The Phantom of Princeton-Plainsboro
1 Cap 1 – Learn to be lonely
Notas iniciais
Uma melodia hipnotizante podia ser ouvida nos corredores do antigo Hospital Escola de Princeton-Plainsboro. Suas paredes brancas já gastas pelo tempo, seu teto alto e seu assoalho lustroso tinham o tempo e as marcas de anos de funcionamento como um dos mais conceituados centros médicos de New Jersey.
A música conhecida foi ouvida além das paredes de portas fechadas do consultório da conhecida e respeitada administradora do hospital: Dra. Lisa Cuddy. Seu nome estampado numa placa de bronze na entrada de sua sala tremeu ao som da bengala que batia constantemente no chão frio do corredor.
[i] So laugh in your loneliness
Child of the wilderness
Learn to be lonely
Learn how to love life that is lived alone
Learn to be lonely
Life can be lived
Life can be loved
Alone.[/i]
- Não! De novo ele, não!
Ela largou a caneta que segurava na mão agora trêmula e deixou cair o rosto nas palmas. Suas feições cansadas denunciavam à repetição daquele ritual todas as noites, geralmente tarde da noite, quando os pacientes encontravam-se reclusos em seus quarto, carregando em silêncio cada um a sua própria cruz, assim como ele arrastava a sua com lamentação, num grito cantado e inconformado.
Ele não se habituara à própria solidão.
O baque surdo a fez levantar os olhos para frente, em direção a porta ainda trancada. Um tremor percorreu-lhe a espinha agora ereta em sua cadeira de encosto elevado, eriçando os pêlos de seu braço e de sua nuca.
- Chega! Porque não pára com isso? Não vê que seu lugar não é mais aqui!
A porta abriu-se sem explicação trazendo para dentro um vento frio vindo de não se sabe onde.
Lisa Cuddy levantou-se depressa e contornou sua mesa num ímpeto de coragem que a conduziu até a evidência da entrada de alguém que não podia... que não queria ser visto.
Ela segurou a maçaneta e olhou para fora, para o longo caminho de consultórios do terceiro andar. Estava escuro, exceto pela luz que vinha da janela ao fundo, trazendo um pouco da claridade de fora.
Algo passou por ela que a fez tremer.
Seus olhos bem abertos e suas pálpebras tremeluzentes anunciavam que a coragem a tinha abandonado ali, à própria sorte. Os lábios entreabriram-se num desesperado sussurrar.
- É você, não é?
Uma gargalhada foi a resposta. Um som já ouvido por ela antes, muitas noites antes daquela. Repetindo a mesma reação das outras vezes, ela recolheu suas coisas com pressa, trancou a porta com um ruído surdo e correu o mais rápido que pôde com seus saltos altos em direção ao elevador.
Uma prece no caminho se misturava a canção entoada que ficava para trás.
[i] So laugh in your loneliness
Child of the wilderness
Learn to be lonely
Learn how to love life that is lived alone
Learn to be lonely
Life can be lived
Life can be loved
Alone.[/i]
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