Notas iniciais
Fugi uns minutinhos da minha festinha, então espero que gostem... Boa Leitura...

Pov. da Cheel

Eu tô tendo alucinação, só pode. Minha mãe (eu amo ela, por isso nem ligo) e meu pai (Aí eu ligo, a única coisa de bom que ele fez, foi-me por no mundo), na sala de jantar dos pais da Anabelle. Corri para os braços da minha mãe de lhe dei um arrocho do tamanho do mundo.

– Filha, você tá linda, senti tanta saudade de você. — minha mãe era minha única amiga antes das meninas.

– Esta se vestindo melhor Rochele. — esse era meu pai (blár pai só de nome) me avaliando, como sempre.

– Também senti sua falta mamãe, e quanto a você, não posso dizer o mesmo, tanto quando a saudade, quando o fato de se vestir melhor. — fiz o que ele mais odiava, joguei os cabelos (batendo nele de proposito), e sai pisando duro.

– Vamos, sentem-se a mesa. O jantar está todo servido. — a mãe da Belle gritou da cozinha.

Já com todos sentados na mesa, adultos de um lado e aborrecentes do outro, o clima pesou, tipo meia tonelada.

– Então Rochele, como você anda? — meu pai pergunta fingindo falso interesse.

– Normalmente com as pernas, mas às vezes de carro. — digo com um sorriso de deboche, ele me entreolha.

– Hãn... Todos vocês são namorados? — minha mãe tenta mudar de assunto.

– Os únicos encalhados são a Cheel, Walker e o Jonan. — Vick responde com cara de que iria se divertir nesse jantar.

– Oras e por que não pega um deles logo Rochele? — digamos que delicadeza não é o forte da minha mãe.

– Mããããe... — falo beem lento. — O Jonan e o Walker são meus amigos e eu tenho outros interesses.

– Espero que seja em estudar. — meu pai resmunga.

– Na verdade, no começo eu queria que o sr. me manda-se de volta para a penitenciaria... — nessa hora todos me olham assustados. — Calma, era um colégio interno, mas eu conheci as meninas e não quero mais. Vou ficar aqui e terminar a faculdade.

– Então Rodolf, sabia que seus filhos estão namorando minhas garotas? — o pai da belle pergunta.

– Bom, fiquei sabendo hoje, e confesso que fiquei surpreso. Suas filhas não suportavam meus filhos, mas estou feliz com meus filhos e o Dony, que também considero como filho, por terem criado juízo. — tio Rodolf (as manias das Belle pegam) falou admirado.

– Falando em filhos, de consideração ou não, por que nunca os disse que os tinha? — o irmão da Belle (sério, ele parecia um anão. Desculpa Belle, mas o garoto é muito inteligente para idade), perguntou.

– Meus filhos nunca acreditaram que eu vinha jantar aqui aos domingos, mesmo nunca dizendo, sabia que eles achavam que eu ia ver alguma namorada. Nunca pensei que fossem se conhecer e muito menos namorarem. — o tio se explica.

– Então quer dizer que você conhece os três rapazes! — Augos fala com brilho nos olhos. — Já vi que vamos passar a noite inteira no meu escritório.

– Tio Rodolf, se o sr. não morrer com as perguntas sobre os meninos, o sr. vai morrer com o fedor de suor do meu pai. Ele passa tanto tempo o escritório que a cadeira tem o formato da sua bunda. — Lize fala com falsa pena, e nos todos rimos menos meu pai que é um chato.

– Anellize, nos temos visita, olhe o jeito de se expressar mocinha. — o pai dela tenta dá uma bronca, mas acaba rindo. — O pior que é verdade, tenho que tirar ferias e cuidar das minhas meninas.

– O clima de família é ótimo, por que você não segue esse clima e pergunta como estão suas irmãs... — meu pai fala, levantando uma sobrancelha.

– Porque, se eu quisesse saber de puta, ia na esquina. — respondi sorrindo, recebendo um olhar reprovador da minha mãe.

– Pois deveria saber sobre suas irmãs, Rochele... — minha mãe fala.

– Prefiro que me chame de Cheel. — falo olhando para o meu pai.

– Ah, vida nova, apelido novo... Devo dizer nova Cheel? — assinto com a cabeça e minha mãe rir.

– Mas vejo que o sarcasmo, ironia e ignorância permanecem os mesmos. — meu pai fala revirando os olhos.

– Só com você, porque vivi muito estressado do trabalho e não gosto de você... Falando em não gostar você deveria fazer a mumificação logo, afinal não é todo dia de se pode mumificar o irmão de mun rá... — eu falo com a maior cara de ingênua e meu pai fica vermelho.

– Eu só não de deserto, porque não faria bem a minha imagem. Perdão pelo constrangimento, mas vamos embora... — meu pai se levanta junto com a minha mãe, corro e a abraço.

– Tchau papai, nos vemos nas eleições. Ah, não esqueça, prepare o bolso, a oposição esta me subornando... Depois ligo para tratar de negócios. — abro o maior sorriso e ele apenas me olha de cima a baixo e vai embora.

Assim que eles foram embora, fui pedir desculpas, afinal eu estava jogando campo minado e meu pai ia explodir.

– Desculpem as minhas palavras, aquela múmia precisa ser mumificada, até já começou a feder... Enfim, não me controlo com ele perto. Perdão por estragar o jantar.

– Cheel, foi o melhor jantar da minha vida. Um politico, como seu pai, ficou sem fala e você tem uma língua que fará qualquer garoto se afastar. VOCÊ SERÁ PARA SEMPRE MINHA PRICESINHA! — tá até mesmo eu tô com medo do pai da Belle, mas ele é melhor que o meu pai.

– AAAAAHHHHHHH, eu tenho uma figura paterna de verdade. Me ensina tudo sobre barganha? — peço piscando os olhos. Consigo ser tão fofa, quando quero.

– Você é a filha que eu não tenho! Quando for falar com seu pai me ligue, nos vamos depena-lo!

– Paaaai, — Belle fala bem calma. — O meu trabalho e o da Lize é de dar netos, e All vai ser dono de uma cidade quando tiver sua idade... Provavelmente nós também, então... PARA DE BABAR MINHA AMIGA, QUE NÓS, SEUS FILHOS, ESTAMOS PASSANDO POR INGRATOS! — Belle explodi depois se recupera e se senta normalmente, como se nada tivesse acontecido. Cara só fã dela.

– Se você continuar assim, — Jonny, ou Troglo com Belle chama, diz. — Eu me caso com você, ou... Não tem 'ou'. Pode fazer o casamento triplo sogra. — ele termina rindo, abraçando a Belle, que o olha incrédula.

– Esses vão dar trabalho. — eu e "hã hã" meu pai postiço, falamos igual.

Notas finais
Até sábado ou domingo...