The Princess Of Earthquakes

13 Chegamos No Jardim da Tia Pepê, Com A Ajuda Do Pai


Notas iniciais
Do Cato

Fui jogada pra trás com a explosão, mas não caí muito longe da entradinha.

Fiquei muito zonza, zonza o suficiente pra demorar uns 5 minutos pra perceber que algo me carregava para mais perto da área da explosão. Uma voz dizia:

- Aqui, Aqui, Cato. Solta ela aqui. — Era a voz de Nico.

Ouvi quem me carregava, que de acordo com Nico era Cato, Dizer:

- Ela tá machucada, o tímpano esquerdo estourou, tem sangue saindo do ouvido dela, cara, ela tá com o fêmur direito trincado, quase quebrado, uma fratura exposta na fíbula e uma não exposta no rádio, 3 costelas fraturadas, sendo que uma está quase perfurando o pulmão, sem falar do tornozelo torcido! Ela não vai aguentar a queda, alias, creio que ela já esteja acordando.

Ai, meus deuses, porque ele tinha que abrir quela porcaria de bico?! Agora tudo tava doendo, e eu realmente não ouvia nada com o ouvido esquerdo. Deixei minha cabeça pender, de modo que o ouvido bom conseguisse captar algo.

Consegui ouvir um diálogo que quase me fez rir:

- Como ce sabe tudo isso?

- Sou filho de Apolo, esqueceu, zumbi?

-Tá, dane-se, só joga ela aqui.

- Eu já disse, e vou repetir falando bem devagar, calma e pausadamente, para ver se esse seu cérebro de morto-vivo do tamanho de uma ervilha consegue exercer a capacidade de entendimento que eu presumo que ele possua, apesar de seu tamanho microscópico: Ela. Não. Vai. Sobreviver. A. Uma. Queda. Dessa. Sacou? A tua mina vai pro saco se tu tacar ela dessa altura.

- Sim ela vai sobreviver. — Disse uma voz masculina e séria — Cato, filho, deixe que eu cuido. E, por favor, Sr. Di Angelo pare de me olhar assim, também sou o deus dos médicos, lembra-se? Ah, e, Cato, Annabelle Não te deu educação não?! Isso lá é jeito de falar com seu amigo?

- Pai, primeiro, ele não é meu amigo, segundo, não é porque você é Apolo-o-todo-poderoso-deus-dos-médicos-do-sol-e-do-rio-que-o-parta que você vai dizer como eu devo me dirigir ás pesso…

Antes de ouvir o resto da frase, eu senti uma mão quente em minha testa, um sono do capeta e, bem, acabei tirando uma soneca.

Soneca, que alias, não durou muito, acordei com o baque de cair em algo extremamente macio, que gritou:

- AI, CARAMBA, VIREI ALMOFADA AGORA É?! Pelo amor de Zeus, sai daí, garota, ce vai virar patê! — Ele resmungou e me puxou, eu ainda estava grogue do sono, então demorei para perceber que era Cato quem falava.

Enquanto eu ouvia um outro baque e um gritinho, pouco másculo se vocês querem saber, senti algo me erguer e me por no chão, de pé, mas ainda me segurando, com o braço em minha cintura. Minhas pernas amoleceram e eu quase caí, mas seja lá quem estivesse me segurando não deixou eu dar um beijo no chão.

- Pai, não dá pro senhor acordar ela, nem nada? — Quem me segurava disse isso.

- Dar, até dá, mas não seria muito bom pra recuperação dela. Alias, acho melhor sentá-la em algum lugar…. Ali, naquela pedra seria perfeito. — Disse a outra voz masculina, que Cato se referia como pa…

Pera aí, Cato não era filho de…

- Senhor Apolo?… — Balbuciei, enquanto Cato me sentava.

- Sim, senhorita, e ao seu dispor. — Ele disse com um tom de voz de quem fala isso frequentemente, como se fosse seu bordão — Você acha que consegue abrir os olhos?

-Si-sim… — Balbuciei denovo. Caraca, o que tinha de errado comigo que eu não conseguia fazer mais do que balbuciar, e tinha que fazer um esforço para simplesmente abir os olhos?!

- Ótimo, minha querida, você sabe porque a entrada explodiu?

- Ahn?… Ah, a explosão… Não… Eu… Eu só comecei a cantar e do nada… Do nada… — Eu murmurei.

- Booom. Do nada, BOOOOOOOOOOOM — Cato completou

Olhei para ele com cara de “WTF?!”, e ele respondeu depois de suspirar:

- Você começou a cantar e do nada a entrada, a Porta de Orfeu, cabum, explodiu com se tivessem detonado dinamite. Aí, tava um rombo no chão, eu te carreguei, porque o Nico tinha caído lá no fim do mundo, perto da casa da mãe Joana, e eu caí, literalmente, quase em cima de você, aí, eu te carreguei até o rombo no chão, tu tava mais quebrada que copo de cristal jogado do Olimpo, e eu e o Nico começamos a brigar porque tu num ia sobreviver, aí, o meu pai chegou, te curou com as macumba de deus da medicina, aí, eu me joguei nesse buraco, eu tava me levantando pra pegar você, mas aí, alguém te jogou em cima de mim, e depois se jogou, e eu tive que te tirar dali, e esse mesmo alguém caiu bonito no chão. Haha.

- Ah, nossa, muito engraçado. Morri de rir, Cato.

Apolo pigarreou e fuzilou os meninos com o olhar, me pegou no colo e me entregou para Cato.

- Filho, você é o mais forte, leva ela, o zé-caveira aí vai guiar vocês. Ah, e, srta. Furtado, — Ele colocou a mão em minha cabeça, sua mão brilhava em dourado — você tem a minha benção. Agora, crianças, preciso ir. Boa sorte nessa missão.

E ele sumiu num clarão, que eu desviei os olhos.

Cato me carregou durante todo o percurso, com Nico nos guiando, atravessamos um rio numa barca, surgida de sabe-se-os-deuses-onde, e andamos mais até chegarmos em um jardim lindo, muito lindo

- Bem, Thay, Cato, sejam bem vindos ao Jardim de Perséfone. — Disse Nico.

-Cato, me coloque no chão. — Eu disse, depois de limpar a garganta com um pigarro.

-Não, meu pai mandou eu…

- Me coloque no chão, por favor? — Eu disse, usando o que minha mãe chamava de “Habilidades de Persuasão”.

- C-claro… — E ele me colocou no chão.

- Caramba, minha querida, não sabia que seus domínios sobre essa versão diluida do Charmspeak eram tão vastos. — Disse uma voz feminina atrás de uma árvore.

- Perséfone. — Disse Nico com repulsa.

- Di Angelo. — Disse ela, com a mesma repulsa.

E foi assim o início da bela recepção que tivemos pela minha tia/prima imortal em seu jardim.

Notas finais
Desculpem a demora, mas eu estava tendo provas e pans, mas, eu fiz o cap, e taí, espero que gostem, e mandem reviews dizendo suas opiniões, ok? Obrigada :3