The Partner - Segunda Temporada
5 O assassino ataca novamente
Notas iniciais
Madeline’s POV
Estava tudo muito bem, na verdade, Chaz e eu estávamos calados há muito tempo, deitados na grama, apenas apreciando as estrelas. O sono estava me atingindo, não queria baixar a guarda, mas quando olhei para o lado, vi que Chaz dormia. Aproximei meu rosto de seu peito e sua respiração estava normal, os olhos fechados como se estivessem num sonho maravilhoso. Voltei para o meu lugar tendo a certeza de que ele estava mesmo dormindo.
Me pergunto se a garota ainda está no quarto com o Jason, será que é cedo demais para voltar ao quarto?
Até que o silêncio da noite foi interrompido por sirenes, que eu sabia muito bem que pertenciam a carros de polícia. Sentei na grama ajeitando meu cabelo e então olhei ao redor do campus. Não havia mais ninguém por aqui, então só podia ser lá fora.
— Chaz, acorde — disse balançando-o.
Ele se sentou coçando os olhos e então olhando para mim depois de piscar duas vezes seguidas.
— Aconteceu algo?
— Ouça — disse ficando em silêncio por alguns segundos. — Aconteceu alguma coisa lá fora, raramente policiais aparecem por aqui.
Levantei-me do chão e comecei a andar em direção a saída do campus, Chaz vinha logo atrás de mim. Fui seguindo o barulho das sirenes pelas ruas e parei em frente a lanchonete que estava há poucos minutos com Ellen, mas a frente havia uma multidão de pessoas aglomeradas em um circulo, contidas pelos policiais.
— Tenho um pressentimento de que isso não é bom — falei indo em direção à multidão.
Entrei no meio das pessoas e fui passando por elas, até conseguir chegar na frente e ter uma visão do que estava acontecendo. Um policial me barrou, olhei para ele sem paciência e perguntei:
— O que aconteceu?
— Por favor, fique longe da fita amarela — indicou ele com o dedo. — Não dificulte nosso trabalho.
Certo, ele não respondeu minha pergunta. Chaz apareceu logo atrás de mim e entregou um cartão para o policial que ao olhá-lo, deixou que eu e Chaz passássemos por baixo da linha amarela.
— O que era aquilo? — Perguntei.
— Uma pequena vantagem da CIA que eu guardei comigo — ele sorriu guardando o cartão de volta no bolso. — Eles são obrigados a nos deixar passar, no FBI não tem?
— Talvez, não sei. Fazemos parte das Mi Famílias, somos o segredo deles, não sei se temos isso. Nem os policiais sabem da nossa existência.
— Então aquele policial acha que você é da CIA.
— Que inconveniente — resmunguei enquanto seguia na direção que os polícias tentavam esconder das pessoas em volta.
Quando vi o que realmente era, quase desmaiei, a sorte foi que Chaz me segurou e eu olhei novamente para ter certeza que não era coisa da minha cabeça.
— Ai meu Deus! — Exclamei assustada e escondi meu rosto no peito de Chaz que me confortou.
— Não está acostumada a ver pessoas mortas? — Perguntou baixinho no meu ouvido.
Olhei novamente para a pessoa no chão, com cortes no corpo, com as roupas rasgadas e o pior de tudo, com o pescoço virado para o lado de forma anormal, o olhar era vazio, mas mesmo estando naquele estado, eu reconheci que era a Ellen.
— Eu conheço a garota — disse num sussurro que só Chaz pode escutar.
Ele olhou para mim surpreso e então chamou o policial mais próximo se afastando de mim para conversar com ele. Peguei meu dispositivo de segurança e o ativei, agora é só esperar que o Jason chegue a tempo.
-
Jason’s POV
Meu doritos havia acabado, então como não tinha mais outra coisa para comer e eu estava com preguiça de pausar o filme para comprar algo, decidi ficar com o pacote de mentos. Faz apenas alguns minutos que Madeline saiu, deveria ter pedido para ela comprar mais doritos, mas tudo bem, o mentos é melhor do que nada.
Tenho que pausar o filme, porque tem alguém batendo na porta. Olhei para a cômoda e vi a chave da Madeline, com certeza é ela que ficou presa do lado de fora, já que eu tranquei o quarto assim que ela saiu.
Abri a porta e dei de cara com a Evelyn que entrou antes que eu pudesse autorizar. A sorte era que Madeline não estava aqui, tranquei a porta e me virei para encará-la.
— Aconteceu alguma coisa? — Perguntei confuso, pois se me lembro bem, tínhamos marcado de nos encontrar amanhã e não hoje.
— Você está sozinho, não é?
— Sim.
— Ótimo — ela sorriu para mim maliciosamente e eu sabia através daquele sorriso qual era a sua intenção.
E minhas suspeitas de concretizaram quando ela começou a abrir os botões da sua camisa branca deixando a mostra seu sutiã preto com pequenas bolinhas vermelhas. Gostei.
Antes mesmo que ela terminasse de abrir sua camisa, eu a puxei de encontro ao meu corpo e comecei a beijá-la. Aquilo era mais forte do que eu. Eu a desejava e muito. Por que não começar com a separação agora? Não disse a Madeline ainda que vou me mudar para a pensão, mas assim que ela chegar contarei a ela. E por que não começar já mudando de parceira no sexo? Madeline não estará comigo todas as noites na pensão e isso pode vir comprometer a sua lenda masculina, caso ela seja reconhecida pelo Taylor.
Quando estava guiando a Evelyn em direção a cama, senti algo peludo no meu pé e parei rapidamente, partindo o beijo. Olhei para o lado e vi o gatinho da Madeline ronronando.
— Ah, que fofinho — disse Evelyn sorrindo.
— E esse fofinho vai ficar trancado no banheiro — peguei o Mickey no colo e o coloquei no banheiro, trancando a porta e certificando de que está bem trancada. Depois me virei para Evelyn que havia se sentado na minha cama de solteiro. — Onde paramos? — Perguntei e ela sorriu.
(...)
— Acho que o nosso passeio amanhã não vai ser só entre amigos — Evelyn disse apoiando o queixo sobre o meu peito.
— Talvez — sorri.
— Sabe, eu gostei de ter vindo aqui
— ela se sentou na cama sem se incomodar de estar sem roupa. Madeline com certeza levaria o lençol consigo.
Evelyn se levantou da cama e pegou algo no bolso do seu shorts. Era um maço de cigarro.
— Posso? — Perguntou tirando um de dentro.
— S-sim — disse atordoado e me sentei na cama. — Você não deveria fumar.
— É, eu sei — ela acendeu um e o colocou na boca, depois de tragar, soltou a fumaça para cima. — Mas não consigo controlar... Quanto estou muito triste ou quando estou muito feliz, acho que emoções fortes me fazem depender da nicotina.
— Bom, é um vício que deveria largar.
Ela se sentou ao meu lado na cama e soltou novamente fumaça para o alto.
— Não se preocupe, antes fumava mais de um maço de cigarro por dia, agora não chega a três. Estou largando aos poucos.
— Então... Você disse que fuma quando está com emoções fortes, no momento, o que está sentindo? — Perguntei.
Ela tragou e soltou a fumaça sorrindo maliciosamente para mim.
— Muito, mas muito tesão.
— Hum... Isso é bom — murmurei tentando ignorar o cheiro de cigarro que já estava tomando conta do quarto.
Evelyn colocou a mão na minha coxa e foi em direção ao meu membro o estimulando novamente. Jerry correspondeu de boa vontade, tanto é que ela apagou o cigarro e se deitou na cama me puxando junto. Só que quando fui beijá-la, algo apitou.
— O que foi isso? — Evelyn perguntou assustada.
— Ai merda! — Levantei da cama num pulo e fui procurar minha calça entre as roupas jogadas no chão, tirei o dispositivo e vi que ele piscava ao mesmo tempo que fazia um barulhinho chato.
— Um despertador? — Perguntou Evelyn logo atrás de mim.
— Sim — menti. — Prometi de encontrar o meu primo. Sinto muito, tenho que sair — comecei a me vestir correndo e Evelyn também.
Quando ela saiu do quarto, abri o dispositivo por completo tendo a localização exata de Madeline. Não estava muito longe, mas uma coisa me intrigou. Junto do pontinho verde (o rastreador de Madeline) havia um pontinho vermelho, que quer dizer que alguém que não é confiável (que tem uma Queima[relembrando: Declaração oficial de uma agência de inteligência que determinado indivíduo ou grupo não é fonte confiável.] no FBI) estava próximo. Isso me fez acelerar mais ainda os meus passos.
Cheguei a um local lotado de pessoas. Todas elas conversando entre si, ansiosas. Atravessei a multidão, recebendo alguns xingamentos e alguns empurrões, mas consegui ficar perto da faixa amarela, na qual os policiais protegiam. Vi Madeline dentro do círculo e ela me viu. Veio rapidamente na minha direção e disse algo para o policial mais próximo, então, fui autorizado a passar sob a faixa amarela.
— O que está acontecendo? — Perguntei a ela que estava chorando.
— Eu não deveria ter te chamado, mas infelizmente somos parceiros — ela disse ríspida para mim e eu fiquei confuso, pois estávamos bem antes dela sair. — O assassino de Marisa Dantas atacou novamente.
— O quê? — Perguntei e então fechei a cara quando vi Chaz se aproximar.
Fiquei mais nervoso ainda quando vi Madeline abraçá-lo e chorar em seu ombro. Ei!
— O que você faz aqui? — Perguntei nervoso.
— Acho que não é hora para você pensar em coisas intimas, Jason. Madeline disse que conheceu a garota. Parece que isso envolve a missão de vocês, então seja profissional. — Ele afagou o cabelo de Madeline e depositou um beijo no topo de sua cabeça.
Aquilo me deixou irado, só não avancei em cima dele porque havia muitos policiais em volta. Segui na direção do corpo da garota e meu estomago embrulhou. Ela estava horrível. Teve uma morte trágica. Não é a toa que Madeline ficou tão abalada, não é um cadáver recomendável para vê, nem em séries policiais.
Liguei para o Nicholas e ele mandou alguns agentes do FBI da região para pegar o caso. Eles ajudariam nos relatórios sobre as informações obtidas no IML. Voltei para Madeline que conversava com o Chaz, percebi que ela usava roupas masculinas.
— Por que tirou o disfarce? — Perguntei.
Madeline não respondeu, simplesmente virou a cara para mim.
— O que está acontecendo? — Insisti.
— Não vou falar com você aqui — disse ela. — Preciso descansar, tomar um banho bem demorado e não ver a sua cara o máximo que eu conseguir.
Ela sorriu para Chaz que entrelaçou seu braço ao dela e os dois seguiram em direção ao campus da faculdade. Fiquei encarando os dois se distanciarem, e estava me contorcendo de raiva por dentro por não ter feito nada.
Um dos agentes se aproximou.
— Agente McCann, você pode ficar tranquilo, vamos tentar cuidar dessa garota, mas ela pode ter ligação com a sua missão, não?
— Sim, ela pode — disse e olhei novamente para o corpo que já estava sendo levado.
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Madeline’s POV
— Posso ir para o seu quarto ou você divide ele com alguém? — Perguntei ao Chaz depois de recolher as coisas que deixei em baixo da árvore que horas atrás estávamos deitados olhando as estrelas, que agora perderam o brilho após a tragédia.
— Não, não divido ele com ninguém. Mas por que quer ir para o meu quarto? — Ele perguntou e pude perceber o pingo de malícia em sua voz.
— Não é nada disso que você está pensando — dei um empurrão nele pelo ombro. — É só que eu não quero voltar para o meu quarto tão cedo.
— Você divide ele com o Jason?
— Sim.
— Então, vocês brigaram?
— Não, mas vamos em breve — falei mordendo o lábio inferior.
— Isso tem haver com a sua saída à noite pelo campus — afirmou ele. — Quer me contar o que aconteceu?
— Você sabe como seu amigo é, impulsivo, mulherengo, metido, idiota... Vou parar por aqui, se não vou ficar a noite inteira — ele riu. — Nem sei como podemos ser parceiros — sei que houve um erro, mas Chaz não sabe e nem precisa. — Quero um tempo pra pensar, um tempo longe dele.
— Ok, ok. Então pode ir para o meu quarto, eu durmo no chão.
— O quê? — Olhei para ele atônita. — Claro que não, eu que estou me oferecendo e sou eu quem vai dormir no chão.
— O quarto é meu, eu mando lá e eu digo que você fica com a cama.
— Tudo bem, então — ri.
Seguimos até o prédio ao lado do que tem o quarto que divido com o Jason. O do Chaz fica no segundo andar, têm as mesmas coisas, as únicas coisas que muda é que ele tem uma cama de solteiro a menos e espaço a mais.
Entrei no quarto e me lembrei de uma coisa importante.
— Não se importa se eu pegar algumas roupas emprestadas? — Perguntei.
— Para a sua lenda?
— É.
— Fique a vontade — disse ele apontando para cômoda ao lado da cama.
Para dormir, peguei apenas uma camiseta grande e corri para o banheiro de encontro a um banho relaxante. Depois dessa noite, preciso de algo para relaxar e nada melhor do que um banho de água quente. Apoiei as costas no box, enquanto a água caía sobre o meu corpo.
Ellen foi assassinada de maneira brutal. Tem que ter algo que nos leve ao assassino. Será que ela tem alguma ligação com Marisa? Não, acho que não, pois nossa cobbler passou todas as informações daqui de Harvard, até da família de Marisa ela passou e eu não me lembro de nenhuma Ellen amiga, prima, irmã, tia ou qualquer outra coisa. Então, talvez pode ter sido outra pessoa que fez isso com ela... Mas algo me diz que não é isso.
Sai do banheiro usando a camiseta do Chaz e decidida a limpar meus pensamentos para pelo menos conseguir dormir por algumas horas.
— Tudo bem? — Perguntou Chaz que estava sentado num colchão ao lado da cama de solteiro. — Você parece abatida.
— Só estou confusa e eu não devo me desabafar com você. Ainda não é confiável.
Ele sorriu.
— Tudo bem — ele se levantou e seguiu até o interruptor. — É melhor ir se deitar, vou apagar a luz.
Segui até a cama de solteiro e me ajeitei em baixo da coberta. Chaz apagou a luz e ouvi seus movimentos até ele se deitar no colchão e se ajeitar também. Fiquei encarando teto, mesmo que não enxergasse nada, e ao mesmo tempo que eu me mandava pensar em nada, eu acabava pensando em tudo. E eis que minha amiga Alexis com barriga me veio a cabeça.
— Chaz.
— Hum? — Murmurou ele.
— Você conhece uma garota chamada Alexis.
— Conheço muitas garotas — pelo tom de sua voz percebi que estava sorrindo.
— Alexis Eniwell — disse deitando-me de lado. — Um pouco mais baixa que eu, cabelos castanhos, olhos azuis, queixo fino, sardas pelo nariz, corpo bonito...
— Talvez eu a conheça. Mas por que quer saber?
— Ela foi em uma festa do Jason, na qual eu sei que você também participou na organização e ajudou na escolha dos convidados.
— Muitas pessoas iam a nossas festas. É impossível decorar o nome de todas e sempre tem penetras.
— Alexis não é uma garota difícil de se esquecer.
Escutei um movimento no colchão e então no escuro reconheci a silhueta de Chaz. Ele estava sentado e apoiou os braços na cama.
— Esse interrogatório todo está relacionado ao que aconteceu hoje?
— Ela foi vitima de estupro, mas não foi morta — confessei. Chaz é um garoto esperto, ele sabe deduzir as coisas. — Disse que conseguiu um convite com Briana...
— Briana? Uma garota loira e atirada, conhecida pelo apelido corrimão?
— Sim, essa! — Me sentei na cama.
— Me conte o que aconteceu — incentivou Chaz procurando minha mão pela cama e quando a encontrou, entrelaçou com a dele.
Minha primeira reação foi afastar, pois eu não quero me tornar tão intima dele. Só que eu percebi que foi automático da parte dele, não tinha outras intenções. Então eu procurei a mão dele no escuro e a segurei firme.
— Ela disse que bebeu muito e acha que batizaram sua bebida. Mas o pior não foi ela ter sido violentada por um monte de caras que a levaram da festa para outro lugar. O pior foi que ela ficou grávida e nem sabe quem é o pai da criança.
— Grávida? — Eu sabia que ele tinha aberto a boa surpreso. — Você sabe quando aconteceu isso?
— Bom, eu a vi há uma semana, quando Jason estava no hospital. Logo depois recebemos uma missão e eu não consegui mais falar com ela. Quando a vi, ela disse que estava com dois meses de gravidez.
— Se quiser, posso pegar a lista de convidados.
— Você tem? — Perguntei esperançosa.
— Sim, no meu macbook. Posso te dar amanhã, mas no momento, quero que durma. Chega de se preocupar com os outros, você precisa dormir.
— É, você tem razão — sorri e soltei a mão dele me deitando na cama.
— Boa noite — Chaz se inclinou e beijo minha bochecha antes de se deitar novamente no colchão.
Depois disso, não pensei em nada, bom, talvez no formigamento que ficou na minha bochecha, mas eu consegui dormir tranquilamente.
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N 3ª Pessoa
— É claro, eu deveria ter adivinhado! — Disse Sarah McPherson com as mãos no rosto em descrença.
— Amor, deixa eu...
— Kurt, cala a boca! — Ela gritou para o marido tentando conter as lágrimas. — Madeline nunca soube dos seus podres, sempre fiz questão de escondê-los dela para que ela pudesse viver, seguir em frente sem pensar nos erros dos pais. Mas isso? Por que não me contou antes?
— Não sabia o que fazer e ela disse que sumiria da minha vida. Quando vi que Madeline foi para Harvard eu surtei e fui procurá-la.
— Ela sabe que trabalha para o FBI?
— Não, não sabe. Ela foi um caso rápido de colegial.
— Caso rápido — repetiu Sarah como se tivesse falado um palavrão. — Você estava comigo na época! Eu sabia dessa traição e deixei passar porque eu amava você.
— Espera... Amava? Isso quer dizer que não ama mais? — Kurt perguntou preocupado.
— Eu não sei — Sarah murmurou limpando o rosto e então saiu do quarto batendo a porta com força.
(...)
— Acha que eu devo falar para a Madeline o que está acontecendo? — Perguntou Lucas espiando pela brecha da cortina com um binóculos e vendo que Sarah havia batido a porta do quarto de Madeline com força, deixando Kurt sozinho, sentado na cama da filha.
— Não, deixe que eles contem — Ben disse analisando destroços do que um dia fora um notebook.
— Mas ela está em missão e...
— E é por isso mesmo, meu irmão. Nossa Mad não pode se distrair com uma coisa dessas, lembra que ouvimos na sede que a missão do Jason e da Madeline é mais complicada que a anterior?
— É que ela me mataria se soubesse que eu sabia disso tudo e não contei a ela antes.
— Ela te perdoa depois.
Lucas se virou para Ben que interligava alguns fios e então olhou para o seu celular vendo o número de Madeline na agenda telefônica. Ligo ou não ligo? – Pensou.
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Bônus
Para comemorar o aniver do Justin, decidi fazer um mini conto sobre ele em The Partner antes de conhecer a Madeline, como aqui no Nyah a história é original, continuará como o Jason... Tá atrasado, mas no Anime eu postei no dia 01/03, então considerem :)
Jason’s POV
— Cara, você tinha que ver como ela implorou por mais — Chaz disse enquanto caminhávamos pelos corredores da escola.
— Nossa, então pegou o jeito?
— Aprendi com o melhor — ele deu batidas de leve no meu ombro e então abri o meu armário.
— Arrebentamos com os Castores no último jogo, né? — Sorri ao lembrar da minha cesta da vitória.
— Sim — Chaz abriu seu armário que é bem ao lado do meu. — Foi demais.
— Vai ser ruim quando o ano acabar e eu perder meu posto de capitão nos Falcões.
— Que isso JC, seja positivo. Tem a faculdade, quem sabe você não consegue jogar basquete lá também?
— É, quem sabe — disse cabisbaixo, porque eu sabia que não iria para faculdade nenhuma, era apenas uma fachada para esconder o meu verdadeiro trabalho após o ensino médio.
Fechei meu armário depois de guardar meus livros e Chaz também. Seguimos para os nossos carros e vi Jenny sentada no capô da minha Ranger.
— Então JC, mereço uma carona? — Perguntou ela.
— Estou vendo seu skate, porque não usa ele? — Perguntei rindo e então destravei o carro.
— Ah qual é, vai me deixar ir de skate quando você tem um carrão desses?
Fiquei pensando no assunto. Nenhuma garota havia entrado no meu carro ainda, além da minha mãe. Há boatos de que eu trouxe Amélia para transarmos dentro do carro quando teve uma festa na casa do Mike, mas é tudo boatos porque nem cheguei a transar com ela. Com certeza foi ela que inventou, mas eu não desmentir, isso só contribui para a minha imagem, ela aumentou os fatos e eu apenas falo “Você sabe, né?” quando me perguntam.
— Tudo bem, entra — falei e ela sorriu triunfante, entrou no carro e colocou seu skate no banco de trás.
Depois de deixar Jenny na casa dela, sabia que minha mãe brigaria comigo pelos dois minutos de atraso. Eu iria dizer a verdade, Jenny quis uma carona e eu não pude recusar. Minha mãe acha que Jenny é o meu próximo alvo, mas ela é apenas a minha amiga e nada mais, jamais farei com a Jenny o que eu faço com as outras garotas. Minha mãe sabe de tudo, é difícil esconder as coisas dela, então ela finge que eu ainda sou virgem e eu finjo que as comidas que ela faz são gostosas.
Cheguei em casa e foi dito e feito.
— Você se atrasou.
— Olha, a Jenny pediu carona e eu dei. Só fiz um caminho mais longo — falei.
— Você sabe que tem que se preparar para a Seleção, que está chegando.
— Eu sei, eu sei.
— Vamos pro jardim, você precisa treinar sua defesa. Você só sabe atacar, mas se defender dos ataques? — Ela deu uma breve risada. — Desse jeito será passado para trás por uma garota.
— Não vou perder para uma garota — disse ríspido e a segui até o jardim de trás.
Minha mãe já estava em posição. Fiquei de frente para ela e juntos nos reverenciamos antes de começar a luta. É muito estranho lutar com a sua mãe, tive muito medo de machucá-la no começo, mas ela não pensa assim. Me machou incontáveis vezes, no começo, quando era mais novo, inventava que havia brigado com um garoto na rua e por isso aparecia com alguma parte do corpo roxa, isso me fez ficar popular no ensino fundamental. Agora, eu não me preocupo mais com isso, estamos no mesmo nível.
— Vamos, defenda! Não luta, defenda! — Exigiu Pattie Mallette para mim enquanto distribuía socos pelo meu abdômen.
Estava tentando me defender como podia. Quando consegui, ela desviou os golpes para o meu rosto e eu desviei e então me protegi com os braços.
— Pesquisei sobre os McPherson — comentei durante nossa luta.
— E o que achou? — Minha mãe perguntou divertida, tentando me pegar desprevenido ao socar minha barriga que eu consegui defender.
— Eles tem uma filha.
— Sim eles tem.
— Sarah McPherson estudou com você — desviei de mais um soco e tentei lhe dar uma rasteira, mas ela foi mais rápida e me ergueu no ar, jogando-me em seguida no chão.
— Sim, estudou.
— Você sabia que ela era do FBI na época? — Perguntei me levantando do chão e desviando de um chute inesperado.
— Sim, só não sabia que ela ia ser tão honrada — minha mãe me deu um chute no meio das pernas e eu cai no chão derrotado.
— Isso foi golpe baixo — resmunguei com as mãos no Jerry.
— Desculpa, querido — ela se abaixou e me deu um beijo na bochecha. — A propósito, feliz aniversário.
— Esse feliz aniversário, significa que estou autorizado para dar uma festa? — Perguntei ainda não chão e escutando ela se afastar.
— Vou dormir num hotel, volto amanhã às dez.
Isso era um sim, e o “volto às dez” significava que a casa deveria estar limpa e em perfeitas condições meia hora antes das dez.
Sentei-me na grama quando meu celular apitou. Era uma mensagem do Nicholas.
Eis aqui a foto de Madeline McPherson, como você pediu.
Avaliei a imagem da garota e adorei o que vi. Bom, os pais podem ser uns metidos a sabichões, mas souberam fazer muito bem a filha.
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