The Possibility That I Never Considered
8 The show... (The suspence muahaha')
Notas iniciais
- Aposto na ameaça de morte. — Falei, me virando para ele, logo antes de entrarmos na área do palco principal.
- Aposto em uma ameaça de morte dupla. — Ela me desafiou e sorriu de lado.
- SEU IDIOTA, O AMPLIFICADOR ESTÁ AQUI!!! — Caralho, como o Matt é bipolar.
- Eu sei, me lembrei no meio do caminho. — Ele respondeu. Coitado, Matt é um ogro.
- Prefere que eu te atire em uma área fechada de trem em movimento ou que eu coloque um explosivo na sua comida? — Matt macabro entrando em ação.
- Aprendeu comigo, foi? — Perguntei.
- Tenha certeza! -Ele sorriu.
- Ameaça de morte dupla, eu ganhei. — Zacky dessa vez. Nós rimos e ninguém entendeu nada. — Me deve alguma coisa...
Então eles subiram no palco e começaram a ensaiar. Sem perder o momento de ter um monstro para me atacar, resolvi que poderia falar com a daniele. Ela estava sentada perto do palco, mas ele não podia ser visto de lá. Estava sozinha, olhando alguns papéis, provavelmente, algo da banda.
- Daniele!
- Oi, Mel... Posso te chamar assim, não posso?
- Claro que pode. — Sorrimos. — Sim, gata. Eu tenho uma coisinha para te dar. Vai sair hoje á noite? — Ela me olhou assustada. E eu, finalmente, consegui reconstruir a minha fala e ver o que tinha parecido na frase. Então eu comecei a rir. — Calma, calma. Eu não sou lésbica não.
- Ah... Tá... — Ela respondeu, ainda meio assustada. Então eu entreguei para ela uma entrada para uma festa, não muito longe dali. — O que é isso?
- Uma entrada para uma festa que começa uma hora depois que o show deles terminarem. — Falei apontando para os Avengers.
- Porque está me dando?
- Aqueles idiotas do palco compraram um a mais sem querer e me entregaram. — Ela parou por um tempo. — E eu não vou para uma festa, ficar vendo um monte de gente se pegando, para ficar sentada. Além do mais, "papai" não deixaria. — Falei, apontando aspas com as mãos e revirando os olhos.
- Papai?
- Synyster Gates... Ele é o "babá" da banda. — Nós rimos.
- Mas o que me faria ir?
- Quando eu falei "papai não deixaria", me referindo ao Brian, deixei bem claro que ele estaria lá.
- É... E dai? — Ela tentava esconder um sorriso que , eu já tinha percebido.
- Você vai pegar isso daqui, terminar seu trabalho, se arrumar e aparecer lá.
- Porque?
- Olha aqui, Dani. Não é sempre que se tem chance de receber uma entrada para uma festa como essa. Abandone sua calça e seu sapato lindo, e vai lá seduzir o Synyster gates. Ou eu mesma faço isso. — Ela ficou me olhando assustada. — Vai pegar a entrada ou não, amor?
Ela pegou e me agradeceu. Eu sorri para ela, que retribuiu, e saí andando. Sentei-me ao lado de Oliver.
- Melissa... — Ele falou, bem fraco e bem baixo.
- Mel! — Eu falei, olhando ara os papéis qeu tinha tomado da mão de Daniele. — Me chame de Mel. — Agora eu virei para encarar ele.
-Mel... — Eu sorri. — O que entregou para Daniele?
- A entrada para a festa que vai ter hoje á noite...
- Porque deu para ela? Vai perder a chance de ir?
- Ela precisa mais do que eu, acredite. — Falei olhando para o Synyster Gates.
- Ah, claro... — Ele sorriu. — Tem 14 anos, certo?
- Sim... Você tem 15.
- É... — Paramos por um tempo. — Sempre fui muito envergonhado.
- Também sempre fui envergonhada.
- Não é o que parece quando está com eles.
- Já criei um índice de intimadade forte com eles. Mesmo que com tão pouco tempo. Principalmente com o Syn.
- Eu estou precisando de um pouco de intimadade por aqui também. — Nós rimos. — Você se acostuma fácil com eles. Já comigo... Só se acostuma se gostar de ameaças de morte. Mas não se preocupe, eu nunca cumpro.
Ficamos conversando enquanto os meninos ensaiavam. Falamos de como era a minha vida e como era a dele. Por um acaso, não são muito diferentes. O Oliver toca bateria, caralho, ele é todo o tio. E eu, não toco nada... — Sorri para mim mesma — Eu ainda aprenderia a fazer algo da vida. Falamos de escola também. As minhas aulas tinham terminado á três semanas e, por sorte, eu passei direto. Isso que dá ser uma vagabunda... Falamos da banda que gostávamos, além de Avenged. Nada de muito diferente. System, Tokio Hotel. Metallica, Black Veil Brides...
- O que vocês estão conversando? — Johny chega logo no ponto da questão, adoro isso.
- Nada demais. Bandas, passado... — Respondi.
- Estão se dando bem? — Arin chegou logo depois.
- Sim, pelo menos por enquanto. — Eu sou provocante, eu sei disso.
A tarde de ensaio foi bem legal. Quando o ensaio sério acabou, o Oliver ficou tocando bateria com o Arin, o Zacky ficou me ensinando a Tocar guitarra, o Syn e o Jonhy ficaram rindo da minha cara (Com amigos que nem esses, eu não mereço inimigo nem pedindo por um) e o Matt ficou cantando comigo. Já que eu não domino nenhum instrumento mesmo. Até que foi preciso voltar para nos arrumarmos para o show deles. Que eu, sem querer me gabar, poderia ver tão de perto pela primeira vez.
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Como sempre, é só eu me encontrar sozinha que volta tudo de novo. A tristesa, o choro, o masoquismo... Tudo. E eu sabia que não podia perder a hora, então coloquei Na Na Na — My Chemical Romance. Como ficar triste com aquela música? Só um anormal. Bom... Prazer, anormal. Passei um tempo olhando para minhas roupas, como sempre, repassando minha vida. É exatamente isso que eu tenho que parar de fazer. Porque é sempre isso que faz com que eu chore mais uma vez. Como minha mãe poderia ser tão estressada comigo? Falar aquelas coisas? Agir daquela forma, com vergonha de andar do meu lado? Isso é ridículo da parte dela. Isso é um motivo para ela ter vergonha de si mesma, mas essa parte ela não vê. Para! Tenho que passar a noite bem, é o primeiro show que vou assistir depois de conhecer eles.
Escolhi minha roupa e me arrumei. Um short jeans (Como já é, infelizmente, bem normal), sem rasgões dessa vez. Uma camisa branca, lisa. Um All Star preto e branco, de cano (muito) longo. Chegava a té a metade da minha coxa, raramente uso aquele. E um moleton aberto, do Metallica. E eu, sempre com alguma coisa de banda. Uma meia calça, essa toda preta, sem detalhe algum. Minhas pulsei foram abandonadas, não preciso delas com o casaco, está frio mesmo. Cabelos, solts como sempre, sem nada de especial.
Saí do meu quarto e, na salinha que sempre ficávamos, estava apenas o Brian.
- Como se sente sabendo que vai assistir o show da sua banda preferida do palco? — Ele perguntou e eu me sentei ao seu lado.
- Me sinto como se estivesse sonhando. — Eu sorri e olhei para ele, me deitando em seu braço.
- E como se sente sabendo que vai assistir o show da sua banda preferida do palco, ao lado do Oliver? — Ele arqueou uma sombrancelha.
- Sinto que meu melhor amigo é um idiota. — Nós rimos. Óbvio que eu teria que aturar aquilo até o fim dos tempos ao lado de Syn Gates.
- E o que...
- Minha... — Falei em tom alto, cortando a fala dele. — ... vez de te perguntar algo. — Abeixei mais o tom de voz.
- Então tá, autoritária. — Ele brincou.
- O que acha da Daniele?
- De novo essa história, eu nem conheço a mulher.
- Isso não te lembra nada não? — Olhei para ele, com expressão desafiadora e uma sombrancelha arqueada.
- Tá, não precisa usar minhas armas contra mim. — Ele sorriu e parou de me encarar.
- Então na próxima, não entrega o jogo. — Puxei o seu rosto para que ele me encarasse. — Agora olha em meus olhos e me fala o que acha da Daniele.
Então ficamos nos encarando por um tempo e ele começou a rir do nada. Se levantando do sofá e me derrubando. O que fez ele rir mais ainda. Me levantei e sentei no sofá novamente, com cara de nada.
- Do que vocês estão rindo? — E do nada aparece Arin do lado do sofá, me fazendo dar um pulo.
- Ele é um idiota. — Respondi, apontando pro Syn. — E você também. Quer me matar?
Eles começaram a rir novamente e ficaram relembrando tempos que todos ficavam assustando o Arin toda hora. E eu, claro, só escutando e rindo. O que deu tempo suficiente para todos chegarem e irmos ao local do show. E sim, eu tomei os remédios. Eles estavam se preparando e finalmente iriam entrar. Desejei boa sorte para cada um deles e pude escutar todos os gritos que vinham da platéia. Então, parei para rever minha vida mais uma vez.
Uma garota, que não tinha amigos, andava praticamente sozinha. Sem apoio dos pais e de ninguém. Que mentia e estressava psicólogos e psiquiátras. Nossa, eu soi impossível. Tipo, não é normal fazer médicos formados e experiêntes se estressarem feio.Claro que eles não faziam nada contra mim, enfim. A garota que vivia triste pelos cantos e revoltada com quase todos. Apenas com seus fones de ouvido, as vozes de seus cantores favoritos e os instrumentais da banda. Que do nada briga com a mãe e vai andar na rua, sozinha, meia noite, e se perde, quase é estrupada e é salva por... Tá, eu não sei exatamente por quem fui salva. Estranho. Mas quando acordo, estou no ônibus dos Avenged Sevenfold, que por um acaso são da minha banda preferida. E me torna íntima de Synyster Gates, o meu maior ídolo, entre todos. Mas aí tem a recordação de que, a última vez que vi minha mãe, foi em uma briga. Que quando falamos no telefone, foi uma briga também. Nossa, eu nem tinha falado com meu pai. Que tipo e família é essa? Que faz isso com a própria filha e aind...
- MEEEEL! — Fui acordada de meus pensamentos com uma voz... Que eu poderia dizer ser muito doce, mas a voz estava gritando comigo, de doce não tem nada.
- O que? — Eu olhei para o lado, assustada e ele riu de minha cara.
- Estava viajando aí...
- Isso é típico quando se trata de mim. — Sorri.
Passado todo o show, cantando e observando o Oliver batucando no vento (ele é um amor — sorrindo para mim mesma — conto isso pro Syn e ele já pensa outra coisa...), foi um dos melhores dias de minha vida. Mas nenhum se compara ao do dia que os conheci. Afinal, nada se compara ao momento que muitos queriam ter, mas que nem todos conseguem. E que eu consegui. Mas foi um dos melhores dias, da mesma forma. FOi um show muito legal, o Syn começou a rir quando tocaram Scream (Eu não mereço isso).
Enfim, o show acabou e fomos todos para o carro do Matt novemente. Que fôlego, cantar um show inteiro e diregir logo depois. Ele é foda, eu sei.
- Olha aqui, garotinha. Não quero ver você dançando e se agarrando com ninguém na festa! — Syn Gates é um bobo...
- Ah, porque não? — Brinquei. Ele me olhou assustado fingido de sério e eu comecei a rir. — Eu não vou, bobo.
- Como assim não vai? E a entrada? — Johny perguntou.
- A entrada... Eu dei ela para outra pessoa.
- Quem? — Zacky dessa vez. Esse povo que fica revezando pergunta, como se fosse um daqueles seriados infantis onde tinham gêmeos que pensam exatamente iguais.
- Uma mulher... Não se preocupem, eu não fiz besteira.
- Tudo bem, né... ?!! — Matt se pronunciou.
- Não vai contar nem para mim? — Synyster falou baixinho.
- Você vai descobrir, cara. Agora fica quieto. — Eu respondi alto, para todos escutarem. E comecei a rir, junto com todos eles...
Mal sabia Synyster Gates quem encontraria aquela noite. E eu quebro a cara dela se ela não derem pelo menos um beijo naquela festa. Eu quebro a casa dela mesmo.
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