The Princess And The Wolf
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Será o mulagre da naruteza?!
Sé Zuera, dessa vez resolvi postar só quando tivesse dois capítulos prontos ^^
Espero que gostem ^^
Boa Leitura!!! õ/
The Princess and The Wolf
Três anos se passaram, agora, Orihime e Ichinai estavam com 18 anos de idade.
Quando Ishin e Karasu haviam retornado para Karakura, o rei contou que Ichigo e o Shirosaki haviam sido atacados por lobos, e não sobreviveram.
A noticia de que o príncipe fora morto por lobos se espalhara rápido, e não demorou chegar no reino vizinho a Karakura, onde Orihime e Ichinai viviam.
Ao saber da noticia, ambas as garotas choraram por seus melhores amigos.
Mas agora, as duas tinham amadurecido, mas nunca deixaram de pensar em Ichigo e no Shirosaki. Um ano após o incidente, Karasu não aguentou viver sem o irmão, não aguentou a culpa, e se matou.
Karasu e Hichigo não tinham família, pois haviam fugido de seu pai, que os espancava quase todos os dias. Eles fugiram para Karakura e eram muito próximos. O mais velho não aguentava o fato de que seu irmão mais novo tinha virado um lobo e que nunca mais poderia vê-lo, e foi encontrado pendurado por uma corda no pescoço, perto de sua casa.
Masaki, a mãe de Ichigo, também havia sofrido com a perda do filho. Havia ficado muito doente, e falecera um ano depois de Karasu. Agora Ishin cuidava sozinho de suas duas filhas, Yuzu e Karin.
Após aqueles três anos, Orihime e sua melhor amiga tinham mudado um pouco, fisicamente. O cabelo de Orihime estava mais longo e, mesmo preso num alto rabo de cavalo, as pontas de suas madeixas alaranjadas quase tocavam sua cintura. Ela sempre tivera um belo corpo, mas agora estava com belas curvas e um busto “avantajado”.
Ichinai, que antes tinha cabelos castanhos e curtos, agora possuía cabelos negros e longos, até o meio das costas. Como Ichinai era criada de Orihime, sempre estava seguindo-a, mesmo que fosse quase impossível acha-la nos grandes pátios do palácio.
A jovem Ruiva adorava andar pelos campos cheios de flores e arvores. Quase todas as vezes, Ichinai achava a princesa sentada nos enormes galhos das arvores, com algumas flores na mão e uma presa no cabelo, aproveitando a brisa.
Quando não estava nas arvores, estava andando a cavalo ou olhando os lobos capturados pelos soldados. Aqueles lobos eram filhotes que um dia foram abandonados ou sobreviventes de alcateias inteiras mortas. Estavam sendo criados para serem bons com humanos e para serem cães de caça.
Orihime adorava olha-los e entrar no grande campo cercado onde eles viviam. Os animais eram muito carinhosos e adoravam um carinho, especialmente da bondosa princesa.
Mas, um dia, o pai de Orihime, o rei de Okami Tochi, chamou a família real de outro reino vizinho, possuidor de grandes navios de comercio, ao lado de um grande rio, que deságua no mar. A família dos JaquarJack.
O pai de Orihime possuía grandes terras e ótimas armaduras e armas, e os JaquarJack era grandes comerciantes, tanto em terra quanto no mar.
Eles estavam lá para tratar de negocio, mas especialmente por causa do filho dos JaquarJack. Grimmjow tinha olhos azuis e, o que era uma coisa muito rara, cabelos anil.
Grimmjow era sério, carrancudo e rude. Era grosso com as pessoas, e era, praticamente, o oposto de Orihime.
Era pra isso que eles estavam lá. Orihime iria se casar com Grimmjow, para que a união dos dois reinos fosse oficial.
Orihime não tinha nada contra o JaquarJack, mas ele era rude demais e ela não gostava disso. Um dia Orihime estava sentada em uma das enormes arvores, perto do campo dos lobos. Ela usava um vestido longo frente única, azul como o céu e na parte de baixo, varias lótus brancas.
Seu cabelo estava solto e ela tinha algumas flores delicadas nas mãos. Ela estava encostada no tronco da arvore e uma de suas pernas estava solta, balançando no ar. Ela olhava as delicadas flores rosadas em suas mãos.
Suas pétalas eram tão frágeis que pareciam quase se desmanchar ao leve toque da bela jovem. Ela estava tão desligada que não percebeu que uma de suas flores havia voado de sua mão com a brisa.
Grimmjow, que estava conversando com alguns soldados, provavelmente velhos amigos, ao lado do estábulo, que estava próximo ao campo dos lobos.
Aquela pequena flor, passeou pelo vento, ao encontro dele. A flor parou na sua frente por alguns segundos, chamando sua atenção. Ao percebê-la, Grimmjow levantou a mão e a flor pousou delicadamente.
Ele encarou a flor por alguns instantes, e olhou na direção que ela veio. Com um suspiro um tanto irritado, Grimmjow deixou os colegas e seguiu na direção de onde a delicada flor veio.
Ele andou pelo belo campo verde, olhando para as arvores frondosas. Ele olhava para todas as arvores, a procura de Orihime. Passou alguns minutos procurando-a até que a achou numa das mais belas cerejeiras do campo, atrás do grande castelo.
Orihime estava de olhos fechados, sentada se lado no galho, o rosto virado na direção do vento. Ela sorria enquanto a brisa suave tocava seu rosto. Grimmjow, de certo modo, gosta de Orihime, mesmo gostando de muita pouca gente.
Orihime era uma pessoa muito doce, por isso, era gentil com Grimmjow. Mas ela sabia como ele era de verdade. Ele podia tentar ser gentil com ela, mesmo cento difícil. Ela não gostava do jeito dele, mas era gentil de mais para ficar irritada com ele.
“Então ai está você” Disse ele, um tanto irritado.
Orihime abriu os olhos, surpresa. Ela olhou para Grimmjow e sorriu.
“Olá, Grimmjow-san” Ela colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha.
“Quer que eu te ajude a descer?” O tom de voz do JaguarJack tinha uma pontada de preocupação.
“Tudo bem” Ela sorriu e se jogou do galho onde estava sentada.
Grimmjow se apresou e a segurou nos braços. A garota soltou um risinho.
“O que foi?” Disse ele, colocando-a no chão. O risinho dela o irritara, mas ele se conteve.
“Nada não” Ela respondeu vagamente, andando suavemente com as mãos juntas nas costas, até o estábulo.
Grimmjow suspirou, irritado, e voltou a seus amigos soldados.
“Foi aonde, Grimmjow-sama?” Perguntou um deles. Ele tinha cabelos pretos e olhos verdes.
“Aposto que foi ver a Hime-sama” Disse o outro, de cabelos da cor da terra e olhos ônix.
“Não fui fazer nada” O JaguarJack, irritado e calando os dois soldados.
Assim, a conversa continuou, e Orihime, fingindo ir para o estábulo, ao perceber que Grimmjow não estava mais olhando para ela, correu para o campo dos lobos.
Quando estava no portão, tomando todos os cuidados para não ser vista, uma pessoa a avistou.
“Orihime-sama!” Disse Ichinai, com as mãos na cintura, atrás de Orihime.
“Ah!” A Ruiva soltou um gritinho, assustada “Ichinai! Não me assuste assim!”
“Quantas vezes eu já disse para Orihime-sama não fugir de fininho assim?” Ichinai disse “Toda vez que Orihime-sama some, acaba sobrando para mim”
“Desculpe Ichinai” Orihime sorriu docemente.
“Não se preocupe, Orihime-sama, agora vamos” Disse a Matsushiro, virando- se e andando devagar, esperando por Orihime.
Assim, as duas garotas, tanto princesa quanto criada, foram em direção ao castelo. Quando estavam próximas a uma das muitas portas, Ichinai parou e se virou para Orihime.
Com um susto, Orihime parou subitamente e esperou. Ichinai sorriu torto e se aproximou da Ruiva.
“O-o que foi... Ichinai?” Perguntou a Princesa.
“Orihime-sama Dora os lobos não é?” Perguntou a criada.
“Claro que sim, são meus animais preferidos” Sorriu Orihime.
“Eu também gosto” Ichinai olhou para o céu “Mas também... Me fazem lembrar do Shirosaki-kun”
“É... Do Kurosaki-kun também” Orihime olhou para o chão.
As duas ficaram em silencio, e seguiram para dentro do castelo. Ambas seguiram até o quarto da princesa, onde duas pessoas inesperadas aguardavam.
“Orihime!” Matsumoto Rangiku quase gritou em alegria.
Rangiku era esposa de Ichimaru Gin, um dos melhores capitães do Exercito do Rei, pai de Orihime. Matsumoto era uma bela mulher, com longos cabelos louros e brilhantes e olhos azuis encantadores. Era uma mulher “avantajada” em certos quezitos. Tinha tantas curvas quanto Orihime, e era muito alegre, mas também sabia ser séria.
“Rangiku-san! Kushiki-san” Sorriu a Princesa Ruiva.
Kushiki Rukia era irmã de Kushiki Byakuya, Capitão da guarda pessoal do Rei. Rukia era quase o oposto de a Matsumoto ou Orihime.
Era magra e pequena. Tinha cabelos curtos e negros como a noite, olhos roxos e envolventes. Era meio irritadinha, mas muito alegre e sorridente.
“Olá Orihime, Ichinai” Sorriu a pequena Morena.
“Olá Matsumoro-sama, Kushiki-sama” Ichinai fez uma pequena reverencia as duas.
“Não precisa ser tão formal conosco, Ichinai-san, pelo menos, não na frente do Rei” Matsumoto a abraçou.
“Ah claro, Rangiku-san” Ichinai se sentia um pouco esmagada entre os grandes ‘dotes peitorais’ de Matsumoto.
Assim, as quatro conversaram e riam no quarto de Orihime, Matsumoto de pé, contando as mais loucas fofocas, claro, com a confirmação de Rukia. Ichinai e Orihime, sentadas na bela cama da princesa, ouviam atentamente as narrativas e comentários.
As moças riam alto e conversavam, sem saber que Grimmjow se aproximava, irritado como sempre. Bateu na porta aberta duas vezes, para que as moças notassem sua presença, com o som, todas se calaram.
“Ah, Grimmjow-san” Orihime sorriu.
“Olá novamente” Ele tentou controlar o sempre irritado tom de voz.
Grimmjow se encostou na porta e continuou a falar, após também cumprimentar Ichinai, Rangiku e Rukia, que observavam em silencio.
“Seu pai quer falar com você” O Jaguarjack olhou para a janela, que tinha uma bela vista para a floresta no horizonte.
“Ah, claro” Orihime se levantou, seguida por Ichinai.
Sem deixar tempo para que a princesa se aproximasse, Grimmjow se desencostou da porta e foi para o corredor.
“Como você pode rejeita-lo?” Comentou Matsumoto, o mais baixo que pode “Ele é tão bonito, forte e...”
“Posso ouvi-la muito bem daqui, Matsumoto-san” Grimmjow comentou do corredor.
Ele podia se dar ao luxo de chama-la tão informalmente, diferente de Ichinai.
Rukia e Ichinai seguraram o riso, e tamparam a boca de Orihime para que a Ruiva não soltasse uma gargalhada, para evitar que Matsumoto pulasse em seus pescoços.
Deixando a pequena Morena e Rangiku no quarto, Orihime e a Matsushiro seguiram Grimmjow pelos amplos corredores do belo castelo de pedra. Ele as deixou na biblioteca do castelo, onde o Rei as aguardava.
A biblioteca era enorme, com grandes janelas, cortinas brancas de seda esvoaçantes com a brisa e enormes e compridas prateleiras, cheias de livros e documentos. Haviam também algumas poltronas, sofás e mesas, onde mais livros pareciam descansar de longos dias de leitura.
O rei estava de costas para as jovens, observando seu reino por uma das grandes janelas. Ichinai ficou logo atrás de Orihime, quase encostada na porta. O Rei não se importou com sua presença, pois sabia que Ichinai e Orihime eram muito juntas, e onde uma ia, a outra, como uma sombra, a seguia.
“Orihime” Disse seu pai, rispidamente “Tenho algo a lhe dizer”
“Oto-sama?” Orihime respirou fundo.
Sabia que aquele tom de voz naturalmente era seguido de uma ordem, disfarçada de discurso. Abaixou o olhar e esperou o jorro de palavras. Seu pai era o único parente que lhe restava. Sua mãe, de quem herdara as longas madeixas por do sol, morrera aos seus três anos, e seu irmão, Sora, foi atacado na floresta por lobos, e morrera quando a garota completara seus doze anos de idade.
De seu pai, herdara somente os olhos cinzentos, pois não era tão ríspida e séria, como seu pai. Sora havia herdado os belos olhos escuros da mãe os cabelos quase negros o pai. Orihime quase não se parecia com ele, mas quase não se importava com isso.
“Você sabe que seu casamento já estava marcado, não é?”
“Hai, Oto-sama” Orihime olhou para um dos livros, numa mesa. Era um de seus preferidos. Iruki Oka, que contava a história de uma princesa, chamada Iruki, e um grande lobo branco, conhecido como Shiro.
“Eu mudei a data” Orihime olhou para ele, mesmo sabendo que seu pai não veria seus olhos, que transpassavam surpresa.
“Oto-sama?”
“Seu casamento será daqui a duas semanas” Ele virou-se de perfil para sua jovem filha, fazendo-a baixar o olhar, quase sofrido e surpreso, para o chão.
“Mas-”
“Nada de ‘mas’ Orihime” Ele esbravejou, irritado com o questionamento “Será como eu mando e ponto final”
“Não posso me casar com alguém que não amo” Orihime estava a ponto de chorar, de raiva e de tristeza.
“Quem disse que este casamento envolve sentimentos? Você ira se casar com o filho de um grande comerciante, para que possamos melhorar nosso reino”
“É só nisso que Oto-sama pensa!” Uma lágrima rolou pelo rosto da jovem princesa, preocupando Ichinai “Oto-sama nunca pensou em mim, somente em seu reino! Oto-sama preferia que, no lugar de Oni-chan, eu tivesse sido devorada por lobos”
O desabafo da princesa fez o Rei se calar.
“Oto-sama nunca se importou comigo! Desde que Oka-sama e Oni-chan morram, nunca mais vi o sorriso de Oto-sama!” Orihime cerrou os punhos “E duvido que este casamento faça um sorriso aparecer no rosto de Oto-sama! Sinto saudades de seu belo sorriso, mas nunca mais precisarei ver seu rosto sério, depois que m casar com Grimmjow-san, que não conheço direito!”
Orihime voltou-se para a porta, empurrou-a com força para abri-la e correu para seu quarto, chorando. Ichinai tentou segurá-la quando ela passou pela porta, mas a princesa se esquivou, e a jovem Matsushiro seguiu sua amiga, apressada para consola-la.
O rei ficou parado, chocado, no mesmo lugar onde estava, cerrou o punho e o bateu com força na mesa mais próxima, derrubando um dos livros. Piscando para se livrar do súbito pensamento de raiva, virou-se para o livro, agora aberto no chão.
Abaixou-se e o pegou, passou os olhos nas paginas abertas e um trecho chamou sua atenção.
“Suas lágrimas eram dolorosas.
A jovem Iruki, ajoelhada diante de seu amado lobo, agora frio e sem vida, chorava entre as mãos.
As sofridas lágrimas pingavam de suas aos, juntamente com o sangue que escorria dos graves ferimentos de sua queria fera branca.
Esse era o preço da verdade. Ao descobrir que seu amado lobo Shiro fora um dia, um homem, ele fez de tudo para protegê-la do maléfico Kage, o Lobo das Trevas.
O preço da verdade.
A morte.
A princesa de longas madeixas negras como a noite olhou para o punhal, fincado no peito de seu lobo branco. Pousou levemente os dedos finos e brancos sobre o punho da arma. Puxou-a e a retirou do coração, agora frio, do lobo morto.
Não aguentaria viver sem ele.
Sua vida sem seu amor, sem a presença de seu amado Shiro, era algo vazio.
Como se o mundo perdesse seu brilho e cor.
Tudo fosco e desbotado.
Virou a lâmina branca do punhal, como seu amado lobo, que um dia fora um homem de cabelos brancos e olhos azuis como o oceano, para o próprio pito e fechou os olhos”
O Rei fechou o livro e fechou os olhos, virando o rosto. Já lera aquele mesmo trecho tantas vezes. Era o livro preferido de sua amada esposa, e agora ela o de sua filha.
Fechou o livro, de paginas amareladas e capa azul, com belas letras douradas e o colocou novamente sobre a mesa, e as lágrimas de sua filha voltaram-lhe a mente.
No quarto da jovem, Ichinai e a princesa estavam sentadas na cama da princesa, a jovem Orihime com o rosto enterrado no peito de Ichinai, chorando, tentando ao máximo segurar as traidoras lágrimas. A jovem Matsushiro alisava as madeixas alaranjadas de sua melhor amiga.
Após um longo tempo, a princesa adormeceu e Ichinai a deixou em seu sono profundo, com o rosto ainda molhado das lágrimas tão sofridas.
Já era por do sol quando a jovem Orihime adormeceu. Grimmjow deixou o reino de sua noiva e voltou para casa, seguido de dois guardas. A noite se aproximava, e o plano da jovem princesa, tramado enquanto a Matsushiro a consolava estava cada vez mais perto, como as estrelas no céu noturno.
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