The Potter's Hope
1 Prólogo
Notas iniciais
Em plena guerra estourando, Severus Snape se encontrava em sua sala de diretoria de Hogwarts, observando a paisagem negra e fúnebre que se formava. Em outras épocas e outras situações, ficaria feliz de ter se tornado o diretor, mas não naquela época, não nessa situação. Não com um sangue inocente em suas mãos.
Já fazia algum tempo que matara Dumbledore, contra a sua própria vontade, tudo fazia parte de um plano maior de Dumbledore. Deveria ser Severus a mata-lo, Severus protegeria Harry Potter custe o que custasse e Severus Snape estava disposto a cumprir sua promessa. A proteger o filho da mulher que sempre amou, Lily Evans.
Há poucos minutos havia recebido a noticia que Harry Potter estava em Hogwarts, em Hogsmead para ser mais exato. Precisava fazer alguma coisa, precisava fazer algo antes que o tempo acabasse e Potter perdesse a guerra, não poderia deixar que isso acontecesse. Sabia que precisava de ajuda e que a única pessoa que poderia ajuda-lo, era justamente a que menos confiava nele. Sabendo disso, pediu que chamasse Minerva até seu escritório.
— O que quer Snape? — disse a mulher em um tom frio e rude, não era segredo para ninguém que abominava o homem a sua frente, o homem que era um fiel comensal da morte e matou Dumbledore, que confiava tanto em Severo.
— Não espero que me perdoe pela morte de Dumbledore, muito menos que sejamos amigos, mas preciso de sua ajuda Minerva. Se quer salvar o menino Potter, pegue e leve para a penseira, faça como eu pedi. Leve-as e bote o plano em pratica. Quando voltar, Harry aparecerá. Então, você duelará comigo e eu fugirei. Você deve agir como se eu fosse seu inimigo — explicou Severus lentamente.
Minerva não estava entendendo nada, afinal do que Snape falava? Ele era seu inimigo, não era? Matou Dumbledore a sangue frio.
— Mas voce é meu inimigo — ela grunhiu furiosa, levando oito frascos em suas mãos, até a penseira na sala do mesmo. Snape apenas lhe observava cuidadosamente.
Depois de algum tempo, Minerva saiu da penseira com outras perspectivas do atual diretor e fitou Snape admirada:
— Você.... Severo! — ela disse entre admirada e culpada por pensar mal do diretor — Você! Você quer o bem dele, quer salva-lo, nem que para isso... — deixou a frase no ar, vendo Severus lhe fitar serio.
— Eu seja morto... — ele sussurrou para si mesmo, mas a mulher ouviu e entao sorriu agradecida, o fitando com outros olhos — VÁ MINERVA! Temos pouco tempo, logo eu reunirei os alunos exigindo saber de Potter... Eu sei que morrerei, sei que Voldemort achará que a minha varinha é a Varinha das Varinhas, morrerei por Harry. E assim a guerra estará a salva, mas não é justo que tudo tenha sido em vão, tantas mortes... Lily... — disse o homem deixando lagrimas caírem discretamente de seus olhos, fazendo Minerva fita-lo compadecida de seu sofrimento.
— Hermione... — disse Minerva admirada. Severus era esperto, tinha todo um plano.
— Dumbledore não sabe... Ele morreu sem saber, eu não deixaria tantas mortes acontecer, sem um plano para refazer tudo isso, para mudar tudo. Hermione é chave para tudo, ela é inteligente, forte... Saberá passar por tudo isso, ela salvará os que morreram por Harry — disse Severus decidido, tinha um plano e ele tinha que dar certo, pelo bem de Harry e de Lily, a mulher que tanto amou.
— Ela será roubada de sua família, de sua época, será criada em uma época diferente, pais diferentes... E se ela mudar Severo? Não for mais a mesma? Fora que é perigoso, não sabe o que pode acontecer a quem mexe com o tempo... — disse Minerva analisando todas as opções. Admirava a atitude de Severus, mas tinha que pensar em todos os riscos.
— Você acha certo o Harry ser criado pelos piores trouxas que existem? Acha certo ele crescer sem os pais? Minerva, eu assumirei os riscos. Já sou acusado de matar Dumbledore mesmo, mas uma coisa a minha lista de erros não vai fazer a mínima diferença. Você deve me prometer, Hermione crescerá com Euphemia e Fleamont Potter! Sendo a filha mais velha deles. Não se preocupe Hermione será a mesma, só terá o sangue Potter nas veias — explicou Severus e Minerva assentiu entendendo.
— Mas porque logo o James? Porque voce escolheu a família Potter para ela, se sempre odiou James Potter? E porque escolher dar a Hermione como companhia no passado justo a pessoa que ela mais odeia?- perguntou Minerva intrigada.
— Porque a Hermione precisará de alguém que seja o oposto dela e só essa pessoa pode ajuda-la. Hermione não saberá de nada, ela terá uma vida feliz, mas essa pessoa irá ser o anjo da guarda da Hermione, irá cuidar para que Hermione e todos do passado tenham vidas felizes. Somente Hermione e essa pessoa podem mudar tudo. E eu decidi deixar a Hermione como irmã do James, porque como irmã dele, ela pode mudar tudo, agora vá Minerva, não temos tempo. Não se esqueça que você estará levando dois bebes, a Hermione para a casa dos Potter e outro para a casa dos Black. É importante que você deixe esses frascos na cestinha junto com a bebê na casa dos Black — disse Severus e logo Minerva saia dali.
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27 de março de 1957,
Londres, Inglaterra,
Mansão Potter,
Minerva havia deixado a pequena bebê que ajudaria Hermione no futuro, na casa dos Black. Os mesmos pensaram por alguns segundos antes de acolher o pequeno bebê, mas por fim, o pegou. Agora, a mulher se encontrava do lado de fora da Mansão Potter, observando tudo a sua volta. Do lado de fora da casa, dava para se ouvir uma tensa conversa do casal Potter:
— Euphemia... — o marido tentava consolar a esposa, mas não sabia encontrar as palavras certas, a mesma chorava.
— Fleamont — ela disse entre soluços e choros — Nada que voce me diga me acalmará... Nada que voce me diga me acalmará, eu já tenho 57 anos, faz 39 anos que tentamos ter filhos e nada, eu sou podre, só pode ser isso — disse a mulher já chorando, sendo abraçada pelo marido. Minerva não pôde deixar de se solidarizar com o sofrimento da mulher.
— Uma hora conseguiremos, tenha paciência Euphe — disse o homem a chamando por seu apelido carinhoso e lhe depositando um beijo no rosto.
O bebê nos braços de Minerva chorava compulsivamente, estranhando toda aquela situação, por sorte os Potter estavam tao entretidos na conversa que não notaram nada. Então, Minerva apenas deixou o bebê na porta do casal, bateu palmas e aparatou dali.
Euphemia foi atender a porta sem imaginar o que a esperava, ou quem a esperava e quando viu aquele bebê ali parado, chorando compulsivamente e lhe fitando curiosamente, algo em seu coração se acelerou. Afinal, que bebê era aquele? Será que Merlin atendeu seu pedido?
Então, apenas pegou o cesto, trouxe para dentro e leu um envelope preto e o abriu:
Para Euphemia e Fleamont Potter,
Essa menina lhes trará felicidade e esperança. Ela será a esperança de vocês. Sei que não podem ter filhos. Cuidem muito bem dela, pois ela vale ouro. Seu nome é Hermione, Hermione Dulce Potter, a sua esperança.
Daquele dia em diante, Hermione passaria a ser chamada de Hope. Pois era a esperança daquele casal...
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