The Princess And The Commoner
3 18 de Outubro de 2011 - Meu Aniversário de 16 anos
Notas iniciais
FLASHBACK
18 de Outubro de 2011 — Acho que 19:30
– Querida! — disse minha avó Hera entrando no meu quarto. — Meus deuses! Você está tão bonita!
Olhei para o meu vestido vermelho.
– Obrigada, vovó! — eu disse, e a abracei. — Chegou a quanto tempo?
– Ah, umas duas horas. — ela disse. — E... Eu tenho um presente para você!
– O que é? — perguntei, curiosa, enquanto ela abria uma bolsa.
– Isso. — ela disse, e me entregou uma caixinha branca. A abri e encontrei um colar com um pingente de coruja. — Sua mãe me falou sobre a sua obsessão por corujas e eu lembrei que costumava usar isso quando tinha sua idade.
– Obrigada, vovó! — a abracei de novo.
– Outra coisa, querida. — ela disse, me soltando. — Tem um rapaz aí.
– Quem é? — eu perguntei, ansiosa que ela diga ser Percy.
– Ah, um tal de Luke Castellan, do outro reino. — ela disse.
Fiquei decepcionada.
– Ele trouxe algum amigo? — perguntei, torcendo para que ela dissesse que sim.
– Sim, mas é um plebeu. — ela respondeu, inocentemente. — Querida, você não está apaixonada, né?
– Não! — eu disse. — Claro que não!
– Então por que está vermelhinha? — ela perguntou, rindo.
– Vovó! — a repreendi.
– Tá bom, tá bom! — ela disse, levantando as mãos em sinal de rendição. — Parei.
– Cadê a mamãe? — perguntei.
– Não sei, acho que... — ela foi interrompida por uma batida na porta. — Ah, aí está ela.
Minha mãe entrou, e me abraçou.
– Está linda, minha filha. — ela disse, ainda me abraçando.
– Você também, mamãe.
– Vai dançar com o príncipe Luke. — ela disse, passando as mãos em meus cabelos.
– Mas, mamãe...
– Sem mas, ele é lindo e é um príncipe. — ela disse.
– Eu já lhe disse que não quero casar com um príncipe! — gritei, e saí do quarto, correndo em direção ao jardim.
Sentei-me no banco verde e tirei o salto. Senti alguém se aproximando.
– Oi. — disse a voz de Percy. — Parece que não está muito animada com seu aniversário, hein.
– É a minha mãe. — eu disse, secando as lágrimas. — Ela quer que eu case com o Luke, mas eu não quero!
– Espera, com o Luke? — ele disse, se sentando ao meu lado.
– É, porque ele também é príncipe e coisa e tal. — expliquei.
– Mas... — ele disse. — O Luke gosta da Thalia!
– Ele gosta? — perguntei, ficando animada, porque até onde eu sabia, a Thalia estava perdidamente apaixonada por ele.
– Sim. — confirmou ele.
– Ai meus deuses! — eu disse. — Eu tenho que contar pra Thalia.
Eu disse, já saindo correndo. Mas ele segurou meu braço e me fez sentar de novo.
– Calma, mocinha. — ele disse, e eu ri.
– É mesmo. — eu disse. — Esqueci de perguntar porque você está aqui. Então... Por que você está aqui?
– Luke veio para seu baile, e me chamou. — ele disse.
– E você aceitou. — eu concluí.
– Obviamente. — ele disse. — Não perderia isso por nada.
Corei e abaixei a cabeça.
– Vai querer seu meu par no baile? — perguntei. — Não quero que seja o Luke mesmo.
– Ficarei honrado, milady. — ele disse. Eu ri e ele também.
– Annabeth Katherine Chase! — ouvi a voz de minha mãe.
– Vish. — disse Percy. — Melhor eu ir.
– Até o baile. — eu disse, sorrindo.
– Até o baile. — ele disse, também sorrindo e saiu.
18 de Outubro de 2011 — 21:00 e pouco
– Me concede essa dança, Alteza? — sussurrou uma voz, em meu ouvido, fazendo com que eu me arrepiasse.
– Ficarei honrada, gentil cavalheiro. — eu disse.
Ele pegou em minha mão e pôs a outra mão em minha cintura.
– Parece que Luke está mesmo caidinho por Thalia. — eu disse, observando os dois de longe.
– Pois é, e o pai dele não está gostando muito disso, não. — ele disse.
– Assim como minha mãe, pelo fato de eu estar dançando com você. — eu disse.
– Vem aqui. — ele disse e me puxou.
– Eu estou com um vestido curto! — protestei.
Ele deu de ombros e continuou a me puxar.
Me puxou até onde ficava a piscina e me fez sentar em uma das espreguiçadeiras que tinha lá.
– Eu queria falar com você. — ele disse.
– Pode falar. — eu disse, olhando a piscina.
– Eu... queria dizer que... eu gosto muito de você. — ele disse, e parecia que eu levei uma pancada na cabeça.
– Eu.... também. — eu disse, e ele me beijou.
Nos beijamos por mais um tempo, até que eu me desvencilhei dele.
– Nós... temos que voltar. — eu disse.
Ele assentiu e pegou na minha mão. Nos dirigimos ao salão de festas e ao chegar lá, notei Rachel fazendo sinal para que eu me aproximasse. Fui até ela, ainda de mãos dadas com Percy.
– Onde você está, criatura? — ela perguntou, olhou para mim e depois para o Percy, e fez que ia gritar, mas se controlou.
– Eu não acredito! — ela soltou aquele sussurro-grito. — Vocês estão namorando?!
– Não sei bem. — eu disse. — Ele não pediu. — Sinta a minha indireta, Perseu.
– Claro que estamos. — ele disse. — Annabeth Chase, quer namorar comigo?
Pausa para momento Afrodite: AI MEUS DEUSES! EU NÃO ACREDITO QUE ISSO ESTÁ ACONTECENDO! *Annabeth vomita arco-íris*
– Uma palavra: Dã. — eu disse, e o abracei.
– Oi Annie — ouvi a voz de minha irmã, Tatiana, atrás de nós. — Que bonitinho!
– Tati! — eu disse, sorrindo e indo a abraçar. — Quando você chegou?
– Agora pouco. — ela disse, sorrindo. — Annie, quem é esse?
– Ah, sim! — eu disse. — Esse é Percy Jackson, meu namorado.
– Você tem namorado? — ela perguntou. — A mamãe sabe?
– Na verdade, ele pediu agora. — eu disse. — Então, não. Ela não sabe.
– Não sei do que, querida? — ouvi a voz de minha mãe, atrás de mim.
Respirei fundo, e me virei.
– Que eu estou namorando. — eu disse, simplesmente.
– Com quem, amor? — ela perguntou, sorrindo.
– Percy Jackson. — eu disse e apontei para Percy, que estava envergonhado ao lado de Rachel.
– Um plebeu?! — ela perguntou, boquiaberta e incrédula. — Annabeth Chase, achei que você tivesse juízo!
– Mamãe, pela milésima vez: Eu não quero me casar com um príncipe! — gritei. — Eu gosto do Percy! O Luke gosta da Thalia! E ela dele! — gritei e saí correndo para o meu quarto.
Notas finais
Gente, vocês já viram aquele filme chamado Mirror, Mirror? Então, no final não tem uma músiquinha que é assim: I believe, believe, believe, believe, believe, believe, believe, believe in love, love, love, love
ELA NÃO SAI DA MINHA CABEÇA. Alguém me ajuda, plmdds?
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