The Poison
4 The Long Awake
Notas iniciais
— Ah, deixe-me olhar para você, meu garoto. – A mãe de Thomas o abraçou, sorrindo ao ver Thomas. – Você está lindo, Thommy.
— Mãe, eu sinto muito por tudo o que aconteceu. – Ele podia sentir a intensidade. – Eu não estava perto de você quando você partiu.
— Você está aqui, mesmo que por pouco tempo. – Ela o levou pela praia. – Há alguém que quer ver você.
Thomas olhou para a enseada e viu o homem olhando para ele e seus olhos sorriram com a figura. Ele sentiu que haviam pedidos para que ele acordasse, mas ele precisa ver alguém antes.
— Não podemos garantir que ele não vá codificar de novo. – A médica olhou para a sala. – Mas ele está ao menos estabilizado por hora. Vocês podem voltar para lá.
A médica observou o pessoal indo para o quarto de Thomas e tentou não mostrar nada de desconcertante. Ela jogou a seringa no lixo do lado de fora da porta e limpou as digitais de seus óculos.
O pagamento que Osi Shima havia feito para ela estava muito bem protegido em uma conta nas Bahamas que era para onde a mulher estava se mudando logo depois de sair desse lugar.
— Thomas, você precisa voltar. – Rick começou notando que Juliet e Gordon não haviam voltado. – Eu estou começando a achar que quer dormir mais do que tem dormindo nos últimos anos. Mas amigo, há um monte de gente aqui por você.
Callen caminhou com rapidez pelo corredor do hospital e foi direto para o quarto de seu primo. Sua tez pálida o fez congelar.
— Está tudo bem, querido. – Elisa segurou a mão dele na dela. – Vamos, seu primo precisa de você.
Ele agradeceu a força da esposa, mesmo que ela estivesse cuidando da filha do casal. Entrando no quarto, o sorriso tímido que tinha nos lábios caiu e ele ficou congelado.
— Grisha, você veio. – Pen correu para ele e o abraçou, sendo recompensada com um. – Ele teve uma piora significativa nas últimas horas, codificou e agora está totalmente entubado.
— Como isso aconteceu? – Ele viu Penelope ficar com uma tez pálida própria. – Sente-se.
— Eu vou buscar alguma coisa para você comer, querida. – Luke saiu do quarto, tendo notado que a esposa nem sequer havia comido nada. – Te amo.
Enquanto isso, em uma casa, Juliet terminou de enrolar os punhos e as pernas do homem que criou o veneno para Thomas. Ela evitou brigar ali, sabendo que qualquer coisa que fosse quebrada era um antidoto em potencial.
— Vocês dois não podem fazer isso. – Matt reclamou, sendo encarado por Katsumoto comendo uma das suas barras de proteínas. – Você é policial, pelo amor de Deus.
— Na verdade, hoje eu estou com espectador. – Ele deu um sorriso de escarnio. – E como participante se eu precisar.
— Agora, vamos cortar esse papo todo, Matt. – Juliet segurava uma tesoura de poda afiada. – Osi Shima lhe deu uma ordem. Ele queria um veneno que poderia ser utilizado em um homem muito bom. E eu quero a porra do antidoto.
— E se eu me recusar? – Ele viu Juliet se aproximar e segurar um de seus dedos esticado. – Pare com isso.
— Eu quero o antidoto agora. – Ela colocou a tesoura cada vez mais próxima. – E eu não vou devolver seu dedinho. Vou jogar ele no triturador. CADA. PORRA. DE. DEDO.
Juliet nada tinha a perder. Apenas Magnum e se isso acontecesse, bem, ela também iria se perder.
— Por favor, eu faço qualquer coisa. – Ele a viu tirar a tesoura. – Frasco azul. Com um rótulo de xanax. Osi Shima me pediu quase um litro de veneno, mas disse que não tinha vontade de deixar o homem vivo, mesmo se ele encontrasse o que tinha perdido. Ele daria um jeito.
— O que quer dizer com “daria um jeito”? – Gordon ficou alarmado.
— Ele disse que uma das melhores amigas dele era uma médica e que ele garantiria que ela terminasse o serviço. – Matt sentiu Gordon se levantar com rapidez e agarrar o celular.
— Aqui é o detetive Gordon Katsumoto, eu preciso de uma ordem de prisão. – Ele olhou para Matt, uma pergunta implícita não dita.
—Carmen. Carmen Pachulli. – Matt sabia que ao menos poderia conseguir uma pena leve se cooperasse.
— Carmen Pachulli. – Gordon desligou e olhou para Matt. – Vamos.
Pegando o carro do homem, uma vez que Juliet saiu a toda dirigindo pelas ruas do Havaí para entregar o antidoto, ele deixou o lixo na delegacia e seguiu.
A Dra Carmen viu quando Juliet chegou e tentou de tudo para atrasar, mas a mulher a jogou longe e nem se ligou para perguntar se ela estava bem.
Pegando uma seringa na estação de enfermagem, Juliet literalmente abriu o pote e a encheu, torcendo para trazer seu amor de volta.
Thomas estava olhando calmamente para as ondas, sentindo o carinho de seus pais. Eles haviam tido uma longa conversa sobre os medos dele.
— Sabe, eu acho que amo Juliet. – Ele olhou para os dois. – Só tenho medo que não seja possível voltar.
— Eu sei que a ama e sinceramente, eu a amo como garota. – A mãe dele sorriu. – É por isso que precisa voltar.
— Sua mãe e eu estaremos sempre cuidando de vocês e de todos os bebês se os tiverem. – O pai de Thomas disse. – Então?
— Vou voltar para todos. – Ele os viu desaparecer e Nuzo apareceu, sabendo o que ele queria. – Eu quero voltar, Sebastian. Preciso voltar.
— Minha morte não foi sua culpa, Thommy. – Ele deu um abraço no amigo. – Faça as pazes com seus sentimentos e diga a aquela garota o quanto você a quer. Se estiver pronto, por favor, entre no mar. As ondas vão te levar de volta.
Thomas caminhou e se virou, fazendo a saudação oficial e entrou no mar, sentindo que ele não estava se afogando nele.
Juliet correu para o quarto de Thomas, literalmente puxando Rick de perto e jogando o antidoto direto na corrente sanguínea dele. Ela se virou e bem naquele momento, ela sentiu que precisava sentar.
Pen se levantou, a deixando se deitar na poltrona. Ela olhou para a prima e o primo de Thomas e sorriu, abraçando a jovem de cabelos loiros.
— Eu perguntaria onde andou por dois dias, mas a resposta é clara. – Rick brincou, sorrindo. – Onde Gordon está?
No segundo em que ele terminou de perguntar, a mulher que “cuidava” de Thomas entrou, a arma apontada para eles.
— Ninguém move um musculo ou eu atiro na cabeça da loirinha. – Ela estava mirando para Pen, sabendo que ela era da família de Thomas.
O silencio que ficou na sala foi ensurdecedor.
Thomas sentiu seu corpo responder lentamente, mas o som de uma arma e um tiro o despertou. Ele se preparou para qualquer grito da parte de seus amigos, mas apenas viu a expressão de Katsumoto.
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