The Pain
1 Capítulo Único
Notas iniciais
~* Ela é o tipo de one que se passa no momento,e não chegar a dar detalhes passados de como chegou nesse determinado momento.É pedaço de uma cena de história.
~* E por ser um "pedaço" de uma cena,não haverá capítulos posteriores.
~* Ela também está postada, porém com nomes de personagens originais, no meu blog (Manuiscritos LR)
~*Recomendo ler ouvindo uma das músicas que mais me deu inspiração do começo ao fim. A música é Together de The XX, e se possível ouvir ela repetidas vezes até o final da one.
O som de pessoas conversando, da música alta tomava conta do lugar que estava ao mesmo tempo em que uma dor intensa e crescente surgia dentro de mim. Meus olhos ardiam como nunca antes enquanto sentia o meu corpo tremer aos poucos, e não era por conta do frio que o copo de bebida que havia na minha mão trazia, mas sim, por causa do caos que todos os meus sentidos haviam entrado quando meus olhos focalizaram o homem que amava beijar outra mulher. Exatamente como havia me beijado na noite anterior.
Inclinei a cabeça ainda sem acreditar o vendo passar a mãos sobre os cabelos delas, e logo em seguida apertando a sua nuca sobre eles enquanto ele a beijava de forma avassaladora. A realidade bateu forte, como num soco no estômago, tirando-me o ar e do transe que estava ao notar que havia sido mais uma na cama de Edward Cullen. Segurei as lágrimas quando o vi puxando-a para um canto escuro da boate, sem aguentar mais ver as sequências de cenas sabendo no que iria dar, virei- me deixando o copo de vodka em qualquer uma das mesas e andei o mais rápido que pude para saída.
Peguei meu sobretudo e minha carteira pagando o que foi consumido por mim antes de me lançar quase desesperada para numa tantas ruas de Manhattan. Olhei para os lados desnorteada e me pus a andar para o lado que pareceu ter menos pessoas na rua e me permiti soltar as lágrimas que prendi com o que restava das minhas forças. Parei e encostei a minha testa no muro de um dos prédios sentindo as minhas pernas bambas, ao mesmo tempo em que as lágrimas banhavam o meu rosto. Como pude criar esperanças que ele ficaria comigo? Que ele havia apaixonado por mim durante esse tempo que havia sido a melhor amiga gostosa e sexy da sua irmã, e não a Bella estudiosa e despojada que fazia letras em Harvard.
— Meu Deus, como fui tola. — sussurrei em meio à dor que queimava as minhas veias. Senti as minhas pernas fraquejarem mais uma vez, meu corpo desabar e meus joelhos encostarem no cimento frio ao mesmo tempo em que meus soluços continuaram a sair pelos meus lábios. Vir-me-ei encostando as minhas costas na parede sentindo-me ser rasgada inteira e meu coração quebrado, pesar. Não sei por quanto tempo fiquei sentada ali, sentindo a dor me consumir até a minha consciência me alertar que precisava sair dali. Levantei-me do chão apoiando no muro, olhando para os lados vendo se tinha alguém ali, mas a rua estava deserta. Passei a mão sobre as minhas bochechas antes de refazer o caminho que havia feito até ali, virei na rua movimentada da boate – vendo de longe o grande movimento que ainda havia na mesma — pegando o primeiro táxi que apareceu.
Acendi a luz do banheiro que ficava no quarto, que eu e Alice havíamos reservado para passar aqueles dias em Manhattan que antecederam o casamento dos nossos amigos, e olhei o meu reflexo no espelho entendo o porquê do taxista me encarar preocupado inúmeras vezes. Toda a maquiagem que Alice tinha feita antes de sairmos estava borrada, principalmente o rímel que parecia ter tomado conta dos meus olhos verdes que demonstravam a dor que habitava dentro de mim.
Peguei o algodão e comecei a tirar o batom escuro que havia usado no casamento, as imagens daquela, da nossa noite, inundaram a minha mente fazendo-me passar a mão sobre os meus braços até os ombros lembrando os toques deles, dos beijos que ele distribuía por todo o meu corpo enquanto o sentia dentro de mim, e a felicidade e o prazer me tomar. As lágrimas molhavam o meu rosto novamente e os soluços saiam constantes pelos meus lábios, no qual no meio deles, um grito saiu deles cheio de dor fazendo o meu corpo tombar pra frente cansado.
Toquei o espelho vendo o meu rosto molhado, cheio de linhas pretas e distorcido pela dor. E foi onde o ódio por sido uma idiota, uma estúpida, me invadiu, fazendo-me num ato impensado socar o espelho.
Como espelho quebrado e a mão sangrando, entrei embaixo do chuveiro sentindo a água quente queimar a minha pele e meu machucado arder. Esfreguei cada pedaço do meu corpo com toda força que tinha numa tentativa falha de tirar a marca dos seus toques, dos seus beijos, mas como poderia tirar algo que estava gravado na minha alma? Vesti-me o mais rápido que a mão machucada enrolada numa tolha permitia, coloquei tudo o que era meu dentro da mala, até que me lembrei de que faltava algo.
Retornei ao banheiro pegando o meu sobretudo do chão e encarei o espelho vendo a mais nova Swan sendo refletida entre rachaduras que havia se formado . Sai dali deixando pra trás meus sapatos, minhas roupas, meu sangue e o espelho quebrado. Peguei a minha mala e sai do quarto sem olhar pra trás, desci no saguão pagando a dívida do espelho e segui pra enfermaria do hotel onde a minha mão foi sutura e enfaixada. Dei um sorriso duro desejando que as férias que havia sido abertas na minha almas causadas naquela noite pudesse ser fechadas tão rápido quanto aquele corte, mas eu sabia que dessa vez , mais do que nunca, elas iriam demorar pra cicatrizar.
Entrei no táxi não vendo a hora daquele dia acabar e o meu amor por Edward Cullen também.
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