The Phantom of Princeton-Plainsboro
13 Cap 13 – The true song, as mountains and lovers, singing in silent.
Notas iniciais
O tempo passou e ninguém nunca mais ouviu os lamentos tristes do fantasma ou precisou temer seus assaltos em corredores no meio da noite. Ele sobrevivia no entanto, na boca das pessoas que eternizavam suas histórias aterrorizantes no meio da madrugada para residentes novatos ou na hora do almoço enquanto discutiam medicina.
Allison Cameron não suportou a ausência dele. Ela simplesmente não podia mais continuar trabalhando ali onde cada cantinho trazia uma parte dele à sua memória. O fato de ter se sentido comprada por Robert Chase contribuiu para sua decisão. Ela também não podia mais continuar com ele. Então ela correu para longe... Outra cidade, outras pessoas, as mesmas lembranças.
Ela sempre acordava no meio da noite, ofegante e apreensiva com seus sonhos vazios. Ela sempre era tomada por uma tristeza sem fim quando olhava ao redor e se via sozinha, no escuro. Lá fora a Lua ainda brilhava alta e dentro dela seu coração dava um salto com a imagem dele, dos olhos dele, mais brilhantes ainda, em sua mente.
Ela levantou da cama depois de ter despertado na madrugada com outro pesadelo e foi até a janela. A cortina balançava ao vento... Ela encostou a testa no vidro... frio. Assoprou e com as pequenas gotículas de vapor que surgiram, ela escreveu com a ponta do dedo: [i]o verdadeiro som, como os das montanhas e dos amantes, cantam em silêncio[/i].
Voltou pra cama e abriu a gaveta da cabeceira. Retirou a rosa que mantinha guardada como uma relíquia por tantos anos e desfolhou suas pétalas gastas. Ela não precisava mais daquelas antigas recordações...
Adormeceu cansada de chorar.
[i] Foi você o companheiro
Nada mais eu tinha
Mais que o pai e mais que o amigo
E eis-me então sozinha
Quem me dera vê-lo uma outra vez
Quem me dera tê-lo aqui
Basta sonhar e acreditar
Que há você ali
Quem me dera ouvir a sua voz
Mas eu sei que nunca mais
Os sonhos meus não trazem dos breus
Seus olhos sem iguais
Tantos anjos, tantos sinos, frio monumento
Pra você que foi somente, puro sentimento
O que eu chorei, quanto eu lutei
A dor não passa mais
Quem me dera vê-lo uma outra vez
Mas agora é só adeus
Me dê a mão e o seu perdão
Que ilumina os breus
Não mais lágrimas, não mais solidão
Não mais culpa, me ensine essa lição
Que é dizer adeus[/i]
Quando ela abriu os olhos suas lágrimas da noite passada já haviam secado por completo. Allison tinha um sorriso no rosto pela primeira vez desde que tudo aconteceu... Foi o sonho mais perfeito que tivera.
Ele a encontrava... segurava suas mãos nas dele e a beijava enquanto repetia que estava cansado de se esconder e de ficar tão sozinho. Jurava seu amor em forma de canção e entregava a ela uma rosa vermelha, viva e única, assim como era o sentimento entre eles.
Cameron focalizou a vista na janela em frente a cama. Lá fora o Sol iluminava tudo e seus raios entravam fracos, espalhados no chão do quarto. Ela notou que a janela estava meio aberta. Lembrava-se de tê-la fechado antes de dormir. Chegou mais perto e distinguiu o quase invisível resquício de sua mensagem no vidro. Observou atentamente... Não podia estar ainda sonhando, estava ali, no parapeito da janela, uma rosa como a do sonho!
Ela segurou delicadamente entre as mãos, acariciou suas pétalas e sentiu seu perfume. Olhou para fora, para a cidade que se estendia além de sua visão e teve a certeza... ele estaria por perto para onde quer que fosse.
FIM!
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