The Prince.
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Então, mais um capítulo! Esse tá maiorzinho! Quero saber o que acharam, hein?
O príncipe ficou durante algum tempo olhando para as árvores, pensando se era um homem mesmo ou se era algum tipo de animal. Mas logo ele balançou a cabeça, com os pensamentos mais claros. Certamente era um homem.
_ Príncipe Liam. — Chamou o sacerdote já parado a observar o garoto.
_ Allan... — Murmurou Liam o encarando.
_ Há um limite para ser arteiro, a vossa majestade está a sua procura. — Disse o sacerdote com a expressão séria no rosto, como sempre era.
Logo o príncipe já havia voltado para dentro do seu quarto e estava assentado em sua cama, com a carta em suas mãos. Sua mãe olhava para a parede com uma expressão carrancuda no rosto.
_ " Nós devemos pegar o enorme tesouro deixado para trás pelo último rei ao seu amado filho, Liam". — Leu o príncipe em voz alta. — O tesouro deixado para trás pelo meu pai? O que é isso...
_ Então você não tem certeza também. Pelo o que eu posso ver, não existe algo assim. — Disse Ellen com a carranca fazendo com que seu rosto se retorcesse, nem assim ficando feio.
_ Há um falso rumor correndo por entre os ladrões, certo? — Murmurou Allan.
_ Que coisa mais estúpida. Jogue a carta fora. — Disse a rainha com os braços cruzados.
_ Certo, quem mandou essa carta? — Perguntou Liam. — Parece que há um número três na assinatura...
_ Sim... Esta é a marca dos Três Demônios. — Disse Allan. — O grupo é formado por três pessoas: aquele que pode atravessar qualquer porta, o chaveiro que parece ser como uma cobra... A pessoa com as milhares de faces conhecida como a raposa transformista... E o homem que viaja pela escuridão livremente, como um corvo. O nome foi feito pela descoberta destes tipos, "cobra", "raposa" e "corvo".
_ "Os Três Demônios"? — Soltou Liam curioso.
_ É o nome mais comum... Deste trio. — Respondeu o sacerdote.
_ Espera... Escuridão... Corvo? Há um corvo? — Perguntou Liam com os olhos arregalados. Este fora como ele resolver chamar mentalmente o homem que aparecera para salvá-lo.
_ LIAM! — Gritou a rainha assustando a todos. — Não meta o seu nariz nestas coisas. Você é o príncipe, não é necessário aprender sobre essas coisas de baixo escalão. Não seja como o seu pai... Ficando interessado somente em coisas estranhas.
Depois disso a rainha saiu batendo a porta. O príncipe olhou para baixo, sentindo remorso por aquilo, mas como evitar algo que era da sua própria natureza?
_ M-Mas... Eu não sei nada... — Murmurou Liam olhando o carpete desenhado.
O príncipe queria saber mais e mais, queria saber como era o lado de fora, queria aprender mais coisas e não ficar apenas naquela monotonia que era sua vida. Ele acabou por se lembrar de quando era pequeno:
"_ Pai... O que está desenhado nesta foto? — Perguntou Liam olhando para um homem de cabelos castanhos e olhos azuis. Este homem estava com uma foto em uma das mãos e o filho em outra.
_ Isso foi desenhado quando eu estava no navio, quando eu era mais jovem... No oceano haviam homens chamados de "piratas", eles eram pessoas legais e pacifistas. — Respondeu ele ao filho.
_ Era a mesma coisa nas montanhas? Você esteve lá? — Perguntava Liam curioso.
_ Nas montanhas do sul, há um sapo de ouro! Ele era deste tamanho! — Disse o homem levantando os braços com um grande sorriso no rosto.
_ Você está brincando! — Exclamava Liam levantando os braços também.
_ Não, eu não estou brincando! — Exclamou o homem. — Há várias e várias coisas neste mundo... Liam... Há também vários tipos de pessoas.
Este pai era um amador de aventuras e sempre que podia embarcava em uma. Ele sempre viajava em volta do mundo. E as histórias que ele contava faziam com que o pequeno príncipe tivesse o sentimento de querer abrir este tesouro e explorar o mundo."
Algum tempo depois, lá estava Liam novamente com sua mãe, que estava com suas feições tristes de sempre. Ela olhava para o nada, tristemente.
_ Casamento arranjado? — Soltou ele a encarando.
_ Sim. Você já está com dezesseis anos. Se casar antes dos dezoito anos é uma lei da realeza. Amanhã á tarde você vai conhecer a princesa do sul, Emília. — Disse a rainha sem nem ver o olhar triste que seu filho lhe lançava.
_ Eu não quero isso. — Disse Liam.
Sua mãe apenas o ignorou e o arrastou novamente para dentro do quarto, trancando a porta com medo de que ele fugisse novamente. Ela não suportaria perder mais alguém.
_ NÃO! ABRA A PORTA! — Berrava o príncipe batendo fortemente na madeira.
_ Até o seu encontro de amanhã eu não vou deixar você sair. Pegue este tempo em seu quarto para se acalmar! — Disse Ellen.
Liam parou de bater na porta, ouvindo os passos de sua mãe sumirem. Ele sabia que iria ser punido... Mas mesmo assim ele se sentia muito mal. Não só por ficar preso no quarto.
_ Eu não quero.... Ter um casamento arranjado... — Murmurou ele baixinho sentado na sua cama.
Antes de se casar ele ainda queria aprender sobre mais sobre as coisas... Ele observava a janela que estava aberta, vendo o quadro que estava dependurado entre as duas enormes janelas do quarto. Era uma foto de uma pequena árvore no alto de uma montanha.
_ Pai... — Sussurrou ele.
De repente, a fechadura de sua porta foi aberta. Ele se virou para trás com um grande sorriso e animação, murmurando um: "Mãe...", mas não era o que ele esperava.
_ ARGH! Que detestável! Esse castelo é tão chato! Quantos quartos há nele? — Soltou a pessoa que estava por trás da porta. — FINALMENTE TE ENCONTREI, PRÍNCIPE LIAM!
O garoto que estava entrando no quarto tinha um grande sorriso nos lábios. Seus cabelos eram ruivos, curtos. Sua pele era queimada pelo sol, mas branca. Seus olhos eram verdes, mas suas pupilas pareciam pupilas de cobra mesmo. Ele vestia uma blusa curta cinza com bordas negras que mostrava o início da sua barriga, só o umbigo, e que estava com um botão desabotoado. Por cima dela havia um casaco branco com pelos nas pontas que caía pelos ombros brancos do garoto. Suas calças eram negras, coladas e estavam rasgadas nos joelhos. O príncipe estava com os olhos arregalados de surpresa.
_ Mesmo a porta estando fechada, eu entrei. — Disse o garoto pegando uma arma e apontando na cabeça do príncipe, praticamente subindo em cima dele com uma pose meio punk. Ele agora estava sério e ajoelhado na cama com a arma pregada na testa do Liam. — Onde o seu velho escondeu o tesouro? Você deve, obedientemente, responder isso.
_ Ok, já está bom! — Outra voz falou e a arma foi tirada delicadamente das mãos do garoto. — Você não pode usar esse tipo de arma para atacar o coração de um jovem com sucesso, Sam. — Disse o outro. Era um homem com longos cabelos loiros e um sorriso gentil encarava o garoto que ainda estava meio paralisado por cima do príncipe, o olhando com o canto dos olhos. Logo o homem desviou o olhar para Liam. — Olá! Jovem príncipe! Eu sou um integrante dos Três Demônios. Meu nome é Philias. Prazer. Este aqui que parece uma cobra é o Samuel. Ele é mesquinho e um ladrão bonitinho! Fofinho! Não acha?
Notas finais
Até!
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