The Prince.
4 Capítulo 4
Notas iniciais
To tãão feliiz! Quase dez comentários e esse é o 4º capítulo! Amo vocês, comentaristas, kkk! Sério, amo muito tudo isso! Então, aqui está mais um! Espero que gostem.
Liam estava parado, encarando uma princesa que trazia um sorriso bem falso no rosto e vestia roupas cheias de babados. Seus cabelos loiros ondulados iam até os pés e ela só usava uma faixa na cabeça. Seus olhos eram azuis. Ela estendeu a mão, ele observou aquela mão por um instante.
_ Prazer em lhe conhecer, Príncipe Liam. É um prazer para mim ser permitido a ver você! — Disse ela sorrindo.
_ Uh.... Não, o prazer é meu por ser permitido a convidar você ao meu castelo para nos vermos, Princesa Emília. — Disse Liam com o sorriso mais falso de toda a sua história.
_ Eu ouvi que há alguns dias atrás... O príncipe recebeu uma carta de aviso dos ladrões... — Disse Emília.
_ Uh... Sim. — Disse o príncipe.
_ Eles tem vidas pobres... Eles não são pessoas com as quais devíamos nos associar. Realmente... Por estar viva nesse planeta assim como essas pessoas... Isso faz eu me sentir envergonhada. — Disse a princesa com uma cara de desdém.
_ Você não deve dizer essas coisas! — Disse Liam se levantando com raiva e indignação, deixando a princesa meio chocada. — Pessoas pobres, realeza... Vocês nem podem se conhecer e você está criticando eles, isso é muito estranho! É absolutamente errado! Por favor, me dê licença. — Disse ele já saindo dali.
_ O que... Príncipe? — Soltou a princesa.
"Por que todos que eu vejo... Dizem coisas como essas?" Pensava o príncipe, indignado, andando pelo jardim com raiva, percebendo uma empregada de cabelos castanhos, pele branca e olhos castanho-avermelhados limpando as folhas secas ali perto.
_ Ei, empregada! Você aí! — Soltou Liam. — Desculpe te incomodar no seu trabalho... Posso te pedir para me ajudar com uma coisa?
_ Príncipe... Como está indo o seu encontro de casamento? — Perguntou a empregada.
_ Eu pretendo ficar doente. " O príncipe não está se sentindo bem, então você pode deixar o castelo hoje, por favor?" Você pode por favor dizer isso a ela? Por favor? — Perguntou Liam.
_ Você é um príncipe tão malcriado... — Disse a empregada se aproximando e beijando a bochecha do Liam, que ficou meio chocado.
_ O que? — Soltou o príncipe com a mão na bochecha, meio assustado.
_ He he he, desculpe, desculpe. Sou eu, príncipe. A "raposa trasformista". — Disse a empregada com um dedo sobre os lábios em sinal de silêncio.
_ OH! — Exclamou Liam com os olhos arregalados. — PHILIAS? Mas a sua voz também soa como a de uma garota... — Quase berrava o príncipe, logo sento interrompido por uma mão na sua boca.
_ Ok, ok, pare de falar, ou então a minha transformação não vai fazer nenhum sentido. — Disse Philias logo o largando.
_ O que você está fazendo? — Perguntou o príncipe corado.
_ Infiltrando. Eu estava tentando descobrir onde o seu pai escondeu o tesouro. — Disse Philias sorrindo. — Bom... O primeiro que achar isso, ganha. Nós estamos esperando para receber isso. Agora, tchau!
E Philias se afastou quase correndo. Os guardas que ali passavam ficaram confusos observando a "empregada" correr para longe. Eles estavam corados olhando para ela.
_ Mas não tinha uma criança aqui? — Perguntou um deles.
_ Não sei. — Respondeu o outro.
O príncipe imaginava se o tesouro que o pai dele deixou realmente existiu. Liam subiu até o seu quarto, abrindo a porta enquanto massageava os ombros, pensando em descansar um pouco. Mas logo parou e encarou o tal "corvo" que estava parado olhando o quadro da árvore, no seu quarto. O vento batia levemente contra ele, fazendo o seu fraque e seu cabelo o seguirem.
_ Co... — Começou o príncipe e o de cabelos negros o olhou, logo voltando a olhar a pintura. — Corvo? Quando ele... Hum... O que você está olhando?
_ A pintura. Quando foi feita? — Perguntou voltando a observá-la.
_ Oh, isso? Meu pai pintou isso para mim. Mas eu não sei quando foi pintado. Eu não posso te dar isso! — Exclamou o príncipe, se pondo ao lado do de cabelos negros. — Acho que esse é o meu tesouro! Quando eu recebi essa pintura, meu pai disse: "Ainda restam várias coisas para se aprender nesse mundo". Eu também quero ser como vocês... Viajando pelo mundo tão livremente.
_ Mesmo sabendo que somos ladrões? — Perguntou o corvo.
_ Mesmo! Você, corvo, não é uma má pessoa! Você foi quem me salvou no jardim, certo? Eu estou realmente agradecido por isso. — Disse Liam.
_ Que príncipe estranho você é... — Disse o de cabelos negros finalmente, pela primeira vez, movendo os lábios em um pequeno sorriso. O príncipe ficou encantado com aquele sorriso, corando.
_ Não se movam! — Eles foram surpreendidos por vozes e logo olharam o homem de cabelos quase brancos que era acompanhado por guardas. — Um dos Três Demônios, o corvo. Você queria era cortejar a princesa...
_ Allan! Pare! Essa pessoa é... — Começou o príncipe e foi interrompido.
_ Príncipe Liam, você é o tesouro do castelo. Se alguns pobres insetos sujos querem chegar perto de você, nós devemos exterminá-los imediatamente. — Disse Allan com a arma apontada para o corvo, puxando a princesa. — FOGO!
Todos os guardas estenderam as armas e atiraram ao mesmo tempo. Mas o "corvo" correu pela sala, desviando dos tiros.
_ Merda! Como ele pode se mover assim? — Soltou um dos guardas.
_ Príncipe! Os cacos de vidro da janela... — Começou outro guarda, enquanto cacos voavam por causa que a janela se quebrara devido aos tiros.
O Corvo olhou para trás e correu, tirando os cacos de vidro de perto do príncipe, que estava paralisado. Mas assim que ele fez isso, Allan atirou nele e acertou. O Corvo caiu lentamente pela janela e o príncipe saiu do choque.
_ CORVO! — Gritou Liam pulando em cima dele e caindo junto.
_ O que... — Soltou Allan surpreso. — Príncipe Liam!
Quando percebeu que caía, o corvo bateu os pés no muro do castelo, como se freasse a queda e tomou impulso, pulando para longe com Liam agarrado nele, segurando o príncipe também.
_ Senhor Allan! — Exclamou um dos guardas, que observava tudo. — O corvo desapareceu! Parece que ele usou o muro que divide o castelo da cidade como algo para tomar impulso e escapou para fora do castelo!
_ O príncipe também está com ele! Achem eles imediatamente! — Exclamou Allan. — Por que você... Protegeu o demônio... Príncipe? — Soltou ele, frustrado.
Já na cidade, o corvo já havia parado, encostado na parede de uma casa qualquer com sangue pingando da ferida que a bala lhe fez. O príncipe estava preocupado.
_ Corvo! Como estão as suas feridas? — Perguntou o príncipe se ajoelhando entre as pernas do de cabelos negros, que arfava um pouco.
_ Não estão tão ruins... — Murmurou o corvo.
_ Isso é uma mentira! Você perdeu muito sangue... — Disse o príncipe retirando o cinto que estava mais como um enfeite na sua calça, que lhe servia perfeitamente. Ele estava assustado. Mas queria ajudar.
Ele colocou o sinto entre alguns panos da blusa extra que tinha e começou a amarrar nos ferimentos do corvo, que observava aquilo calmamente.
_ Liam, eu vou sujar isso... — Murmurou o de cabelos negros achando aquilo um pouco desnecessário.
_ Essas coisas são só o que a pessoa responsável por me manter sempre na moda me forçou a vestir... Eu não preciso de blusas extras ou de um cinto... Mas eu estou contente por estar com essas coisas agora... Isso realmente veio a calhar, hein! — Soltou o príncipe sorrindo.
Algo naquela frase realmente lembrou o corvo de algo e o surpreendeu. Mas logo um certo ruivo praticamente jogou o príncipe para longe, irritado.
_ SAIA DA FRENTE, SEU PODRE! — Exclamou o ruivo que agora vestia direito o casaco branco.
_ Samuel... — Murmurou o corvo enquanto o príncipe era jogado e batia a cabeça na parede, ficando ajoelhado.
_ Ai... — Soltou Liam.
_ EH! QUE TIPO DE CURATIVO É ESSE? ISSO NEM SEQUER FEZ FEZ O SANGUE PARAR DE CORRER! VOCÊ PELO AO MENOS JÁ AJUDOU ALGUÉM A CUIDAR DE SUAS FERIDAS? Seu retardado! — Berrava Samuel arrumando as bandagens direito e colocando o cinto para fazer com que menos sangue ensopasse a blusa.
Enquanto o ruivo cuidava do braço do corvo, se sentindo um pouco mal pelo modo como falara, mas ignorando o fato, Liam apenas observava, assentado no chão. Até que o príncipe olhou para baixo, se sentindo um pouco mal.
_ Você não precisa fazer uma cara tão triste... Obrigado. — Disse o corvo olhando para o príncipe, que o olhou de volta, corado.
Notas finais
Até
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