The Phantom Punks: Os Dois Lados
4 Em Apuros
Já era quase meio dia quando chegaram à estação de Saint Shien, os quatro estavam parados na frente de um grande mapa, tentando descobrir qual era o melhor caminho para chegar a Hiosaka.
– Deveríamos ir pela ponte, chegaríamos lá à tarde. – Elzo apontava para uma pequena marcação de ponte do lado da cidade.
– Mas não acha que iriamos demorar muito pra chegar, sem dizer que só se chega a Hiosaka a pé. – Tatsume traçava com o dedo uma linha imaginaria da estação até a ponte, mostrando o quão longe ela ficava.
– Sim, mas quais outros caminhos poderiam fazer? Pelas montanhas talvez? – Koji agora também se colocava na conversa, e apontava para as montanhas que dividiam a cidade.
– Também fica longe maninho, e se for para atravessar as montanhas prefiro ir pela ponte, da menos trabalho.
– Tatsume tem razão, melhor irmos pela minha ideia, não é Ishida?
– Para falar a verdade eu preferiria ir pela floresta, é um caminho longe, porém é mais próximo e também o caminho mais rápido para irmos. – Ishida apontava para uma região a esquerda do mapa, oposta a ponte, onde uma grande floresta ficava.
– Mas dizem que ela é perigosa, por que deveríamos ir por ai? – Ezlo retrucava, não queria ter q seguir por outro caminho.
– Sim a floresta pode ter lá seus perigos, mas a uma estrada segura que atravessa ela, por uma parte dela que fica afastada do centro e da parte mais densa. – Tasume, coloca o dedo sobre uma pequena estrada que cortava a flores, ela era longa, porém ficava bem na ponta da floresta rodeando assim as montanhas.
– Sim, o mano tem razão, aqui diz que a estrada que passa pela floresta foi feita na área mais segura, os únicos perigos são algumas aves que possam a vir roupar mantimentos e cães selvagens que costumam a derrubar alguns viajantes quando estão com medo.
– Bem vocês que decidem, por mim prefiro seguir minha ideia de ir pela ponte, mas irei pela floresta se acharem melhor.
– Bom eu quero ir pela floresta, não estou a fim de andar muito. – Tatsume agora se mostrava decidido e já dava as costas para o mapa.
– Vou com meu irmão, já que não tem caminho mais curto, vamos pela floresta.
– Bom eu vou por mim e vou pela floresta, já que são três contra um, então vamos pela floresta. – Ishida sorria, via que sua ideia fora aceita por seus amigos, embora Ezlo não parecesse feliz.
– Ok, já que é assim, melhor irmos logo, já estou ficando com fome. – Ezlo parecia irritado, não gostava de pegar caminhos muito arriscados, mas não via outra opção.
Todos pegavam suas bolças, e saiam da estação, seguiam pela esquerda em direção a floresta. Enquanto andavam admiravam a cidade, ela era grande, e bem bonita, as casas eram todas brancas, a maioria era coberta por videiras, outras decoradas com flores, a brisa leve amenizava o calor que fazia àquela hora, as ruas eram em paralelepípedo e as calçadas em ladrilhos coloridos. As pessoas caminhavam tranquilas em meio a poucos carros e carruagens que passavam pelas ruas.
Demoraram cerca de 40 minutos para chegar à floresta, eles pararam para ler uma enorme placa que estava ao lado da estrada de terra que adentrava floresta adentro.
“Floresta HeartGuard, domínio da cidade de Saint Shien, para aqueles que vão entrar nela pedimos para que siga pela estrada, a floresta HeartGuard contém alguns animais e feras que atacam ao se sentirem ameaçadas. Cuidado, se for entrar na floresta não seguir muito longe, pois poderá se perder.”
Todos se olhavam, mas estavam certos de ir por ali, então entraram na floresta e seguiram seu caminho para Hiosaka.
...
Na guilda estava tudo tranquilo, Sander estava a andar pelos corredores, o local não estava cheio, já que a maioria dos membros estava em missão, os poucos membros que ali estavam, se preparavam para partir ou haviam acabado de chegar, enquanto andava ouviu ao longe alguém chamar por ele.
– Senhor Sander, Senhor Sander, temos um problema.
A voz vinha das escadas, ele foi até lá e reconheceu a voz, era de Kaya que vinha correndo pelas escadas a seu encontro. Ela parecia nervosa e preocupada, sua pressa era tanta que ela acabou tropeçando e caindo de joelhos nos degraus, Sander foi até ela atônito, foi quando a noticia que ela deu fez com que ele se assustasse.
– Os irmãos Takeshi e Ezlo se perderam na floresta HeartGuard, Ishida mandou um recado avisando. – Ela estendia o papel para ele, a carta magica – um papel feito de material encantado aonde mensagens escritas pelas penas de fênix, aparecem nelas – estava um pouco amassada, e as letras tremulas dificultavam o entendimento.
“Senhor Sander, eu e os outros estávamos andando pela estrada que corta a floresta, quando Tasume e Koji pararam para amarrar o cadarço do tênis de Tasume, eu seguia a frente, e parei a alguns metros deles, Koji ajudava o irmão com o sapato e Ezlo segurava a jaqueta de Koji quando um cão selvagem passou correndo e agarrou a jaqueta, derrubando Ezlo e levando a jaqueta de sua mão, os três entraram correndo na floresta seguindo o cachorro, tentei impedir e avisa-los, mas os perdi de vista, demorei a achar o caminho, segui até Hiosaka pensando que eles estavam por lá, mas não os encontrei, procurei pela floresta, mas também não os achei, estou preocupado, peso que envie ajuda antes que algo aconteça a eles.”
– Essa não, como isso aconteceu, o que faremos agora Kaya?
– Não sei senhor, deveríamos mandar alguém não acha, eles devem estar em perigo.
– Mas quem poderíamos mandar, a maioria dos membros aqui não conhecem aquela região direito.
– Eu poderia ir senhor Sander, conheço aquela área,
– Não, não deixarei que vá sozinha, temos que mandar mais gente.
Sander e Kaya desciam as escadas correndo, sabiam que o tempo estava passando e a vida dos irmãos Takeshi e de Ezlo estavam em perigo, ao chegarem ao salão, notaram que mais três membros haviam chegado, foi quando uma luz se acendeu para Sander e ele disse a Kaya.
– Já sei quem ira com você salvar os três.
...
Perdidos na floresta Tasume, Koji e Ezlo andavam sem rumo tentando achar o caminho, já havia se passado algumas horas, eles conseguiram recuperar a jaqueta de Koji, porém não sabiam mais onde estavam, nem por aonde vieram, estavam todos assustados e cansados de andar, seu maior medo era de que estivessem ido longe demais.
– Droga, e agora o que vamos fazer para voltar, não deveríamos ter vindo atrás de minha jaqueta, ela não era importante.
– Pois é maninho concordo, mas agimos por impulso, estou preocupado é com Ishida, sera que percebeu o que fizemos?
– Percebeu sim, depois que me levantei e corri atrás de vocês dois, o ouvi gritar pela gente, e quando virei ele vinha em nossa direção, ouvi falar para não entrarmos, mas estava preocupado com vocês dois e resolvi seguir, acho que ele deve ter se perdido também. Sabia que deveríamos ter ido pela ponte, estaríamos seguros agora e já estaríamos em Hiosaka.
– Agora já foi né Ezlo, a única coisa que podemos fazer agora é tentar sair daqui antes que algo aconteça com a gente, pelo menos conseguimos recuperar a jaqueta de Koji.
– Eu já estou cansado, por que não paramos uns minutos para tentarmos descobrir por onde seguir, andar sem rumo não está ajudando e seu irmão também estar cansado Tasume.
Ezlo estava certo, Koji já não aguentava mais andar, correu muito e ainda teve que lutar contar o cachorro que fez cabo de guerra com sua jaqueta. Os três viram a sua frente uma enorme clareira, e então pararam, sentara-se sobre algumas pedras, tiraram das bolsas algumas garrafas de agua e beberam, ficaram ali pelo menos uns 5 minutos, quanto decidiram se levantar e partir, algo chamou sua atenção. Um rugido enorme pode ser ouvido pela floresta, o coração deles começou a bater mais forte, as passadas rápidas e pesadas pareciam ecoar por todos os lados, algo estava indo na direção deles, assustados ficaram de costas um para o outro, olhando em todas as direções, Koji foi o primeiro a ver algo, viu um vulto enorme correr rapidamente até eles, ele gritou e apontou, Tatsume e Ezlo olharam e também viram o vulto que aumentava mais à medida que se aproximava, o chão tremia e eles podiam ouvir os barulhos de madeira caindo e de pancadas nas arvores, foi quando o vulto pulou tão alto que a luz do sol atrapalhou a visão dos três, porém perceberam que aquilo havia saltado sobre eles. O barulho do animal caindo sobre o chão foi enorme, o chão tremeu e os três se esforçaram para não cair, olhavam atônitos a imagem que se formava diante da poeira, uma enorme fera, se formava diante deles, de pelos marrons e rabo curto estava de costas, todos prenderam a respiração e ficaram imóveis, imploraram para que aquilo não virassem para eles, porém o barulho que um galho caindo atrás deles fez com que a fera virassem, e notasse a presença deles.
O ser era realmente enorme, tinha um focinho alongado e pressas saltando da boca, suas garras compridas e afiadas causavam buracos na terra, em volta de seu pescoço o pelo marrom era mais cumprido seus olhos vermelhos era ameaçadores. Já não sabiam mais o que fazer, andavam para trás bem devagar, não queriam fazer movimentos bruscos, sabiam que qualquer movimento errado e era o fim, pensaram em um ataque rápido que distraísse a fera e desse tempo para a fuga, foi quando algo chamou a atenção do monstro, passos rápidos podiam ser ouvidos ao longe, uma forte rajada de vento começava a circular pelo local, os três queriam olhar para trás e ver quem era, mas não podiam, a fera voltara a olhar para eles, foi quando ouviram algo saltar, uma sobra apareceu sobre eles e uma voz feminina bem forte gritava.
– Sai de baixo que lá que vem bomba!
A silhueta esguia acertava a fera com tanta força que a lançava para longe, do chão uma enorme mão feita de terra e areia aparecia e prendia a fera que se debatia enquanto recuperava os sentidos. A mulher caia em pé sobre eles, segurava nas mãos uma enorme marreta que deveria ser quase do tamanho dela, outro rapaz também surgia, ele era enorme e muito forte, os dois pararam na frente deles e ficaram encarando a fera, foi quando Kaya surgiu atrás deles flutuando com o poder do vento.
– Meninos vocês estão bem?
– Kaya, você está aqui? Nós estamos bem obrigado graças a você e a eles... – Ezlo estava aliviado, esperava encontrar Ishida, mas a presença de Kaya era reconfortante.
– Bem acho que a ferinha ali não vai mais incomodar. Ainda bem que chegamos a tempo. – A mulher misteriosa virava-se para eles, sua marreta desaparecia de suas mãos, ela era bonita, de cabelos roxos e azuis, olhos tão verdes que pareciam ter luz própria, ela era morena, usava camiseta branca e um espartilho preta, calças azul marinho e bota preta bem comprida.
– Concordo Iza, acho que esse ai já era, vamos sair logo daqui, Kaya vamos não sei quanto tempo à mão aguenta. – Agora era o rapaz que falava, sua voz um pouco rouca e bem forte assustava os irmãos. Ele vestia camiseta branca bem justa uma blusa de maga curta verme militar e calça de moletom com varias fivelas e cintos.
Kaya com um simples movimento de mãos vez com que os ventos fossem à direção deles, fazendo com que todos ali flutuassem, uma raja os lançou para frente, rapidamente eles foram voando por entre as arvores, em poucos minutos chegaram a estrada. Kaya colocou todos no chão novamente, foi quando a jovem estranha se apresentou.
– Agora que estamos todos seguros, podemos nos apresentar com calma. Sou Izanami Kishi, maga invocadora de armas e de magia ancestral. O grandalhão ali é Paul Hidan mago controlador de magia elemental de Terra. Também somos magos da guilda Phantom Punk – A agora Isanami se curvava gentilmente para, eles os cumprimentando, depois apontava para Paul que estava arrumando os cabelos bagunçados pela rajada de vento.
– Oi, é um prazer conhece-los novatos, desculpem por não cumprimenta-los, meu cabelo estão me incomodando, esqueci de passar algo nele para que não bagunçassem assim.
– Tudo, bem também é um prazer conhece-los, sou Ezlo Sakamoto, estes são os irmãos Takeshi, Tasume o mais velho e Koji o mais novo. – Ezlo era quem vazia as apresentação, já que os irmãos Takishi também arrumavam os cabelos.
– Bem já que agora todos já se conhecem, melhor levar eles até Hiosaka já que Ishida esta lá com Saizo. — Kaya sorria para todos, logo ela começava a caminhar.
Izanami a seguia, Ezlo e os irmãos iam atrás delas, já Paul ia por ultimo, todos seguiam juntos, conversaram um pouco durante o percurso. Era estranho ver como Izanami, Paul e Kaya não estavam abalados como Ezlo e os Takeshi, Koji pensava que eles já deviam ser bem experientes e que situações como aquelas já deveriam ser habituais para eles, Tasume já pensava que era pela força, já que deveriam ser muito fortes e não se intimidavam com qualquer coisa já Ezlo pensava que a coragem deles era maior do que o medo.
Após meia hora de caminhada eles chegaram ao fim da floresta, havia uma placa felicitanto-os pela travessia e sobre ela Ishida estava sentado ao lado de um rapaz caro, de camiseta preta, colete verde short e botas. Ishida sorria ao ver os irmãos, porém seu sorriso se foi ao ver Izanami ali com eles, ele se levantava rapidamente e tentava disfarçar.
– Que bom que estão bem, fique preocupado com vocês. – Ishida tentava se mostrar feliz e aliviado, embora a presença de Izanami ali o assustasse muito.
– É graças a Izanami, Paul e a Kaya, todos nós estamos bem. – Koji inocentemente não notou o desconforto em Ishida.
– Que bom, vejo que também conseguiram recuperar sua jaqueta.
– Você é um irresponsável em Ishida, como é que você deixa algo assim acontecer? Se não fosse pela gente eles poderiam ter morrido. Ainda bem que chegamos a tempo. – Paul falava de forma séria, embora sua expressão mostrasse que ele estava bem despreocupado com tudo.
– Eu não consegui avisa-los a tempo, os perdi de vista.
– Você é um idiota isso sim, poderia te bater agora se não fosse pelo deles estarem bem. — A voz de Izanami soava de forma rígida e para Ishida era como se ela se tornasse sua carrasca. – Caramba em Ishida você não da uma dentro, parece que toda missão que você faz alguém tem que se perder, da próxima vez, vê se presta atenção mais nas coisas Imbecil.
– Desculpa Izanami, sei que fui irresponsável, mas não achei que algo assim aconteceria, prometo que vou tomar mais cuidado, eu juro! – Ishida faltou se ajoelhar para Izanami, o medo em suas palavras era evidentes, ele estava assustado e arrependido.
– Tá, tá não tenta se explicar calado você se defende mais. Bom novatos, antes de irmos vou apresentar meu primo Saizo mago invocador e controlador de armas, ele é o filho do meu tio Sander. – Izanami estava de certo modo irritada, porém se controlava e apresentava o rapaz que estava acompanhando Ishida.
– Oi, oi, meu pai falou que vocês são bons, boa sorte na missão, melhor irmos embora logo, lembre-se que o vovô esta nos esperando em casa Isa.
– Verdade, e ainda temos aquela missão pra fazer pro meu pai. Paul e Kaya vocês vão ficar aqui ou vão conosco?
– Nós vamos também, eu vim apenas pelos garotos, tenho uma missão pra fazer e ainda tenho que pegar meu quimono e meus leques com minha mãe.
– Eu ainda tenho que entregar minha missão, e também tenho que passar em casa e ver como estão as coisas, deve estar cheia de pó.
– Bem então melhor nós também seguirmos viagem né pessoal, temos uma missão pra fazer, melhor irmos andando. – Ezlo tentava acalmar Ishida, e também tentava esquecer o que havia passado.
Todos se despediam, Kaya e os outros três voltaram pela floresta, antes de entraram, acenaram para os rapazes, logo em seguida desapareciam por entre as arvores. Os quatro amigos agora retomavam seu caminho rumo a Hiosaka, já podiam vê-la ao longe, faltava apenas alguns minutos para começarem sua missão.
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