu-se amargamente pelas palavras ditas na carruagem. Se ele tivesse se declarado, ela teria ido com ele? Teria fugido com ele? Para qualquer lugar, ocidente ou oriente, qualquer lugar.
Quando ela chegou a Francis, e o padre iniciou a cerimônia ele soube, soube que devia ter se declarado naquela carruagem
Bem, você só precisa da luz quando está escurecendo
Só sente falta do sol quando começa a nevar
Só sabe que a ama quando a deixa ir
Só sabe que estava bem quando se sente mal
Só odeia a estrada quando sente saudade de casa
Só sabe que a ama quando a deixa ir
E você a deixou ir
Olhando para o fundo do seu copo
Esperando que um dia você faça um sonho durar
Mas sonhos vêm devagar e se vão muito rápido
Você a vê quando fecha seus olhos
Talvez um dia você entenda o porquê
De que tudo o que você toca certamente morre
Mas você só precisa da luz quando está escurecendo
Só sente falta do sol quando começa a nevar
Só sabe que a ama quando a deixa ir
Só sabe que estava bem quando se sente mal
Só odeia a estrada quando sente saudade de casa
Só sabe que a ama quando a deixa ir
Olhando para o teto no escuro
O mesmo velho sentimento de vazio em seu coração
Porque o amor vem devagar e se vai muito rápido
Bem, você a vê quando adormece
Mas para nunca tocar e nunca manter
Porque você a amava muito
E você mergulhou fundo demais
Bem, você só precisa da luz quando está escurecendo
Só sente falta do sol quando começa a nevar
Só sabe que a ama quando a deixa ir
Só sabe que estava bem quando se sente mal
Só odeia a estrada quando sente saudade de casa
Só sabe que a ama quando a deixa ir
E você a deixou ir
E você a deixou ir
Bem, você a deixou ir
Pois você só precisa da luz quando está escurecendo
Só sente falta do sol quando começa a nevar
Só sabe que a ama quando a deixa ir
Só sabe que estava bem quando se sente mal
Só odeia a estrada quando sente saudade de casa
Só sabe que a ama quando a deixa ir
Pois você só precisa da luz quando está escurecendo
Só sente falta do sol quando começa a nevar
Só sabe que a ama quando a deixa ir
Só sabe que estava bem quando se sente mal
Só odeia a estrada quando sente saudade de casa
Só sabe que a ama quando a deixa ir
E você a deixou ir
Quando o padre os declara marido e mulher, uma parte de Percy morre. Mas não havia o que fazer, ele a deixou ir.
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