Notas iniciais
Olá o/ Primeiramente, gostaria de dizer que o capítulo já estava pronto há algum tempo (pouco mais de uma semana, se u não me engano). Espero que não tenham pensado que eu abandonei a fic (e não posso culpá-los, caso tenham pensado). Sendo que, dessa vez, fiz uma coisa que raramente faço (que costumava fazer, mas não tenho feito) : Escrevi primeiro no caderno. E só hoje pude digitar, dadas certas circunstâncias. Eu até tive uma ideia meio louca de fazer um tumblr pra fic. Talvez postar alguns dos meus desenhos, tirar algumas dúvidas, dar um spoiler básico ou liberar alguns "pedaços" do capítulo (ou extras). Talvez até mesmo liberar informações; mas no fim deixei a ideia de lado. Não tenho muita certeza. Então... o capítulo foi escrito sob certa pressão (e pressa), graças à... basicamente, escola. Mas eu tentei o melhor que pude. Eu sei que já agradeci, mas obrigada mesmo pela recomendação, Victor! Então, sem mais delonga, espero que gostem. Boa leitura.

Quando a primeira onda voou em sua direção, o albino pensou ter alguma chance de escapar. Restabelecendo o equilíbrio e ajustando a posição dos joelhos, ele desviou — aterrissando numa parede próxima, numa forte colisão que, provavelmente, fraturou seu ombro.

Trincando os dentes num rugido silencioso, ele intentou ficar de pé — apoiando a mão na parede e forçando suas pernas a reagirem. Antes que uma nova série de ondas pudesse atingi-lo, usou parte do impulso para se forçar para dentro de uma janela aberta.

E foi então que a parede despencou, o reboco recaindo sobre ele enquanto seu corpo, miseravelmente, se debatia no que pareceu o início de um movimento.

Por um instante, a figura esbelta da garota não se moveu. Os punhos cerrados foram envoltos num brilho azulado, e, conforme as sombras emergiam da terra para devorá-la, seus passos tornavam-se cada vez mais firmes.

Num movimento breve, ela ergueu a mão, mirando o monte de rochas.

Sem um segundo pensamento, atirou.

Três.

Quatro. Cinco. Seis. Sete. — A cada tiro, uma nova gargalhada, o corpo se meneando em inquietação e lágrimas negras escorrendo das orbes igualmente tingidas.

A marca registrada da insanidade.

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— Ei, otário!

Saori abriu a boca e esticou a língua, resmungando séries de xingamentos e palavrões a cada nova investida . Sem muita sorte, colidiu com um dos guardas, ainda tentando escapar do primeiro.

Se preparou para os socos e chutes que seguiriam — fechando os olhos quando a luz dourada a atingiu, novamente lançando-a contra a parede.

— Desgraçados... — amaldiçoou com o pouco de oxigênio restante, limpando o sangue dos lábios com a lateral da mão.

Ofegante, se pôs sobre os joelhos e esticou os braços paralelamente ao corpo, arfando a cada palavra murmurada. Fazendo uma rápida varredura com o olhar, deixou a energia fluir pelas veias, sentindo a ardência da fumaça consumir os pulmões — um círculo marrom, emoldurado por símbolos desconhecidos, se formando a partir da palma da mãos.

Estava do lado de fora do que — há poucos minutos atrás — foi o respeitável instituto algum-nome-estranho. Não apenas a mais respeitável instituição do lugar, como, de fato, a única.

Suspeito — muito suspeito.

Como se não bastasse ter sido encarregada do que, em sua não tão humilde opinião, foi a pior das tarefas, um grupo de seguranças armados com lanças, espadas e armas que quase tinha medo de saber o nome, aguardavam na saída — como verdadeiros cavalheiros.

Saori odiava cavalheiros.

Com seus sorrisos galanteadores; buquês de flores; gestos calculadamente teatrais e palavras excessivamente açucaradas, não faziam mais que irritá-la.

Cavalheiros meu traseiro. — ela pensou, abrindo um sorriso um tanto sádico quanto nada discreto, destacando os dentes amarelados na boca ensanguentada.

Sem mais palavras, recostou as costas sobre as ruínas e observou a onda de rochas varrer o caminho.

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Depois de ficar, pelo que pareceu uma eternidade, sentados de frente à uma fogueira ambulante, Aron e Yano finalmente mudaram a tática.

Seu novo plano envolvia vagar sem rumo ou discrição através do cobertor de fumaça, acolhendo a escuridão e a neblina que se unia à ela — na esperança de encontrar algo interessante, torcendo para não serem encontrados antes.

E aquele era, obviamente, um plano ruim.

O moreno bufou, cobrindo a boca e se curvando para tossir violentamente.

Quando estava prestes a se pronunciar, agarrar o braço do ruivo e arrastá-lo para fora dali, uma silhueta distante, abalada pelo bamboleio das chamas, chamou sua atenção.

Estreitando os olhos e ajustando a visão, percebeu o traje incomum do que, agora, era claramente uma garota. A julgar pelas botas arranhadas, pelos acessórios em seu braço e pelas roupas um dia luxuosas — era ela.

A súbita percepção teve efeito quase imediato e antes mesmo que Aron pudesse protestar, ou estar ciente do que acontecia, ela já havia partido — atravessando o pátio incendiado e tropeçando inúmeras vezes, os músculos se retesando numa corrida feroz, a boca se abrindo e fechando enquanto a voz tentava alcançá-la.

— Juviaaaaaaaaaa!

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Arrastando os pés sobre os cacos de vidro, reboco e restos da construção demolida, Juvia ergueu a cabeça, parando momentaneamente quando o grito atravessou a arena em chamas e encontrou o caminho por sua consciência.

Aquele era um nome estranho.

Na verdade, tudo parecia estranho. Não se lembrava do que deveria fazer, nem mesmo da razão por estar ali — tudo o que sabia era que quando abriu os olhos, foi afagada por um instinto sufocante.

Um instinto que não saberia descrever, mesmo se tentasse — apoderando-se de seu corpo e a impulsionando sempre à frente, marchando em direção ao caos.

Por isso, quando o garoto ofegante, que pouco antes gritava o nome estranho, se pôs diante dela, tentando alcançá-la quase que em desespero, a reação não foi das melhores.

Uma esfera de energia negra brotou de sua mão e poucos segundos depois o estranho estava deitado, trincando os dentes e soltando sussurros abafados que foi incapaz de compreender.

A simples visão de Yano, caído no chão, completamente indefeso e vulnerável, acendeu algo dentro dela.

Com um brilho perigoso adornando o olhar, ergueu as mãos e separou os pés, dissipando a névoa ao seu redor com um menos que um movimento.

A voz que emergiu da garganta, soou tanto grossa quanto exaltada. — uma voz que, Yano sabia, não pertencia à ela.

— Vamos brincar.

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"Juviaaaaaaaaaa"

Olhos se arregalaram e as pequenas mãos soltaram a caneca natalina que ela segurava. A porcelana se espatifou no chão e o líquido quente e marrom — que certos pirralhos se recusavam a chamar de chá— voou de encontro aos pés descalços.

Masaya Panginoon não se moveu. Os cacos agrupados ao redor dos dedos não pareceram notáveis; e nem mesmo a bebida quente queimando-lhe a pele pareceu fazer efeito.

— Não! — ela estremeceu, saltando sobre a poça e correndo em direção à escrivaninha em frente à parede oposta do quarto. — Não! Não! Não!

Fechou os olhos e quase se arrependeu por não ter ido com eles, caindo de joelhos no tapete felpudo. E, respirando pausadamente , ergueu a esfera — aquela que trouxera a mensagem— na altura do olhar.

Descansou a testa no objeto e rezou por comunicação, nem que apenas por alguns segundos.

Sabia que deveria ter ido.

Não era sua responsabilidade; não era seu dever auxiliar ainda mais. Realmente, Masaya não precisava estar lá. Já havia feito o suficiente durante os últimos meses; não era sua obrigação ajudar— nunca havia sido.

Mas, por outro lado, tudo aquilo não passava de desculpas.

Não era sua obrigação — verdade.

Mas ela queria que fosse.

Com a respiração ofegante e o coração prestes a saltar do peito, ainda de joelhos, concentrou sua magia nas mãos e puxou o livro de feitiços na beirada da mesinha.

Hora de ajudar seus pirralhos.

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Quando o vazio do miúdo e oco comunicador foi substituído pela luz tremeluzente renascendo em seu centro, Rin sentiu o estômago revirar.

Sem qualquer palavra, esticou o braço trêmulo e esperou até que Liz o aceitasse.

A voz de Masaya soou como música para seus ouvidos.

— Escutem, pirallhos. A comunicação não vai durar muito tempo, então façam como vou dizer.

— Faremos, mestra! — Weizy imitou um grito da melhor forma que pôde, em voz baixa.

Remexendo as pernas e projetando a coluna para frente, Liz ouviu atentamente, segurando o comunicador no meio deles para que todos pudesse escutar.

—Mas antes... o que aconteceu com os outros? — eles a ouviram suspiram — Só consegui encontrar vocês.

— Não sabemos — a morena assumiu com uma hesitação não característica — Saori deveria explodir o prédio e sair; Yano deveria estar do lado de fora, não muito longe, esperando. Juvia deveria ir pra lá também... — ela disse, a voz soando agitada — Nós deveríamos nos encontrar com todos logo depois de cuidar dos fios, mas fomos emboscados.

— Quanto à Juvia...

Liz se inclinou um pouco mais.

— Sim... mestra?

Weisy e Rin seguiram seus movimentos.

— Tenho um mal pressentimento, por isso... tomem cuidado.

O trio se remexeu, parecendo subitamente cientes uns dos outros. Houve uma ligeira troca de olhares antes da pergunta decisiva ser feita.

— O que aconteceu, mestra?

E a resposta foi ainda mais chocante.

— Inner Monster.

Notas finais
Por enquanto, é isso. No próximo capítulo: Quem é Yano Kahel? Qual a ligação de Masaya com Inner monster? O que está acontecendo com Juvia? Qual o real plano do Instituto Arschlodt? E quanto ao resto da cidade? E... quanto à aparição de Fairy Tail, gostaria de dizer que... provavelmente, não será como esperado. Acho que já mencionei que a fanfic não está nem na metade; então, não pretendo demorar muito para trazê-los de volta à estória. mas, talvez, o rumo seja um pouco inesperado. Espero que estejam gostando. Dúvidas, sugestões, comentários ou críticas são sempre bem-vindos! Aproveitando o momento ... estou começando uma one-shot focada no Gray (menções de Gruvia e, provavelmente, meio triste). Então, é isso. Até breve! o/