The Princess And The Commoner
5 22 de Dezembro de 2012 – Aniversário de Thalia
Notas iniciais
22 de Dezembro de 2012 – 09h14min AM
– Vossa Majestade, o café da manhã está servido. – Sr.D disse, batendo na porta de meu quarto.
– Ah, sim, obrigada, Sr.D. – agradeci, já saindo do quarto.
***
Terminei meu café da manhã, e já estava indo ao jardim, para terminar de ler um livro que peguei na biblioteca quando Rachel me ligou.
– Alô? – falei.
– Você esqueceu, não é? – Rachel disse do outro lado da linha.
– Do quê? – perguntei, estranhando.
– Do aniversário da Thalia, idiota. – respondeu.
– Claro que não esqueci. – falei. – Eu até já comprei o presente dela.
– É, mas você sabe que horas vai ter a festa? – ela perguntou.
– Certo, eu não sei. – falei, e ouvi um suspiro do outro lado.
– Na casa do pai dela, o tio Zeus. – ela riu. – Esteja lá as 19h00min.
E desligou. Olhei o horário e vi que eram 10h30min. Ótimo, quando for 18h00min eu começo a me arrumar. Antes de ir mexer em meu notebook, resolvi ligar para Thalia.
– Alô? – disse a voz do Sr. Zeus do outro lado da linha.
– Olá, Sr. Zeus, eu poderia falar com a Thalia, por favor? Diga que é a Annabeth.
– Annabeth! – a voz dele se animou. – Claro, claro, claro, vou passar pra ela! Filha, a Annabeth tá no telefone!
O Sr. Zeus é muito engraçado, ele é todo durão, mas quando eu ligo para a casa dele para falar com Thalia, ele fica todo gentil e simpático. Acho que é por que eu sou a princesa da Inglaterra. E sem falar, que ele adora o Luke, namorado da Thalia, por ele ser o príncipe da Dinamarca.
– Alô? – Thalia disse.
– Feliz aniversário vadia da minha vida! – disse brincando. – Muito dinheiro e Lukes pra você!
– Obrigada, Annie. – ela disse, aparentemente feliz.
– De nada. – falei.
– Vai vir pra festa, certo? – perguntou ela.
– Mas é claro! – respondi como se fosse óbvio.
– Certo, estarei esperando. – ela disse, quando estava prestes a me despedir ela falou. – Annie, você, ér... Tem algum vestido para me emprestar?
Eu ri.
– Mas é claro, Thalia. – falei. – Preto, não é?
– Dã. – ela riu. – Bom, você vai ter que chegar lá pelas cinco horas para dar tempo de eu me arrumar. E um sapato também, ok?
– Dã. – imitei-a. Ela riu e eu a acompanhei. – Certo, vou desligar agora, Thalia. Beijos e parabéns de novo!
– Obrigada, pelo vestido e pelos parabéns! – ela disse. – Beijos!
– Beijos, tchau! – falei, e desliguei.
Guardei o iPhone no bolso e fui ver televisão em minha suíte.
***
Chequei se estava tudo na bolsa e entrei no carro.
– Para a casa da Thalia, Argos. – pedi ao motorista.
– Tudo bem, Srta. Chase. – Argos assentiu.
Durante o trajeto mandei um torpedo para Percy:
“Olá, meu amor! Vai pra festa da Thalia?“
Dois minutos depois ele respondeu:
“Vou sim. Lá eu preciso falar com você.”
Estranhei, e logo respondi:
“O que foi? Você está estranho.”
“Nada. Na festa conversamos. Beijos.”
– Chegamos, Srta. Chase. – Argos disse, fazendo com que eu desviasse a atenção do celular.
– Obrigada, Argos. – agradeci. – Não precisa vir me buscar, eu vou dormir aqui na casa de Thalia.
Ele assentiu e eu saí do carro, e ele logo arrancou.
Andei até a porta e toquei a campainha. Logo uma Thalia irritada abriu a porta.
– Oi, Thalia. – cumprimentei-a.
– Graças aos deuses você chegou! – ela me puxou pra dentro. – Meu pai está me enlouquecendo!
Eu ri e logo o pai dela apareceu para me cumprimentar.
– Vossa Majestade, és uma honra recebê-la em nossa humilde residência. – ele disse fazendo menção a se agachar.
– Sr. Zeus, não precisa disso, eu sou uma pessoa comum! – disse meio embaraçada.
– Pai, deixe Annabeth em paz. – Thalia repreendeu-o. – Venha, Annie, vamos nos aprontar.
Ela falou me puxando em direção as escadas. Enquanto subia acenei solidariamente para o Sr. Zeus.
Thalia caminhou comigo pelo corredor e parou na quarta porta. Entramos em seu quarto e reparei que fazia tempo que não entrava lá.
– Certo, vamos começar. – falei, reparando que Thalia estava com olheiras. – Temos muito trabalho a fazer.
***
– Oi, Rachel! – falei quando ela entrou na casa.
– Oi, mocréia. – Rachel respondeu. – Tá bonita, hein! Isso tudo é pro Percy?
Mostrei a língua e a puxei para o bar.
– Cadê a Thalia? – perguntou Rachel.
– Aqui! – ouvi a voz de Thalia atrás de nós e eu reparei como tinha feito um ótimo trabalho.
– Uou! – Rachel falou, quando viu Thalia. – Bom trabalho, Annabeth.
– Obrigada. – sorri. – Alguém viu o Percy?
– Ah, eu vi. – Thalia disse. – Ele está lá perto da piscina.
– Certo, já volto, pessoal. – saí e fui em direção a varanda, poucas pessoas estavam lá, avistei Percy sentado em uma das cadeiras e uma loira dando em cima dele.
Corri para lá.
– Percy. – falei, a loira olhou pra mim. – Perdeu algo aqui, queridinha? Sai andando! Vamos! Xô!
Ela olhou pra mim irritada, mas acabou saindo.
– Oi. – disse a Percy, dando um selinho nele.
– Oi. – respondeu ele, ainda bem estranho. – Você está muito linda.
– O que você queria falar comigo? – perguntei curiosa.
Ele fechou os olhos fortemente e umedeceu os lábios, respirou fundo e se virou para mim.
– Annabeth, tenho que te dizer algo. – ele começou, e pude perceber que estava triste. – Eu tenho que terminar com você.
– Mas como assim?! – perguntei confusa, e pude sentir lágrimas se formando em meus olhos. – Como assim “tem” e não “quer”?
– Desculpe, não posso lhe falar. – ele disse, e notei uma pequena lágrima descendo por sua bochecha. Ele se levantou e saiu, mas pareceu notar que esqueceu algo e voltou. – Eu lhe amo.
– Eu... Eu... – comecei, e ele foi saindo, mas o puxei pela manga e lhe beijei. – Eu também lhe amo.
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