The Princess and the Pirate
16 Red String of Fate
Notas iniciais
PARTE DOIS
Red String of Fate (Linha vermelha do destino, em português) é uma lenda oriental que diz que Deuses amarram uma linha vermelha em duas pessoas destinadas a fica juntas, independente do tempo, circunstância ou lugar.
Emma foi para o seu trabalho, mesma rotina de todos os dias, até a parte de cumprimentar a sua vizinha. Ela sentou na sua cadeira e olhou para a cela, estava vazia, as vezes tinha uma ou duas pessoas. Ela começou a se distrair nos pensamentos, lembrou do menino que viu ontem, tinha algo nele, algo especial. Ela tinha que conhecer mais o menino, pode ser apenas uma vontade materna de ter filhos ou somente afeição pelo menino.
–Emma... ei! -Graham tentava ter atenção da amiga, mas conseguiu nada. -Xerife! -falou um pouco mais alto e nada, Emma estava viajando em sua mente, ele deu uma risada baixinha e logo foi até a moça, estralou os dedos na frente dela e assim ela "acordou"
–Ai, que susto Graham! -reprendeu o homem que apenas ria da situação.
–Bem-vinda senhorita Swan ao nosso mundo! -disse sendo irônico e Emma soltou uma risada, era impossível não rir com amigo desse ao seu lado -O que estava pensando?
–Ontem, fazendo a ronda, eu conheci um cara... -Ele o interrompeu
–Uhm, primeiro dia e já tá com amores pra um pai de aluno. Como está rápida, ehn, Emma! -ele brincou e Emma revirou os olhos
–Ele é meio babaca, mas o filho dele, ele parece ser tão especial. Eu não sei, eu estava pensando no menino e, pior, nem sei o nome do garoto.
–Emma, você é estranha. -Graham disse em meios de gargalhadas e Emma o acompanhou. -Esse pai, é mais bonito que eu?
–o que eu fiz para homens convencidos aparecerem na minha vida? -Novamente revirou os olhos e riu.
–Ei, você viu que consertaram o relógio da torre? -Graham comentou, o relógio voltou a funcionar logo depois que Emma e Killian se encontraram, ninguém da cidade sabe, menos Regina, mas isso significa que o tempo esta de volta, o tempo foi descongelado e passará normalmente.
–é verdade, nunca o vi funcionar -Emma concordou com o homem.
O resto dia caminhou igual, eles almoçaram no Granny's, nada de novo pela cidade, logo depois Emma foi na escola fazer a ronda e encontrou Killian novamente, e ele cantou ela e algumas outras mães que estavam ali. Até o final da semana tudo foi igual. No último dia da semana que Emma ia até a escola, sexta-feira, ela fez tudo igual aos outros dias, só que uma coisa mudou. Killian não chegou no horário de sempre, Emma se encostou no fusca amarelo e ficou esperando todas as crianças irem embora, mas o filho de Killian ficou esperando seu pai sentado num banco, já passava meia hora e seu pai não aparecia, Emma queria esperar o menino ir embora, não é bom uma criança ficar esperando sozinha. Emma resolveu chegar perto dele e se sentou no banco ao seu lado.
–uhm, oi, garoto! Você é o filho de Killian, não? -mulher disse sorridente, ele concordou. -Qual é o seu nome?
–Liam, Liam Jones, Emma! -ele disse retribuindo o sorriso. O nome dele tocou Emma, era tão estranho isso, mas ela sentiu algo em seu coração.
–que lindo o seu nome. -com a expressão mais fechada, ela tinha mais sentimento no tom de sua voz agora. Mas Emma queria saber o porquê de Killian não está ali, afinal foi isso que foi fazer -e seu pai?
–ah, as vezes ele demora mesmo, deve estar trabalhando até mais tarde. -balançou os ombros. Tinha dias que Killian demorava até uma hora e meia para buscar seu filho, ele dizia que era por causa do trabalho e o garoto aceitava.
–você quer uma carona? -ele concordou com a cabeça e os dois caminharam até o carro de Emma, entraram e foram até a casa de Liam, o garoto explicou onde era e Emma seguia as direções dele. -Vocês voltam a pé todos os dias? Que fôlego! -Emma brincou e os dois deram uma risada baixinha.
–Acho que meu pai tá no trabalho ainda, as luzes tão apagadas. -Liam disse ao passarem em frente a casa, era uma casa pequena que tinha dois andares e um quintal pequeno, era perto do porto quase e a casa tinha um portão baixinho, era simples, mas bonita.
–Onde ele trabalha? Posso te deixar lá.
–No porto. -os dois seguiram caminho até o porto, era bem perto dali. Emma encostou o carro e os dois saíram do carro, eles foram caminhando até achar uma mesa e várias cadeiras em volta, estavam todos bebendo ali, inclusive o pai do garoto, Killian. Emma foi se aproximando até realmente ter certeza do que via, não acreditava! Ele deixou o filho esperando para beber?
–Ei, capitão, você tem visita. -Killian era chamado de capitão, por ser o chefe, era como uma brincadeira, já que todos trabalham no porto. Ele estava sentando de costas e um de seus colegas de trabalho o avisou, ele virou um pouco sua cabeça e viu, logo, rapidamente se levantou segurando uma garrafa de rum e foi até o garoto.
–Liam! O que faz aqui? -Ele olhou nos olhos do menino, havia um olhar quebrado, o garoto estava um pouco decepcionado com o seu pai, não esperava que o deixava esperando por alguns copos de bebida.
–O que você faz aqui? -Emma raivosa disse a ele, Killian se assustou, não esperava que a mulher poderia dizer tal coisa a ele. -você deixou o seu filho esperando na escola para beber?
–ele tava seguro lá! -o homem se voltou o olhar a Emma, os dois tinham raiva um do outro, Killian achou inaceitável uma mulher que conheceu outro dia já querer se meter na vida pessoal dele.
–ah, claro, sozinho numa rua escura, meus parabéns, pai do ano! -ela usava ironia contra ele, ela queria dar um tapa na cara dele, ela se importava com o menino, não sabia o porquê, mas achava que era instinto materno junto com sua profissão, que é deixar pessoas a salvo.
–é uma cidade do interior, Swan, o que acha que vai acontecer? Sequestrarem ele e quererem um rim meu? -ele abriu um sorriso debochado em seu rosto no rosto, Emma esta começando a odiar esse sorriso, os homens sentados riram baixinho, estavam prestando bastante atenção na conversa. Killian tomou um gole de rum que tinha ma garrafa que segurava.
–mas é seu filho, apenas cuide dele. -Emma disse preocupada com o menino, queria o melhor dele. Killian se aproximou dela e olhou nos olhos dela
–isso é problema meu e eu não te devo nenhuma satisfação, amor -ele disse num tom menos agressivo e mais desafiador, ele deu uma piscadinha. A vontade da xerife era de dar muitos tapas na cara dele ou pelo menos prende-lo, mas não podia, não havia um motivo real.
–então, engula esse seu rum e finja que não tem um filho, é muito melhor, né? -Ela deu as costas a ele e fez o caminho de volta, foi até o sei fusca parado, estava com muita raiva era melhor nem continuar no mesmo espaço que o homem. Killian foi atrás da mulher, deixando a garrafa cair no chão e assim perdendo toda a sua bebida. Ele percebeu que a mulher sentia realmente muita raiva dele e não queria deixa-la assim. Antes que Emma pudesse entrar no carro ele deu um grito:
–EMMA! -ela olhou para trás involuntariamente e congelou. Os dois estavam bem longe um do outro, Killian teve que andar um pouco para pelo menos ter uma conversa civilizada com a moça sem precisar gritar. -me desculpa, viu?! -ele olhava dentro dos olhos dela, Emma sabia que eram desculpas sinceras, sempre soube quando alguém mentia para ela e ele estava dizendo com o coração. -por que se importa com Liam?
–não acho legal uma criança ficar esperando o pai durante quase uma hora, ainda mais quando ele fala que esta trabalhando, mas, na verdade, esta bebendo! -ela o repreendeu, fazia isso constantemente. Ele olhou para baixo e encarou as botas da xerife, ele não sabia o que dizer, estava errado e se sentia mal por isso. -mas não importa, não é mesmo, você não me deve satisfações -ela deu as costas ao homem e entrou no carro, ele viu o carro desaparecer de vista. Ele voltou até o porto e todos estavam em silencio ainda.
–Ei, filho, vamos pra casa, ok? -o garoto assentiu, não sentia necessidade de dizer nada, não estava no clima para isso. Os dois caminhavam o curto caminho para a casa. -me desculpa, eu errei. Você sabe que eu amo você e que é a única coisa que me importa, é você. -ele o abraçou de lado, se sentia muito mal pelo episódio que o filho tinha visto.
–eu sei, eu também te amo. -os dois sorriram, mas o sorriso de Killian estava quebrado.
–Essa mulher que você diz que é a salvadora, bem, pelo menos ela te salvou hoje na escola -os dois riram. Liam sabia que seu pai não acreditava na teoria que ele tinha descoberto, mas mesmo assim não ligava. Para Liam, todos ali vieram de contos de fada, depois que leu um livro que sua professora o emprestou é que teve esse descoberta. Ele sabia que Emma era a salvadora e que ia levar todos de volta para o mundo deles, sabia também que seu pai e Emma tinham um amor e que ele era fruto desse amor, mas nunca contou essa parte a Killian, pois achava que se contasse iria estragar um possível romance entre os dois e assim uma possível salvação a eles, teve uma certeza maior quando o relógio da torre voltou a funcionar quando os dois se conheceram. Liam contou a Killian que ele era o Capitão Hook, o pai achou engraçado e criativo, pois já que ele não tem uma mão. Tentava ajudar Liam com aquilo tudo, mesmo não acreditando, ele tentava, achava que poderia ser bom para a imaginação dele. O que ninguém sabia é que Liam está certo o tempo todo.
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