The Phantom Lady

1 A Historic Love


Notas iniciais
Na verdade, eu meio que me baseei para escrever essa One-shot em outra estória que eu li sobre Anne Boleyn e Henry VIII, mas a ideia não vinha... Até que veio! Hahahaha

Meu vestido de veludo dourado dançava como raios de Sol enquanto eu corria por aqueles incansáveis corredores. E ele estava atrás de mim. Ele sempre corria atrás de mim.

Meu peito parecia arder em chamas, embora eu soubesse que não estava nem um pouco cansada. Era esse jogo. Caçar e ser caçada. A emoção de escapar da pessoa amada e esperar ela te alcançar só para fugir outra vez. Éramos tão bons nisso.

Meus sapatos deslizavam pelo chão de madeira enquanto eu ouvia seus passos logo atrás de mim, pesados e impacientes.

Eu virei a cabeça ligeiramente sobre o ombro e tive um deslumbre do brilho dourado de suas roupas mais perto do que eu gostaria, e apertei o passo. Ouvi sua gargalhada brincalhona enquanto ele também acelerava para me acompanhar. Ele sabia exatamente o que eu estava fazendo.

– Anne... – Ele cantou com cada sílaba do meu nome. Eu costumava amar ouvi-lo dizer o meu nome, as coisas que mais amava em mim, dizer o quanto me amava. Diga que me ama outra vez, Henry...

Os quadros e as janelas grandes e altas se tornaram um borrão enquanto eu passava por elas. Apoiei a mãos na parede para fazer a última curva e tive uma vista rápida do meu amado sorrindo para mim. Ah, aquele sorriso... Era o que costumava melhorar o meu dia todas as manhãs. Até que ele decidiu direcioná-lo para outra pessoa.

Quando me dei conta, estava num grande salão de festa, com janelas grandes com cortinas esvoaçantes e o teto repleto de candelabros apagados.

Finalmente desisti de correr e deixei ele me alcançar, segurando forte em minha cintura por trás. Ele estava sorrindo, eu podia sentir seu peito vibrando contra as minhas costas.

– Te peguei... – Ele sussurrou, sua voz melódica e doce como mel.

Fechei os olhos por um segundo e virei a cabeça lentamente em sua direção, sentindo seu hálito quente acariciar a minha pele.

Henry... Eu senti tanto a sua falta meu querido...

Com uma mão, ele afastou o cabelo do meu pescoço e começou a distribuir beijos ao longo dele, depois no início de minha clavícula e de volta para o meu pescoço. Seus lábios quentes deixavam rastros por toda a minha pele. Oh meu Deus...

''Seu pescoço... Eu amo o seu pescoço. '' Era o que ele costumava dizer. Sim, Henry... Eu sei o quanto você ama.

Estava tão inerte naquela carícia que quando me dei conta, seus lábios estavam colados ao meu ouvido, puxando delicadamente meu lóbulo com os dentes.

– Eu te amarei para sempre, Anne Boleyn... – Ele não se lembrava, ele não se lembrava de absolutamente nada. Mas porque ele lembraria? Essas são minhas memórias e não as dele. Esse é o Henry que eu amei, e não ele de verdade.

Eu abri um sorriso de ponta a ponta e antes que ele pudesse sussurrar mais alguma coisa, eu me desvencilhei de seus braços e comecei a rodopiar no chão liso, levantando a saia do meu vestido em ondas junto comigo. Ele me olhava com os olhos brilhando e um leve sorriso de canto. Ele estava orgulhoso de mim. Eu era sua obra-prima em exposição, e não iria fazer feio.

Eu continuei rodopiando, e rodopiando, e rodopiando...

E de repente sinto suas mãos em mim, me segurando de frente para ele pela minha cintura. Ele me olha nos olhos, e eu quase consigo enxergar a mim mesma naquelas íris azuis. Tanto amor, admiração, carinho.

Eram nessas horas que eu me esquecia de que ele era o rei e eu apenas uma dama, quem possuía o coração de Sua Majestade nas mãos. Eram nesses pequenos e raros momentos quando ele era apenas Henry e eu apenas Anne, e eu não trocaria esses momentos nem por todas as coroas do mundo.

Eu sei que daqui a pouco essa lembrança irá se desfazer e ruir como água, que tudo voltará a ficar escuro, frio e vazio, mas não me importo de olhar para aqueles olhos tão perfeitos só por mais alguns minutos.

E é quando ele me beija.

Primeiro um toque suave, depois ele investiu mais pressão e ardor contra meus lábios inchados, lembrando-me das noites calorosas que passamos juntos há muito tempo.

Não quero que isso acabe... Não quero me separar de você... Não quero que essa lembrança termine... Não quero, não quero...

Por que você fez isso, Henry?

Por que você teve que fazer isso?

Éramos tão perfeitos um para o outro.

Oh sim... Tão perfeitos.

Notas finais
Sabem aquela pessoa assistindo episódio de série na frente do computador e chorando até não poder mais? Então, essa sou eu assistindo a segunda temporada de The Tudors :) (entendedores entenderão). Enfim, gostaram? Querem comentar? Favoritar? Recomendar? Eu não me importaria nem um pouquinho...
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!