The Perfect Time
1 Prólogo
Prólogo
Moscou, Rússia. 30 de dezembro de 1991.
As ruas da grande capital russa estavam tomadas de euforia. A poderosa União Soviética estava em colapso após a Guerra Fria e Gorbachev tentar tomar a cidade. A neve caia enquanto passos de uma adolescente eram silenciados pelos atos a favor e contra o governo. Em suas mãos estava uma pistola Strizh, famosa por ser do exército russo. Seus pés doíam pelo forte frio e seu queixo tremia. Homens com o uniforme da famosa KGB estavam atrás da mulher de cabelos cor de cobre e olhos escuros. Pareciam irritados, queriam encontrar ela a todo custo.
A garota que usara o pseudônimo de Martina Karamilianov entrou em um velho galpão abandonado, onde guardavam carros velhos. Martina caminhava em passos lentos e cuidados, totalmente atenta a qualquer movimentação. Ela fora treinada por uma organização terrorista denominada Independece Knights cujo propósito era iluminar todas as nações. Mas não era bem assim.
Martina após anos e anos convivendo com essa organização descobriu o real propósito e o motivo pelo qual recrutaram ela. O IK desejava iluminar as nações usando um forte e poderoso armamento: O poder dela.
As portas do galpão se abriram, e os homens com uniformes da KGB entraram no local com suas armas e lanternas. Martina engatilhou sua Strizh, observando-os por uma pequena abertura entre duas pilhas de carros velhos. Sua respiração estava pesada, mas ela não fazia nenhum barulho. Os homens tiraram de seus bolsos uma câmera de visão de calor, e a mulher arregalou os olhos. Aquela tecnologia era muito avançada para a época, e seu maior temor tinha sido confirmado. Não era a KGB atrás dela. Mas a organização na qual ela traiu. Seu relógio emitiu um alarme e ela xingou baixo. O som ecoava por todo local, e os soldados atiraram na direção de onde vinha o som. As balas dos poderosos fuzis perfuraram a parede que estava a 4 metros de distância, causando fortes danos na construção.
– Acabamos com aquela vadia, Professor. – Comentou o homem alto de cabelos loiros curtos com um pequeno celular. Ele tinha uma enorme cicatriz em seu rosto abaixo do olho direito, olhos verde escuros e jamais sorria. Ele era forte, diferente do seu parceiro magricela.
– Excelente, guerreiros. Agora vamos...
A voz foi interrompida por um tiro que atravessou o aparelho e a mão do soldado forte. Um riso feminino tomou conta da sala, e Martina apareceu atrás deles:
– Acabaram? Acho que não.
Ela deu um chute na altura do joelho do magricela e o golpeou com uma coronhada na cara. O soldado que fora baleado começou a disparar na direção da mulher, que usou o magricela como escudo e disparou mais um tiro, dessa vez no ombro do loiro. A bala pegou de raspão e atingiu uma janela escura de tanta poeira. O homem tirou a parte de cima do seu colete e jogou a arma no chão.
– Você traiu a organização errada, sua puta desgraçada. – Gritou o soldado, puxando uma faca cuja lâmina brilhava mesmo com a má iluminação do local.
– Ora, eu não era uma vadia? – Ironizou, atirando nos joelhos do homem, que caiu gritando de dor: — Quero que deixe um recado para o Professor.
Ela caminhou para perto do homem e colocou a pistola no seu rosto, mantendo o dedo no gatilho:
– Eu vou pegá-lo.
O estalo ecoou por todo o local, incluindo fora dele. O soldado loiro estava morto, e sua cabeça estava despedaçada pela força do tiro. O sangue espirrou na camisa branca rasgada da ruiva acobreada, que fez uma leve careta. Sirenes de carros de polícia estavam na porta do local, mas quando os policiais abriram a porta, ela havia ido embora, e deixado os corpos no chão.
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