The Pain In Between
1 Prólogo: Best Of Friends
Notas iniciais
Antes de vocês lerem, para quem não viu/vê American Horror Story: uma família se muda para uma casa, famosa pelo nome de Murder House (Casa do Assassinato), pois morreram muitas pessoas lá desde a construção da casa em 1922. Todos os espíritos vagam pela casa e /não podem deixá-la/, porém são sólidos e podem tocar e pegar em coisas ou pessoas. Kid!AHS!Klaine, com mais coisas por vir :3
Esse capítulo tem vários anos e épocas nele, então me avisem se estiver confuso!
Espero muito que gostem.
OBS: Capítulos futuros não terão um salto no tempo tão grande.
Primeiro de Setembro de 2005, Alabama High School
Kurt nunca pensou que ir para a escola pudesse ser tão ruim. Mesmo sem ninguém, Kurt sempre pensou que ele faria amigos e amigas e talvez até acharia um príncipe. Mas, quando você muda de escola aos onze anos e convida os meninos para tomarem chá em sua casa, aparentemente, eles te jogam numa lata de lixo. O castanho saiu de lá fedendo a o que quer tenha sido o almoço, já que ele não havia tido chance de comê-lo, e entrou em uma sala de aula.
Era o primeiro dia da quinta série para Hummel no Alabama, e era ali que as crianças passavam a ter mais de um professor ou professora. Era aula de história, de acordo com seu horário. Batendo na porta levemente, o menino abriu-a e entrou na sala de aula, ouvindo risos reprimidos de alguns alunos.
– Bom dia. – Cumprimentou a professora, magra, de cabelos castanhos com alguns fios grisalhos aparecendo na raíz e um vestido azul de malha, com um cinto marrom. – Qual o seu nome?
– Kurt... Hummel. – Ele respondeu, baixinho, mas de modo que a mulher pudesse ouvir do fundo da sala. A professora o olhava, curiosa.
– Kurt, não quero você aí atrás. Sente-se aqui, em frente à minha mesa. – Ela pediu, e o castanho pegou sua mochila azul claro e andou rapidamente até a carteira na frente da mesa de madeira dela. – Meu nome é Ellen, eu sou a professora de história. – Ele assentiu. – Vamos começar, turma. Esse ano, estudaremos o Egito Antigo. Anotem o título da aula em seus cadernos e...
– Psiu. – Uma voz chamou Kurt, que se virou para trás, seguindo o som. Ele estava se preparando para mais um xingamento, mas se deparou com os olhos cor de mel mais bonitos que ele já vira. O dono dos mesmos tinha cachos bagunçados no topo da cabeça e um sorriso tímido nos lábios. – Você tem cola? Ainda não comprei a minha. – Sussurrou o menino. Kurt virou-se para o estojo, tirando um bastão de cola do mesmo. – Obrigado. Eu sou Blaine.
– Kurt.
– É, eu sei. – E assim os olhos de Blaine se focaram em uma dobradura que fazia, sua língua estava prensada contra seus lábios devido à concentração que o moreno impunha em seu papel. A professora chamou a atenção dos dois e voltou a falar algo sobre como Cleópatra era linda. Ou algo do tipo, mas não importava. Seria possível namorar aos onze anos?
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A hora da saída foi o ponto alto do dia de Kurt. Ao final da aula de história, Blaine havia lhe dado uma gravata borboleta de papel. Mas alguns meninos a arrancaram do pescoço de Kurt, e o castanho não tinha sinal do menino pelos corredores. Ele procurava, e procurava, mas os olhos castanhos haviam sumido. Era uma pena, porque Kurt realmente havia gostado de Blaine.
Ele ajeitou a mochila nos ombros e saiu pelo portão da escola, procurando um banco vazio no ônibus. Havia apenas um, na janela. Ninguém estava sentando ali e Kurt aproveitou, sabendo que nenhuma das crianças pegaria um lugar como um gay nojento igual a ele. Era de gay que as crianças tentavam ofender Kurt. Algumas delas conseguiam, cuspindo as palavras com nojo e abominação.
O veículo estava saindo quando parou e as portas se abriram. Era Blaine, e ele sorriu ao ver o único lugar vago ao lado do castanho. Sentando-se, o moreno começou a falar fatos louca e rapidamente sobre lulas, pois precisavam estudar sobre ela para a semana que vem, já que dissecariam o animal. Kurt sorria e até ficava impressionado.
– E então a lula macho não pode... – A voz do moreno falhou depois que o ônibus passou por um buraco, fazendo os alunos pularem em seus lugares. Nesse momento, a mão dos dois se tocou. – Me desculpe, me desculpe. Mamãe disse que eu não deveria dar à mão para ninguém, pois posso casar com elas um dia. – Explicou-se Blaine, retirando sua mão. Kurt ficou assustado.
– Você... você não acha que a gente vai... c-casar, não é? Porque eu quero encontrar meu príncipe de um jeito romântico. – Sonhou Kurt, olhando pela janela. Blaine sorriu para ele amigavelmente.
– Eu vou te ajudar a achar um príncipe, com um condição. – Kurt assentiu, concordando. – Me ajude também, ok? Vamos ser parceiros de príncipes! – Comemorou o moreno, dando um abraço em Hummel. O ônibus havia parado no ponto.
– É aqui que eu desço, Blaine. – Explicou, e o motorista apressou os dois. – Até amanhã.
– Até amanhã! – Exclamou o mais baixo, animado.
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Dias, semanas e meses se passaram e a amizade de Kurt e Blaine ficava apenas mais forte. No dia do décimo segundo aniversário de Kurt, em Março, o castanho passou o dia com o melhor amigo e os pais na praia. Burt e Elizabeth adoravam Blaine, e, mesmo apesar do pai não ser a favor da ideia, os dois sabiam que Kurt e Blaine acabariam juntos, ou assim Elizabeth esperava.
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Quatro anos depois (2009)
Ao longo dos anos, Kurt perdera a mãe e seu pai havia casado novamente, com uma adorável enfermeira por volta de uns cinquenta anos, ganhando um meio-irmão. Seu nome era Finn Hudson, ele era bem alto, porém não muito inteligente. Kurt havia acabado de terminar com um cara chamado Adam, eles não duraram muito, pouco mais de um mês. Enquanto Blaine, por sua vez, havia visto seu irmão Cooper ir para a faculdade, sua mãe em viagens de negócios e seu pai, cuidando da política. Ou tentando. Ele estava atualmente namorando um cara chamado Jeremiah, mas não achava que o namoro iria para frente, visto que o outro garoto tinha dezoito anos e não era muito o tipo de Blaine.
Kurt e o moreno passaram para o ensino médio direto, sempre juntos, nas mesmas aulas... Os dois haviam entrado para o clube do coral e feito alguns amigos, mas eles ainda eram os melhores amigos daquela escola. Todos os fins de semana e alguns dias na semana que não havia trabalhos de casa e afins, os dois saíam e se divertiam, falavam de tudo com tanta facilidade quanto ficavam em silêncio confortavelmente, seja ambos lendo um livro, ou mexendo nos celulares... era sempre especial. Sempre ótimo.
Mas havia um problema. E estava sufocando Kurt: ele gostava de Blaine. Mais do que ele havia gostado de Sam Evans um ano anterior, ou Sebastian Smythe ainda em 2007. Kurt não sabia o que era amor, mas possivelmente era o toque da ponta dos dedos em sua mão ou em seu braço. Talvez o som da gargalhada do moreno.
Blaine estava completando dezesseis anos naquele dia, alguns meses depois de Kurt. Dia sete de outubro de 2009. Kurt havia chegado em casa às seis, como de hábito, e fora tomar banho e arrumar uma mochila para partir para a grande mansão na qual o amigo morava. Era ali perto, não mais que uma rua. Pegando um casaco no cabideiro, Kurt guardou nos bolsos uma nota de dez dólares, seu celular e as chaves de casa.
– Kurt? – Seu pai chamou, justo quando o castanho havia posto um pé fora de casa. – Sente-se. – O menino largou a mochila no chão, perto da porta, e lentamente caminhou até o sofá. Kurt havia visto boas e más notícias da boca daquele homem, e boa coisa não podia ser. – Kurt... eu sei que é aniversário de Blaine, mas eu preciso lhe contar isto: Carole e eu decidimos aceitar a oferta de emprego. – Anunciou o mais velho.
– O-O quê? Como assim, papai, você recebeu a proposta há alguns meses. – Raciocinou Kurt.
– Eu sei, kiddo. Mas ligamos para lá e ainda haviam vagas. Escuta, é Washington, Kurt. Você pode começar de novo, fazer amigos, sair... Finn vai estar do seu lado no começo, e logo, logo, vocês se adaptarão. Este cargo é muito importante para mim e para você, assim como é para todos os homossexuais. – Kurt respirou fundo. Não. – Durma na casa de Blaine, divirta-se. Mas amanhã, quero que comece a arrumar as malas. Partiremos em três semanas. – Avisou Burt, e Kurt ficou paralisado.
Não demorou muito para que o castanho pegasse novamente sua mochila e corresse o curto percurso até a casa do melhor amigo. Ele teria que se mudar? Mas... e Blaine? E ele? Nada seria o mesmo, não com os dois quase completamente separados. Ele chegou ao lar do melhor amigo e tocou a campainha, encontrando a mãe do mesmo sorridente na porta. Ele foi direto para o quarto de Blaine.
– Kurt, oi! – Ele exclamou. Blaine estava quase sempre animado. – Kurt, o que houve? – Quis saber o mais novo, ao ver os olhos tristonhos do amigo. – Kurtie, fale comigo.
– E-Eu... eu vou me mudar. Para Washington. – Kurt disse, à beira de lágrimas. – Me desculpe, Blaine, eu só... eu não quero estragar seu aniversário. Vamos comemorar. – Kurt disse, secando o molhado das bochechas. E sentando-se na cama na frente de Blaine, dando-lhe um abraço.
– Ei, está tudo bem, você não estragou nada. Nós falaremos todos os dias, por email, e mensagens, e ligações. Eu prometo. – Blaine jurou, fazendo com que o castanho olhasse para ele, levantando seu queixo com a ponta dos dedos.
– Promete?
– Prometo. – Assegurou o moreno, beijando delicadamente a bochecha de Kurt.
– Está bem.
– Está ótimo! – Corrigiu, pegando alguns filmes. – Qual você quer ver primeiro?
Notas finais
Beijos :*
PS: desculpem qualquer erro, eu revisei, mas nunca se sabe!
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