The Prince Slayer
13 Capítulo 13
Acordei antes do sol e antes de todos no castelo.
Meu vestido do baile estava jogado no canto do quarto. A tristeza do seu tom me fazia lembrar de como a noite passada havia sido horrível. Eu havia me preparado para ter um delicioso baile, mas havia me encontrado com Lucius, descoberto do segredo de Peter e, o pior de tudo, havia visto James de coração partido.
Me vesti com rapidez e corri para o quarto de Severus. Abri a porta silenciosamente, e ele estava dormindo em paz. Sorri para ele. Embora eu estivesse completamente envolvida no trabalho com James, ver Sev daquele jeito fez com que eu me lembrasse do quanto eu o amava. Sev era o melhor amigo do mundo. Eu estava muito grata por ter ele comigo no castelo, participando dessa missão maluca.
— Sev, Sev. — sussurrei, sacudindo seu ombro
— Hm? — ele gemeu — O que?
— Eu preciso de sua ajuda. — murmurei
Ele bocejou.
— Você não pode esperar o sol nascer, pelo menos? — ele perguntou
— Não. — respondi com seriedade
— Lily… — ele suspirou — Me diz que você quer minha ajuda pra cozinhar alguma coisa gostosa.
Dei uma risada nervosa.
— Ou plantar flores… — ele continuou
— Sev, Peter estava com Lucius ontem. — protestei — Ele pode saber sobre nós! Eu preciso matá-lo!
— Você não está fazendo isso por causa de James, está?
— Claro que não. — menti — Você acha que eu iria correr esse risco se não tivesse medo de Pettigrew contar a alguém quem somos?
Severus assentiu e se levantou.
— Eu fiz um mapa do castelo. — ele disse — Os calabouços ficam no subsolo.
…
Severus ficou no início da escada, vigiando, enquanto eu desci até as câmaras escuras. Vi uma luz fraca brilhando e avistei Peter sentado no chão, em uma das celas.
— Olá. — sorri
Peter levou um breve susto.
— Lily? — ele perguntou
Assenti.
— O que você está fazendo aqui? — ele perguntou
Mostrei a ele a chave da sua cela e sorri.
— Vim te ver. — murmurei
Ele franziu as sobrancelhas.
Abri a cela e entrei, ficando de frente para ele.
— Deixe-me adivinhar. — ele sorriu — Você quer saber por que eu traí o seu amado James?
Dei de ombros.
— Quero. — eu disse
— James não conseguiria governar o reino. — ele disse — Ele é só um garoto mimado.
— E você não? — perguntei
Ele deu de ombros.
— Que seja. — ele disse — Voldemort sabe o que faz. Ele deve dominar todos os reinos. Ele é o único que vai dar a grandiosidade aos que realmente merecem, não a garotos inexperientes que passam a vida brincando de clubinho maroto e herdam tronos e reinos.
— Você brincava de clubinho! — protestei
— Eu cresci! — ele exclamou — Eles não.
Bufei.
— O que você está fazendo aqui? — ele perguntou
Me aproximei dele e sentei no seu colo.
Peter riu.
— Você se sente atraída por criminosos? — ele perguntou — Eu achei que você fosse uma princesa digna.
— Aparentemente sim. Você conhece meu namorado, Lucius. — sorri — Consegui enganar vocês todos não?
Peter ficou boquiaberto.
— Você é Lily Evans, não é? — ele perguntou
Sorri.
Ele deu uma gargalhada.
— Você é uma hipócrita. — ele disse — Você está aqui me perguntando por que eu traí James quando, na verdade, a maior traidora é você.
— Não fale assim comigo. — ordenei
— Eu vou morrer, de qualquer forma. Todos sabem que não se escapa de Lily Evans se ela decidir te matar. — ele disse — Mas o mais importante é que você vai ser a responsável por quebrar James, não eu.
— Ele não vai sentir nada. — murmurei
Peter assentiu.
— Você não tem a reputação de ter um coração mole… — ele murmurou
— Eu não tenho.— eu disse, entredentes — Voldemort quer que eu mate o príncipe e é isso que eu vou fazer.
— É uma pena que eu não vou estar aqui para ver isso.
Dei de ombros.
— Ou vou? Eu estou um pouco confuso. — ele disse — Você sempre senta no colo de quem você vai matar?
Suspirei.
— Às vezes. — eu disse — Eu gosto de confundir as vítimas, confesso.
Sigilosamente, tirei um punhal de dentro de uma das minhas botas.
— E os homens abaixam a guarda quando ficam confusos desse jeito. — sussurrei
Peter arfou, pois acabara de sentir minha arma atravessando seu coração. Sangue começou sair, manchando minha mão e nossas roupas.
— Eu fico honrado… — sorriu Peter, com a voz falha. — Fui assassinado pela assassina do príncipe James.
Enfiei a adaga mais fundo e sua cabeça pendeu para o lado.
Me levantei e estremeci.
Coloquei suas mãos no seu colo, para dar a impressão de que ele havia enfiado a adaga em si mesmo. Limpei minha mão no meu vestido, que estava muito manchado com o sangue de Peter, e saí correndo escada acima, depois de trancá-lo de novo na cela.
Trombei com Sev, no topo da escada, e eu já estava chorando.
— Lils! — ele exclamou — O que aconteceu? Por que você está chorando? Ele fez alguma coisa com você?
— Não. — solucei — Ele está morto.
Severus assentiu.
— Está tudo bem. — ele disse — Vem, vamos pro seu quarto. Você precisa tirar esse vestido.
Ele passou o braço pelos meu ombros e me ajudou a andar pelo corredor. Eu tremia por estar chorando tanto. Eu também tremia de medo. Eu não sabia porque estava tão mal. Eu havia feito o que eu fazia há anos, mas, de alguma forma, matar Peter foi diferente. Eu me senti exposta e senti nojo de mim mesma.
Chegamos no meu quarto e Sev me ajudou a sentar na minha cama. Ele foi até a cômoda e pegou uma roupa de dormir.
— Aqui. — ele disse, me entregando
Tirei o vestido manchado e vesti a camisola.
Severus colocou o vestido na banheira e pegou o candelabro que estava ao lado de minha cama.
— O que você está fazendo? — perguntei
— Você quer ter que explicar a alguém porque seu vestido está manchado de sangue?
Neguei com a cabeça.
— É uma pena. — murmurei — Era um vestido lindo.
Ele assentiu e deixou o vestido pegar fogo.
— O que aconteceu? — ele perguntou, sentando do meu lado. — Você está terrível.
— Nada que não tenha acontecido antes. — murmurei — Eu seduzi Peter e o matei. Meu jogo favorito.
Sev me encarou, preocupado.
— Lily… eu sei que você odeia quando eu falo isso, mas olhe seu estado! — ele disse — Você não tem mais condição para ser uma assassina.
Comecei a chorar mais.
— Nós podemos fugir. — ele disse — Vamos esquecer James e Voldemort. Nós fugimos e levamos seu avô conosco. Vamos para Uagadou ou Mahoutokoro.
— Não podemos. — murmurei
— Lily… — ele suspirou
— Sev, eu estou cansada. — eu disse, me deitando — Vamos dormir, por favor.
Ele assentiu e se deitou do meu lado.
— Me acorde, se você precisar de alguma coisa. — ele disse
Assenti.
— Boa noite, Sev. — bocejei e adormeci.
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