The Paths Of A Rain Woman
25 Despedida
Notas iniciais
Olá.
Eu sei que estou atrasada. Já faz vários meses desde que venho me forçando a escrever essa nota; mas tentei adiar o quanto pude — não queria dizer adeus.
Não queria estar escrevendo isso. Mas também não quero abandonar algo — que me ajudou tanto no momento em que mais me senti sozinha — sem uma explicação decente e honesta.
Então...
Esse foi o aviso.
Essa estória está entrando numa longa pausa. Retorno? Tempo indeterminado/ Não sei se haverá um.
Caso queira saber os motivos, basta continuar lendo.
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Tudo começou há alguns anos atrás. Se calculei certo, três ou quatro.
Foi sutil. Foi leve e atacou pelas laterais, nunca suspeitei de nada. Era uma tristeza que vinha aos fins de tarde, uma melancolia estranha que deixava o coração um pouco mais pesado.
E eu pensei que fosse passar.
Eu só tinha que fazer amigos, me esforçar... eu só precisava ser normal. Eu tentei, dei o melhor que pude. Sorri, paguei micos, arrumei algumas pessoas pra andar comigo.
E, por um tempo, meio que funcionou. Eu me distrai e, pela lógica, tudo deveria melhorar logo. Na verdade, nunca chegou a dar tão certo. Resumindo, um ano depois, eu estava sozinha de novo.
Isolada no canto da sala, sem ninguém pra conversar. No primeiro ano, eu senti raiva — de tudo. Dos outros, da vida — do barulho insuportável de uma sala de aula lotada— e talvez até de mim.
No segundo ano, me senti tão sozinha que foi difícil aguentar.
Chorava quase todos os dias. Não tinha com quem sair ou conversar. Não tinha interesse em nada. Não conseguia mais ler livros, minha mente ficava muito agitada.
E, pra não prolongar a história, foi um dos piores anos que já tive.
Comecei a ver uma psicoterapeuta e assumir que tinha um problema. Que era real e importante e não só uma "bobagem da adolescência", como muitos diriam.
Esse ano, tudo começou a ficar pior. Atualmente, estou tomando anti depressivo — já alcancei a dosagem máxima. Estou torcendo pra que esse remédio funcione e eu não precise trocar.
Não tenho motivação nem pra levantar de manhã. Tenho que reunir tudo o que resta do meu bom senso pra me forçar a tomar banhos e comer devidamente.
Por muito tempo, as únicas coisas que fizeram eu me sentir bem eram as mensagens que recebia a cada capítulo.
Eu estava finalmente fazendo algo direito. Eu estava fazendo pessoas felizes. Eu era boa em alguma coisa, e as pessoas queriam mais. Eu senti que tinha valor. Não era só uma garota triste e sem amigos que vivia matando aula.
Eu até tinha boa aparência, era inteligente, aprendia rápido e as notas eram sempre altas. E isso não mudou. Mas não me impede de me sentir um lixo.
Tem tanta coisa que parece errada pra mim agora. Não posso, e nem quero, dizer tudo aqui. Mas queria ser sincera com vocês.
Então, me desculpe.
Mas essa é a despedida oficial.
Espero que não me odeiem nem nada. Na verdade, não sei se consigo me importar com isso agora. Mas gostaria que fossem compreensivos — se puderem, é claro.
Talvez nem se lembrem mais dessa fanfic .
Encerrando:
Foi maravilhoso o tempo que estive aqui.
Obrigada pelos comentários — pelas críticas, pelos elogios, pelos encorajamentos e pelas belas recomendações.
É sério, muito obrigada.
Nos despedimos aqui. o/
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