Notas iniciais
Então... Bem pequenininho, eu sei. Talvez ainda estejam chateadas, então eu não respondi reviews, mas li todos e fiquei feliz. E também não vou ficar falando muito aqui.
Mas como já estou com a reputação lá em baixo, vou começar com as milhões de quedas de expectativas. Não queiram me matar, por favor. kkkkkkk'

-- John! -- Exclamou de uma maneira ofegante e como se algo a impedisse de falar direito. O amigo havia jogado-a com muita força na cama, que por sorte era bem macia, e voltado rapidamente para fechar a porta. -- John, o que você está fazendo??

-- Te salvando!

-- Já disse que não tenho mais treze anos de idade, porra. Pode por favor me deixar voltar para aquela porra de festa?

-- Se eu te deixar voltar para aquela porra de festa, tu vai beber aquelas porras de bebidas, vai ficar bêbada para porra e vai voltar a ter a mesma porra de problema que teve a porra da infância! -- Ele aumentava o tom em cada palavrão que exclamava.

Encararam-se. Não que não estivessem se olhando antes, mas se observaram. Ficaram em silêncio alguns minutos. May sentindo-se aflita e magoada por causa do amigo, que jamais havia tradado-a daquela maneira. E ele sabia o quão chateada ela estava. Por isso, não apenas se olhavam, como começaram a se analisar. Ela sabia que ele tinha noção do que tinha feito, que tinha se arrependido.

Os olhinhos dele eram como um livro. Tinha um mistério, que era inteiramente distribuídos em várias dicas a cada página que se passava, mas ela não conseguia juntar e decifrar. Mas sabia que eles estavam alí, que cada detalhe podia contar muito para que conseguisse essa informação, mas não fazia a mínima ideia de porque ele ainda não tinha lhe contado.

-- Olha, me desculpa... -- Depois de uma atitudes daquelas, palavras seriam, provavelmente, muita pouca coisa. Mas as dele bastavam. Alguns segundos depois, escutou-se uma resposta.

-- Tudo bem... -- Sabia que quando ele pedia desculpas, era verdade. Johnny Quase nunca se arrependia do que fazia e se pediu desculpas, sem dúvidas tinha se arrependido. -- Porque fez isso?

-- Fiquei com medo. Com medo de acontecer tudo outra vez.

-- Não, não iria acontecer tudo outra vez. Eu jamais permitiria.

Ele então sentou-se e deitou-se na cama, ao lado da amiga. Abraçando e confortando a mesma, de uma maneira que somente ele tinha conseguido nos últimos dias. Passando uma confiança que toda mulher precisa da sorte de sentir, pelo menos uma vez.

-- Mas eu senti medo. -- Depois a fala do amigo, o medo dele começou a passar pela cabeça dos dois.

Criança apaixonada nunca de fato deu certo. Uma criança mal sabe distinguir o certo do errado, quem dirá o amor de outros fatos, outros sentimentos. Amor que se conhecia pela pequena May era uma idealização baseada nos filmes dramáticos de Hollywood, com tudo aquilo de adultério, bebedeiras, suicídios, dopagens, tanta coisa que não se deve fazer real...

Sem dúvidas, o garoto de olhos verdes tinha pertubado a cabeça da menina e feito-a sonhar que nem boba, com aqueles amores de Paris: Sentar-se em frente a torre Eiffel e falar besteiras, tomando sorvetes coloridos e abraçado, rindo de tudo, beijando. Mal sabia a pequena que uma xícara de café depois de uma noite agitada, que brincar de rir e de ciúmes, que problemas, uma casa simples, muitas outras coisas, constituíam um amor, se o sentimento fosse real.

Mas não era recíproco. E fazia doer, talvez até mais do que doeria se ela já tivesse descoberto o que era o amor, afinal o drama tinha tomado a tua mente, logo as cenas tinham tomado a tua alma. E essa paixão não a permitia crescer espiritualmente. De qualquer fora, já se viu menina de treze anos beber para esquecer problemas de um relacionamento frustrado, que na verdade nem existiu?

Quando pequena, depois de toda a bebedeira, quase tomará todos os remédios que conseguiria encontrar na casa... Ou que desse tempo. Não era o certo, talvez ela nem soubesse que corria risco de vida. Se bem que, uma pessoa de treze anos, já deveria ter pelo menos escutado falar dentro da escola. Passou vergonha, mudou de colégio e havia sido aquela, a última vez que visitará teu primo e aqueles amiguinhos dele.

-- May... -- Ele usava uma voz manhosa para fazê-la parar de pensar, no que ele sabia que ela estava pensando: tanto pelas lágrimas nos olhinhos dela, quanto pela conversa aterior. Se levantou da cama e olhou pela janela. Havia criado a salvação de um problema, tirando-a da festa antes que se embebedasse outra vez, ou havia trazido uma lembrança ruim que ela poderia nem masi recordar direito?

-- Eu não iria fazer nada, John. -- Eis a resposta dele. -- Eu só queria saber como me fazer para me livrar de uma paixão de infância frustrada. Já nem sinto nada por ele, é só uma pertubação que não me deixa em paz...

-- Quer saber o que cura uma paixão? -- Virou-se para olhar os olhos da amiga, por sorte mais baixa, encarando-o curiosos. -- Uma nova paixão. Eis a resposta dela. Eis num beijo, a resposta dela.

O mistério dos olhos dele que sempre se tornavam para pontos diferentes, tudo o que ela não conseguia entender, estava alí entre eles dois e fazia um momento gostoso. Finalmente pararam e se olharam outra vez.

-- Deixa eu te mostrar, pequena. Tu não gosta de mim agora, mas pode começar a gostar depois, se me der uma chance. Somos melhores amigos, já estamos na metade do caminho. Me dá uma chance de te fazer esquecer esse cara de uma vez por todas. Nenhuma garota merece sofrer. Tão pouco uma princesa que nem você.

Calaram-se, beijaram-se. Algo que apesar de um quarto daqueles, tão bem preparado para possiveis ocasiões parecidas, não esquentavam o momento. Apenas aumentava o ar de romântismo. As flores pelo quarto, a decoração clarinha, a cama de solteiro tão grande, que parecia de casal, o champanhe, as frutas e o chocolate. Era tudo romantico demais.

Numa metáfora boba, talvez fosse o fogo alastando-se em cor-de-rosa. Mesmo com mãos passeando, mesmo com cenas pré-criando a imaginação de cada um, tudo era como apenas um abraço. Abraço quente, mas abraço. Deitaram-se juntos na cama. Ao invés de fazer besteira, falaram. De vez em quando se beijavam, se montavam e brincavam de imobilizar. Como duas crianças pequenas, que jogavam vídeo-game juntas ao ficarem sozinhas em casa.

Talvez fosse uma fonte. Toda luz tem uma fonte. Toda onda tem uma fonte. Toda bioquímica e física, interligavam-se por um ponto. Talvez fosse o começo de uma nova paixão mesmo. Talvez ele conseguisse fazê-la esquecer aquilo tudo por um momento. Porque não?

Que num beijo nasce, pétalas de uma rosa, brilho de um luar em noite nublada... Oh pequena, dificultaste parte da lua de aparecer, mas ajudou a outra parte, ao dobro brilhar.

Deveria ser mesmo, alguém muito alto, para conseguir escrever aquilo no teto. Aliás, deveria ter sido muito inteligente também, para conseguir saber que aquilo aconteceria, sem ninguém nem imaginar. E muito estratégico, para escrever com aquela cor de caneta num verde tão florescente, que chegava a doer os olhos. Estratégico...? Como eles não tinham percebido antes?

Notas finais
Uma de vocês já tinha imaginado isso, pois é... Espero que tenha gostado e perdão pela demora, mais uma vez kkkkkk' Beijos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.